domingo, novembro 21, 2010

NATO OTAN Lisboa2010, rumo a uma nova era?

A Cimeira já lá vai e a obsessão com a segurança também…

Cimeira que afectou a vida de mais de um milhão de portugueses e que colocou os lisboetas e todos aqueles que se deslocaram à capital portuguesa à beira dum ataque de nervos.

Na retina fica a ideia que em breve teremos um estado omnipresente e totalitário que restringirá a liberdade dos cidadãos e todos os seus movimentos.

O que dizer da recusa da entrada na fronteira dos cidadãos comunitários, por parte das autoridades portuguesas?

E dos exageros cometidos pela PSP na manifestação anti-NATO?

Durante uma semana Lisboa foi a cidade mais segura do mundo, por terra, mar (perdão rio) e ar.

E que ideia transmitiu a Cimeira para o resto do mundo?

Quem são os inimigos da Aliança que nasceu com a Guerra Fria?

Arriscar-me-ia a dizer que serão todos aqueles que não concordem com os ideais definidos pela camarilha de Bilderberg, tais como por exemplo, os BRIC (Brasil, Rússia, India e China) ou o Irão…

Será?

Parece-me que não…

Cada vez mais se esbatem todas as diferenças entre a NATO, a Rússia, a União Europeia e a ONU.

Parece-me um todo, nesta aldeia global, à beira da Nova Era, uma Nova Ordem Mundial, um mundo neo-fascista à nossa espera…


Assanje (Wikileaks) tem a liberdade por um fio


"O ministério público sueco emitiu um mandado contra o fundador do site WikiLeaks, especializado na publicação de documentos confidenciais, por suspeita de violação e agressão sexual.

"Pedi ao tribunal de Estocolmo para prender Assange por suspeitas de violação e agressão sexual", segundo um comunicado da procuradora encarregue do dossier, Marianne Ny.

"A razão desta decisão é porque precisamos de o interrogar", adiantou Ny, também directora do departamento do ministério público encarregue de crimes sexuais.

Assange, cidadão australiano de 39 anos, saiu a 1 de Setembro da Suécia. O tribunal de Estocolmo deve agora pronunciar-se sobre o pedido de Ny e a decisão poderá dar lugar, segundo os «media» suecos, a um mandado de prisão internacional."

Fonte: DN

Eles lá arranjaram maneira de lhe fazer a “cama”…

quinta-feira, novembro 18, 2010

A Cimeira

O que preparam Eles nesta Cimeira?

O Armagedão?

Uma Parceria Estratégica entre a NATO e a Rússia?

Ou cumprir os estranhos desígnios de Bilderberg?

Reticências muitas…

Inicialmente concebida como contraponto ao Pacto de Varsóvia e à URSS, nos idos tempos da Guerra Fria, a Aliança Atlântica já não faz sentido nos tempos actuais.

No entanto há quem queira legitimar um ciclo de guerras eternas.

Para mim devíamos trilhar os caminhos da Paz e da não ingerência, deveríamos isso sim apostar num mundo multicultural e multifacetado, livre de armas nucleares e de destruição maciça e não na Aldeia Global - Nova Ordem Mundial - que nos querem impor a todo o custo.

É tempo de abrir Portugal ao Mundo, à semelhança do que fizemos nos idos tempos de Quinhentos, quando descobrimos o mundo em frágeis cascas de noz e demos mundo ao mundo…

Resta cumprir Portugal, não no seio da NATO ou da UE (identidade amorfa), mas sim na Comunidade das Nações livres e independentes.

Por isso não aceito que concertos de música e diferentes iniciativas culturais, jogos de futebol e meros julgamentos no Campos da Justiça em Lisboa, sejam adiados e ou cancelados.

Também não posso aceitar que o comércio seja encerrado nalgumas zonas da Capital, como por exemplo, no Parque das Nações (FIL), onde decorre a Cimeira.

Não posso aceitar que seja decretada tolerância nacional, no dia 19 de Novembro de 2010, antecipando o fim-de-semana, afinal estamos em crise ou não estamos?

E isto tudo por causa de 60 badamecos… que se vão reunir entre os dias 19 e 20 de Novembro em Lisboa, para decidir os destinos deste planeta.

Também não posso aceitar que alguns dos moradores das zonas envolvidas vejam restringidos os seus movimentos, estando proibidos de circular a pé ou de automóvel ou ainda de entrar ou sair de suas casas, a certas e a determinadas horas. É caso para perguntar, afinal, em que país estamos nós?

O Ridículo tomou conta da situação.

Para mim, a NATO não é bem-vinda a Portugal!

Os meus motivos estão expostos em:

campanha@pazsimnatonao.org

ou ainda em:

http://www.pazsimnatonao.org

terça-feira, novembro 16, 2010

A Manifestação


Pode ser, a manifestação que ninguém está à espera, amanhã, dia 17 de Novembro de 2010...
Os estudantes do Ensino Superior ameaçam sair à rua e mostrar o seu desagrado ao Governo e ao País.
Será que José Sócrates vai ensaiar o dispositivo de segurança que tem montado para a Cimeira da NATO? - Eis a pergunta que todos gostariam de fazer.

