terça-feira, Fevereiro 28, 2012

O Frio que mata…



Pelas minhas contas estamos nos finais de Fevereiro de 2012, contudo o Inverno aproxima-se a passos largos do fim.
Da chuva nem sinal de vida, praticamente não chove há cerca de dois meses atrás e as terras desesperam pelo sangue da Terra. A seca é extrema na maior parte da superfície de Portugal Continental. A água não corre nas nascentes e as barragens estão à míngua, está tudo seco. Os pastos já foram e não há como alimentar os animais e os agricultores começam a fazer contas à vida. Em breve, principiam as sementeiras.
Nesta altura, noutros anos, choveria a potes…
Mas como anda tudo trocado e nada parece certo…
Dentro de semanas provavelmente o consumo de água começará a ser racionado, caso não chova. Segundo os meteorologistas, não se via uma situação como estas há pelo menos 100 anos atrás.
No entanto, inusitadamente, o frio, a geada e o gelo reinam pela manhã bem cedo, queimando tudo. Há noite predominam as temperaturas negativas, para culminar em magnificas tardes solarengas.
O tempo anda esquisito, muito esquisito.
Enquanto isso, a crise também faz das suas, a população mais idosa de Portugal, com parcas reformas e sem dinheiro para alimentação, medicamentos e electricidade, sem aquecimento, definha até à morte, para contentamento dos nossos governantes, que assim se vêem livres de milhares de pensionistas. Só a semana passada, em seis dias foram três mil, os finados (numa população de dez milhões) …
Há ainda quem fale na morte silenciosa e numa estranha gripe, que tem tolhido a vida daqueles que tem mais de 75 anos… Eliminação selectiva ou controle populacional (apetece-me perguntar)?
Certo, certo é que os postes, todos os dias, por esse país fora estão cheios de defuntos.
Não bastava a crise, agora até o frio mata…
Sobre este mesmo assunto convido-vos a ler estes magníficos artigos publicados no Público e no i.

segunda-feira, Fevereiro 27, 2012

Portugal, uma anedota de país

" Fechem-se em casa.
Se tiverem a sorte de ter uma casa ou de conseguir pagar a renda de uma casa que nunca vai ser vossa.
Não se mexam para não gastarem energias que podem vir a precisar depois para trabalhar. Quanto mais se mexerem mais fome terão e sede. Evitem comer e beber, principalmente beber, porque vamos aumentar os impostos até sobre as bebedeiras. Nunca vão comer a restaurantes, nunca saiam para se divertir, nunca mas nunca vão de férias.
Saiam de casa apenas e só para ir trabalhar (de preferência vão a pé), sejam produtivos apesar de completamente desmotivados, esforcem-se por agradar aos patrões para não serem despedidos, ainda que vos peçam coisas que nada têm a ver com as vossas funções, ainda que vos maltratem, ainda que vos obriguem a trabalhar horas extra sem receber nada por isso, ainda que sejam explorados e estejam a recibos verdes (com patrão), ainda que sejam licenciados e estejam a receber o mesmo que um trabalhador sem formação, ainda que vos batam com um pau.
Aceitem tudo para não serem despedidos porque se vocês não quiserem há mais 100 ou 200 escravos prontos para fazerem o mesmo que vocês ou ainda mais por menos ordenado.
E os subsídios de desemprego... já se sabe, vão ser menores e por menos tempo... ninguém quer ir para o desemprego só porque não aceitou limpar os sapatos ao patrão com a língua, pois não? Portem-se com juízo, sejam cordeirinhos, aceitem tudo.
Não comprem música, arte, não vão a museus, não visitem exposições, não comprem livros, não vão passear pelo campo: tudo isso são gastos desnecessários, ninguém morre por não ter acesso à cultura.
Não comprem prendas de Natal, nem de aniversário, nem de nada. Toda a agente vai perceber porque eles próprios também não têm dinheiro para as comprar.
Não mimem os vossos filhos com um doce sequer, porque depois vão ter de ir ao dentista com eles e isso, já se sabe, vai-vos ficar caro.
Aliás, estamos todos proibidos de adoecer, de engravidar, de partir uma perna ou espirrar sequer. O Estado não tem orçamento para baixas médicas, subsídios de maternidade e ainda suportar as despesas de saúde das pessoas que decidiram que tinham de nascer em Portugal.
Que azar termos nascido em Portugal, daqui para a frente não devia de nascer mais ninguém em Portugal!
Ouviram casais jovens que pensam em ter filhos? Esqueçam isso, só vos vão dar mais despesas e preocupações... e se são daqueles que fumam (mais) por terem preocupações, esqueçam isso também: o imposto sobre o tabaco (que dá lucro ao Estado, mesmo depois de pagar todas as despesas com a saúde dos fumadores) também vai aumentar e quando virem o preço vão perceber porque é nos maços está a avisar que "fumar pode aumentar o risco de ataques cardíacos".
Finalmente se já forem velhinhos, se trabalharam toda a vida para sustentar este ser virtual e egocêntrico que se chama Estado, que tudo vos pede e nada vos dá, se a única alegria que têm na vida é ir nas excursões do turismo sénior (esqueçam, esqueçam o turismo sénior...) ou dar uma notita aos vossos netos no Natal para ver um sorriso a nascer de quem nasceu de vós, dêem graças ao Alzeimer porque só ele vos pode ajudar a esquecer a merda de país em que "escolhemos" nascer.
Até sempre. "

