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domingo, novembro 11, 2018

CEP 1916-1918


Fala-se muito pouco da participação de Portugal na I Guerra Mundial e isto apesar dos inúmeros casos de heroísmo, (reconhecido pelos soldados das outras nações intervenientes), de soldados Portugueses do Corpo Expedicionário Português. 
Em França, nas trincheiras e em Angola e Moçambique, na fronteira, os portugueses tiveram pela frente o todo-poderoso Exército Alemão. Mal armados, alimentados, equipados e fardados, os portugueses sobreviveram a uma verdadeira luta sem quartel.
Nos dois anos de guerra, para além do Exército Alemão, os portugueses tiveram pela frente o frio, a neve, a gripe espanhola e os gases…
Sim porque ninguém fala do fardamento, que não era o mais indicado para as condições duras em que decorreu o primeiro conflito mundial, especialmente temperaturas negativas e neve ou ainda da falta de máscaras anti-gás nas trincheiras.

Também ninguém fala, em que condições, os expedicionários do Corpo Expedicionário Português foi alistado ou arrebanhado, pela filial carbonária lusa, para o açougue dos confrades familiares do Kaiser Guilherme II. Isto perante a confusão, que reinava em Portugal, nos tempos da República, em que se sucediam os governos, depois da queda da monarquia. Era o verdadeiro desnorte…


domingo, março 03, 2013

Um mar de gente

Aconteceu ontem em Portugal.
Em Lisboa e em mais 40 cidades portuguesas, o Povo saiu à rua protestando contra a Austeridade e as péssimas condições de vida impostas pelo FMI, pelo BCE e pela União Europeia.
Portugal tem 10 milhões de habitantes, ontem estimam-se que estavam mais de um milhão e meio de pessoas na rua.


This happened yesterday in Portugal.

"The people on the streets were shouting and waiving their placards that said “Screw the troika, we want our lives back.” in Lisbon, demonstrators threw tomatoes and beer bottles at the IMF’s office. ‘Troika’ is the nickname given to The European Commission, the International Monetary Fund (IMF) and the European Central Bank, the lenders behind the country’s financial bailout."

quinta-feira, maio 31, 2012

Alemães querem o nosso ouro


Portugal pode ter de entregar as reservas de ouro como penhor em futuros empréstimos europeus. O "Pacto de Redenção" é uma ideia que está a ganhar adeptos na Alemanha.
O jornal i escreve que o nome em si já é suficientemente humilhante (Pacto de Redenção). Para agravar a situação, existe a perda da segurança psicológica criada na mente de gerações de portugueses com a pilha de ouro aforrada durante a guerra e a ditadura de Salazar.
Para vencer as actuais dificuldades, os países endividados do Sul da Europa, Portugal, Espanha, França e Itália, poderão ser convidados/obrigados a pôr as reservas de ouro e os tesouros nacionais como garantia de um plano de assistência e estabilização financeira de 3 mil milhões de euros que está a ganhar forma na Alemanha, em alternativa à criação de eurobonds.
A ideia de criar um "Pacto de Redenção" para a zona euro nasceu na Universidade Johannes Gutenberg, em Mainz, e foi apresentada, pela primeira vez, em Dezembro de 2011. A ideia fez o seu caminho e a chanceler Angela Merkel já prefere este pacto à criação de eurobonds.

terça-feira, fevereiro 28, 2012

O Frio que mata…



Pelas minhas contas estamos nos finais de Fevereiro de 2012, contudo o Inverno aproxima-se a passos largos do fim.
Da chuva nem sinal de vida, praticamente não chove há cerca de dois meses atrás e as terras desesperam pelo sangue da Terra. A seca é extrema na maior parte da superfície de Portugal Continental. A água não corre nas nascentes e as barragens estão à míngua, está tudo seco. Os pastos já foram e não há como alimentar os animais e os agricultores começam a fazer contas à vida. Em breve, principiam as sementeiras.
Nesta altura, noutros anos, choveria a potes…
Mas como anda tudo trocado e nada parece certo…
Dentro de semanas provavelmente o consumo de água começará a ser racionado, caso não chova. Segundo os meteorologistas, não se via uma situação como estas há pelo menos 100 anos atrás.
No entanto, inusitadamente, o frio, a geada e o gelo reinam pela manhã bem cedo, queimando tudo. Há noite predominam as temperaturas negativas, para culminar em magnificas tardes solarengas.
O tempo anda esquisito, muito esquisito.
Enquanto isso, a crise também faz das suas, a população mais idosa de Portugal, com parcas reformas e sem dinheiro para alimentação, medicamentos e electricidade, sem aquecimento, definha até à morte, para contentamento dos nossos governantes, que assim se vêem livres de milhares de pensionistas. Só a semana passada, em seis dias foram três mil, os finados (numa população de dez milhões) …
Há ainda quem fale na morte silenciosa e numa estranha gripe, que tem tolhido a vida daqueles que tem mais de 75 anos… Eliminação selectiva ou controle populacional (apetece-me perguntar)?
Certo, certo é que os postes, todos os dias, por esse país fora estão cheios de defuntos.
Não bastava a crise, agora até o frio mata…
Sobre este mesmo assunto convido-vos a ler estes magníficos artigos publicados no Público e no i.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Um apelo



