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terça-feira, setembro 27, 2011

Abertas as portas para viajar no tempo?


Pode haver uma revolução na Física!
A confirmação da existência de uma partícula mais rápida que a luz vai abrir portas à hipótese de se poder "viajar no tempo", defendeu Gaspar Barreira, o investigador português do Conselho da Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN).
A existência de algo mais rápido que a luz não deveria acontecer de acordo com a teoria de Einstein que tornou famosa a equação “E=mc2”. No entanto, o CERN anunciou na quinta-feira uma experiência que defende que os neutrinos são 60 nanossegundos mais rápidos do que a luz.
“Se esta experiência se confirmar haverá uma enorme revolução na física, que trará graves consequências, porque há uma quantidade de coisas que achávamos que estavam descobertas e afinal não estão”.
Recuar no tempo
Gaspar Barreira lembra que caso haja a confirmação da descoberta, esta vai “mexer com o princípio da causalidade” e até permitir a hipótese de se poder “andar para trás no tempo e condicionar no futuro uma acção do passado”.
"O mundo é muito mais complexo do que as nossas teorias científicas. Não fazemos a mais pequena ideia do que se passa com 95 por cento do universo", lembrou o também presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP).
Gaspar Barreira estava na reunião mensal do CERN, em Genebra, quando soube os resultados da investigação, que só viriam a ser publicamente divulgados horas mais tarde. “Há resultados que eu esperava, mas nunca este. Há poucas gerações que podem viver estas experiências”, disse, emocionado, o cientista, que acredita que os próximos anos sejam de grandes descobertas, "tal como aconteceu na viragem do século passado".
O físico explicou a experiência agora revelada: "Foi disparado um feixe de neutrinos do acelerador de partículas situado perto de Genebra para um laboratório subterrâneo em Itália, a 730 quilómetros de distância". Resultado: o neutrino viajou 60 nanossegundos mais rápido que a velocidade da luz.
Para já apenas um resultado experimental
Os investigadores envolvidos neste projecto já pediram à comunidade científica internacional que confirmem ou excluam esta a experiência. “Isto não é uma descoberta, é um resultado experimental que é preciso confirmar”, sublinhou Gaspar Barreira.
Neutrinos mais rápidos do que a luz
O professor José Pedro Mimoso, do Departamento de Física da Universidade de Lisboa, explicou o "pedido" dos investigadores: um nanossegundo é mil milhões de vezes mais pequeno que um segundo e por isso tem de se colocar a hipótese de haver um “erro sistémico” e para isso "basta que haja um detector que não está bem calibrado”.
Os dois portugueses sublinham que estas descobertas não põem em causa nem destroem a teoria de Einsten. Caso se confirme, será uma informação adicional à teoria. "Em ciência não se deita por terra descobertas anteriores", lembrou Gaspar Barreiros.
Três sentimentos
E como é que a comunidade científica está a viver o momento? “Há três sentimentos: a perplexidade e o cepticismo, porque a teoria de Einsten já foi muitas vezes confirmada, mas também a excitação perante algo inesperado”, resumiu José Pedro Mimoso.
Por enquanto, a velocidade da luz - 299.792 quilómetros por segundo - continua a ser considerada o limite de velocidade cósmica.
Mais, sobre este mesmo assunto, este excelente artigo publicado no jornal Público

quinta-feira, maio 19, 2011

Detector de raios cósmicos colocado em órbita terrestre

Espectrómetro magnético Alpha-2 (AMS – Alpha Magnetic Spectometre) foi instalado esta manhã na estação espacial ISS.

Bastaram menos de quatro horas e a perícia de três astronautas para o espectrómetro magnético Alpha-2 (AMS) ficar instalado na estrutura exterior da estação espacial internacional (ISS). A operação decorreu esta manhã em órbita e o detector já está a funcionar, segundo a NASA.

No valor de 1,5 milhões de euros, o detector foi desenvolvido por centros de investigação de 16 países, incluindo o Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), em Lisboa.

