Há milagres que ocorrem
uma vez na vida. Quando tudo parece que está perdido, quando parece que já não
há volta a dar, há sempre uma esperança…
Chamemos-lhe a presença
do Divino, do Bem, do Inexplicável.
Para aqueles que não
acreditam, chamam a isso sorte.
No entanto, bem
recentemente, eis uma história que me deixou a pensar, como é possível
sobreviver em condições tão adversas?
Seis pescadores das
Caxinas (Vila do Conde) – uma vila piscatória no Norte de Portugal – estiveram
desaparecidos quatro dias no mar alto.
Da traineira nem sinal,
quando já todos, os davam como perdidos, e eram chorados pelos seus familiares
(já ninguém acreditava no seu regresso), depois de buscas incessantes
desenvolvidas pela Marinha e pela Força Aérea. Eis que um helicóptero da Força
Aérea em missão de vigilância os encontrou ao largo da Figueira da Foz a 22
quilómetros da costa, quatro dias depois do naufrágio.
Impensável para alguns,
sem comida, água ou comunicações, como é possível sobreviver no meio de ondas
com mais de dez metros?
Onde o vento, a chuva e
o mar, os quase levaram à loucura. O mar e o céu quase se juntavam. Quando tudo
parecia perdido…
Um dos pescadores quase
foi vencido pelo desespero e pela loucura.
Ver ainda: Jornal
de Noticias
Esta situação faz-nos
lembrar a situação em que estamos todos nós, de naufrágio eminente duma
civilização, dum sistema de vida, dos países, das instituições, da moral, da
ética, da vida, da religião,…
Temos que acreditar que
vamos dar a volta, porque senão acreditarmos, não sobreviveremos e acabaremos
sucumbindo.
Força, perseverança,
paz interior, calma são precisas para os tempos que se avizinham e tal como os
pescadores temos que acreditar que conseguimos vencer as ondas que se acercam,
quando céus e terra/mar tudo desabava sobre eles. E eles conseguiram sobreviver…
Os militares da Força
Aérea encontraram no fundo do bote, da balsa salva vidas um terço. A Fé move
montanhas!

