sábado, outubro 20, 2012
quarta-feira, agosto 22, 2012
Degelo recorde no Ártico
A quantidade de gelo marítimo no Ártico é muito importante para o planeta, já que esta zona influencia o clima mundial. Este ano já regista recordes de temperatura e de secas em grande parte da zona temperada do Hemisfério Norte.
Também este ano a perda de cobertura de gelo no Ártico já deu origem a uma possível abertura da Passagem do Noroeste, a norte do Canadá e do Alasca, e da Rota do Mar do Norte, entre a Europa e a Sibéria, passagens marítimas geralmente cobertas de gelo.
O recuo pode levar a que o gelo ocupe apenas quatro milhões de quilómetros quadrados, um número sem precedentes. O recorde anterior foi atingido em 2007, quando houve 4,28 milhões de quilómetros quadrados ocupados por gelo, menos 23 por cento que em 2005 e menos 39 por cento da média entre 1979 e 2000.
terça-feira, agosto 07, 2012
Bióloga descobre invertebrados a uma profundidade nunca vista
Não se sabe como funciona a cadeia alimentar da comunidade. "Poderá ser suportada pela matéria orgânica transportada pela água", especula Sofia Reboleira. Em 2013, a bióloga voltará à gruta. A inventariação vai continuar, mas não é tudo: "Vamos tentar perceber o significado de estes animais estarem ali."
quinta-feira, agosto 02, 2012
Vírus da gripe descoberto em focas!
A investigação, publicada no mBio, uma revista científica da Sociedade Americana de Microbiologia, explica que as autoridades começaram a ficar preocupadas ainda em Setembro de 2011, quando várias focas apareceram mortas. Autópsias a cinco corpos permitiram detectar pneumonias e lesões em todas elas compatíveis com uma infecção por um vírus da gripe, que veio a identificar-se como uma nova estirpe do H3N8.
“Quando os testes iniciais revelaram a presença de um vírus da gripe aviária, fizemos uma pergunta óbvia: como é que este tipo de vírus saltou das aves para as focas?”, explicou Simon Anthony, autor principal do estudo. O grupo sequenciou o genoma desta estirpe e percebeu que o vírus em causa descende de uma forma que circulava nas aves da América do Norte desde 2002 e que sofreu agora mutações, conseguindo atingir o sistema respiratório das focas.
Por isso, e tendo em consideração a recente histórica da gripe das aves (H5N1) e da gripe A (H1N1), os cientistas temem que agora chamada gripe das focas (H3N8) venha a representar um perigo para a saúde pública se sofrer alguma mutação que lhe permita infectar pessoas. O H5N1 continua a ser raro, mas já matou quase metade das pessoas infectadas desde a primeira pandemia, que surgiu em Hong Kong em 1997. A Organização Mundial de Saúde contabilizou 606 casos humanos de gripe aviária desde 2003, dos quais 357 foram mortais, de acordo com um relatório de Junho.
“As nossas descobertas reforçam a importância de vigiar a vida selvagem para prever e prevenir pandemias”, acrescentou, num comunicado, W. Ian Lipkin, da mesma universidade. “O vírus da sida, a síndrome respiratória aguda, o vírus do Nilo Ocidental e da gripe são exemplos de infecções emergentes que tiveram origem em animais.”
sexta-feira, julho 27, 2012
Gronelândia sem gelo 2
“O que aconteceu foi uma fusão anómala da massa de gelo da Gronelândia. A película superficial de gelo fundiu muito mais nas últimas semanas”, explicou Gonçalo, investigador do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa e especialista no estudo de glaciares. “É surpreendente porque este fenómeno nunca tinha sido observado pelos dados de satélite”.
A Gronelândia, uma região autónoma da Dinamarca, é a maior ilha da Terra (a Austrália é um continente), tem 2,1 milhões de quilómetros quadrados, cerca de um quarto da área do Brasil. Destes, 1,7 milhões de quilómetros quadrados estão cobertos de gelo que se acumulou ao longo de centenas de milhares de anos.
É um enorme glaciar que, no seu pico, atinge os três quilómetros de espessura e tem um volume de 2,85 milhões de quilómetros cúbicos. Se toda esta água congelada da ilha derretesse e se diluísse nos oceanos, o nível médio do mar subiria 7,2 metros, inundando cidades costeiras um pouco por todo o mundo.
