Em que espécie de país se transformou Portugal?
Numa República das bananas?
Ou numa sucursal da Máfia e da Camorra?
Ou num paraíso para as sociedades secretas ou para os interesses obscuros?
Sucedem-se os casos de corrupção e aqueles que lutam pela dignificação da causa pública são afastados ou preteridos. Alcançando o topo os medíocres.
O caso Maddie McCann ocorreu em Maio de 2007, e agitou meio mundo, a menina inglesa desapareceu sem deixar rasto, comovendo a imprensa de todo o mundo.
A Policia Judiciaria e a GNR (em colaboração com outras polícias) tudo fizeram para a encontrar, em especial Gonçalo Amaral, que liderou a investigação e foi afastado após pressões do Governo Inglês, sobre o nosso (des)governo. Somos nós portugueses ou ingleses?
Quero no entanto deixar duas questões no ar:
O que representam os McCann para o Governo Inglês?
Poderá um ou dois simples médicos cardiologistas passar um ano ou dois sem exercer, andar o ano todo em viagens, dum lado para o outro?
E a profissão onde é que fica?
Desculpem lá, mas a qualquer coisa de sórdido no meio desta história toda.
Volvidos dois anos, o livro A Verdade da Mentira é proibido, mais pormenores sobre esta história toda nos links abaixo mencionados:
http://kafekultura.blogspot.com/2007/05/maddie-mccann.htmlhttp://kafekultura.blogspot.com/2009/09/proibido.htmlhttp://kafekultura.blogspot.com/2009/12/mordaca-inglesa-de-goncalo-amaral.html
Toda esta história revela contornos de profunda injustiça, desde já o blogue Kafe Kultura associa-se à Petição Pública, a favor de Gonçalo Amaral:
Começa assim:
Para a Assembleia da República, Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, Parlamento Europeu
«A livre comunicação dos pensamentos é um dos mais preciosos direitos do homem. Todo o Português pode conseguintemente, sem dependência de censura prévia, manifestar suas opiniões em qualquer matéria, contando que haja de responder pelo abuso d’esta liberdade nos casos e pela forma que a lei determinar» in Art.º 7.º, Constituição política da Monarquia Portuguesa, 23 de Setembro de 1822
Nós, Cidadãos pela Defesa dos Direitos e Liberdades - Projecto Justiça Gonçalo Amaral, de acordo com o que está previsto no Artigo 52º da Constituição da República Portuguesa e na Lei nº 43/90, de 10 de Agosto, alterada pela Lei nº 6/93 de 1 de Março e pela Lei nº 15/20.03 de 4 de Junho e pela Lei nº 45/07, de 24 de Agosto, vimos pela presente declarar a nossa indignação face ao ataque perpetrado contra o direito à liberdade de expressão do Cidadão Gonçalo de Sousa Amaral, que viu ser censurado não apenas um livro, mas também qualquer expressão, oral ou escrita, sobre a tese que defende.
Com efeito, a decisão recente de proibir, mais do que a venda de um texto, todo um raciocínio que lhe está subjacente – raciocínio esse que se encontra, comprovadamente, expresso, fundamentado e deferido, no âmago de um processo de investigação criminal -, constitui, na nossa opinião, um grave e preocupante precedente.
Nunca, desde a Revolução de 25 de Abril de 1974, se havia assistido, neste País que tão valorosamente lutou na defesa da Cidadania responsável e livre, a tamanho ataque contra a Liberdade de Expressão, direito fundamental consagrado no Artigo 37º da nossa Constituição e no Artigo 19º da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Um ataque agravado pelo facto de a tese defendida pelo Dr. Gonçalo Amaral reflectir rigorosamente os factos de uma investigação já fora do segredo de justiça e já tornada pública, um raciocínio lógico e devidamente fundamentado. Concorde-se, ou não, com as conclusões a que chegou toda uma investigação policial, é indefensável proibir a sua reprodução e discussão.
A Liberdade de Expressão, exercida com responsabilidade, é um direito inalienável de qualquer Cidadão Português, e não podemos aceitar sem protesto que se volte a perder algo que tanto custou a conquistar.
Desta forma, solicitamos a imediata devolução do Direito de Expressão ao Cidadão Gonçalo de Sousa Amaral, ao abrigo da Constituição da República Portuguesa, e em respeito pelos Direitos Humanos universalmente consagrados.
Concordo e Subscrevo,
Os signatários»
http://www.peticaopublica.com/?pi=PJGA
Já a subscrevi e você?
De que é que está à espera?