A Manifestação terá início às 14h na Cidade Universitária em Lisboa, acabando à frente da Assembleia da República.


Segundo a AAC: "Teremos então de sair a rua e mostrar que não aceitamos ser explorados, que enquanto estudantes não aceitamos condições que nos dificultam o estudo no Ensino Superior, que não será este o sector no qual o estado vai poupar, que não seremos nós a pagar pela crise!"

A coisa promete e a procissão ainda vai no adro!


segunda-feira, novembro 15, 2010

A ver passar o metro...

Afinal, como muitos suspeitavam neste processo doloroso, parece que já não vamos ter metro, tram train ou comboio ou coisa alguma (quanto muito um metrobus ou uma ciclovia até Coimbra).

A sangue frio fomos todos levados, agora é uma questão de tempo, até as obras pararem de vez, o pretexto a crise mundial…

Com pompa e circunstância, quase um ano depois, das obras terem principiado no mês de Janeiro de 2010 no Centenário Ramal da Lousã, com o levantamento dos carris de ferro, da retirada das tulipas e das pedras da linha, resta o vazio, um caminho deserto… Eis que a montanha se prepara para parir um rato.


Uma história cheia de vicissitudes desde 1996, quantos milhões foram já gastos em salários e estudos pela Metro Mondego? – Eis a pergunta que muitos mirandenses e lousanenses gostariam de fazer aos responsáveis pela tutela.

Para a posterioridade ficam as estações de Ceira, Miranda do Corvo e da Lousã que foram objecto de requalificação urbana. No entanto provavelmente ficarão vazias e esvaziadas do seu conteúdo funcional, a ver passar comboios num passado distante.

Projectos mirabolantes, muitos utentes torceram o nariz à história das duas linhas de metro, uma dentro de Coimbra, com um trajecto fascinante até aos HUC, passando pelas quintarolas dalguns construtores lá para os lados da Solum e do Dolce Vida, num sinuoso trajecto a fazer lembrar os Jardins do Mondego e os estranhos jogos de bola. Para não falarmos da linha entre o Alto de S. João até Serpins e dos transbordos de passageiros.

Quando me falaram, agora já não é Metro, vamos passar a ter Tram Train, comecei a ter as minhas dúvidas…

Isto para não falarmos do estranho destino dos carris de ferro, que foram desviados pelos amigos do alheio (conforme notícia dada à estampa) ou por algum caridoso sucateiro, quando na imprensa se especulava que estes tinham como destino o Entroncamento, o Ramal da Figueira da Foz ou até mesmo a linha de Cantanhede. As tulipas de madeira seguiram o mesmo rastro, tantos eram os camiões, qual terá sido o seu destino?

O Entroncamento ou Ovar?

Só as entidades envolvidas poderão responder a tais questões…


Isto para não falarmos do depósito de pedra localizado junto à passagem de nível do Arneiro (Padrão) e que mudou de sítio do lado direito para o lado esquerdo da estrada no sentido Miranda do Corvo-Lousã e que tem vindo a diminuir a olhos vistos todos os dias…

Com os diabos, não somos um país rico e os materiais poderiam ter sido reutilizados em obra. Esclareceram-me que o Tram Train circularia sobre um betuminoso especial, onde assentariam os carris.

Perguntei como se desloca o Tram Train?

Será sobre carris?

Algum dia o saberemos…?


Semanalmente ia acompanhando esta mirambolante história através da imprensa, as notícias não eram famosas, ameaças de demissão, Governo suspende concursos, Governo não comparece a Assembleias da Metro Mondego, Abaixo assinados entregues na Assembleia da República, José Sócrates não responde a questão sobre o futuro do Ramal da Lousã, até à noticia do passado dia 10 de Novembro no Diário de Coimbra, Governo quer autocarros no Ramal da Lousã.

Por amor de Deus…

Onde estamos nós?

Onde fica a responsabilidade civil e criminal dos implicados neste processo de destruição do Centenário Ramal da Lousã?


É bom que isto não fique por aqui e que sejam apuradas responsabilidades até às últimas circunstâncias, doa a quem doer. Porque prejudicaram a vida de milhares de pessoas, daqueles que compraram casa em Miranda do Corvo ou na Lousã e se deslocam diariamente para Coimbra ou ainda dos milhares de expropriados pela Metro Mondego, que viram a sua vida virada do avesso (em especial os da Baixa de Coimbra).

Consta-se que já não haverá dinheiro para as transportadoras e que já há mini-autocarros e outros a cair de podre, com avarias a fazer a viagem entre Serpins e Coimbra, é que os autocarros luxuosos, já foram…

E agora?

Quem descalça esta bota?