domingo, Fevereiro 26, 2012

O Ditador, segundo Sasha Baron Cohen



O primeiro trailer de "O Ditador" utiliza declarações do presidente dos Estados Unidos Barack Obama e da Secretária de Estado Hillary Clinton, entre outros líderes, referindo-se a um ditador que deve ser deposto.
Sacha Baron Cohen é o tirano General Almirante Aladeen, uma figura caracterizada com farda e uma barba enorme para retratar um governante de um país do terceiro mundo, a República de Wadyia (algures situado entre o Norte de África e o Médio Oriente), que é exilado nos Estados Unidos.
O filme surge como uma sátira ao comportamento de certos líderes árabes, incluindo os falecidos Saddam Hussein e Muammar Kadafi.
Mas o que terá despoletado a fúria de Hollywood?
As piadas impróprias para consumo interno ou externo?
Ou as referências a Israel e seus vizinhos?
Certo, certo é que o comediante Sacha Baron Cohen conseguiu «furar» o «bloqueio» à sua presença na cerimónia dos Óscares, tendo-se vestido como o «Ditador» e postado na página da República de Wadiya no Facebook uma foto segurando dois convites e uma pistola dourada.
O humorista Sacha Baron Cohen atacará as telas mais uma vez, com suas comédias escatológicas. Depois do repórter cazaque Borat e do estilista Brüno, Cohen desta vez será um ditador que arrisca a própria vida para que a democracia nunca chegue ao seu país.
O trailer de “O Ditador”  traz o comediante em paródias que não evitam a comparação com ditadores famosos como Muamar Kadafi, Saddam Hussein e Kim Jong-il. A estreia está prometida para Junho… durante a III Guerra Mundial?
A fórmula não é nova. Decalcando Charlie Chaplin ao ironizar Adolf Hitler no clássico O Grande ditador. Superando a ousadia de Cohen, Chaplin foi mais longe, lançando a sua comédia em 1940, durante a 2ª Guerra Mundial.

«A VITÓRIA É NOSSA!» postou o comediante no Facebook; «Hoje, a poderosa nação de Wadiya triunfou sobre as serpentes sionistas de Hollywood. O mal e todos aqueles que fizeram de Satanás seu protector foram vencidos e expulsos para o Oceano Pacífico. O que estou a tentar dizer aqui é que a Academia se rendeu e me enviou dois bilhetes e um passe de estacionamento! Hoje o Óscar, amanhã Obama!», escreveu.
O actor ainda desejou boa sorte ao actor Billy Cristal, apresentador deste ano.

sábado, Fevereiro 25, 2012

Por dentro da Maçonaria



A maior sociedade secreta do mundo...
Um espantoso documentário que descreve a origem da irmandade, o ritual de iniciação, porque motivo as reuniões da maçonaria são secretas?
Será que os maçons querem mesmo dominar o mundo?
O simbolismo maçónico na nota de 1 dólar e as cerimónias de posse dos presidentes americanos... tudo isso e muito mais…

