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quinta-feira, agosto 22, 2013

Terra enfrenta forte tempestade magnética


Os funcionários da NASA registaram uma ejecção de massa coronal do sol. No momento, o fluxo de plasma solar está se movendo em direcção à Terra a uma velocidade de cerca de 930 km por segundo.
A medição da velocidade das partículas permitiu aos cientistas prever a eventual data de início da tempestade magnética na Terra. Segundo os cálculos, o início de perturbações magnéticas terá lugar no dia 22 de Agosto.
Apesar da dimensão da nuvem que se aproxima, os cientistas afirmam que o fluxo não deverá afectar os satélites, sistemas de rádio e GPS. No entanto, as pessoas sensíveis ao tempo têm de estar mais atentas estes dias.

quarta-feira, agosto 22, 2012

EUA emitem alerta para tempestade solar do século




O Congresso dos Estados Unidos fez um alerta aos norte-americanos para estes se prepararem para aquilo que está a ser denominado como a "tempestade solar do século". Num documento elaborado pelos parlamentares, foi pedido às comunidades locais para se precaverem com os recursos necessários de modo a poderem abastecer as populações com um mínimo de energia, alimentos e água em caso de emergência. De igual modo, é destacada a importância de tomar medidas de prevenção adequadas a este tipo de fenómenos, articuladas entre as comunidades vizinhas, uma vez que é necessária uma boa coordenação entre todos.
Segundo avança o jornal espanhol "ABC", o texto do Congresso também cita várias informações elaboradas pela Protecção Civil, pelo regulador de energia eléctrica e pelo Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos, explicando a forma de actuar perante estes fenómenos. O objectivo é incentivar as práticas preventivas, bem como definir a natureza da ameaça, de forma a que os cidadãos possam estar preparados.
Espanha, Alemanha, França e Reino Unido, são alguns dos países que, tal como os Estados Unidos, já estão a tomar "importantes medidas ao nível da prevenção".
Este mês a NASA alertou para que, em 2013, o Sol chegará a uma fase do seu ciclo onde grandes explosões e tempestades solares serão mais prováveis e deverão afectar o nosso planeta.
O Sol tem ciclos solares com média de 11 anos e actualmente estamos numa fase de aumento da actividade, o que se traduz em maior número de manchas na superfície da estrela. É possível que haja outros ciclos mais longos, mas só existem registos das manchas solares desde meados do século XVIII. Por isso, é difícil fazer previsões sobre a actividade da nossa estrela.
Teme-se sobretudo uma tempestade electromagnética semelhante à de 1859, conhecida por Evento Carrington. Essa erupção foi tão intensa, que os sistemas de telégrafo, na altura incipientes, foram seriamente afectados. Se houvesse redes eléctricas, elas teriam sido destruídas. As auroras boreais foram visíveis em latitudes muito a sul, nomeadamente em Roma.

Fonte: DN

domingo, maio 10, 2009

Medir e prever as tempestades solares

Os dois observatórios espaciais ou sondas Stereo (Solar Terrestrial Relations Observatory), da NASA, mediram, pela primeira vez, com apreciável precisão, a velocidade, trajectória e a forma tridimensional de uma tormenta solar. Esta missão foi lançada em Outubro de 2006. com vista às medições simultâneas das ejeções de plasma e dos campos magnéticos originados na corona solar, a camada mais externa do Sol. São medições que permitem prever os seus efeitos, na Terra.

As duas sondas espaciais estão posicionadas em pontos diferentes, uma à frente e a outra atrás da Terra em sua órbita ao redor do Sol. Isso permite que elas façam observações tridimensionais, possibilitando a medição da massa, da velocidade e da direcção das ejeções de massa coronal à medida que elas viajam através do espaço.

As tempestades geo-magnéticas podem lançar quantidades bilionárias de plasma no espaço que depois se propagam, em forma de nuvens.

“Nós fomos capazes de obter, pela primeira vez, uma estrutura tri-dimensional de uma tormenta solar e podemos acompanhar as tormentas solares, nas suas trajectórias do Sol à Terra”, diz um cientista.

Estas projecções de massa coronal são constituídas por biliões de toneladas de gás magnético em forma de nuvens que explodem e se deslocam a grande velocidade.

Quando chocam com o nosso planeta, as hipóteses mais benévolas constituem-se nas auroras boreais. Mas estas explosões podem produzir também raios cósmicos perigosos, para as naves espaciais, os astronautas e a tecnologia da Terra, incluindo apagões ou avarias nos satélites.

Um aviso, deixado por um dos cientistas da NASA:

“Por exemplo, há linhas aéreas que voam sobre os pólos. E hoje, dependemos dos telemóveis e do GPS. Estas tormentas eléctricas do Sol podem causar todo o ripo de consequências electrónicas. Com o observatório Stereo, vamos perceber melhor e prevenir o que possa acontecer na Terra”.

Com estas imagens tridimensionais, os astrofísicos solares podem examinar as projecções das tormentas eléctricas, a sua estrutura e a sua massa. Os dados recolhidos ajudarão a prever os efeitos das tormentas, na magnosfera.

Sob a superfície ardente do sol, uma poderosa força poderia nos fazer regressar à Idade da Pedra. A cada 11 anos, o sol entra em um turbulento ciclo, a época mais propícia para que o planeta sofra uma tempestade solar. O próximo máximo solar ocorrerá no ano de 2011.

Duas questões se levantam:

Qual o efeito nos seres vivos?

Qual é o efeito sobre o aquecimento global?

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