Todos os anos, durante o Verão, as temperaturas sobem o suficiente para parte da superfície desta calote de gelo se derreter. Mas numa vastíssima área o ar não aquece o suficiente para que haja fusão das neves e dos gelos. Muito do gelo que se funde nunca alcança o mar e acaba por voltar a congelar quando as temperaturas baixam.
A área de derretimento de 40%, registada a 8 de Julho, já era considerada um pico para o Verão. Este derretimento específico está associado a uma massa de ar quente que se instalou por cima da ilha a 8 de Julho e que se afastou a 16 de Julho.
Ano após ano, a Gronelândia perde mais gelo que se funde durante a estação quente do que ganha gelo durante o Inverno. Mas é preciso esperar pelo fim do ano para perceber que quantidade de gelo é que perdeu e que impacto é que este episódio vai ter.
Registos dos glaciares analisados através de perfurações já tinham mostrado que este episódio não foi único e que aconteceu também em 1889, tendo uma periodicidade de 150 anos. Por isso, os cientistas questionam-se se o que ocorreu neste Julho foi o ciclo a cumprir-se ou é mais uma consequência das alterações climáticas. “A minha opinião é que é um acumular de fenómenos ligados ao aquecimento global”, defendeu Gonçalo Vieira.
Este episódio de derretimento extremo é mais um dos vários fenómenos que os cientistas tem olhado com preocupação, como a diminuição do gelo do Árctico, que nos últimos anos tem atingido uma área mínima na altura de Setembro, batendo um recorde em 2007.
Para isso, os investigadores foram analisar os modelos que interpretam a variabilidade climática no árctico causado por uma oscilação climática que existe no Atlântico Norte e comparar com os registos meteorológicos desde 1979. “Só conseguimos atribuir no máximo 30% à [oscilação]”, disse o cientista. “O que implica que o resto é causado por outra coisa diferente, e o mais provável é ser as mudanças globais feitas pelo Homem.”
A Gronelândia é a segunda maior reserva de água que com o potencial de fazer subir o nível médio do mar. A primeira fica no lado oposto do globo, é a extensa camada de gelo que cobre a Antárctica.
A região Oeste do continente tem sido o centro das atenções dos cientistas por causa do derretimento rápido que se testemunha. Alguns glaciares estão a perder um metro de gelo por ano. Um estudo que foi publicado agora na Nature mostra que existe nesta região, por baixo do gelo, um vale imenso que em algumas partes chega a ter 1,6 quilómetros e é comparável ao Grand Canyon, nos Estados Unidos.
Segundo a equipa da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, este vale permite que o oceano mais quente entre pelo continente e acelere a fusão da camada de gelo que está por cima. Os cientistas observaram uma distância de 2400 quilómetros com um radar na região remota de Ferrigno Ice Stream.
“Se despíssemos o gelo desta região agora, veríamos uma paisagem tão dramática quanto as enormes falésias e vales que se vêem em África e tão importantes como o Grand canyon”, Robert Bingham, em comunicado. “O que é particularmente importante é que este vale espectacular alinha-se perfeitamente com o registo da diminuição de gelo na superfície e a perda de gelo que se testemunha por satélite nos últimos 20 anos, nesta área”, refere o glaciologista. Os cientistas defendem que este vale e o gelo estão em contacto com o oceano.
David Vaughan, cientista do British Antarctic Survey, em Cambridge, no Reino Unido, que fez parte do estudo relembra que a diminuição do gelo na região Oeste da Antárctica contribui para um décimo do aumento do nível do mar. “É importante compreender este ponto forte de mudança para podermos fazer previsões melhores no futuro”, disse em comunicado.”
quinta-feira, setembro 01, 2011
Grandes marcas com roupas tóxicas
Passou-nos a todos ao lado, em Pequim, a Greenpeace anunciou ter encontrado vestígios de substâncias químicas tóxicas, susceptíveis de afectar o funcionamento dos órgãos reprodutivos de seres vivos, em produtos de catorze grandes marcas de vestuário.
Entre as marcas figuram a Adidas, a Nike, a Calvin Klein, a H & M, a Lacoste, a Converse e a Ralph Lauren.
É caso para perguntar: É você que gosta de andar na moda?
Dois terços das amostras analisadas continham Éthoxylates de nonylphénol que ao serem libertados nas lavagens, contaminam os rios, podem alojar-se no organismo e perturbar o seu funcionamento hormonal.
