domingo, novembro 13, 2011
Onda recorde na Nazaré
sábado, setembro 17, 2011
Amor Electro, A Máquina

Os dados estão lançados. É o tema de avanço para o álbum de estreia do novo projecto de Mariza Liz (ex-Donna Maria), os Amor Electro. O tema chama-se “A Máquina” e convence. Sobre o resto, vamos ver.
“Os Amor Electro são grandes canções. Umas atrás das outras. São originais deles, como “A Maquina” – o seu arrebatador single de apresentação – e temas em colaboração com Yami ou Jorge Cruz. São clássicos dos Sétima Legião, dos GNR ou dos Ornatos Violeta. São marcos como “Estrela da tarde” ou “Barco Negro”.
Os Amor Electro são a intensidade de “Cai o Carmo e a Trindade”, a sua estreia em disco, programada para Março e garantidamente um das revelações do ano.
Os Amor Electro são únicos. Escolheram uma serie de canções que fazem parte do panorama musical português, fizeram temas originais, onde se reflectem as suas influências, convidaram alguns instrumentistas representativos da nossa cultura e partiram para uma identidade própria que tem como base a “Musica Pop”. A mais autêntica Pop Portuguesa!” (nota de imprensa)
A restante banda é composta por Tiago Pais Dias, produtor e multi-instrumentista, e por Ricardo Vasconcelos e Rui Rechena.
Fonte: A Trompa
A máquina
Saber o que fazer,
Com isto a acontecer,
Num caso como o meu.
Ter o meu amor,
Para dar e pra vender,
Mas sei que vou ficar,
Por ter o que eu não tenho,
Eu sei que vou ficar.
É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero ser feliz,
É de pedir aos céus.
Porque este amor é meu,
E cedo, vou saber
Que triste é viver,
Que sina, ai, que amor,
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou,
Deixou de tocar.
Sentir e não mentir,
Amar e querer ficar,
Que pena é ver-te assim,
Já sem saberes de ti.
Rasguei o teu perdão,
Quis ser o que já fui,
Eu não vou mais fugir,
A viagem começou,
Porque este amor é meu
E cedo vou saber,
Que triste é viver,
Que sina, ai, que amor.
Já nem vou mais chorar
Gritar, ligar, voltar, Gritar,
A máquina parou.
Deixou de tocar,
É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero é ser feliz,
É de pedir aos céus.
Porque este amor é teu,
E eu já só vou amar,
Que bom não acabou,
A máquina acordou.
terça-feira, maio 17, 2011
Banco Edmond de Rothschild a contas com a justiça
Bom, bom, isto agora promete está a ficar do melhor…
Depois do FMI e de Dominic Strauss Khan é a vez dos Rothschild estarem a contas com a Justiça… portuguesa.
Segundo o jornal DN:
“Banco tem sede no Luxemburgo e é suspeito de fraude fiscal e de branqueamento de capitais.
A sucursal do banco luxemburgês Edmond de Rothschild, situada no Príncipe Real, em Lisboa, está neste momento a ser alvo de buscas policiais, por suspeita de branqueamento de capitais e de fraude fiscal, apurou o DN junto de fonte judiciária.
Uma equipa com magistrados do Ministério Público, elementos da Polícia Judiciária e técnicos do Banco de Portugal, liderada pelo juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), entraram na dependência bancaria por volta das 10 horas, estando neste momento ainda a decorrer a diligência de busca. Ao que o DN apurou, quando a equipa entrou na dependência tomou de imediato conta do sistema informático e começou a passar a pente fino todos os negócios do banco.
O banco Edmond de Rothschild, com sede no Luxemburgo, um dos ramos financeiros do LCF Rothschild Group, abriu em 2000 dois sucursais em Portugal: em Lisboa e no Porto. A entidade bancária veio para o nosso país pela mão do José Luís de Vasconcelos e Sousa.
O banco dedica-se, sobretudo, à gestão de activos. Não há uma balcão para atender clientes. O grupo LCF Rothschild tem 30 escritórios em todo o mundo, 250 gestores de fundos, um staff de 2000 pessoas, 30 das quais em Portugal, e mais de 100 mil milhões de activos sob gestão. Só a sucursal portuguesa ultrapassará 1000 milhões de euros de activos administrados. Na banca de investimento, em que se inclui a assessoria financeira e o private equity, funciona como uma única plataforma ibérica.
