sexta-feira, outubro 21, 2011

E se Adolf Hitler tivesse morrido na Argentina em 1962?



No recém-publicado livro “Lobo Cinzento: A Fuga de Adolf Hitler”, dois historiadores desafiam a história e acreditam que a vida de Hitler não terminou no bunker em Berlim.
Os autores reclamam ter encontrado indícios evidentes de que Hitler e Eva Braun não se terão suicidado mas sim fugido de submarino para um enclave nazi na Argentina. No país, o casal ter-se-à divorciado, deixando duas filhas.
“Não há provas forenses que comprovem a morte do casal e os relatos de testemunhas que confirmam a sua presença na Argentina são extremamente excitantes” diz o autor Gerrard Williams. As ossadas que alegadamente pertencem a Hitler (e se encontram hoje na Rússia) são de uma mulher de 40 anos, quando Hitler teria, à data da morte, 56 anos.
A teoria não fica por aqui. O livro explica que os serviços de inteligência americanos permitiram a fuga do Führer em troca de acesso a tecnologia de guerra nazi.
Nos dias cruciais, antes da chegada das tropas aliadas a Berlim, dois duplos terão tomado o lugar do casal alemão, dando-lhes tempo para a fugir. Durante a fuga viajaram para a Dinamarca, passaram por Espanha e, com o apoio do General Franco, embarcaram num submarino com destino a Mar del Plata na Argentina.
Os autores baseiam-se também numa investigação no terreno, tendo recolhido relatos de testemunhas que viram Hitler na Argentina.
A teoria de Williams e Dunstan tem sido ridicularizada por outros historiadores. “É 2000% de lixo”, afirma o famoso historiador Guy Walters. “Os dois autores deviam ter vergonha de tentar impingir este tipo de disparates. É simplesmente inacreditável que as editoras lhes tenham dado todo este destaque”.
O historiador reclama que ele e os seus colegas estudaram e comprovaram a morte do casal no bunker em Berlim e sentem que esta nova teoria tenta “deitar ao lixo décadas de investigação feita por verdadeiros historiadores”.
In Sábado

Novo acessório para trabalhadores


O que nos espera em breve...


segunda-feira, outubro 17, 2011

Do oito ao oitenta...