A maçonaria já foi acusada de tudo: fazer rituais sinistros, promover orgias, querer dominar o mundo... Até de estar por trás dos assassinatos de Jack, o Estripador. Muita gente acredita que a organização controla governos e que seus integrantes usam cargos públicos para se ajudar mutuamente. Os maçons, no entanto, garantem que quase tudo isso é besteira. Eles não passariam de um grupo filosófico, filantrópico e progressista. Reconhecem que ajudam uns aos outros, mas que o dever de auxiliar um irmão está sempre sujeito à obrigação maior de cumprir a lei. Afinal, qual é a verdade sobre essa sociedade secreta?
Para começar, a maçonaria não é tão secreta assim. Em vários países, todo mundo sabe onde ficam as lojas maçónicas e quem são seus membros. Maçons publicam revistas e divulgam suas ideias em sites da internet. E, se antes mantinham seus templos imersos numa aura de mistério, hoje permitem visitas.
A julgar por iniciativas desse tipo, parece que a organização nunca foi tão aberta como hoje. Será que o grande segredo da maçonaria é não ter segredo algum, como dizem alguns irmãos? Pode ser. Mas o certo é que eles ainda mantêm sessões a portas fechadas. Angel Jorge Clavero, grão-mestre da Grande Loja da Argentina, tem uma explicação para isso. “A maçonaria não é secreta, mas discreta. As cerimónias que realizamos aqui só interessam a nós, são reservadas aos iniciados.” Para Clavero, é exactamente o que ocorre em qualquer reunião, seja de condomínio ou da directoria de uma multinacional. “Se você não é dono de um apartamento no prédio ou director da empresa, não vão deixá-lo entrar.

VÁRIAS MAÇONARIAS

O argumento do grão-mestre faz sentido. Por outro lado, directores de empresas não costumam se reunir para debater filosofia, vestidos com aventais coloridos e rodeados de objectos simbólicos. Além disso, nem você nem seus vizinhos de apartamento precisam jurar segredo absoluto sobre o que foi discutido na reunião de condomínio. Na maçonaria, é assim que as coisas funcionam. Para entender os porquês disso tudo, o primeiro passo é levar em conta que não existe uma só, mas várias maçonarias.
A organização é uma rede global, hoje composta de cerca de 6 milhões de integrantes espalhados pelos 5 continentes. Os rituais variam muito, de um país para outro. Cada loja tem autonomia, mesmo que pertença a uma federação nacional ou continental. Algumas usam a Bíblia em suas reuniões. Outras, a Tora ou o Alcorão. Essa diversidade permite que os símbolos maçónicos tenham várias interpretações. E foi graças a ela que personalidades extraordinariamente distintas já vestiram o avental da irmandade: de Mozart a D. Pedro I, de Winston Churchill a Hugo Chávez.
Mas as maçonarias também têm muito em comum. Todas elas, independentemente do país, defendem os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Veneram o Grande Arquitecto do Universo – como se referem a Deus. E exigem requisitos dos iniciados, que, depois de passar por uma cerimónia de iniciação, vão galgando postos e acumulando mais e mais conhecimentos. Embora proíbam falar de política e religião dentro do templo, os maçons continuam tendo o poder e a influência de sempre. A mesma que eles usaram para orquestrar capítulos decisivos da história, como a independência do Brasil, dos EUA e de quase todos os países da América Latina.

