terça-feira, abril 26, 2011

Kraftwerk, Radioactivity

Já sou fã deste inovador grupo alemão, desde finais dos anos 70’, inovadores em tanta coisa – podemos dizer que os Kraftwerk lançaram em 1970, a moderna música electrónica, o tecno e o electro, aliando a formação clássica (Conservatório de Düsseldorf), onde beberam inspiração em Karlheinz Stockhausen, os Krafwerk foram pioneiros, ao introduzirem os computadores e os sintetizadores, na música moderna.


Radioactivity
Is in the air for you and me

Radioactivity
Discovered by Madame Curie

Radioactivity
Tune in to the melody

Radioactivity
Is in the air for you and me

Morse:
Radioactivity is in the air for you and me
Radioactivity discovered by madame curie
Radioactivity tune in to the ... Kraftwerk

Radio Aktivitaet
Fuer dich und mich in All entsteht
(=For you and me in Space comes into being)

Radio Aktivitaet
Strahlt Wellen zum Empfangsgeraet
(=Sends waves to the receiver)

Radio Aktivitaet
Wenn's um unsere Zukunft geht
(=When its about our future)

Morse:
Radioactivity is in the air for you and me
Radioactivity discovered by madame curie
Radioactivity tune in to the ... Kraftwerk

Radioactivity
Is in the air for you and me

Radioactivity
Discovered by Madame Curie

Radioactivity
Tune in to the melody

Radioactivity
Is in the air for you and me


Para a posterioridade poderá ficar a imagem fria dos músicos, mas a música produzida pelos Kraftwerk poderá inicialmente soar gélida, mas depressa, entra nos ouvidos e acabamos por descobrir que ali há mais que uma batida, há um verdadeiro Universo para descobrir.

Aparentemente, o mundo frio e distante dos Kraftwerk revela-se um verdadeiro Avatar, criticando como nunca o ninguém o fez antes, a transformação dos Homens em Robots, a crescente desumanização, patente no mundo dos computadores (de 1981), passando pela disseminação da Radioactividade, em modernas centrais nucleares (Radioactivity), ao transporte de pessoas numa Europa sem fronteiras em TGV’s do futuro (Trans Europe Express) ou ainda em Auto-estradas. Desde 1970 para cá e após várias formações os Kraftwerk denunciaram a tempo e horas, um mundo que nos querem impor. Espero eu que a máquina não se sobreponha ao Homem.

Desde já convido-vos ainda a descobrir a discografia completa deste grupo:

In (http://pt.wikipedia.org/wiki/Kraftwerk)

Mais sobre os Kraftwerk em:

http://www.kraftwerk.com/


segunda-feira, abril 25, 2011

Matança segue na Siria

Parece imparável, será a vontade do povo, libertar-se do jugo duma minoria privilegiada, que tem as mãos sujas de sangue, com o beneplácito dos políticos ocidentais?

Ou uma agenda externa imposta aos países do Norte de África e do Médio Oriente, com vista à criação da Nova Ordem Mundial, um mundo, uma bandeira, um só país…

Depois da Tunísia, da Argélia, do Egipto, da Líbia, do Líbano, do Bahrein, do Iémene, eis agora, a Síria…

Incrédulo reproduzo para vocês o conteúdo do que se está a passar lá:

“Milhares de soldados e centenas de tanques continuam a patrulhar a capital síria, Damasco, e as cidades de Deraa e Durma. As tropas estão a abrir fogo sobre a população. O Presidente Bashar al-Assad encerrou as fronteiras entre a Síria e a Jordânia.

Testemunhos dados à AFP dizem que ao início da manhã entrou em Deraa uma força militar de 3000 homens e dezenas de tanques. Posicionaram-se no centro da cidade onde começaram os protestos pró-democracia na Síria, e atiradores instalaram-se nos telhados das casas.

“Há corpos deitados nas ruas e não conseguimos recuperá-los”, disse um activista.

