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sábado, julho 14, 2012

Marinha Russa concentra vasos de guerra no Mediterrâneo Oriental


A Rússia está a fazer confluir para o Mediterrâneo navios das suas três maiores frotas (Mar do Norte, Báltico e Mar Negro). Supostamente, o pretexto de tão inusitada concentração de forças navais será a comemoração do Dia da Marinha Russa. Os navios estarão sob um comando unificado provisório a partir de 29 de Julho de 2012, o qual estará a bordo do contratorpedeiro Almirante Tchabanenko.
Embora a Rússia alegue que esta concentração não está ligada à crise síria, o facto de se virem a reunir em águas territoriais sírias e de virem todos a aportar na base naval russa síria de Tartus aponta noutro sentido… recentemente, o governo russo esteve em contactos com uma das (várias) facções da oposição, pelo que a frota poderá estar a ser enviada para a costa síria antecipando ou preparando uma eventual do numeroso contingente militar e civil russo na Síria. Outra hipótese é que esta presença naval de dois navios de guerra e três transportes de fuzileiros tenha uma missão terrestre em vista, de apoio ao regime de Assad… os próximos dias deverão aclarar este “mistério”…


terça-feira, agosto 23, 2011

Uma questão de vizinhança

Comboio de Kim Jong Il


Enquanto, a NATO tenta decapitar o regime líbio, apesar de Kadhafi ter fugido eventualmente para o deserto… Os navios de guerra americanos e um impressionante dispositivo aero-naval aglomera-se nas proximidades da Síria e do Irão, muito provavelmente a esta hora já haverá tropas especiais americanas dentro destes países, enquanto isso o presidente sírio Hafez al-Hasad foi convidado como Kadhafi tinha sido para deixar o poder (tudo isto com o beneplácito da ONU).

Conforme já referi nesta página, não acredito nas primaveras árabes, nem na veracidade das mesmas, estou para ver que regime sai agora da Libia, se calhar vamos ter os extremistas islâmicos no poder, o retrocesso de toda uma sociedade com o consequente encerramento de universidades e marginalização das mulheres, sim porque doa a quem doer, parece que Kadhafi tratava muito bem as mulheres dando-lhes igualdade de direitos por aquelas paragens.

Quanto ao que se passa na Síria creio que tudo aquilo está muito mal contado é que coisa rara neste momento só temos acesso a um dos lados da história. Neste momento, chegam-nos imagens de militares sírios contra civis. Mas será que são sírios. Será que a Mossad (por aquelas paragens) não terá feito das suas?…

É que já não era a primeira vez…

Enquanto isso, do outro lado do mundo, “uma delegação militar russa chegou à Coreia do Norte para conversações na mesma altura em que Kim Jong Il viaja pela Rússia e se prepara para uma cimeira com o seu homólogo russo, Dmitri Medvedev, prevista para quarta-feira.

“O objectivo fundamental da nossa visita consiste no reforço dos laços de amizade entre as forças armadas dos dois países”, declarou o almirante Konstantin Sidenko, comandante da Região Militar Oriental da Rússia, à chega a Pyongyang.

Segundo a agência russa ITAR-TASS, os representantes de Moscovo e de Pyongyang tencionam analisar a possibilidade de restabelecimento da cooperação militar, a realização de visitas de amizade de navios das armadas da Rússia e da Coreia do Norte e a organização de manobras conjuntas no mar.

Porém, o serviço de imprensa do Ministério da Defesa da Rússia sublinha que as manobras terão um “carácter humanitário”.

“Na primeira etapa, é possível que se trate do reinício da cooperação técnico-militar na esfera da teoria militar, do planeamento militar. Talvez convidemos para estudar nas nossas escolas oficiais norte-coreanos. E só depois de se criarem condições internacionais favoráveis, será possível a realização de manobras conjuntas”, considerou Konstantin Sivkov, vice-presidente da Academia de Problemas Geopolíticos.

Este analista frisa que não se deve falar de fornecimentos de armas russas à Coreia do Norte devido às sanções aprovadas pela ONU contra esse país.

Este visita decorre paralelamente à viagem de Kim Jong Il pelo Extremo Oriente e Sibéria.

Tanto Pyongyang, como Moscovo têm mantido no maior dos segredos o programa da visita do dirigente norte-coreano.

Segundo a imprensa russa, Kim Jong Il deu um passeio de barco pelo Lago Baical, a maior reserva de água potável do mundo, e tomou banho numa piscina com água desse reservatório.

Na quarta-feira, espera-se que ele se encontre com Dmitri Medvedev, Presidente da Rússia, em Ulan-Udé, capital da república russa da Buriátia. As autoridades locais estão a tomar fortes medidas de segurança.

Os especialistas russos consideram que o principal tema das conversações será a cooperação no campo da energia, que inclui a construção de um gasoduto que irá ligar a Rússia à Coreia do Sul através da Coreia do Norte.

