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segunda-feira, setembro 02, 2013

Pirâmides nos Açores?


"Anzóis, pontas de metal, ossos, conchas, pesos de redes de pesca, utensílios feitos de basalto, carvões e fragmentos de peças de cerâmica, foram descobertos nas primeiras sondagens arqueológicas autorizadas pelo Governo Regional dos Açores (Direcção Regional da Cultura) às misteriosas estruturas piramidais da Ilha do Pico.
As pirâmides estão quase todas concentradas numa área de 6 km2 no concelho da Madalena, junto à costa oeste da ilha dominada pela montanha mais alta de Portugal (2351 metros) e a divulgação pública das descobertas é feita hoje às 21h00 numa conferência na Câmara da Madalena.
As sondagens foram feitas por Nuno Ribeiro e Anabela Joaquinito, que estão entusiasmados com os depósitos de artefactos antigos que encontraram, e que tudo indica serem muito anteriores à data da descoberta dos Açores pelos portugueses (1427).
Mas os dois arqueólogos da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), que estão a ser apoiados pela Câmara Municipal da Madalena, têm um vasto trabalho de prospecção pela frente: há dezenas de pirâmides no local, que chegam a atingir 13 metros de altura, o equivalente a um prédio de habitação de quatro andares. Mas para já estudaram 140, algumas destruídas ou parcialmente derrubadas por sismos ou pela acção humana.
A tradição baseada na memória popular e os poucos estudos etnográficos existentes indicam que "estas estruturas, conhecidas por maroiços, datam dos séculos XVII a XIX, justificando-se a sua construção pela necessidade da limpeza dos solos para a agricultura", explica Nuno Ribeiro. De facto, a palavra maroiço significa monte de pedras associado à limpeza de terrenos agrícolas. 
 

Estruturas semelhantes no Mediterrâneo



Mas esta explicação não convence o presidente da APIA, porque "existem várias edificações com mais de dez metros de altura, seguindo a mesma orientação geográfica". E porque no território português "não encontramos esta opção arquitectónica em mais nenhum local". Em contrapartida, "há paralelos arquitectónicos com regiões do Mediterrâneo - na ilha da Sicília junto ao Monte Etna, por exemplo".
Anabela Joaquinito conta que quando foram mostradas à população da Madalena fotos das construções da Sicília, "disseram que eram iguais aos maroiços". A arqueóloga que estudou a indústria lítica (tecnologia de trabalho da pedra) e é directora do Departamento de Pré-história da APIA, sublinha que há outros indícios arquitectónicos da origem pré-portuguesa das pirâmides do Pico, como "a existência de degraus e a decoração com pináculos no topo". No topo de uma das construções estudadas foi também encontrado um piso circular que parece ser a base de uma habitação.
Uma das estruturas é um complexo arquitectónico que inclui edifícios piramidais organizados de forma a criar uma grande praça. "Esta organização do espaço não pode ser explicada apenas através da limpeza dos terrenos, pois terá envolvido um grande planeamento e um trabalho colectivo que demorou alguns anos a construir, seguindo sempre o mesmo projecto arquitectónico", argumenta Nuno Ribeiro.
"Mais espantoso é o facto de estas estruturas obedecerem às mesmas orientações das outras pirâmides, com aparentes motivações astronómicas e sugerindo rituais funerários", acrescenta o arqueólogo. 
 

"Sinto-me no México"


"Sinto-me no México", garantiu Romeo Hristov, arqueólogo da Universidade do Texas em Austin (EUA), quando visitou os maroiços do Pico em Abril passado. Hristov pertence à corrente académica que defende a existência de contactos regulares entre as antigas civilizações do Mediterrâneo e da América.
"As estruturas do Pico são muito perfeitas, implicam uma enorme quantidade de trabalho que não se justifica apenas pelas necessidades da actividade agrícola", considera o arqueólogo. Por outro lado, "há uma orientação astronómica rigorosa, rampas de acesso e escadas associadas ao conceito de estrutura sagrada".
E no complexo "que liga vários edifícios piramidais encontram-se elementos comuns a pirâmides em todo o mundo, como uma praça ampla para cerimónias". Mas uma conclusão definitiva sobre a origem das estruturas "vai depender das escavações arqueológicas, que são fundamentais".
E também "das datações dos materiais encontrados que forem feitas em laboratório", esclarece Anabela Joaquinito. A arqueóloga explica ainda que algumas destas pirâmides têm câmaras no seu interior e uma delas foi objecto de sondagens arqueológicas. "A câmara é pequena e o corredor de acesso demasiado estreito e longo, não seria prática para quaisquer usos agrícolas".

