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domingo, abril 08, 2018

José Saramago, a Liberdade do Pensamento

"A globalização é um totalitarismo. Totalitarismo que não precisa nem de camisas verdes, nem castanhas, nem suásticas. São os ricos que governam e os pobres vivem como podem."
JOSÉ SARAMAGO


Os livros de José Saramago podem ser encontrados nas livrarias nacionais, em edição da Caminho ou da Porto Editora.

sexta-feira, junho 14, 2013

O Inimigo Invisivel, de Rute Pinheiro Coelho




Até onde vai o poder da MAÇONARIA em Portugal?
«Um retrato assustador dos que na sombra escolhem os que mandam nas nossas vidas. Imperdível.» Nicolau Santos
(Director-adjunto do semanário Expresso)

“Margarida Vaz Mendonça descobre que o primeiro-ministro foi escolhido e preparado para o cargo da Maçonaria. Confrontada com um relato detalhado sobre os bastidores dos partidos e da vida política portuguesa, a jornalista tem acesso a informações que põem em causa a democracia.
O poder escondido da irmandade, a forma como actua nos meios de comunicação social e as ligações que fomenta entre Portugal e Angola, a América Latina e Timor-Leste tornam-se claras aos seus olhos.
Numa vertigem de receios e sentimentos contraditórios, a jornalista decide partilhar com o mundo todos os segredos que lhe foram revelados…
Mas a tarefa torna-se complicada. A teia do poder da Maçonaria é demasiado grande. E atingir um inimigo invisível passa a ser mais difícil do que nunca. Neste livro, vai entrar no perigoso jogo de influências que domina o país. Um jogo de máscaras e sombras que apenas a coragem poderá destruir.”
A autora:
Rute Pinheiro Coelho, advogada, licenciou-se em Direito na Faculdade de Lisboa. Apesar da advocacia, sempre se dedicou à escrita. Publicou os seus primeiros artigos no suplemento semanal do Diário de Notícias, DNJovem, e ganhou vários prémios literários juvenis. O tema da Maçonaria foi algo que desde cedo a interessou e ao qual tem vindo a dedicar muita atenção, não só pelo simbolismo latente, mas pela sua influência nos partidos e na vida política. O Inimigo Invisível é o seu primeiro romance.
"Desde pequena que gosto de contar histórias. Primeiro para me adormecer e me livrar do medo do escuro. Foi assim que comecei a escrever. As primeiras redacções foram aplaudidas na escola primária sob o olhar desconfiado da professora primária que julgava que a imaginação transcrita para o papel não era fruto exclusivo meu. Na escola preparatória encantava-me perante os textos e poemas dos autores portugueses e queria ser como eles. No ensino secundário fui escrevendo para o extinto DNJovem e para alguns concursos juvenis que me ensinaram a testar a minha paixão pelas histórias. Depois quis ser jornalista. Percebi, a tempo, que por mais que mais que me interessasse a realidade do cotidiano, tinha sempre de lhe acrescentar algum sal. Ainda assim fiz um curso intensivo de técnicas jornalísticas no Cenjor antes de ingressar na Faculdade. Escolhi Direito. De usar as palavras. Pelos outros."

sábado, maio 18, 2013

Terapia do riso/ Desta vez é diferente, de Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff


Vítor Gaspar (Ministro das Finanças de Portugal) escreveu o prefácio do livro de Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff, "Desta vez é diferente. Oito séculos de loucura financeira".
Agora já não escondem o que visam, senão a destruição dos Estados.
Os dois autores estiveram envolvidos numa polémica porque as fórmulas que publicaram nos estudos que levaram a cabo, usadas como justificação por muitos governos para aplicar a austeridade sem fim nos seus países estariam, afinal, erradas. Nada que os dissuadisse, ambos ex-funcionários do Fundo Monetário Internacional, a continuar a defender a austeridade e a destruição.
Só que o riso, tudo parece desarmar…

Mais sobre o mesmo assunto:
http://economico.sapo.pt/noticias/prefacio-de-vitor-gaspar-apresentacao-a-um-publico-portugues_169262.html



