Tempestades fora de comum, ondas gigantes na costa (entre 8 a 10 metros) abatem-se sobre as falésias e levam pescadores incautos que desafiam a gravidade pescando à cana, inundações e desabamentos na Ilha das Flores, chuva, neve e vento por todo o Portugal e por último, um tornado invulgar por estas paragens (Tomar, Ferreira do Zézere e Sertã), até parecíamos que estávamos nos States.
O vento levou boa parte dos telhados nesta região do país e foi uma sorte no infantário (João de Deus), em Tomar, quando o telhado arreou não ter havido vítimas mortais entre as pobres crianças.
A pluviosidade aumentou e de que maneira e depois vem nos falar de aquecimento global e do ano mais quente de sempre! Quem estudou meteorologia nos bancos da Faculdade sabe do que falo.
Embora os meteorologistas nos queiram fazer crer o contrário, os tornados não são típicos desta parte do globo. Mas há muito que nos servem colheres de chá na televisão e nos queiram fazer acreditar nas coisas mais bizarras e nos tomar a todos por papalvos.
Agora, que há coisas muitas estranhas há, parece que alguém ligou a máquina e anda a brincar como se fosse um aprendiz de feiticeiro desafiando a mãe natureza, é ondas gigantes por um lado, ventos fortíssimos e chuva desmesurada, por outro. Certo, certo é que os anjos não tocam arpa…

Alias, a televisão nesta altura do campeonato serve em dose certa, depressivos ao jantar (o mundo está tão negro) e tranquilizantes, sedativos (Casa dos Segredos e outros programas afins) depois do jantar para dormirmos melhor e irmos enganados para a cama. Contudo, a depressão parece que tomou conta de muitos portugueses e toda a gente parece que deixou de acreditar e baixou definitivamente os braços.
Não pode ser…
Não podemos baixar os braços temos que acreditar e tentar dar a volta. É imperativo, a solidariedade e uma palavra de conforto para com aqueles que perderam tudo nesta hora tão difícil. Partilhar é necessário.
Não deixei de reparar, então onde é que está o apoio dos nossos governantes? Do nosso Presidente da República, do nosso primeiro-ministro?
Não pude contudo deixar de reparar na recepção que Rui Pereira (Ministro da Administração Interna) teve em Tomar… Houve palavras nada simpáticas e o ar ficou carregado quando referiu que não havia apoios para particulares e empresas.
Onde está a solidariedade nacional e europeia nesta hora difícil?
Não entendo, porque não é seguido o bom exemplo, da ajuda à Madeira? Onde estão agora os mecenas (os Bancos, os Belmiros deste mundo)?
É a hora de todos sem excepção, particulares e empresas, partilharmos o pouco que temos, com aqueles que perderam tudo em Tomar, Ferreira do Zézere e Sertã.
Precisa-se de solidariedade e humanismo, afinal não é isso que apregoa esta quadra?
O seu a seu dono as fotos estavam aqui no blogue do sapo!