Meus amigos, está bom de ver, o que é que estas medidas e o Orçamento de Estado de 2012, apresentados pelo Governo Português vão dar…
A Falência do Estado Português.
Passo a explicar-me melhor, se não houver consumo, a economia pura e simplesmente não funciona, isto quer dizer que o pequeno comércio tem os dias contados, assim como algumas das lojas das grandes superfícies, estando instalado o medo, a retranca em todas as carteiras, isto é que vai ser um espectáculo, Belmiro de Azevedo e associados vão ver fechar muitas lojas.
Querem apostar que alguns bens de consumo dentro dum ano vão descer de preço?
Porque ninguém lhes vai tocar… Então a oferta será maior que a procura… hummm, a lógica da batata.
Mas não será preciso chegar a meados do próximo ano, basta passarmos o Natal.
Querem apostar?
Com o “roubo” dos nossos subsídios de natal, muitas pessoas abster-se-ão de consumir (pura e simplesmente).
Aconselhava ainda, o Senhor Ministro das Finanças, Dr. Vítor Gaspar a dar uma volta hoje pela Baixa de Coimbra e constatar quantas lojas já fecharam ou ainda a visitar o Dolce Vida de Coimbra e perguntar a alguns lojistas quantos clientes tiveram hoje? Ou se conseguiram vender alguma coisa?
E que dizer do importante sector do Turismo?
Pura e simplesmente, os hotéis vão ficar entregues às moscas. Clientes portugueses no próximo ano não há.
Mas, como a crise é mundial, estrangeiros também não.
Isto quer dizer que os hotéis vão fechar portas, as agências de viagem também. Espectáculo!
Quer dizer vá de férias cá dentro, porque não ir ao rio mais próximo, à piscina mais próxima tomar banho, andar a pé ou de bicicleta, ler uns livros, passar o tempo do estio a repousar em casa a ouvir uma música. Poupe dinheiro.
Para além disso, grande parte dos cafés e restaurantes já está às moscas, o pessoal começou a levar as marmitas e as sanduíches, há quem esteja a fazer as contas às rendas, aos impostos, aos salários dos seus colaboradores e ainda se vale a pena estar aberto ou fechado. Vamos fechar. Está bom de ver.
Bom, daqui por algum tempo vai ser uma elegância ainda me lembro do tempo que passava com uma sopa ou com uma peça de fruta, como Pedro Passos Coelho é nosso amigo, pensa na nossa saúde e bem-estar, água, sopa e fruta.
Passei pela guerra em Moçambique da independência, entre Portugal e a Frelimo e depois entre Moçambique e a África do Sul e depois entre a Frelimo e a Renamo (inicio) …
Já estou habituado a ver prateleiras das lojas vazias e sem bens para consumir…
Mas isto é que vai ser poupar. Não vai haver onde gastar o dinheiro.
Se este ainda tiver valor?
Também as IPSS e os Bombeiros vão fechar a porta, o Estado deve-lhes tanto dinheiro…
E a esplêndida carteira de encomendas da indústria portuguesa?
Se a União Europeia for para o buraco, muitas empresas fecharão a porta…
E as falências e as acções executivas a subir em flecha?
Isto é que vai ser entregar casas aos bancos, que se tornarão as maiores agências imobiliárias, sim eles mesmos que emprestaram dinheiro em catadupa, sem olhar pela sua saúde e a dos seus clientes, não viram se as pessoas tinham ou não condições de pagarem empréstimos, não calcularam as taxas de esforço. Isto tem de ser falado, emprestaram dinheiro para casas, carros, móveis, férias, computadores, tudo, houve até quem coleccionasse mais de 9 créditos bancários. Se tem dúvidas perguntem a um assistente jurídico da DECO – Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor. Agora digam-me lá quem é o culpado por esta crise?
Os Bancos e os Banqueiros.
Desemprego mais Desemprego é igual a uma confusão muito grande nas cidades, sem dinheiro e alimentos, vai ser o caos social instalado… num país que dá pelo nome de Portugal.
Eh, eh, eh….
Que açorda, até a barraca abana.
Um sábio conselho desprendam-se dos bens materiais e vão viver para uma gruta no alto da montanha ou para o campo convivendo sadiamente com a mãe natureza. Estará visto que isto ou vira América Latina com um Golpe Militar ou a Terra dos Mortos Vivos, com assaltos violentos, que ninguém respeitará ninguém, o Estado já foi, com gangs armados numa luta sem quartel, todos contra todos, não havendo o que comer, um verdadeiro Apocalipse Social e digam lá que isto não foi provocado com muitos anos de antecedência?


