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quinta-feira, maio 23, 2013

O Fundamentalista Relutante, de Mira Nair



Enquanto violentos protestos estudantis ecoam nas ruas de Lahore, o jovem professor paquistanês Changez Khan é entrevistado pelo jornalista americano Bobby Lincoln.
Licenciado pela Universidade de Princeton, Changez vai falando a Lincoln do seu passado brilhante como analista financeiro de Wall Street, do seu mentor Jim Cross, da sua bonita e sofisticada namorada Erica e do futuro brilhante que ambos tinham pela frente.
Mas com o 11 de Setembro e o ataque às torres gémeas, Changez vê-se confrontado com um ambiente de perseguição e suspeita, motivado pela sua naturalidade, que o levam a regressar ao seu país e à família de quem adora. O seu carisma e inteligência acabam por o projectar como um líder, tanto aos olhos dos seus devotos estudantes paquistaneses como das desconfiadas entidades americanas.
O insuspeito encontro entre Lincoln e Changez rapidamente acaba por revelar o seu verdadeiro objectivo -- um professor estrangeiro residente em Lahore foi raptado por extremistas e o tempo dado até à sua execução está a chegar ao fim.
Lincoln vai escutando atentamente o relato de Changez, enquanto esconde as suas próprias intenções.
Com argumento de Ami Boghani segundo a obra homónima do escritor paquistanês Mohsin Hamid, um filme realizado por Mira Nair ("Casamento Debaixo de Chuva", "A Feira das Vaidades", "O Bom Nome"), que conta com a participação dos actores Riz Ahmed, Kate Hudson, Liev Schreiber e Kiefer Sutherland, entre outros.