segunda-feira, maio 06, 2013

Uma Verdade Incómoda, de John Le Carré



O novo livro de John Le Carré, "Uma Verdade Incómoda", dificilmente deixa espaço para a esperança. A desolação é provavelmente o sentimento que prevalece no fim, perante a enorme incompetência e a inevitável e consequente maldade de quem nos governa guiado por interesses obscuros.
Para John Le Carré, que como confessa, sabe bem o que o leitor há-de sentir no momento em que fecha o livro, a explicação deve-se a uma aguda falta de esperança. "Continuo à procura dela (da esperança) para perceber onde é que os meus filhos e netos irão viver. A grande desvantagem de ser velho é perceber que pouco ou nada muda".
Crítico de Tony Blair, por ter levado "um país para guerra a partir de falsos pressupostos", Le Carré também não pouco críticas a Thatcher, e ao legado que ela deixou: "Quando comecei a escrever, na Guerra Fria, tínhamos de saber que não estávamos do lado errado, e sabíamos isso. Continuo a saber de que lado estou, mas cresci até um estado de cepticismo perante os políticos". Sentimento, que John Le Carré partilha com o homem comum: "Não temos fé nas autoridades, nos políticos, no serviço nacional de saúde ou na polícia".
"Uma verdade Incómoda", é de resto um dos seus romances mais autobiográficos, metáfora de uma corrida à guerra do Iraque e das mentiras que a antecedem.
Para o romance criou duas versões de si próprio, dois homens que apesar de terem cerca de 30 anos de distância têm em comum algo primordial no universo do escritor, uma ética rigorosa: "Serviram o seu país com lealdade até não aguentarem mais e serem levados a fazer um protesto pessoal, usando canais ortodoxos."
Se o protesto parece não parece funcionar, a verdade é que o escritor defende acima de tudo o dever de protestar enquanto compromisso maior connosco e com a sociedade, nem que seja porque "Cristo também morreu na cruz!

segunda-feira, abril 29, 2013

Segredos da Maçonaria Portuguesa, de António José Vilela



Em Segredos da Maçonaria Portuguesa conta-se as histórias dos pedidos de favores maçónicos a Paulo Portas e os convites do GOL e da GLLP/GLRP a Pedro Passos Coelho e António José Seguro. Mas também a revolta maçónica contra o gestor António Mexia, a iniciação de Isaltino Morais, a festa maçónica com o cantor-imitador Fernando Pereira, o episódio do mestre maçon que mudou de sexo e todos os pormenores da sessão em que Nuno Vasconcellos foi eleito venerável da Loja Mozart.
Nesta investigação inédita, o jornalista António José Vilela, que há mais de dez anos investiga este tema, desvenda por completo os segredos das duas maiores correntes maçónicas portuguesas, o Grande Oriente Lusitano (GOL) e a Grande Loja Legal de Portugal/Grande Loja Regular de Portugal (GLLP/GLRP), o seu poder e a sua influência na sociedade e no mundo da política nacional.
Através dos próprios documentos secretos internos maçónicos, reproduzidos nesta obra, ficamos a saber como são feitas as iniciações de novos membros, quem guarda os livros dos maiores segredos da Irmandade do Bairro Alto, quais são os sinais secretos usados entre maçons e como funcionam os principais órgãos da maçonaria.
Conhecemos ainda o vasto património da maçonaria, quem são os maçons eleitos para o Parlamento do GOL, o que dizem as atas confidenciais das sessões, onde, entre outros assuntos, já se votou a criação de serviços de inteligence e as ligações do espião Jorge Silva Carvalho aos altos graus da maçonaria e ao atual ministro Miguel Relvas.
Hoje, há maçons em todos os distritos de Portugal. E quando um novo membro é recrutado para o GOL, os irmãos exigem-lhe que identifique por escrito quais são os seus inimigos. Porventura, o seu nome já lá está…

A Divina Comédia, de Dante Alighieri



Os livros ainda tem uma magia e um poder de atracção únicos, por mais voltas que o digital dê… o silício não se consegue sobrepor ao papel. Poderá um livro novo “Inferno”, de Dan Brown levar meio mundo a redescobrirem e lerem um livro velho, como por exemplo, a “Divina Comédia”, de Dante Alighieri?



Claro que sim
Há coisas que permanecem intemporais e desafiam os séculos…
Como por exemplo as magnificas gravuras de Doré, que ilustram a Divina Comédia, de Dante, são únicas e indescritíveis (fiquei rendido).




Desafio-os a perderem-se para além da web e descobrirem numa biblioteca próxima livros antigos…
Sim, porque há muita coisa que nos escapa, desde pequenos pormenores, a coisas que pensamos serem recentes e que já foram escritas há muito tempo.




As reedições por vezes são raras e as tiragens das edições são cada vez mais pequenas.




Porque nem tudo está na rede. Nesta teia por vezes encontramos pequenos fragmentos dispersos, porque o Conhecimento e o Saber poderão estar num velho livro, tal como por exemplo, a Divina Comédia, de Dante – com 6 séculos, que inspiraram Dan Brown, para mais um blockbuster.
Quantos de vocês conhecem a Divina Comédia?
E Dante Alighieri?
Quantos de vós gostais de ler? De Poesia? Porque de prosa estamos conversados.




O Inferno é a primeira parte da “Divina Comédia” de Dante Alighieri, sendo as outras duas o Purgatório e o Paraíso. Está dividido em trinta e quatro cantos (uma divisão de longas poesias), possuindo um canto a mais que as outras duas partes, que serve de introdução ao poema.
A viagem de Dante é uma alegoria através do que é essencialmente o conceito medieval de Inferno, guiada pelo poeta romano Virgílio. No poema, o inferno é descrito com nove círculos de sofrimento localizados dentro da Terra. Foi escrito no início do século XVI. Os mais variados pintores de todos os tempos criaram ilustrações sobre esta obra, se destacando Boticelli, Gustave Doré e Dalí.


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