A Marcha dos Indignados



951 cidades de 82 países, incluindo Portugal (10 cidades portuguesas).
Milhares senão milhões saíram à rua num protesto global, contra a hipocrisia dos Governos, que nos querem fazer crer que o Mundo está em crise, enquanto isso 1% da população mundial vive no fausto, perante a total indiferença dos restantes (os outros 99 %).
De Nova Iorque a Washington, D.C., passando por Toronto, Roma, Londres, Berlim, Atenas, Lisboa, Bruxelas,… a lista é imensurável.
Em Portugal tudo começou muito cedo…
Parte das duas estátuas de leões que ladeiam a escadaria da Assembleia da República, foram vandalizadas ontem de madrugada, disse à agência Lusa fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.
Segundo a mesma fonte, o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa foi informado às 03:05 de que as duas estátuas tinham sido vandalizadas com tinta de óleo vermelha, por dois indivíduos que não foi possível identificar.
Meios dos Sapadores Bombeiros de Lisboa tentaram mais tarde remover a tinta das estátuas, o que se revelou impossível por se tratar de tinta de óleo, disse à Lusa fonte dos Sapadores.
Segundo a fonte do Comando Metropolitano da PSP, cabe agora à Assembleia da República remover a tinta que se concentra, sobretudo, nos pés de uma das estátuas, no pedestal de outra e na escadaria.
100.000 em Lisboa
Os organizadores da manifestação que se realizou no passado dia em Lisboa calculam em cerca de 100 mil o número de participantes no desfile que se realizou entre o Marquês de Pombal e o Parlamento, disse um dos promotores do protesto.
Paula Gil afirmou em declarações à agência Lusa que o número tinha sido estimado por sindicalistas que costumam organizar e promover manifestações.
A activista, além do balanço positivo que fez da jornada, salientou o facto de durante a contestação ter sido feito um apelo à adesão a uma eventual greve geral que venha a ser convocada pelas centrais sindicais. Paula Gil realçou ainda o facto de ter sido convocada uma nova marcha de protesto para o dia 26 de Novembro, que irá partir do Marquês de Pombal, não estando ainda definido onde irá terminar.
O responsável pelo destacamento policial presente na manifestação, intendente Luís Elias, desvalorizou o incidente ocorrido cerca das 18:30 durante a concentração em frente à Assembleia da República, atribuindo-o a "grupos que aproveitaram para provocar incidentes".
O oficial da PSP negou que a polícia tivesse impedido o socorro a um manifestante que teve um problema de saúde e salientou que o forte contingente policial destacado frente à Assembleia da República para a tarde e noite de hoje teve como objectivo "garantir o direito das pessoas de se manifestarem livremente". Luís Elias escusou avançar quaisquer dados sobre o número de participantes no protesto.
O responsável policial acrescentou que a concentração está autorizada até às 02:00 de domingo.
Por volta das 20:30, do dia 15 continuavam as intervenções dos activistas, numa altura em que ainda permaneciam no local largas centenas de pessoas.
Dou à estampa a visão do jornal Correio da Manhã:
Inicialmente, os polícias impediram os manifestantes de retirarem o homem, o que gerou alguma indignação. Uma das pessoas envolvidas na situação, o advogado e líder do PCTP-MRPP, Garcia Pereira, criticou os polícias por terem impedido que se prestasse assistência ao homem.
Este episódio ocorreu depois de ter sido atirado um ovo contra a escadaria da Assembleia da República e de os elementos policiais terem tentado deter quem fez o arremesso.
Antes disso, já os manifestantes tinham derrubado as grades que continham a multidão fora da escadaria do Parlamento e, nessa ocasião, um homem sentiu-se mal. A PSP foi obrigada a intervir para conter os ânimos. Nesta altura gritavam-se as velhas palavras de ordem "O povo unido jamais será vencido".
Outros dois momentos de tensão vividos durante o desfile dos 'indignados' não passaram de vaias e palavras de ordem mais agressivas à passagem dos manifestantes pela sede do PS, no largo do Rato, vindos da avenida da Liberdade, e na chegada à praça da Assembleia da República, no momento em que o corpo de intervenção da PSP começou a tomar posição.
De resto, o protesto que agora se concentra junto ao Parlamento tem como principais visados o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o Presidente da República, Cavaco Silva. "Passos, ladrão, o teu lugar é na prisão" está entre os gritos mais frequentes dos 'indignados'.  Outras palavras de ordem ouvidas eram "Espanha, Grécia, Irlanda e Portugal, a nossa luta é internacional" e "País precário saiu do armário".
Esta não é uma manifestação que reúne apenas jovens. Não faltaram pessoas de todas as idades, incluindo pais que lutam por melhores condições de vida para os filhos que estão a estudar. Só não é possível para já apurar o número de manifestantes. Mas serão seguramente milhares. É visível, aliás, entre eles, uma bandeira grega. E o sotaque espanhol não passa também despercebido.
Na linha da frente do desfile encontrava-se Garcia Pereira, do PCTP/MRPP, ao lado de cartazes que diziam "Fora, fora daqui fome, miséria e FMI".
Quem também não faltou à manifestação foram os professores, largamente representados entre os muitos milhares de 'indignados'. Para já, ainda não é notória a presença dos músicos Jorge Palma e José Mário Branco, ou do escritor José Luís Peixoto.