Regularidade na orientação das pirâmides



"O que mais me impressionou foi a regularidade da orientação das pirâmides do Pico, embora acredite que nem todas foram construídas na mesma época. Esta regularidade é evidente no mapa com a sua localização feito pela Câmara da Madalena", afirma por sua vez Fernando Pimenta.
O director do Departamento de Arqueoastronomia da APIA usou ferramentas de informação geográfica nesta primeira investigação e concluiu que a maioria das pirâmides está orientada no sentido sudeste/noroeste.
Sudeste é a direcção do vulcão da ilha do Pico e noroeste corresponde ao ocaso do sol no solstício de verão, que acontece sobre a ilha do Faial, muito próxima do Pico. Quanto às restantes pirâmides, têm uma orientação perpendicular às primeiras.
Fernando Pimenta admite que "parece ser intencional - e não apenas uma coincidência - a orientação geográfica das construções e a escolha do local para a sua implantação".
Uma concentração tão grande de pirâmides num intervalo tão pequeno de azimutes (o azimute é a medida regular do horizonte contada a partir do norte geográfico) e com esta regularidade, significa que há intencionalidade, "mas claro que esta conclusão não é tão definitiva, do ponto de vista estatístico, como seria se as estruturas estivessem espalhadas por toda a ilha e não apenas concentradas numa pequena área do concelho da Madalena".
O arqueoastrónomo adianta também que as regras de orientação "parecem obedecer a princípios que incorporavam algum ritual relacionado com o solstício de verão".

"Defesa da verdade histórica"



Entretanto, o presidente da Câmara da Madalena salienta que "o envolvimento do município neste processo é norteado pelo forte empenho na defesa da verdade histórica e na necessidade de conhecer e preservar as raízes do nosso povo", o que "é do interesse de todas as instituições, sejam elas científicas, políticas ou outras, incluindo o Governo Regional dos Açores".
Mas a prova definitiva da origem pré-portuguesa das pirâmides "terá de ser obtida através de uma datação clara e inequívoca dos materiais encontrados", insiste José António Soares, reconhecendo que a comprovação de todos estes achados permitirá novas oportunidades de desenvolvimento turístico.
"Não queremos apagar a história açoriana mas sim acrescentar algo à história já conhecida e, se possível, enriquecê-la com os novos dados disponíveis", acrescenta o autarca."


Fonte: Expresso

terça-feira, julho 02, 2013

Pirâmide peruana com 5000 anos destruida por desconhecidos

Os responsáveis foram detidos pela polícia, que, no entanto, não chegou a tempo de evitar o dano irreparável neste sítio de grande importância patrimonial.
No sábado, 29 de Junho, um grupo de delinquentes usando uma retroescavadora entrou no complexo arqueológico El Paraíso e destruiu, desde a base, uma pirâmide que tinha seis metros de altura e 2.500 metros quadrados de superfície, denominada sector 12”.
O Ministério da Cultura do governo peruano descreveu assim, em comunicado citado pela AFP, a destruição levada a cabo de grande parte daquele que é o maior e mais antigo complexo arqueológico existente na área metropolitana de Lima e na costa central do Peru.
No final dessa acção, os autores do atentado juntaram o lixo e pegaram-lhe fogo, supostamente para limpar o terreno, acrescenta o comunicado governamental. E tentaram ainda destruir três outras pirâmides vizinhas, mas foram impedidos pela polícia, que acorrera ao local avisada por uma associação de defesa do património.
A polícia responsabilizou pelo acto empresas imobiliárias, que terão sido ajudadas por uma família que habitava perto do local.
O Ministério da Cultura informou também que vai processar criminalmente “os delinquentes, que actuaram, sem qualquer escrúpulo nem consideração, contra o património cultural do país”, acrecentando que eles ficarão sujeitos a uma pena que poderá ir até oito anos de cadeia.
O complexo arqueológico El Paraíso é uma construção em pedra e em socalcos, que foi descoberta pelo arqueólogo francés Frédéric Engel, em 1965, num sítio que parecia apenas uma das várias elevações que circundam Lima, junto à costa do Pacífico.
Os trabalhos de recuperação das ruínas e as escavações tinham começado apenas no final do ano passado, e em Fevereiro último foi aí descoberto a estrutura de um templo, que permitiu datar o complexo como remontando a três mil anos a.C.. Segundo os especialistas, estas edificações terão sido os modelos das posteriores pirâmides das culturas pré-incas e incas dos séculos XV e XVI.

quinta-feira, outubro 06, 2011

D. Carlos, de Rui Ramos

«D. Carlos foi o primeiro rei de Portugal a morrer de morte violenta depois de D. Sebastião. Foi também um dos mais inteligentes reis do seu tempo, quando a Europa era ainda, com excepção da França e da Suíça, um conjunto de monarquias.»
“O Círculo de Leitores iniciou há meses a publicação das biografias dos monarcas portugueses. Tendo lido algumas das obras já disponíveis, verifiquei a assimetria da qualidade, embora a informação factual denote trabalho de pesquisa e em alguns casos coragem para uma análise interpretativa dos homens e acontecimentos.