Espectáculo…
A despopulação está em curso, meus caros.
Vá ao chinês, vá…
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quarta-feira, julho 20, 2011
Mortandade marítima nas praias da Flórida
As autoridades americanas estão a investigar a causa da morte de centenas de peixes e animais marinhos - incluindo tubarões - que, nos últimos dias, têm dado à costa nas praias do sudoeste da Flórida.
"As altas temperaturas e os dias nublados e chuvosos podem causar a morte dos peixes, um fenómeno natural que habitualmente não pressupõe perigo permanente para o ecossistema", explicou esta terça-feira a Comissão de Conservação de Pescas e Vida Selvagem da Flórida.
De qualquer modo, o organismo solicitou, através de um comunicado, colaboração para que seja dado seguimento ao caso e se detecte se o fenómeno se estende também aos lagos naturais e estuários da zona a fim de se "determinar se se verificam problemas nos ecossistemas que exijam investigações e medidas".
Os peixes e animais marítimos apareceram mortos nos últimos dias em diversas praias da Flórida, entre elas a de Naples, considerada uma das melhores do país, com 16 quilómetros de areal e águas cristalinas.
Em investigações preliminares foi detectada a presença de dois tipos de algas que, apesar de não serem tóxicas, podem estar na origem da redução da presença de oxigénio na água até ao ponto de forçar os peixes e animais marítimos a darem à costa, o que levou a que morressem asfixiados.
Mais em:
http://geracaomaranata.com.br/2011/03/milhares-de-peixes-e-aves-aparecem-mortos-em-varios-paises/
Bem, já ninguém fala nisto no derrame de crude verificado há mais de um ano, após a explosão duma plataforma exploração petrolífera da BP. Não há dúvida que a memória humana é curta…
Para que conste:
Após o desastre está para se saber quais as consequências para a Vida Selvagem?
Para o Ecossistema?
E para toda uma cadeia alimentar?
Será que este problema ambiental tem impacto só na região (Golfo do México ou na Flórida) ou será que devido às correntes marítimas toda a água do Oceano está contaminada?
Será que o ciclo da água também estará comprometido?
segunda-feira, março 28, 2011
Fukushima Daiichi, o Pesadelo Nuclear
A tragédia de Fukushima Daiichi, por certo que ficará marcada para sempre em caracteres japoneses, na História da Humanidade e do planeta Terra uma vez que não há como conter a água dos reactores, os gases que escaparam para a atmosfera.
Eventualmente a esta hora, o núcleo dos reactores poderá ter entrado em fusão e não haverá como trava-los. A contaminação é evidente:
“A empresa Tokyo Electric Power Company (Tepco) – operadora da central – anunciou hoje ter encontrado água com radioactividade superior a 1000 milisieverts por hora num poço de observação de uma galeria subterrânea de cabos eléctricos. O limite da radiação considerado aceitável para os trabalhadores que estão a tentar conter o desastre nuclear é de 250 milisieverts por ano.
Os poços de observação ficam a algumas dezenas de metros do mar, no exterior do edifício que contém o reactor 2 da central. “Estamos a verificar se a água poderá ter entrado em contacto directo com o mar”, disse um porta-voz da Tepco, citado pela Agência France Presse (AFP).
A descoberta é mais um contratempo da Tepco na luta para tentar controlar a situação de Fukushima, fortemente afectada pelo sismo e tsunami de 11 de Março no Japão. No domingo, a empresa detectara água fortemente radioactiva no edifício da turbina do reactor 2. Inicialmente, a empresa avançou que a concentração de elementos radioactivos era dez milhões de vezes mais elevada do que o normal.
Mas horas depois, a Tepco convocou, de urgência, uma conferência de imprensa para admitir que se tinha enganado no número. O vice-presidente da empresa, Sakae Muto, explicou que os elementos radioactivos foram confundidos durante a análise às amostras recolhidas. "Houve uma confusão entre o iodo-134 e o cobalto-56", disse Muto. De qualquer forma, a radioactividade da água no edifício da turbina é 100 mil vezes superior ao normal.
O Governo japonês qualificou, hoje, o erro da Tepco como “absolutamente inaceitável”. “Sabendo que a monitorização da radioactividade é uma condição essencial para assegurar a segurança, este tipo de erro é absolutamente inaceitável”, disse hoje o ministro porta-voz do Governo japonês, Yukio Edano.