A Assembleia Popular reunida no sábado em frente ao Parlamento aprovou uma concentração para o mesmo local para o dia da votação do Orçamento do Estado para 2012, dia 29 de Outubro.

No Porto foi assim…
Milhares de pessoas associaram-se hoje na Praça da Batalha e na Avenida dos Aliados, no Porto, ao movimento mundial dos "Indignados", gritando palavras de ordem contra a banca, a troika e o Governo.
"Não pagamos", "FMI fora daqui" e "O povo unido jamais será vencido" foram algumas das frases mais ouvidas na manifestação, acompanhada de muitos cartazes, bandeiras, tambores e um esqueleto gigante articulado.
Entre os vários discursos, de desempregados, trabalhadores precários, funcionários públicos e membros de vários movimentos, ouviram-se apelos à revolta contra os responsáveis pela crise financeira que o Mundo atravessa.
"Quem deve pagar as dívidas são aqueles que as criaram", defendeu um dos discursantes, enquanto outro apelou à continuação dos protestos iniciados com o movimento "12 de Março".
Nas centenas de cartazes empunhados, a maioria manuscritos em pedaços de papel ou cartão, liam-se frases como "Tenho 20 anos e estou sem futuro", "Fuga de cérebros. Serei mais um?", "Não pago", "Reage". Democracia não é medo", "E se trabalhássemos só para nós?", "Taxar as grandes fortunas", "Greve geral nacional" e "Se alguém disser que não podes mudar o Mundo, desconfia".
Noutro cartaz, uma manifestante reproduzia o ponto 1. do artigo 104.º da Constituição: "O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das desigualdades e será único e progressivo, tendo em conta as necessidades e os rendimentos do agregado familiar".
Um outro manifestante empunhava uma fotografia de Pedro Passos Coelho, pintada com um pequeno bigode numa alusão a Adolf Hitler.
"É preciso mudar isto. As palavras só não chegam. Nunca vi uma ditadura cair só com palavras. As pessoas têm de se unir, mas chega de mão branda. Eles atacam-nos forte, temos de ripostar ainda mais forte", disse à agência Lusa um dos manifestantes, Luís d'Eça, com barba e boné a lembrar Che Guevara.
Na opinião de Luís d'Eça, "todas as formas de ripostar são válidas", nomeadamente uma "revolução".
"Se tiver de morrer alguém, alguém vai ter de morrer. Há pessoas a morrer à fome. Isso é menos grave?", frisou, responsabilizando a banca pela actual situação.
Maria Rodríguez, espanhola a viver em Braga, referiu que em Espanha seguiu "a revolução sempre, todos os dias", pelo que continua a fazer o mesmo em Portugal.
"Não se pode viver assim. Isto não é viver. É nascer, trabalhar e morrer. Não, há que nascer, viver e morrer. E há que lutar agora mesmo. Todos unidos por uma magia e para poder viver com o coração", afirmou.
Conceição Meireles reconheceu que assistiu à manifestação "mais por curiosidade", mas realçou que também está "indignada" e "bastante preocupada", com o futuro incerto da filha pequena e com a sociedade em geral.
"Acho que tem de haver uma mudança de mentalidades e de paradigma. Acho que temos todos de meter a mão na consciência e tentar dar o nosso melhor. Temos de ser honestos", defendeu.
Ambrósio Lopes Vaz disse que decidiu participar na manifestação por sentir que "o fascismo está de volta" a Portugal, através de "um governo que retira regalias que o povo tanto sofreu, tanto lutou para as ter no tempo da ditadura, nomeadamente o horário de trabalho".
"Está a vir agora um governo bem pior do que Salazar, que está a roubar-nos o nosso pão e a atacar todas as classes profissionais", frisou.
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