Reservei estes últimos dias para a leitura da obra de Rui Ramos "D. Carlos I". É sem qualquer dúvida a melhor da série de biografias. Uma pesquisa exaustiva de factos e personalidades da época, entusiasma o leitor que ante os seus olhos revive a conturbada passagem de século em Portugal, que pouco teve de Belle Époque. Como Rui Ramos afirma, a riquíssima e multifacetada personalidade de D. Carlos torna difícil o cabal conhecimento do homem que em público sempre foi o príncipe e estadista. Ninguém o conheceu verdadeiramente e decorridos cem anos podemos dizer que o enigma permanecerá. Tal como Rocha Martins na sua obra D. Carlos I, as zonas nebulosas e a dúvida são constantes. É tambem inquietante a similitude dos processos que tal como ontem, envenenam o sistema partidário - e também rotativo, há que dizê-lo - português.


O Rei foi durante anos encorajado a tomar o caminho das reformas dolorosas e necessárias e quase teve êxito. Este "quase" leva-nos directamente às conclusões de Rui Ramos, onde o professor se interroga acerca do que teria acontecido a Portugal se os assassinos a soldo dos futuros vencedores do 5 de Outubro não tivessem conseguido alvejar o landau naquela fatídica tarde de Fevereiro. É bem certo que o século XX português teria sido bem diferente. Não teríamos hoje esta organização do Estado, esta bandeira e possivelmente estaríamos também muito mais próximos daquela Europa que interessa.”

Sobre D. Carlos I, encontrei ainda esta interessante página da Wikipedia.

Este livro pode ser encomendado ao Circulo de Leitores ou adquirido em qualquer livraria de Norte a Sul de Portugal, o preço varia entre os 20 € (edição de clube) ou os 25 € (de livraria - edição da Temas e Debates).

terça-feira, setembro 27, 2011

Mel Gibson volta a irritar os judeus


Depois da “A Paixão de Cristo”, o actor e realizador australiano Mel Gibson enfrenta vozes indignadas ao anunciar que quer levar a vida de Judas Macabeu ao grande ecrã.

Mas, a polémica surgiu, quando a frase caiu, na altura que nem uma bomba: “Os Judeus são responsáveis por todas as guerras”, disse Mel Gibson (e não deve andar muito longe da verdade).

Depois do “Homem sem rosto”, realizado em 1993, de “Braveheart” (1995), que mereceu a atenção dos Óscares de Hollywood, da “Paixão de Cristo” (2004) e do admirável “Apocalypto” (2006), Mel Gibson pretende voltar ao Médio Oriente, para filmar Judas Macabeu, um judeu que liderou no século II A.C., uma guerrilha contra os Selêucidas e reconquistou Jerusalém.

No entanto, a comunidade judaica já levantou a sua voz e mostrou-se contra o filme: “É simplesmente um insulto contra os judeus!”, disse o rabino Marvin Hier do Centro Simon Wiesenthal, em Los Angeles.

Já com a estreia da obra “A Paixão de Cristo”, Mel Gibson foi acusado de evocar preconceitos contra a comunidade judaica.

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Bence Viola e a História Desconhecida dos Homens desde há 100.000 anos atrás

Ao desfolhar o site do respeitável jornal Público fui confrontado com uma notícia que revela o que muito suspeita e que pouco sabemos acerca do nosso passado colectivo, queiram conferir:

“Pelo menos até há 30 a 50 mil anos, um grupo de humanos desconhecidos até agora, os denisovanos, coexistiram com os Neandertais e a nossa espécie (os humanos modernos). Mais: houve mistura genética entre os denisovanos e nós, uma conclusão de novas análises genéticas aos achados da gruta Denisova, na Sibéria. Um dos cientistas da equipa, Bence Viola, do Instituto Max Planck para a Antropologia Evolutiva, Alemanha, diz que há 100 mil anos a diversidade humana era muito maior do que pensávamos.

Os denisovanos são uma nova espécie de humanos?

Não falamos da questão de os denisovanos serem ou não uma nova espécie, porque é difícil responder a isso com os dados genéticos. Utilizando a definição biológica aceite, segundo a qual os membros de diferentes espécies são reprodutivamente isolados, pelo que não têm descendência, é difícil declarar os denisovanos - e também os Neandertais - como uma espécie separada, uma vez que se reproduziram claramente com os humanos modernos. Em geral, estes resultados levam-nos a repensar, pelo menos a mim, o conceito de espécie na evolução humana.

