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quarta-feira, abril 10, 2013

Isto é um assalto


A banca e a troika. A escalada dos impostos, os cortes salariais e o aumento do desemprego. Quem paga a factura? As respostas chegam em banda desenhada, no livro Isto é um assalto, da autoria dos dirigentes do BE e economistas, Francisco Louçã e Mariana Mortágua, lançado nesta quarta-feira em Lisboa.
”Este livro descreve o assalto que Portugal está a sofrer. Eles estão a cobrar impostos acima das nossas possibilidades, a retirar subsídios de férias e de Natal que eram as nossas possibilidades, a destruir o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública e a Segurança Social, que deveriam ser a devolução dos nossos tributos. Eles querem tudo”, resume-se na contra capa do livro escrito a duas mãos e com ilustrações de Nuno Saraiva.
A “história deste assalto moderno” é contada ao longo de quase 170 páginas. Fazem-se contas e cobra-se a factura à banca e à austeridade, à "chantagem da dívida" e ao flagelo do desemprego. No final, os dois economistas deixam um desafio: “Isto é um assalto! Vamos fazer-lhes frente?”
O lançamento da banda desenhada está marcado para esta quarta-feira, às 148h30, na livraria Bertrand (Picoas), em Lisboa.

sexta-feira, outubro 22, 2010

21º AmadoraBD 2010

A 21ª edição do Amadora BD - Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora – abriu hoje as portas ao público prolongando-se até 7 de Novembro. A Banda Desenhada transforma a Cidade da Amadora na capital portuguesa da BD e no ponto de encontro internacional da banda desenhada em Portugal.

O tema central da edição 2010 do Amadora BD é 'O Centenário da República'. No Festival deste ano, realce, para as seguintes mostras: A I República na Génese da Banda Desenhada e no Olhar do Século XXI; Schuiten e Peeters; Centenário de Fernando Bento; e uma mostra de Richard Câmara, autor do desenho original dos diversos materiais gráficos e autor português em destaque.


Schuiten e Peeters

quinta-feira, março 04, 2010

Paolo Serpieri e Druuna (4)


Apesar de todo o apelo visual da personagem e a qualidade do desenho, existe uma história que justifica todo a malícia que rodeia Druuna.

Em entrevista a Walter Faceta, do Estadão, Paolo Eleuteri Serpieri responde à pergunta sobre a criação da personagem da seguinte maneira:

“Surgiu da elaboração de um sonho, uma personagem que habitava as minhas fantasias.

É uma morena, o tipo de mulher que admiro.

Tem um pouco da mulher indígena, de pele avermelhada, que vive na América.

Tem outro tanto da mulher mediterrânea, das moças brasileiras, da mulher latina em geral. ”



“É cheia de curvas e desperta o desejo dos que a encontram pelo caminho.

Na verdade, eu não queria uma mulher de papel, mas um mulher de verdade.

Por isso, tento fazê-la na tridimensionalidade. Para que ela salte do papel e produza um processo de interacção com o leitor. Acho que tenho atingido esse objectivo.”

“Druuna tem elementos de sedução que estão claramente associados à anatomia feminina, como o desenho das costas, das cadeiras e das pernas.”



Reza a lenda que a modela brasileira Ana Lima teria inspirado o italiano a desenhar sua personagem. Particularmente sei não, já que ela foi capa da “Playboy” em 1990. De qualquer maneira, fica o registo. Não sei o que 14 anos teriam feito a este corpinho, mas Druuna (um sonho de mulher num mundo que é um pesadelo) continua em ordem, sem botox ou plástica...”

A personagem icónica de Serpieiri, que surge em vários álbuns do autor (Morbus Gravis, Carnívora ou Creatura), tenta sobreviver (quase sempre deliciosamente nua ou semi-nua…) num cenário pós-apocalítico e futurista, recheado de monstros e aberrações genéticas, muitas vezes dados a apetites sexuais descontrolados…

Mas, de facto, nesse caos de destruição e violência, sobressai o traço sensual e a natureza extremamente feminina de Druuna: Como se a esperança daquele universo niilista tivesse nome e corpo de mulher. Voluptuosa e carnuda, como as Vénus esculpidas na pedra da pré-história, símbolos de vida, renovação e fertilidade.

http://www.druuna.net


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