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quinta-feira, julho 11, 2013

Polícia chinesa retira de circulação carne de frango com 46 anos!



“A polícia chinesa confiscou mais de 20 toneladas de pedaços de frango, sobretudo patas, em mau estado e fora do prazo há vários anos, que estavam guardados num armazém de carne congelada e se destinavam a consumo humano. Alguns tinham a validade expirada há 46 anos, quando Mao Tsé-Tung ainda estava no poder.
A operação policial decorreu na cidade de Nanning, capital da região autónoma de Guangxi Zhuan, no Sul da China, no fim-de-semana passado e desde então o caso tem agitado as redes sociais chinesas.
Segundo a imprensa local, foram encontradas patas, tripas e pescoços de frango, que eram importados ilegalmente de países que fazem fronteira com aquela região – é o caso do Laos e do Vietname. Li Jianmin, chefe da polícia, disse à agência de notícias chinesa Xinhua que, depois de importada, a carne foi tratada com químicos, incluindo peróxido de hidrogénio (um aditivo ilegal no país), “para matar as bactérias, prolongando a data de validade” e fazendo com que os pedaços tivessem uma aparência fresca.
“Alguns empresários ilegais importavam comida congelada não inspeccionada, como patas de frango, e processavam-na em pequenas fábricas antes de a venderem aos distribuidores na China”, disse o director do departamento de segurança pública local, Li Jianmin, citado pelo jornal China Daily.
A apreensão foi muito comentada na Internet, com fortes críticas à falta de controlo sobre os alimentos no país. As patas de frango, que os chineses chamam de fengzhao, são uma iguaria muito apreciada no país. Normalmente são servidas fritas e acompanhadas com cerveja. Com este escândalo, surgiu uma nova designação para o prato: chamam-lhe ironicamente “patas de frango zombie”. Outros dizem, em tom sarcástico, que as patas têm “sabor a história”.
As autoridades de saúde citadas pelo China Daily alertam para os riscos da situação: doenças como a gripe das aves, provocada pelo vírus H7N9, podem ser transmitidas através de comida congelada não controlada, uma vez que as bactérias sobrevivem a baixas temperaturas durante muito tempo. Há também os riscos ambientais, uma vez que os resíduos produzidos nas fábricas de processamento de comida podem ser altamente poluentes.
Este não é o primeiro caso do género na região. A polícia detectou mais sete casos de importação ilegal de patas de frango, no valor total de 3,3 milhões de dólares, segundo o China Daily. As autoridades apertaram recentemente a fiscalização nas cidades fronteiriças.”

Fonte: Público

terça-feira, maio 07, 2013

Cientistas criam o vírus da gripe que ninguém quer ver


“Foi criado um vírus de gripe com taxas de mortalidade e de transmissão extremamente elevadas. Obtido através de experiências em cobaias, resulta da combinação dos vírus da gripe aviária H5N1 e suína H1N1.


Num laboratório em Harbin, no Noroeste da China, "vive" actualmente um vírus que, espera-se, nunca de lá saia: combina a força letal do H5N1, do surto da gripe aviária de 2003, com facilidade de transmissão do H1N1, responsável pela gripe A de 2009.
O resultado é um vírus altamente perigoso. A equipa da investigadora Chen Hualan, chefe da pesquisa do Instituto de Investigação Veterinária de Harbin da Academia Chinesa de Ciências, explica que "se a mistura desses vírus fosse originada naturalmente, o início de uma pandemia seria altamente provável".
Chen Hualan acredita que seu trabalho vai beneficiar o controlo e a prevenção da doença mas outros cientistas criticaram os chamados estudos de mutação do vírus, pois a sua manipulação requer elevados padrões de segurança em laboratório para evitar que o vírus se espalhe ou que chegue às mãos de terroristas.
Baron May, ex-cientista-chefe do governo do Reino Unido, disse ao jornal The Independente que o trabalho da equipe de Chen Hualan é "terrivelmente irresponsável"."Eles alegam estar a fazer isso para ajudar a desenvolver vacinas e afins. Mas a razão verdadeira é que eles são movidos pela ambição cega e não têm qualquer bom senso", acrescentou Baron May.”

Fonte: Visão

segunda-feira, julho 16, 2012

Fabricante do iPhone substitui humanos por robôs


A Foxconn, a fabricante do iPhone e do iPad, prevê “contratar” um milhão de robôs nas suas unidades industriais durante os próximos três anos.