A Agência de Segurança Industrial e Nuclear do Japão acredita que os níveis elevados de radioactividade no edifício da turbina devem-se a uma fuga da água que esteve em contacto com combustível fundido no interior do reactor 2.
Em dois outros reactores – 1 e 3 – também foi encontrada água contaminada no subsolo dos edifícios das turbinas, mas com menores níveis de radioactividade.
Remover esta água radioactiva é uma das principais preocupações, neste momento, na luta contra o desastre nuclear de Fukushima – ainda mais agora que se detectaram níveis elevados de radioactividade em água fora dos edifícios da central. No mar, as análises continuam a indicar também presença de elementos radioactivos. As mais recentes, efectuadas ontem e divulgadas hoje pela Tepco, apontam para concentrações de iodo radioactivo 1150 mais elevadas do que o normal, em amostras colectadas a 30 metros das saídas de água da central.
No reactor 1, conseguiu-se restabelecer um sistema de circulação, permitindo iniciar a drenagem da água radioactiva. Nos reactores 2 e 3, não foi possível ainda fazer o mesmo.
Repor em funcionamento os sistemas eléctricos da central continua a ser outra prioridade. Embora haja já luz nas salas de comando – onde até à semana passada as equipas técnicas trabalhavam às escuras, com lanternas –, ainda não estão em operação muitos equipamentos essenciais para monitorizar os dados dos reactores, como a sua temperatura e pressão interna.
Água doce começou a ser injectada sábado nos reactores, para evitar que o sal da água do mar utilizada durante vários dias forme cristais sobre as barras de combustível, dificultando o seu arrefecimento. Hoje, a Tepco espera fazer o mesmo nas piscinas de combustível nuclear usado. O nível de radioactividade no mar ao largo da central nuclear de Fukushima Daiichi subiu 1250 vezes acima do limite de segurança, depois de duas semanas de crise naquela central de seis reactores.
Os níveis de iodo-131 em excesso foram detectados ontem na água do mar, 330 metros a Sul da central, informou a Agência japonesa de Segurança Nuclear, citada hoje pela estação de televisão japonesa NHK. Este é o valor de radioactividade mais elevado detectado no mar junto a Fukushima desde que as medições começaram, esta semana. Na terça-feira, os níveis de iodo radioactivo eram 126 vezes superiores ao limite fixado pelo Governo nipónico no Oceano Pacífico.
A Tepco ainda mediu a concentração de césio-137 e encontrou uma concentração quase 80 vezes superior ao limite legal.
A central estima que água radioactiva de um dos reactores da central pode estar a infiltrar-se no subsolo e a chegar ao mar.
A agência garante que a radioactividade na água do mar não representa uma ameaça imediata para as pessoas que vivem num raio de 20 quilómetros, até porque as correntes marinhas ajudam a dispersar o iodo e a diminuir os níveis de contaminação. Os materiais radioactivos já terão sido diluídos "significativamente" quando forem ingeridos pelas espécies marinhas, acrescenta a agência. A actividade pesqueira está suspensa naquela zona.
Olivier Isnard, especialista do Instituto de Radioprotecção e Segurança Nuclear (IRSN) ouvido pela agência AFP, está preocupado. "A água altamente radioactiva escorre dos edifícios da central e regressa ao mar, o que é preocupante para os peixes e algas". Ainda assim, a quantidade de radioactividade absorvida pelas algas e animais marinhos pode ser menor se as marés conseguirem diluir o iodo.
Hoje, o porta-voz do Governo, Yukio Edano, disse em conferência de imprensa que é difícil prever quando é que a crise na central de Fukushima vai acabar. "Estamos a tentar evitar que a situação piore", citou a agência de notícias japonesa Kyodo.
A corrida contra o tempo continua na central nuclear, onde cerca de 300 engenheiros trabalham em turnos para estabilizar os seis reactores, danificados pelo sismo de magnitude 9,0 e tsunami de 11 de Março. Mas, várias vezes, as operações na central foram interrompidas por picos de radioactividade e dificuldades técnicas.
Hoje está a ser injectada água doce, em vez de água salgada, no edifício do reactor 2. A medida foi tomada para evitar a acumulação de sal no interior do reactor, o que poderia dificultar o arrefecimento da central.