Mais em:

http://espacoaberto-umanovamiranda.blogspot.com/2010/01/os-ultimos-dias-do-comboio-em-miranda.html

http://espacoaberto-umanovamiranda.blogspot.com/2010/01/uma-breve-historia-do-ramal-da-lousa.html

sexta-feira, novembro 12, 2010

Uma breve história do Ramal da Lousã


«Sua Magestade El Rei há por bem ordenar o seguinte:

1º Que o major de corpo de estado maior do exército Francisco Maria de Sousa Brandão, elabore o projecto para a construção de um caminho de ferro que bifurcando na linha de leste nas proximidades da Barquinha, se dirija a Almeida, por Thomar, Miranda do Corvo, Lousã e Celourico.»

Portaria de 18 de Março de 1873 (Reinado de D. Luís)


Da publicação da portaria, em 1873, à outorga da concessão (1887), decorreram 14 anos, e desta até à sua inauguração em 1906, decorreram 19 anos!

Desta forma, foi outorgada a concessão de uma linha férrea de via reduzida, de Coimbra a Arganil, com passagem por Miranda do Corvo e Lousã, à firma «Fonsecas, Santos e Viana», por alvará de 10 de Setembro de 1887.

Pouco tempo depois, os concessionários pediram a substituição da via reduzida por via larga, inferindo-se da sua atitude a intenção numa fase posterior de prolongar o ramal até à Covilhã.


Em 8 de Outubro de 1888, um novo alvará outorgou a concessão da via larga à Companhia do Caminho de Ferro do Mondego, numa extensão de 62 km, de Coimbra a Arganil, passando por Ceira, Miranda do Corvo, Serpins, Várzea e Góis.

Em 1889 iniciaram-se os trabalhos de construção em todo o cumprimento da linha, mas mais intensamente nos primeiros 29 km, entre Coimbra e a Lousã.

Estavam os trabalhos já muito adiantados quando rebentou a crise de 1890, com a influência nos negócios da Companhia, que obrigou à interrupção completa dos trabalhos.

Em 1897 foi declarada a falência da Companhia do Caminho de Ferro do Mondego.


Em 1900 foi nomeado pelo Tribunal de Comércio de Lisboa, um Conselheiro para gerir os negócios desta companhia, no intuito de se valorizar o avultado capital já imobilizado nos trabalhos de construção; este capital já se encontrava em progressiva depreciação, devido à ruína das obras já executadas.


Em Janeiro de 1905 recomeçaram as obras no Ramal, tendo sido o troço Coimbra-Lousã inaugurado a 16 de Dezembro de 1906.


Em 1907 tentou-se levar o caminho de ferro da Lousã a Arganil e, posteriormente até Gouveia. No entanto vários factores impediram que tal não se concretizasse:

- A mudança da Monarquia para a República;

- A instabilidade política dos primeiros tempos da República;

- O deflagrar da I Grande Guerra Mundial;

- E a crise de 1929…

Várias tentativas foram feitas para prolongar o caminho-de-ferro: 1911, 1922 e 1927.



Em 1923, a Companhia de Caminho de Ferro do Mondego apresentou o orçamento para a conclusão do troço Lousã-Arganil: 10.000 contos.

Alguns meses mais tarde, já em 1924 foi feito novo contrato desta vez com a CP. No entanto, o traçado da linha foi alterado, encarecendo-o e vindo a gastar em apenas 6 km, de Lousã a Serpins, aqueles 10.000 contos que estavam orçamentados para chegar da Lousã a Arganil.

A 10 de Agosto de 1930 foi inaugurado o pequeno troço de 6 km da Lousã a Serpins.


A restante história é sobejamente conhecida de todos.

Para a posterioridade ficam as fotografias por mim tiradas durante o mês de Janeiro de 2010, junto à Estação da Lousã.


Mário Nunes

Bibliografia Consultada:

- Os Caminhos de Ferro Portugueses (1856-2006), da CP

- Ramal da Lousã (1993), Estudos Setoriais nº 5, da CCRC


quarta-feira, novembro 10, 2010

Tibete livre já!

Aquando da visita do Presidente Chinês a Portugal, a sua comitiva tinha como missão evitar a proliferação das bandeiras tibetanas. Caso fosse mostrada alguma bandeira do Tibete livre não haveria qualquer acordo entre Portugal e a República Popular da China, regressando a comitiva chinesa mais cedo a casa.

Como não sou chinês, nem me vendo, estou com o Tibete Livre e de alma e coração com os escassos 20 manifestantes portugueses da Amnistia Internacional, que saíram no Sábado à tarde à rua, em Lisboa.

Sou português e sinto-me verdadeiramente humilhado e vexado da forma como os políticos portugueses actuais (corruptos), sejam eles do PS ou do PSD, reneguem oitocentos anos de história, o nome de Portugal, a independência nacional e nos entreguem a todos de bandeja, a Bruxelas, a Obama e a Hu Jintao.

O diabo que os carregue… a eles e à maçonaria…

Tenho pena que D. Afonso Henriques ou o Marquês de Pombal não possam ressuscitar, por certo saberiam o que fazer a José Sócrates, Passos Coelho e restante camarilha. O lugar deles seria no cadafalso e o pescoço deles num cepo à espera do machado.

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