A origem da maçonaria é um mistério até para os maçons. Uma das teorias diz que ela surgiu há cerca de 3 mil anos, durante a construção do Templo de Salomão, em Jerusalém. O rei israelita teria recrutado o arquitecto Hiram Abif, mestre na arte de talhar pedras, que ensinava os mistérios do ofício apenas a pedreiros escolhidos a dedo. No fim da obra, 3 artesãos exigiram que ele lhes contasse os segredos. Abif recusou-se e acabou sendo assassinado por isso.
O martírio do arquitecto jamais foi comprovado. Mesmo assim, significa muito para os maçons. Em The Meaning of Masonry (“O Significado da Maçonaria”, inédito no Brasil), o maçom britânico W.L. Wilmshurst interpreta a morte do mestre como um desastre moral para a humanidade – como se a chama do conhecimento tivesse sido apagada. “Agora, neste mundo escuro, ainda temos os 5 sentidos e a razão, que vão nos proporcionar os segredos substitutos”, escreve Wilmshurst. A maçonaria, portanto, seria um sistema filosófico que discute o Universo e nosso lugar dentro dele. Quanto mais o maçom sobe os degraus da confraria, mais perto ele chega da Luz – ou seja, o pensamento racional.
Outra tese afirma que os maçons são herdeiros dos templários, os cavaleiros que viajaram à Terra Santa no século XII para defender os cristãos, mas que acabaram perseguidos pela Igreja. E existe também quem defenda uma origem ainda mais remota, no Egipto dos faraós ou na Grécia antiga. Para a maior parte dos historiadores, contudo, foi na Europa medieval que a maçonaria assentou suas bases. Ela teria começado na forma de sindicatos de pedreiros (masons, em inglês), que construíam monumentos para religiosos e monarcas – entre eles a Ponte de Londres e a Catedral de Westminster, também na capital da Inglaterra.
“Os pedreiros ingleses almoçavam e deixavam suas ferramentas em pequenas casas chamadas lodges [lojas]”, explica o jornalista americano H. Paul Jeffers no livro Freemasons (“Maçons”, sem tradução para o português). Assim como Abif, eles mantinham em segredo seus métodos de construção, pois eram a garantia de melhores salários.
Esses sindicatos floresceram até o século 16, quando os pedreiros tiveram uma surpresa. Abalada pela Reforma Protestante e pela rixa com o rei Henrique VIII, a Igreja parou de construir catedrais. Resultado: contratos para novas obras minguaram. “A maçonaria entrou em crise e sofreu uma grande mudança. Tudo que era ligado à prática do ofício na pedra passou a ser alegórico, e as ferramentas viraram símbolos na contemplação dos mistérios da vida”, diz Jeffers. A ordem deixou de ser “operativa” para ser “especulativa”. E as lojas maçónicas passaram a interpretar esses símbolos por meio de conceitos morais, éticos e filosóficos. A sociedade foi aberta a outros profissionais, como os cientistas, e deixou-se influenciar até pela alquimia.
Em 1717, quatro lojas de Londres se uniram na Grande Loja Unida da Inglaterra, que marcou o início da maçonaria actual. Em 1723, o maçom James Anderson compilou a tradição oral da irmandade numa constituição, cujos lemas eram ciência, justiça e trabalho. Quem não gostou de nada disso foi a Igreja, sentindo seu poder ameaçado por um grupo que rejeitava dogmas, aceitava seguidores de outras crenças e era contra a influência da religião na vida pública. Pior: discutia seus assuntos em segredo, o que só aumentava a desconfiança da Santa Sé. Em 1738, o papa Clemente XII emitiu uma bula em que excomungava a maçonaria – ratificada em 1983 pelo cardeal Joseph Ratzinger, actual papa Bento XVI.
O tiro saiu pela culatra. Quanto mais a maçonaria era difamada, mais ela atraía revolucionários – entre eles, o libertador sul-americano Simon Bolívar e o herói da independência americana Benjamin Franklin. A Revolução Francesa também assumiu os valores maçónicos, mas não com a intensidade que muitos imaginam. “Do mesmo jeito que alguns revolucionários franceses eram maçons, como Jean-Paul Marat, alguns opositores da revolução também eram”, diz o historiador inglês Jasper Ridley no livro The Freemasons (“Os Maçons”, inédito no Brasil). No século XX, a Igreja continuaria no encalço da maçonaria.

CÓDIGOS SECRETOS

A história de perseguição explica por que os maçons desenvolveram códigos para se reconhecer no meio de outras pessoas. No aperto de mão, por exemplo, um tocaria com o indicador no pulso do outro. Ao se abraçar, eles colocariam um braço por cima, outro por baixo, em X, e bateriam 3 vezes nas costas. Mais uma forma de comunicação em lugares públicos seria ficar em posição erecta e com os pés em forma de esquadro.
Em seus textos, os maçons abreviam as palavras usando 3 pontos em forma de delta. Exemplos: “Ir” é irmão, “Loj” é loja. Hoje, boa parte desses segredos já virou de domínio público. Tanto que o termo usado pelos maçons para se referir a Deus – Jahbulon, resultado da união dos nomes Javé, Baal e Osíris – aparece em quase 30 mil páginas na internet.
Para ingressar na maçonaria, é necessário ter a ficha bem limpa, ser maior de idade e acreditar num deus, seja ele qual for. O candidato precisa ser convidado por um maçom e só se torna aprendiz após ser aceito numa cerimónia de iniciação no templo, onde se compromete a não revelar o que escutar ali dentro.
“Nossa meta é formar homens melhores, ensiná-los a se libertar dos dogmas e a pensar por si mesmos”, diz o grão-mestre argentino Jorge Clavero. “A maçonaria não é como um partido político, que fixa posições. Ela actua na sociedade por meio de seus homens, silenciosamente. O iniciado faz sua obra entre a família, os amigos e em seu local de trabalho.”
 Por dentro do templo maçónico
Um passeio pela Grande Loja da Argentina de Maçons Livres e Aceitos, com explicação para tudo que você veria lá dentro

• ALTAR

Corresponde ao Santo dos Santos, o lugar mais sagrado do antigo Templo de Jerusalém. A poltrona central é usada apenas pelo venerável-mestre, que conduz os rituais.