Esta semana, três funcionários a trabalhar num dos edifícios da central, ligado ao edifício onde está o núcleo do reactor 3 - que utiliza plutónio, mais tóxico do que o urânio usado nos outros cinco reactores - foram expostos a água, com um nível de 15 centímetros, com materiais radioactivos 10.000 vezes superior aos níveis normais no interior de um reactor nuclear. Isto corresponde a 3,9 milhões de becquerels de substâncias radioactivas por centímetro cúbico, explicou a estação de televisão japonesa NHK.
Dois deles foram hospitalizados devido a possíveis queimaduras nos pés causadas pela radiação, informou a operadora da central, Tepco (Tokyo Electric Power Company), citada pela agência de notícias japonesa Kyodo.” (citando o respeitável jornal Público)
Comentário meu:
Mais grave, foi o monte de asneiras que ouvi na televisão, quando os jornalistas no Jornal da Noite descansaram os telespectadores que a radioactividade se dissiparia…
Meu Deus, quanta ignorância… Como se isso fosse possível?
A título de esclarecimento posso adiantar-vos que a semi-vida dalguns elementos radioactivos é superior a 24.000 anos.
Esclarecidos!?
E as mutações genéticas que sobrevêm?
E o número de cancros a subir em flecha nos próximos anos?
A esta hora, os ecossistemas mais próximos estarão comprometidos e as cadeias alimentares contaminadas da base até ao topo.
Certo, certo é que partículas radioactivas provenientes de Fukushima Daiichi já foram encontradas na China, nos EUA, nos Açores e na Suíça.
O Hemisfério Norte poderá ser duramente afectado devido à circulação atmosférica, já que as partículas resultantes do acidente, não ficam estáticas nem imutáveis no mesmo lugar (deslocam-se por força desta).
Quanto a mim, assim que vi as imagens da explosão, disponíveis neste blogue, disse para mim mesmo: Desta foi a sério! Isto pode ser pior que Chernobyl.
Fukushima Daiichi, uma lição a tirar para todos aqueles que defendem o nuclear (incluindo o nosso Presidente da República).
Nuclear, não obrigada…
terça-feira, março 15, 2011
Fukushima Daiichi, apocalipse nuclear
Esta história é surreal demais…
Recapitulando:
Take um - No dia 11 de Março de 2011, o Japão é sacudido por um tremor de terra, que superou todas as expectativas, 9,1 na escala de Ritcher - equivalia à destruição absoluta.
A ilha principal eleva-se 2,4 metros e aproxima-se 4 metros dos EUA. Ocorrem alterações no eixo da Terra e o dia encurta.
Take dois – Dois tsunamis varrem a costa japonesa, a Norte de Tóquio, em Sendai há mais de 10.000 desaparecidos.
Take três – O melhor estava para vir, algumas horas depois…
Na Central Nuclear de Fukushima Daiichi, quatro reactores entram em colapso, ocorreu meltdown, não havia como arrefecer os quatro reactores, um após o outro explodiram, libertando por quatro vezes, quantidades impensáveis de materiais radioactivos para a atmosfera, dos 800 técnicos da Central, ficaram só 50, para evitar o impensável, agora, pouco haverá a fazer, com Césio, Plutónio e Urânio, partículas altamente radioactivas e letais, à solta na atmosfera, tudo contaminando e com uma longa vida (duram milhares de anos).
O perímetro de segurança passou de 20 para 100 km, havendo já localidades evacuadas e a nuvem radioactiva já chegou a Tóquio. Nos aeroportos japoneses é a debandada total. Do Céu ao Inferno, em poucas horas…
De desgraça em desgraça, as autoridades japonesas não contam tudo aquilo que sabem.
Certo, certo, é que o Homem não aprende com os desastres de Three Mile Island (EUA), Chernobyl (na Ucrânia) e agora Fukushima Daiichi (no Japão)!
Não lembra ao Diabo construir reactores nucleares em áreas sísmicas altamente instáveis e se estes entrarem em fusão quem os trava? Como se controla um reactor em fusão?
Respondam-me ainda a outra questão: O que distingue uma experiência nuclear simpática duma experiência nuclear agressiva?
Em Fukushima Daiichi houve formação de cogumelo atómico…
Vejam a explosão do reactor 3 - A que conclusão chegaram?
Agora venham os políticos nacionais (Cavaco Silva e Mira Amaral) fazer a apologia do nuclear…
Uma coisa posso dizer: Nuclear não obrigado (com Almaraz aqui tão perto)!