Segundo um outro activista, Abdullah al-Harriri, citado pela televisão Al-Jazira, as tropas em Deraa estão a disparar "em todas as direcções e a fazer avançar os tanques". Também as cidades de Damasco e Durma foram invadidas pelas forças militares logo às primeiras horas da manhã.

As entradas e saídas destas três cidades foram fechadas e os militares patrulham as ruas, disparando de forma aleatória contra os edifícios ou alvos em movimento. "As pessoas não pode deslocar-se de um lado para o outro", disse um residente de Deraa à Al-Jazira. Outros relatos dão conta de haver muita "gente ferida e a ser presa".

Os jornalistas estrangeiros foram quase todos expulsos do país, tornando impossível a observação directa do que se passa na Síria. As agências e as televisões têm mostrado vídeos feitos pelos manifestantes com os seus telemóveis e divulgados via Internet. A maior parte dos testemunhos é recolhida via telefone, e as agências e televisões referem essa realidade.

Totalmente segura é a informação sobre o encerramento das fronteiras entre a Síria e a Jordânia. Um diplomata em Damasco disse à Reuters que as duas principais saídas do país, em Deraa e Nassib, tinham sido encerradas. E uma fonte oficial explicou que se trata duma decisão relacionada "com o a operação de segurança que decorre neste momento".

"Aniquilar os democratas"

O dia de hoje assinala uma mudança no comportamento do regime, que desde há um mês é contestado nas ruas das cidades. Até agora, o Presidente Bashar al-Assad, no poder há 11 anos e que sucedeu ao pai Hafez al-Assad (30 anos no poder), recorrera à polícia - secreta, especial, regular - para reagir aos protestos. Hoje, assiste-se ao início de uma nova estratégia, a da militarização das cidades da Síria. "Esperávamos que os militares não fossem envolvidos", disse uma fonte da Reuetrs. "Os sírios sentem que este é apenas o início de uma repressão muito séria". Suhair al-Attasi, um conhecido opositor, disse à Reuters que decorre uma "guerra selvagem para aniquilar os democratas do país".

Segundo as organizações de defesa dos direitos humanos, pelo menos 350 pessoas foram mortas pela polícia durante as manifestações que, em todo o país, exigem o fim do regime de Al-Assad e a interdição do seu partido, o Bass (esta formação rege a Síria desde a independência, nos anos de 1940). Só na sexta-feira foram mortos mais de cem manifestantes.

Este banho de sangue levou a que, na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusasse Bashar al-Assad de estar a ter o apoio do Irão para reprimir as manifestações e eliminar os opositores. Obama considerou a violência inaceitável, assim como a Rússia, a União Europeia e as Nações Unidas."

Notícia actualizada às 14h40

Fonte:

http://www.publico.pt/Mundo/tropas-e-tanques-disparam-a-matar-em-deraa-durma-e-damasco-na-siria_1491194

Este mundo está louco, Meu Deus onde chegamos nós…

sábado, abril 23, 2011

Uma Páscoa Feliz

Desejo a todos vós leitores, uma Santa Páscoa, na companhia da família e no descanso do lar, em paz e com muita saúde.

Expansão da atmosfera de Plutão baralha cientistas

Concepção artística de como a superfície de Plutão pode parecer. A imagem mostra manchas de metano puro na superfície.


Observações recentes de Plutão revelam que a atmosfera do astro gelado se expandiu consideravelmente desde 2000, e pela primeira vez, os astrónomos detectaram monóxido de carbono. Os resultados podem ser evidências de alterações sazonais do clima ligada à aproximação de Plutão do Sol, mas os cientistas ainda não têm certeza sobre como essas variações se desdobrar ao longo de uma órbita de 248 anos.

Há ainda quem levante a possibilidade do nosso sistema solar ser um sistema binário e que uma anã vermelha se esteja a aproximar de Plutão, acompanhada pelo seu séquito de planetas.

No entanto, para outros, para lá de Plutão, na periferia do nosso sistema solar e até ao sistema estelar mais próximo, existe a nuvem de Oort, que envolve o nosso sistema solar e é composta por cometas, gelo, meteoros e estranhos astros – Este é um assunto a que tenciono dedicar um artigo próximo.