• COMPASSO E ESQUADRO

Remetem ao tempo em que os maçons eram pedreiros. Por desenhar círculos perfeitos, o compasso representa a busca da perfeição. Já o ângulo recto do esquadro sugere honestidade. A letra “G” vem de God – “Deus” em inglês.

• SOL E CÉU AZUL

São vários os significados atribuídos ao Sol na maçonaria. Rente ao teto do templo, ele pode ser interpretado como conhecimento e esclarecimento mental ou intelectual. O céu azul simboliza a natureza e o Universo.

• CIÊNCIA, JUSTIÇA E TRABALHO

Os 3 adultos à esquerda, neste quadro do italiano Enrique Fabris, representam a ciência (ancião com a tocha da razão), a justiça (mãe carregando o filho) e o trabalho (homem vigoroso com ferramentas). A esfinge central refere-se à sociedade iniciática e o longo caminho a ser seguido pelo homem na busca do conhecimento. O Sol simboliza a natureza, presente em seus 4 elementos: água, fogo, ar e terra. Deles, apenas a água não pode ser dominada pelo homem – daí o mar revolto no quadro.

• AVENTAL

Símbolo de trabalho, ele protege o maçom e indica seu grau (na foto, Angel Jorge Clavero, grão-mestre da Loja Argentina de Maçons Livres e Aceitos). As luvas, sempre brancas, significam pureza, rectidão moral e igualdade.

• ESTRELA DO ORIENTE

Com 5 pontas, ela simboliza o homem em seus 5 aspectos – físico, mental, emocional, intuitivo e espiritual. Ao fundo, observa-se a pirâmide com o olho que tudo vê, uma alusão a Deus.

• PISO XADREZ
Representa povos do mundo unidos pela maçonaria. Os triângulos e quadrados simbolizam a harmonia que pode existir na diversidade. Também sintetizam os contrários: Bem e Mal, corpo e espírito.

quinta-feira, Fevereiro 23, 2012

Auto de fé americano em Bagram



De pouco serviu ao presidente norte-americano pedir desculpa ao povo afegão, na pessoa do presidente Hamid Karzai, pela queima de vários exemplares do Corão, levada a cabo por militares da NATO. As manifestações prosseguem, com vários mortos de um lado e doutro. Amanhã, sexta-feira, será como sempre um dia crítico.
A mensagem de Obama a Karzai, citada pela Agência France Press, afirma: "Apresento-lhe, bem como ao povo afegão, as minhas mais sinceras desculpas". Segundo o presidente norte-americano, a queima de vários exemplares do livro sagrado islâmico na base militar de Bagram foi "um erro (...) cometido inadvertidamente".
Os manifestantes, porém, não se dão por satisfeitos com o pedido de desculpas e continuam a gritar, nas ruas, slogans como: "Queremos os culpados julgados, desculpas não bastam".
Obama tentou apaziguar os manifestantes prometendo, na carta a Karzai, que o oficial norte-americano responsável pelo "erro" teria de "prestar contas".
No terceiro dia dos protestos, o número de manifestantes mortos vai já em doze. Mas hoje, quinta-feira, foram também mortos na província de Nagarhar, no Leste do país, dois militares da NATO. Quando uma manifestação se aproximava da base da NATO, um soldado afegão, fardado, abriu fogo sobre as duas vítimas e desapareceu depois no meio da multidão.
Além da referida base, hoje foram também atacadas a tiro duas outras em Oruzgan (no Sul do AFeganistão) e uma base das tropas francesas em Nagrab, na província de Kapisa.
A queima de exemplares do Corão verificou-se na noite de segunda para terça-feira, na base norte-americana de Bagram, a norte de Cabul, onde vários exemplares do Alcorão foram colocados numa incineradora para destruição. E tem dado, desde então, lugar a inúmeras manifestações, que vêm em crescendo. Receia-se que amanhã, dia em que os fiéis se concentram nas mesquitas, a violência possa atingir um patamar de gravidade ainda maior.
Fontes afegãs disseram que funcionários afegãos da base terão detectado os exemplares do livro sagrado e tentado impedir que fossem destruídos, retirando alguns que depois levaram para fora da base para denunciar o caso.
Os taliban tiveram reacções ambíguas e desencontradas, garantindo primeiro o seu porta-voz Zabiullah Mudjahid que o incidente "não afectaria o processo do Qatar [negociações em curso entre EUA e taliban]", embora outras fontes taliban tenham apelado a uma ampla retaliação.