Kim Jong Il e Dmitri Medvedev também poderão abordar o tema do reatamento das conversações sobre o desarmamento nuclear na Península da Coreia no quadro do “sexteto” de intermediários (Coreia do Norte e Sul, Rússia, Estados Unidos, China e Japão).

A prestação de ajuda humanitária russa a Pyongyang podem ser igualmente tema das conversações. Antes do dirigente norte-coreano iniciar a visita à Rússia, Moscovo enviou cerca de 50 mil toneladas de trigo para Pyongyang.

A última visita do líder norte-coreano à Rússia, também realizada de comboio, teve lugar em 2002”. (citando Da Rússia de José Milhazes)

Tudo isto depois dos russos terem fornecido os seus amigos sírios e iranianos.

Algo me diz que a próxima incursão militar americana poderá ter outro tipo de resultado…



segunda-feira, abril 25, 2011

Matança segue na Siria

Parece imparável, será a vontade do povo, libertar-se do jugo duma minoria privilegiada, que tem as mãos sujas de sangue, com o beneplácito dos políticos ocidentais?

Ou uma agenda externa imposta aos países do Norte de África e do Médio Oriente, com vista à criação da Nova Ordem Mundial, um mundo, uma bandeira, um só país…

Depois da Tunísia, da Argélia, do Egipto, da Líbia, do Líbano, do Bahrein, do Iémene, eis agora, a Síria…

Incrédulo reproduzo para vocês o conteúdo do que se está a passar lá:

“Milhares de soldados e centenas de tanques continuam a patrulhar a capital síria, Damasco, e as cidades de Deraa e Durma. As tropas estão a abrir fogo sobre a população. O Presidente Bashar al-Assad encerrou as fronteiras entre a Síria e a Jordânia.

Testemunhos dados à AFP dizem que ao início da manhã entrou em Deraa uma força militar de 3000 homens e dezenas de tanques. Posicionaram-se no centro da cidade onde começaram os protestos pró-democracia na Síria, e atiradores instalaram-se nos telhados das casas.

“Há corpos deitados nas ruas e não conseguimos recuperá-los”, disse um activista.

Segundo um outro activista, Abdullah al-Harriri, citado pela televisão Al-Jazira, as tropas em Deraa estão a disparar "em todas as direcções e a fazer avançar os tanques". Também as cidades de Damasco e Durma foram invadidas pelas forças militares logo às primeiras horas da manhã.

As entradas e saídas destas três cidades foram fechadas e os militares patrulham as ruas, disparando de forma aleatória contra os edifícios ou alvos em movimento. "As pessoas não pode deslocar-se de um lado para o outro", disse um residente de Deraa à Al-Jazira. Outros relatos dão conta de haver muita "gente ferida e a ser presa".

Os jornalistas estrangeiros foram quase todos expulsos do país, tornando impossível a observação directa do que se passa na Síria. As agências e as televisões têm mostrado vídeos feitos pelos manifestantes com os seus telemóveis e divulgados via Internet. A maior parte dos testemunhos é recolhida via telefone, e as agências e televisões referem essa realidade.

Totalmente segura é a informação sobre o encerramento das fronteiras entre a Síria e a Jordânia. Um diplomata em Damasco disse à Reuters que as duas principais saídas do país, em Deraa e Nassib, tinham sido encerradas. E uma fonte oficial explicou que se trata duma decisão relacionada "com o a operação de segurança que decorre neste momento".

"Aniquilar os democratas"

O dia de hoje assinala uma mudança no comportamento do regime, que desde há um mês é contestado nas ruas das cidades. Até agora, o Presidente Bashar al-Assad, no poder há 11 anos e que sucedeu ao pai Hafez al-Assad (30 anos no poder), recorrera à polícia - secreta, especial, regular - para reagir aos protestos. Hoje, assiste-se ao início de uma nova estratégia, a da militarização das cidades da Síria. "Esperávamos que os militares não fossem envolvidos", disse uma fonte da Reuetrs. "Os sírios sentem que este é apenas o início de uma repressão muito séria". Suhair al-Attasi, um conhecido opositor, disse à Reuters que decorre uma "guerra selvagem para aniquilar os democratas do país".

Segundo as organizações de defesa dos direitos humanos, pelo menos 350 pessoas foram mortas pela polícia durante as manifestações que, em todo o país, exigem o fim do regime de Al-Assad e a interdição do seu partido, o Bass (esta formação rege a Síria desde a independência, nos anos de 1940). Só na sexta-feira foram mortos mais de cem manifestantes.

Este banho de sangue levou a que, na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusasse Bashar al-Assad de estar a ter o apoio do Irão para reprimir as manifestações e eliminar os opositores. Obama considerou a violência inaceitável, assim como a Rússia, a União Europeia e as Nações Unidas."

Notícia actualizada às 14h40

Fonte:

http://www.publico.pt/Mundo/tropas-e-tanques-disparam-a-matar-em-deraa-durma-e-damasco-na-siria_1491194

Este mundo está louco, Meu Deus onde chegamos nós…

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