A empresa de Taiwan, que produz vários acessórios de marcas europeias em regime de subcontratação, emprega actualmente cerca de um milhão de pessoas, em fábricas dispersas pelo território chinês.
A médio prazo muitos destes operários com salários que não permitem comprar os dispositivos da Apple, da Dell ou da Samsung que fabricam, poderão ter os seus postos de trabalho em risco.
Segundo a Technology Review, o projeto de automatização que está a ser promovido por Terry Guo, líder da Foxconn, com o objectivo elevar as linhas de fabrico a um nível de automatização similar às das fábricas de automóveis da actualidade.
O projecto reacendeu algumas questões sobre a forma como funcionam as linhas de fabrico de um dos maiores conglomerados industriais asiáticos: a inclusão de robôs poderia pôr termo às polémicas relacionadas com as condições de trabalho da Foxconn, mas teria como efeito os despedimentos de milhares de pessoas – muitas delas jovens mulheres provenientes de províncias mais pobres da China.
Alguns observadores lembram que a Foxconn ainda não avançou com encomendas de robôs junto de outros fabricantes de tecnologias. O que pode indiciar que a empresa sediada em Taiwan poderá estar a preparar o fabrico do exército de robôs nas várias fábricas que tem na China.

sábado, março 24, 2012

Golpes e contra-golpes na China



Uma cortina de silêncio abateu-se estranhamente sobre o Império do Meio, há rumores de militares com tanques de novo nas ruas de Pequim, tiros, carros de polícia, prisões e detenções. Certo, certo é que oficialmente nada se sabe, nada transparece, a informação é controlada ferreamente.
A destituição de Bo Xilai, presidente do governo da cidade autónoma de Chongqing e líder do Partido Comunista Chinês (PCC) local, colocou Pequim no centro de rumores de um golpe de Estado que os correspondentes da imprensa ocidental não confirmam, mas que nem por isso fazem parar.
O facto de a imprensa oficial chinesa pouco se ter referido ao tema, tirando uma declaração de uma linha que dava conta da destituição de Bo – a mais importante purga das últimas décadas – na sexta-feira, forneceu o ambiente perfeito para a multiplicação dos rumores.
Um dos boatos, que se espalhou como fogo em capim, surgiu na segunda-feira à noite, segundo o jornalista do “Financial Times”. Um golpe militar liderado por Zhou Yongkang, próximo de Bo Xilai e chefe dos serviços de segurança do Estado, estava a acontecer e ouviam-se trocas de tiros em Zhongnanhai, o complexo onde residem os principais líderes do país. Jamil Anderlini, o correspondente do jornal, passou pelo local nessa mesma noite e não viu indícios de qualquer acontecimento extraordinário.
O mesmo escreve Damian Grammaticas, correspondente da BBC na capital chinesa: “Ok, antes de começarem a ficar demasiado agitados, não há nenhum golpe. Para ser mais exacto, tanto quanto sabemos não há nenhuma tentativa de golpe.”
Só que isso é a imprensa ocidental. Os chineses habituaram-se à internet, aos blogues, aos microblogues, às redes sociais, a tudo o que lhes permita ultrapassar a mão-de-ferro com que o governo controla a imprensa. E esse é um campo minado para a veracidade. Ficções, mentiras, mitos, tudo se conjuga numa amálgama caótica na qual é difícil destrinçar se há algo parecido com factos.
Há fotografias de tanques e blindados nas ruas que são de arquivo e muitas nem sequer são de Pequim, apesar de pretenderem demonstrar que há mesmo um golpe de Estado em curso.
Mesmo assim, uma fonte próxima dos serviços de segurança do Estado disse ao “Financial Times” que Zhou Yongkang está “sob algum tipo de controlo” e foi-lhe pedido que evite as intervenções públicas e não participe em quaisquer reuniões de alto nível.
Christina Larson, especialista em China da revista “Foreign Policy”, lembrava ontem no blogue dos directores da FP que esta multiplicação de rumores na internet surge numa altura em que o governo apresentou planos para reforçar os controlos e exigir o registo com nome próprio no site de microblogues Weibo, o equivalente chinês do Twitter – exactamente numa tentativa de controlar os fluxos de informação, tal como acontece com a imprensa oficial.
No entanto, habituadas ao secretismo e ao controlo dos media, as autoridades chinesas lidam pior quando se trata de tentar controlar as informações que vão circulando pela internet. Usar uma única linha para explicar o afastamento de Bo Xilai, um político popular que estava na calha para ascender ao Comité Permanente do Politburo do PCC em Outubro (ver texto ao lado), o núcleo de nove pessoas que gere efectivamente o país, é um convite à especulação.
A mesma fonte citada pelo “Financial Times” refere que Bo está sob prisão domiciliária, enquanto a mulher foi levada para interrogatório por suspeita de corrupção, crime de que habitualmente são acusados os líderes do país caídos em desgraça.
As histórias que se contam em relação à queda de Bo Xilai prendem-se com a tentativa do ex-presidente do governo de Chongqing de abafar uma investigação de corrupção à sua família. Bo terá pressionado o vice-presidente e chefe da polícia da cidade, Wang Lijun, e este acabou a tentar pedir asilo político no consulado dos Estados Unidos em Chengdu. Negado o pedido, Wang foi levado pelos serviços de segurança do Estado, adianta a BBC.
Visto como um neo-maoista, defensor de uma maior redistribuição da riqueza proveniente do crescimento económico da China e de um regresso a alguns dos valores da Revolução Cultural, Bo Xilai era o principal rosto de um dos modelos apontados para o desenvolvimento do país. E terá perdido a luta. “Bo é a mais dramática manifestação da contestação interna. É por essa razão que tinha de desaparecer. Isto apesar de ser o ‘príncipe’ herdeiro de um dos oito imortais da geração revolucionária de Mao”, Bo Yibo, diz David Pilling no “Financial Times”.