Ao que o DN apurou, as autoridades portuguesas "visitaram" o banco depois de constatar avultados lucros por parte de alguns clientes.”
Fonte: DN
domingo, maio 08, 2011
What the finns need to know about Portugal (2)

A propósito de um comentário recebido no post anterior, que a seguir reproduzo, entendo dar a devida resposta à letra:
“Hello Mario. I am very well aware of history of your great nation.
I'd like to know what do you guys think of your position now. Do you understand why Portugal is in financial crisis? What does it change if Finland borrows you 2 billion euros or not? Aren't you ashamed that you blame Finns for not borrowing you money - shouldn't you be thinking of ways to balance your budget and not being sarcastic to other nations?”
(Assinado por Kumitonttu)
Antes de mais, aproveito-lhe para lhe dizer que boa parte dos portugueses começa a achar que a presença de Portugal no seio da União Europeia é um perfeito disparate. Graças à União Europeia ficamos sem agricultura, indústria e comércio.
Na agricultura, boa parte dos nossos campos foram abandonados - são mais de 2 milhões de hectares e ainda há agricultores que recebem subsídios de Bruxelas para nada produzirem, enquanto outros estão limitados por quotas de produção absurdas.
Na indústria com a globalização vimos desaparecer inúmeras fábricas, que foram deslocalizadas para outros países fora da União.
No comércio, as grandes superfícies tomaram conta do sector, impondo preços, que esmagaram por completo os pequenos produtores e os pequenos comerciantes.
Portugal é uma velha nação com 9 séculos de existência e mais de 2000 anos de história (Lusitânia). Afrontamos Roma, que só à conta da traição nos logrou vencer. Por três vezes derrotamos Napoleão, enquanto o resto da Europa era esmagada pelo exército francês, excepção feita a Portugal, Suécia, Inglaterra e Rússia.
Desde os descobrimentos, que estamos voltados para o mundo e não para a Europa.
Posso-lhe dizer que há mais vida para além da União Europeia e boa parte dos portugueses começa assim a pensar. Faz mais sentido Portugal estar inserido numa Comunidade de Países de Língua Portuguesa (com o Brasil, Angola e Moçambique), alargada à China e à Índia.
Sabiam os finlandeses que a China já se dispôs a pagar a dívida externa de Portugal?
Agora se a intervenção do FMI e da União Europeia não for aprovada poderá ser colocada em causa, a existência da Europa enquanto comunidade de estados e o próprio Euro e então assistiremos à completa desagregação da União, que para mim e muitos outros não faz sentido. É altura de cada um (país) seguir o seu caminho.
No entanto queria-lhe ainda recordar que por duas vezes vos valemos a vós finlandeses, que por certo tem a memória curta, quiçá vítima de uma estranha amnésia colectiva. Em 1940 e em finais da década de 80’ nenhum português questionou a ajuda à Finlândia.
Por certo haverá mais marés que marinheiros, e nunca se saberá se amanhã não serão vocês a precisar de ajuda…
É certo e sabido que a crise de 2008, nos EUA, não poderá servir de desculpa para tudo, no entanto, o que está em curso é uma guerra de moedas, mercados e especulação financeira que visa destruir nações inteiras e empresas.
Depois dos EUA, seguiu-se a Islândia, a Grécia, a Irlanda, o mundo árabe, agora chegou a vez de Portugal.
Parece que as coisas não estão bem na Grã-Bretanha, na Espanha, em Itália e na Bélgica.
Amanhã, quem sabe pode ser a vez da Finlândia…
Ou será que vocês não se recordam do que se passou na Islândia?
What the finns need to know about Portugal
Timo Soini, político finlandês (líder do partido Verdadeiros Finlandeses) preconiza uma política mais dura para com os refugiados e menos ajuda aos países europeus com dificuldades (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha).
Contrapondo, por mais que uma vez no passado, a Finlândia foi ajudada por Portugal, tanto em 1940, como após a queda da ex-URSS, em finais da década de 80'.
Agora, o presidente da Câmara de Cascais apresentou nas Conferências do Estoril um vídeo intitulado "O que os finlandeses não sabem sobre Portugal". Já é um sucesso nas redes sociais.
O vídeo mostra os feitos portugueses ao longo dos séculos e, numa clara crítica à intenção da Finlândia em não concordar com o apoio financeiro a Portugal, também dá umas alfinetadas nos finlandeses.
