quarta-feira, abril 10, 2013
Isto é um assalto
sexta-feira, outubro 22, 2010
21º AmadoraBD 2010
A 21ª edição do Amadora BD - Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora – abriu hoje as portas ao público prolongando-se até 7 de Novembro. A Banda Desenhada transforma a Cidade da Amadora na capital portuguesa da BD e no ponto de encontro internacional da banda desenhada em Portugal.
O tema central da edição 2010 do Amadora BD é 'O Centenário da República'. No Festival deste ano, realce, para as seguintes mostras: A I República na Génese da Banda Desenhada e no Olhar do Século XXI; Schuiten e Peeters; Centenário de Fernando Bento; e uma mostra de Richard Câmara, autor do desenho original dos diversos materiais gráficos e autor português em destaque.
Schuiten e Peeters
quinta-feira, março 04, 2010
Paolo Serpieri e Druuna (4)
Apesar de todo o apelo visual da personagem e a qualidade do desenho, existe uma história que justifica todo a malícia que rodeia Druuna.
Em entrevista a Walter Faceta, do Estadão, Paolo Eleuteri Serpieri responde à pergunta sobre a criação da personagem da seguinte maneira:
“Surgiu da elaboração de um sonho, uma personagem que habitava as minhas fantasias.
É uma morena, o tipo de mulher que admiro.
Tem um pouco da mulher indígena, de pele avermelhada, que vive na América.
Tem outro tanto da mulher mediterrânea, das moças brasileiras, da mulher latina em geral. ”
“É cheia de curvas e desperta o desejo dos que a encontram pelo caminho.
Na verdade, eu não queria uma mulher de papel, mas um mulher de verdade.
“Druuna tem elementos de sedução que estão claramente associados à anatomia feminina, como o desenho das costas, das cadeiras e das pernas.”
Reza a lenda que a modela brasileira Ana Lima teria inspirado o italiano a desenhar sua personagem. Particularmente sei não, já que ela foi capa da “Playboy” em 1990. De qualquer maneira, fica o registo. Não sei o que 14 anos teriam feito a este corpinho, mas Druuna (um sonho de mulher num mundo que é um pesadelo) continua em ordem, sem botox ou plástica...”
A personagem icónica de Serpieiri, que surge em vários álbuns do autor (Morbus Gravis, Carnívora ou Creatura), tenta sobreviver (quase sempre deliciosamente nua ou semi-nua…) num cenário pós-apocalítico e futurista, recheado de monstros e aberrações genéticas, muitas vezes dados a apetites sexuais descontrolados…
Mas, de facto, nesse caos de destruição e violência, sobressai o traço sensual e a natureza extremamente feminina de Druuna: Como se a esperança daquele universo niilista tivesse nome e corpo de mulher. Voluptuosa e carnuda, como as Vénus esculpidas na pedra da pré-história, símbolos de vida, renovação e fertilidade.