“Eu sabia que um dia me ia esquecer de tudo não sabia é que todos se iam esquecer de mim.”
Não deixe os nossos idosos sós…

sábado, dezembro 24, 2011

O cavalo de Tróia chinês

500 anos de contactos luso chineses, um livro a merecer uma leitura aprofundada...

Já ouvi muitos disparates e dislates acerca da compra da EDP pelos chineses das Três Gargantas (China Three Gorges), contudo há várias questões que não devemos ignorar e que passo a enumerar:
- As excelentes relações que se mantemos com a China há mais de 500 anos e que sobrevieram a tudo e a todos, mesmo crises inesperadas, ao longo destes anos.
 A China sempre manteve uma relação de respeito para com a mais velha nação da Europa - Portugal.
- A China não adoptou a postura da União Indiana (ver o caso de Goa, Damão e Diu) para reaver Macau.
- Em Macau mantêm-se muitos portugueses a trabalhar, nas mais variadas actividades. Houve mesmo quem depois da integração de Macau na China, regressasse ao rio das pérolas. Lembram-se da máxima um país, dois sistemas?
- Há inúmeros portugueses a trabalhar em Pequim e noutras cidades chinesas, sendo a incubadora perfeita para muitas empresas portuguesas.
- Eu sei que me vão falar em direitos humanos, prisões arbitrárias, horários de trabalho e práticas pouco usuais. Mas, a própria China está a mudar e pode ser que alguns valores que defendemos também passem para os chineses.
- A EDP é um gigante à escala planetária, está nos EUA, em Espanha, no Brasil e em África.
- A EDP na sua actividade incessante acumulou um passivo impressionante nestes últimos quatro anos (Governo José Sócrates). Contudo nem tudo é mau, pois desenvolveram tecnologia de ponta na área das renováveis (veja-se o apetite dos alemães).
Pesando e uns outros argumentos, sei que só no final se farão as contas. Daqui por alguns anos…
Num mundo cada vez mais global as aquisições serão a prática do dia.
Não nos devemos esquecer que os verdadeiros amigos estão connosco nas horas boas e nas horas más. E nestes tempos de crise, para além dos interesses interesseiros da União Europeia, já muito dinheiro de Angola, do Brasil e da China entrou em Portugal.
Eu sei que abrimos a porta da Europa aos Chineses. Mas, depois de atitudes pouco correctas por parte dos países da Europa do Norte, o que é que eles estavam à espera? Pensavam que iam comprar Portugal e as empresas portuguesas ao desbarato? Para as depois retalhar e fazer de nós escravos? Extraindo os lucros?
Vem aí mais investimento chinês: uma fábrica de automóveis, uma fábrica de tecnologias renováveis e provavelmente a aquisição por parte destes dum banco português…
Este investimento representa cerca de 10% daquilo que nos foi emprestado pela União Europeia, FMI e BCE. E provavelmente a China não vai ficar por aqui.
Quem é que ajudou a Islândia há três anos com a falência? Sabem quem injectou dinheiro quando os outros fecharam a porta? A Rússia!
Em tempos de guerra não se limpam armas…
O lugar de Portugal é junto da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Timor), devendo esta comunidade ser alargada à China e à Índia. Sempre estivemos ligados ao Mundo e não à Europa. A Europa do Norte nada nos diz. E muito menos a Europa a duas velocidades. É tempo de seguirmos o nosso caminho sairmos da União e emitirmos moeda.
Só assim poderemos escapar da borrasca que se avizinha.
– É nas horas difíceis que se vêem quem são os nossos amigos. Por isso não entendo o prurido dalguns com o investimento chinês em Portugal.

Ver mais em: Correio da Manhã
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