quinta-feira, outubro 04, 2012

As sementes da discórdia



Quem é o realizador do filme The Innocence of Muslims, que faz pouco de Maomé e humilha os muçulmanos? A resposta está ainda embrulhada em mistério, mas parece certo que não é um judeu chamado Sam Bacile, como inicialmente foi anunciado. No topo da lista de suspeitos estão alguns cristãos coptas egípcios radicais que vivem nos Estados Unidos, e em particular Nakoula Basseley Nakoula, condenado por burla à Segurança Social e usurpação de identidade.
Nakoula já usou muitos nomes, como Matthew Nekola; Kritbag Difrat; Robert Bacily; Nicola Bacily; Erwin Salameh; Mark Basseley Youssef; Yousseff M. Basseley; P.J. Tobacco. Juntou-os a números verdadeiros de segurança social para descontar cheques — foi preso, pagou uma multa de 794.700 dólares e proibido de usar a Internet quando saiu da prisão, em liberdade condicional, em Julho de 2011. Mas foi logo um mês depois, relata o blogue Danger Room da revista Wired, que começou a contratar actores para o projecto que desencadeou a actual crise diplomática americana no Médio Oriente.
Os actores foram contratados para fazer um filme que na altura se chamaria Desert Warriors ou Desert Storm, diz o blogue da Wired, citando o que o actor de filmes pornográficos gay Tim Dax, que aparece em algumas sequências (como um guerreiro tatuado no peito e na cara), disse por e-mail ao site Joe.my.god.blogspot.com. “O meu personagem chamava-se Sansão e todos os dias tinha algumas linhas de texto. Nunca vimos um guião completo, só algumas páginas. Fizemos muitas perguntas sobre o absurdo de algumas passagens e situações ao Sam Bacile, que achava que era o produtor”.
Os actores que participaram no filme queixam-se de terem sido ludibriados. A personagem de Maomé nem sequer existia — no pedido de actores para o filme, a personagem principal chamava-se “George”. Os actores pensaram ter participado num filme sobre guerreiros no Médio Oriente há muito tempo, e não num grosseiro instrumento de propaganda anti-islão, que apresenta Maomé como um mulherengo e um bandido, líder de um bando armado que semeava o terror quando pretensamente espalhava uma nova religião.
O motivo para essa falta de reconhecimento é sugerido por Tim Dax: “É questionável que seja a minha voz no excerto que vi hoje pela primeira vez. A dobragem é de qualidade duvidosa”, afirma o actor.
Rastilho de pólvora
Mas o FBI identificou Nakoula Basseley Nakoula, de 55 anos, como alguém que teve um papel importante na realização do filme — embora sem confirmar que este homem era a “figura fundamental” por trás de The Innocence of Muslims, como avançou a Associated Press (AP). Aliás, o filme pode reduzir-se ao trailer de 14 minutos que já há meses andava pelo YouTube, mas só agora deu nas vistas. Foi posto na segunda-feira no site de um activista cristão copta da Virgínia do Norte chamado Morris Sadek, que também o enviou para vários destinatários no Egipto, diz o Washington Post — esse foi o acender do rastilho de pólvora.
Os cristãos coptas egípcios nos EUA não se revêem no filme ou nas acções de Sadek, um conhecido radical desta minoria. Esta igreja “rejeita firmemente que a comunidade seja arrastada” para a controvérsia por causa de “um filme inflamatório”, diz uma declaração citada pelo Washington Post.
Nakoula, que explora uma bomba de gasolina, disse à Associated Press que apenas geriu a logística de uma empresa que produziu o filme e que não é Sam Bacile. Mas Steve Klein, um activista anti-islão e anti-aborto que foi abordado por Bacile como consultor para o filme, disse à AP que “Bacile” era um pseudónimo, e que o realizador era um cristão. Isto na quarta-feira; no dia anterior tinha dito que Bacile era um judeu israelita. De qualquer forma, um telemóvel em nome Bacile tem associado o endereço de Nakoula em Cerritos, Califórnia.
Outro cristão copta radicado nos EUA surge associado ao filme, revela o Los Angeles Times: Joseph Nassralla Abdelmasih, da organização não governamental Media for Christ. “Fazer brilhar a luz de Jesus” para o mundo é a missão desta organização, em cujo nome foi emitida a autorização para fazer o filme em Agosto de 2011. Nakoula deu a sua casa como cenário e pagou aos actores, diz o jornal — mas o Departamento de Estado pediu ao condado de Los Angeles para não divulgar as autorizações enquanto o caso está a ser investigado.
A principal actividade da Media for Christ tem sido operar um canal por satélite, a The Way TV, que transmite sobretudo preces, sermões e hinos para cristãos árabes nos EUA, Canadá e Médio Oriente, mas na qual o qual o activista anti-islão Steve Klein tem um programa semanal.
O filme é mau demais para ser verdade. Depois de o ter visionado, pensei Meu Deus como é possível darem crédito a tal coisa?
Julgue por si próprio...


Será este filme uma obra-prima?
Ou a maior bosta de todos os tempos?
Com o intuito de incendiar o Médio Oriente…
È que que não acredito em coincidências. E você acredita?

terça-feira, setembro 27, 2011

Mel Gibson volta a irritar os judeus


Depois da “A Paixão de Cristo”, o actor e realizador australiano Mel Gibson enfrenta vozes indignadas ao anunciar que quer levar a vida de Judas Macabeu ao grande ecrã.

Mas, a polémica surgiu, quando a frase caiu, na altura que nem uma bomba: “Os Judeus são responsáveis por todas as guerras”, disse Mel Gibson (e não deve andar muito longe da verdade).

Depois do “Homem sem rosto”, realizado em 1993, de “Braveheart” (1995), que mereceu a atenção dos Óscares de Hollywood, da “Paixão de Cristo” (2004) e do admirável “Apocalypto” (2006), Mel Gibson pretende voltar ao Médio Oriente, para filmar Judas Macabeu, um judeu que liderou no século II A.C., uma guerrilha contra os Selêucidas e reconquistou Jerusalém.

No entanto, a comunidade judaica já levantou a sua voz e mostrou-se contra o filme: “É simplesmente um insulto contra os judeus!”, disse o rabino Marvin Hier do Centro Simon Wiesenthal, em Los Angeles.

Já com a estreia da obra “A Paixão de Cristo”, Mel Gibson foi acusado de evocar preconceitos contra a comunidade judaica.

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