quarta-feira, Fevereiro 22, 2012

Baile de máscaras em Portugal



Portugal de lés a lés, ruas e estradas desertas, transportes vazios, comércio a meio gás, bancos fechados, escolas sem alunos. O Governo decidiu não dar tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval, mas o sector privado não trabalhou e os serviços públicos estiveram praticamente parados.
Uma gigantesca desautorização ao Governo. É este o saldo da decisão do Governo de retirar a tradicional tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval. Os serviços públicos abriram portas mas estiveram praticamente parados. As repartições das finanças e os Tribunais estiveram quase vazios, as escolas estão abertas mas sem alunos, e os hospitais não marcaram cirurgias para o dia de carnaval.
Os Governos regionais dos Açores e da Madeira concederam tolerância de ponto aos seus trabalhadores. Idêntica decisão foi seguida por 116 das 318 câmaras municipais, incluindo algumas das principais cidades governadas por PSD e CDS - como é o caso do Porto.
Mas, se a administração pública funcionou a meio gás, o sector privado quase não funcionou. Os bancos, graças ao contrato colectivo, concederam o dia aos trabalhadores. Tirando as grandes superfícies comerciais e a restauração, pouco foi o comércio que abriu portas no centro das principais cidades.
Em Portugal é proibido ser-se feliz. Os portugueses estão proibidos de se divertirem no Carnaval (a troika assim o determinou)!
Esqueçam o Carnaval e a diversão, neste momento tem de ser submissos ao Grande Capital e concentrarmo-nos unicamente na produção – Assim parece ordenar Bruxelas e Berlim.
Resta saber se o doente (Portugal) não morrerá da doença, mas sim da cura draconiana!
Sem circulação de dinheiro, não há consumo…
E a economia por certo estagnará e não tardará muito, o país entrará em bancarrota – Parece ser uma velha máxima consagrada nas Faculdades de Economia.
Depois do Carnaval lá vamos progredindo alegremente até à Páscoa e às férias de Verão… Sem dinheiro nos bolsos para gozar férias, o que vai acontecer a um dos ex-líbris portugueses, o Turismo em Portugal (Hotelaria e Restauração)?
Parece que a máxima vá de férias cá dentro tem os dias contados…
Eh, eh, eh… a coisa promete!
Ou não será uma partida do Rei Momo?

sábado, Fevereiro 18, 2012

Navios de guerra iranianos entram no Mediterrâneo



Quantos de vocês conhecem o Tehran Times? 
Aposto que muito poucos. 
Então queiram conferir esta notícia no site original.
A mesma passou em rodapé nos noticiários da noite, não tendo sido sequer aprofundada. 
Embora, a RTP e a SIC Noticias tenham-se referido a ela nas suas edições on line.
A Lusa referiu-se a ela muito vagamente: “Teerão, 18 fev (Lusa) - Navios de guerra iranianos entraram hoje no mar Mediterrâneo, depois de passar pelo canal do Suez, anunciou o chefe do Estado-Maior da Marinha do Irão, Habibollah Sayyari, citado pela agência oficial IRNA.
Sayyari não especificou quantos navios participavam nesta operação nem para onde se dirigem, acrescentando apenas que o objectivo da missão é "difundir uma mensagem de paz e amizade" e também "mostrar o poder da República Islâmica do Irão".
Há um ano, dois navios iranianos visitaram a Síria, na primeira incursão da Marinha do Irão no Mediterrâneo desde a revolução islâmica de 1979.”
De escalada em escalada até ao confronto final, parece ser o lema do gato e do rato, enquanto nós por cá andamos todos muito distraídos a ver desabar as peças do dominó (que se arrasta desde 2008 ou será desde Setembro de 2001?)
Será que tudo isto não estava já montado há muito tempo?
Que encenação perfeita…
Não muito longe devem andar barcos russos.
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