Qual a importância da descoberta desta forma de humanos antigos?

Esta descoberta mostra que vários grupos humanos - alguns diriam espécies - habitaram a Terra ao mesmo tempo há cerca de 100 a 80 mil anos. Há 100 mil anos pode ter havido cinco grupos de humanos: teríamos os humanos modernos (os nossos antepassados directos) em África; os Neandertais na Europa e em parte do Próximo Oriente; os denisovanos na Sibéria e possivelmente em parte do Sudeste asiático; talvez o Homo erectus tardio em Java, na Indonésia; e a forma anã do Homo floresiensis na ilhas das Flores, Indonésia. Isto é bastante diferente do que pensávamos há dez anos, pois nessa altura supunha-se só existirem os humanos modernos e os Neandertais.

Quando se extinguiram os denisovanos? E porquê?

Não sabemos. Embora pensemos que provavelmente se espalharam pela Ásia, não temos qualquer prova clara disso noutro sítio [além dos achados na gruta Denisova, na Sibéria]. A sua extinção deve ter acontecido depois de há 50 mil anos, que é a idade mais provável dos achados de Denisova. Provavelmente, isto aconteceu ao mesmo tempo que a extinção dos Neandertais [há 30 mil anos]. Não temos modelos para as razões por que se extinguiram, mas talvez a competição com os humanos modernos seja uma boa razão.

Temos um osso e um dente destes humanos na Sibéria. Mas, bastante longe, a sua equipa também descobriu que as actuais populações da Melanésia apresentam traços genéticos desses humanos. As migrações deles são um quebra-cabeças?

São. Sabemos que os seus antepassados saíram de África a certa altura, mas não sabemos quando. Eles acabaram na Ásia, mas só temos provas claras deles na Sibéria. Pensamos que estiveram noutras partes da Ásia, como no Sul da China, uma vez que sabemos [através de análises genéticas] que encontraram os melanésios, habitantes da Papuásia-Nova Guiné e Ilhas Salomão. É pouco provável que estes tipos tenham ido primeiro para norte, para a Sibéria, para depois virem para sul em direcção ao Pacífico. Estamos só a começar a compreender o que se passou na Ásia.

Por que é que essa rota logo para norte é pouco provável?

A maioria das pessoas supõe que os antepassados dos melanésios [já humanos modernos], após saírem de África, seguiram uma rota através da costa Sul e Sudeste da Ásia. Por isso, a ideia de que os denisovanos foram primeiro para a Sibéria e depois é que viraram para sul parece menos provável.

Qual é a maior surpresa que este achado trouxe?

Sem dúvida, a ligação à Melanésia é uma grande surpresa. Quando os meus colegas geneticistas me falaram dela, primeiro pensei que era uma brincadeira. Teria ficado muito menos surpreendido se os chineses ou as populações da Ásia Central tivessem traços genéticos dos denisovanos. Os chineses e os mongóis estão muito mais perto da Sibéria, por isso seria mais fácil a hipótese de uma troca genética. Além disso, há muito tempo que os antropólogos chineses reivindicam a existência de uma continuidade genética na China entre os hominídeos mais antigos - principalmente o Homo erectus encontrado em Zhoukoudian [em 1921] - e os actuais chineses. Terem-se reproduzido com pessoas que vivem hoje no outro lado do mundo, a dez mil quilómetros de distância, é bastante surpreendente. Estamos a recolher amostras de populações por toda a Ásia, para tentar encontrar outras ligações. Mas até agora ainda não tivemos sucesso. Qual é o próximo passo na investigação destes humanos?

Encontrar mais, tanto na gruta Denisova como nas grutas dos Montes Altai, e sobretudo no resto da Ásia (China, Mongólia e Indonésia). Também estamos a fazer comparações genéticas mais detalhadas, através do aumento da amostra de homens modernos. Vai ser interessante ver onde estão conservadas no genoma as partes oriundas dos denisovanos.”

O seu a seu dono, Fonte: Público

Mais em:

http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/nos-os-neandertais-e-agora-tambem-a-mulherx_1472203

http://www.eva.mpg.de/evolution/staff/viola/index.htm

Provavelmente, a História que nos contaram nos bancos de escola não corresponderá com a verdade.

Fiquei a pensar cinco espécies diferentes de humanos coexistindo na mesma linha espaço-tempo?

Razão tinham Zacharias Sitchin e Robert Charroux que foram satirizados em vida.

Não me espantaria nada, se os grandes historiadores (os donos da verdade absoluta) fizessem agora um acto de contrição e uma mea culpa.

Agora resta saber onde encaixa neste puzzle, primeiro, a Lemuria e Mu e por último, a Atlântida?

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