sábado, fevereiro 04, 2012

A farsa do crescimento chinês


Documentário onde mostra como a China está criando um crescimento fictício para enganar o mundo sobre a sua economia, construindo gigantescas cidades fantasmas.
Construindo sem demanda alguma, apenas para criar números que não existem. 
Tudo isso para esconder o que já vimos várias vezes na sua História…
“Exacto!
O título é realmente espantoso.
Nos últimos três anos, e diariamente no ano de 2011, estive em contacto directo com empresas chinesas. (…)
No entanto, aprendi muito sobre o quotidiano Chinês, a sua cultura (assustadora), como o governo comanda todos os aspectos dos negócios na China mesmo de forma oculta, e principalmente a REAL economia chinesa. Foi quando percebi que a China é apenas um gigantesco fracasso e o palco da maior corrupção em acção que a história já registou.
Todos pensávamos que a China estava no caminho de ser a próxima super potência económica e estava tirando milhões da miséria.”

Facto ou propaganda?
Matéria encontrada aqui: As Colunas de Hércules e a merecer um outro olhar quando os chineses nos estão comprando (por uma ninharia).
Qualquer dia Portugal deixa de ser português para passar a ser chinês…

sábado, dezembro 24, 2011

O cavalo de Tróia chinês

500 anos de contactos luso chineses, um livro a merecer uma leitura aprofundada...

Já ouvi muitos disparates e dislates acerca da compra da EDP pelos chineses das Três Gargantas (China Three Gorges), contudo há várias questões que não devemos ignorar e que passo a enumerar:
- As excelentes relações que se mantemos com a China há mais de 500 anos e que sobrevieram a tudo e a todos, mesmo crises inesperadas, ao longo destes anos.
 A China sempre manteve uma relação de respeito para com a mais velha nação da Europa - Portugal.
- A China não adoptou a postura da União Indiana (ver o caso de Goa, Damão e Diu) para reaver Macau.
- Em Macau mantêm-se muitos portugueses a trabalhar, nas mais variadas actividades. Houve mesmo quem depois da integração de Macau na China, regressasse ao rio das pérolas. Lembram-se da máxima um país, dois sistemas?
- Há inúmeros portugueses a trabalhar em Pequim e noutras cidades chinesas, sendo a incubadora perfeita para muitas empresas portuguesas.
- Eu sei que me vão falar em direitos humanos, prisões arbitrárias, horários de trabalho e práticas pouco usuais. Mas, a própria China está a mudar e pode ser que alguns valores que defendemos também passem para os chineses.
- A EDP é um gigante à escala planetária, está nos EUA, em Espanha, no Brasil e em África.
- A EDP na sua actividade incessante acumulou um passivo impressionante nestes últimos quatro anos (Governo José Sócrates). Contudo nem tudo é mau, pois desenvolveram tecnologia de ponta na área das renováveis (veja-se o apetite dos alemães).
Pesando e uns outros argumentos, sei que só no final se farão as contas. Daqui por alguns anos…
Num mundo cada vez mais global as aquisições serão a prática do dia.
Não nos devemos esquecer que os verdadeiros amigos estão connosco nas horas boas e nas horas más. E nestes tempos de crise, para além dos interesses interesseiros da União Europeia, já muito dinheiro de Angola, do Brasil e da China entrou em Portugal.
Eu sei que abrimos a porta da Europa aos Chineses. Mas, depois de atitudes pouco correctas por parte dos países da Europa do Norte, o que é que eles estavam à espera? Pensavam que iam comprar Portugal e as empresas portuguesas ao desbarato? Para as depois retalhar e fazer de nós escravos? Extraindo os lucros?
Vem aí mais investimento chinês: uma fábrica de automóveis, uma fábrica de tecnologias renováveis e provavelmente a aquisição por parte destes dum banco português…
Este investimento representa cerca de 10% daquilo que nos foi emprestado pela União Europeia, FMI e BCE. E provavelmente a China não vai ficar por aqui.
Quem é que ajudou a Islândia há três anos com a falência? Sabem quem injectou dinheiro quando os outros fecharam a porta? A Rússia!
Em tempos de guerra não se limpam armas…
O lugar de Portugal é junto da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Timor), devendo esta comunidade ser alargada à China e à Índia. Sempre estivemos ligados ao Mundo e não à Europa. A Europa do Norte nada nos diz. E muito menos a Europa a duas velocidades. É tempo de seguirmos o nosso caminho sairmos da União e emitirmos moeda.
Só assim poderemos escapar da borrasca que se avizinha.
– É nas horas difíceis que se vêem quem são os nossos amigos. Por isso não entendo o prurido dalguns com o investimento chinês em Portugal.

Ver mais em: Correio da Manhã
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