Três investigadores do LIP participam actualmente na experiência que vai recolher em órbita dados sobre raios cósmicos e partículas, até 2020, para tentar desvendar alguns mistérios do universo.

Em causa estão as questões da anti-matéria e da matéria escura. Em relação à primeira, dizem as teorias da Física que quando o universo se formou, após o Big-Bang, surgiu a matéria e uma quantidade equivalente de anti-matéria. Só que esta não se encontra em lado nenhum. Quanto à matéria escura, sabe-se que ela existe, mas ela mantém-se indetectável. Com o AMS durante os próximos anos no espaço, os físicos esperam obter novas respostas para estes problemas.

Os primeiros resultados poderão "estar disponíveis para serem divulgados nas conferências científicas do Verão", segundo adiantou à imprensa, Fernando Barão, do LIP, e o coordenador da equipa portuguesa na experiência. Mas, até final do ano, ou início do próximo, haverá "resultados sólidos para publicar", conclui este investigador.

Mais em:

http://www.space.com/11725-nasa-space-station-alpha-magnetic-spectrometer-success.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+spaceheadlines+%28SPACE.com+Headline+Feed%29

terça-feira, abril 27, 2010

Astrofisico Stephen Hawking admite existência de vida inteligente no Universo

«Há uma grande possibilidade de existência de vida fora da terra – mas os humanos fariam bem em evitar qualquer contacto com extraterrestres, defende o físico britânico Stephen Hawking.



No primeiro programa de uma nova série ontem emitida no canal Discovery, Hawking comparou uma possível visita de extraterrestres ao nosso planeta com a chegada de Cristóvão Colombo à América. “Isso não correu muito bem para os nativos”, comentou. Procurar contacto com extraterretres “é um pouco arriscado demais”, alertou.


Há 100 mil milhões de galáxias no Universo, cada uma com centenas de milhões de estrelas. “Para o meu cérebro matemático, os números fazem com que a hipótese de existência de extra-terrestres seja perfeitamente racional”, disse, citado no diário britânico "The Times". “O desafio é perceber como é que estes extraterrestres serão realmente.”»

Fonte: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/hawking-avisa-contra-contacto-com-extraterrestres_1434022



Para mim, ontem foi a noticia do dia da imprensa internacional, há muito que já me tinha rendido à evidência. Se existe vida nos lugares mais inóstipos da Terra, em condições manifestamente adversas, esta não existirá em muitos outros lugares?

As várias sondas robóticas enviadas pela Humanidade detectaram sinais em diversos pontos do nosso sistema solar, que deixaram em pulgas os exobiologos.

E vida inteligente não existirá em miriades de pontos do Universo?

Existem milhares de planetas similares à Terra, na nossa galáxia e com estrelas idênticas ao Sol.

Serão eles iguais a nós? Provavelmente não...

Para mim, o Astrofísico Stephen Hawking, um dos maiores génios vivos do nosso tempo, lá saberá do que fala e o conselho deveria de ser levado à letra...

O aviso ficou feito!



domingo, maio 17, 2009

Loucura cósmica


Um excelente artigo denominado «Loucura Cósmica» vem publicado na última Super Interessante deste mês, bem como uma incursão pelo mundo da astrofísica e as diferentes teorias, desde a teoria do multiverso, passando pela teoria do universo cíclico, à teoria do Big Bounce.

Lugar ainda para o CERN, como Fábrica de respostas ou como o lugar onde se dará o novo Big Bang, onde regressaremos (?) de novo (os nossos átomos), ao principio dos tempos…

Imaginemos um ponto minúsculo, muito mais quente do que o núcleo solar. Então bang, numa enorme explosão, num bilionésimo de segundo, surgirá toda a matéria…

Estará cá alguém para explicar a Origem do Universo depois de concretizada a experiência que em breve irá ter lugar no CERN?

http://public.web.cern.ch/public/

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