Para os mais puristas (para aqueles que acreditam que a Ciência é feita de verdades absolutas e dogmas), Plutão é o único objecto em órbita no reino frígido além de Neptuno, que é conhecido por ter uma atmosfera. Essa ténue bainha de gás foi descoberto em 1988, quando o "planeta anão", passando entre a Terra e uma estrela distante, bloqueando parte da luz da estrela. Embora as observações telescópicas em vários comprimentos de onda desde o início de 1990, desde então, várias substâncias identificadas na superfície de Plutão gelos - incluindo azoto, metano e monóxido de carbono - o metano só havia sido detectado anteriormente em sua atmosfera.

Agora os cientistas podem adicionar o monóxido de carbono à mistura. Novas observações das emissões da atmosfera em vários comprimentos de onda, principalmente no comprimento de onda de 1,3 milímetros, denunciam a presença do gás, pela primeira vez. Porque o monóxido de carbono, provavelmente poderia ter sido observada por instrumentos em estudos anteriores, a sua presença recente provavelmente marca uma nova etapa na evolução da atmosfera de Plutão, sugerem os pesquisadores. Plutão foi descoberto apenas há cerca de 80 anos - menos de um terço do tempo que leva para fazer uma única órbita, observa o membro da equipa de Jane Greaves, um astrobiólogo da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, por isso "estamos vendo tudo o que acontece pela primeira vez. "

Embora o metano e o monóxido de carbono sejam os gases até agora detectados na atmosfera de Plutão, os cientistas esperam que, de longe, o maior constituinte seja o azoto, um gás que é difícil de detectar, devido às suas características suaves emissões em vários comprimentos de onda, Greaves diz. "É frustrante que desconhecermos cerca de 97% da atmosfera de Plutão".

As novas observações também revelam que a atmosfera de Plutão está crescendo. Os dados recolhidos por volta da passagem do século sugeriram que a atmosfera de Plutão é difusa e fria, estendida no máximo, a 135 quilómetros acima da superfície do planeta, diz Greaves. Mas ela agora vê indícios de uma expansão atmosférica - dados recolhidos por ela e os seus colegas no Observatório Astronómico do Mauna Kea, Havai, em 11 noites, entre Agosto de 2009 e Maio de 2010. A astrobiologa diz que a atmosfera de Plutão agora chega a altura de mais de 3000 quilómetros - uma distância de quase um quarto do caminho para Caronte, a maior lua de Plutão. "Este não é o que esperávamos", diz Graves. "A atmosfera mudou tão dramaticamente."

Plutão percorre uma órbita altamente elíptica e por último passou mais próximo ao sol em 1989. Muitos cientistas planetários esperam que a atmosfera de Plutão comece a diminuir conforme a esfera de gelo começar a recuar a partir de calor do sol. A expansão imprevista pode estar relacionada com mudanças na escuridão da superfície do planeta há uma década ou mais atrás, que pode ter causado alterações à superfície gelada ao absorver mais radiação solar e de forma mais eficiente a evaporar. Ou, sugere Greaves, as variações de longo prazo na produção ultravioleta do sol, as alterações relacionadas com o ciclo de aproximadamente 11 anos de actividade solar, podem estar desempenhando um outro papel – Aquecimento Solar. A equipa apresentará brevemente os resultados obtidos, numa reunião da Royal Astronomical Society, em Llandudno, no Reino Unido.

As recentes mudanças na atmosfera, bem como a sua calendarização, são um facto inesperado, diz Peter Barnes, um astrónomo da Universidade da Flórida, em Gainesville. "Plutão é, obviamente, um planeta muito mais dinâmico do que se esperava."

Os estudos actuais são apenas uma amostra do que está por vir, quando a sonda New Horizons da NASA, a missão que se aproxima de Plutão. A complexa sonda, lançada em 2006, está a meio caminho de Plutão, chegando a Plutão e seus companheiros orbitais (Caronte, Nix e Hidra), em 2015.

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