terça-feira, outubro 09, 2012

Fundações & Fundações


Os censos sobre as fundações tornou tudo mais transparente no mundo fundacional e revelou coisas graves com as quais ninguém sonhava.

O «Repórter TVI» revelou ontem que durante anos o dinheiro dos nossos impostos serviram para financiar 13 fundações ilegais. Fundações que nunca foram reconhecidas receberam milhões do Estado, dos ministérios, dos municípios, da administração regional e até do fundo social europeu.
Esta desvirtuação do mundo fundacional começou justamente quando o Estado criou as célebres fundações de direito privado para fugir a qualquer tipo de controle, e foi assim que nasceu, cresceu e engordou o Estado paralelo que duplica gastos e sobrepõe funções.

«Fundações & Fundações» foi uma reportagem da jornalista Alexandra Borges, com imagem de Gonçalo Prego e edição de Pedro Guedes, para a TVI – passe a publicidade a merecer o visionamento de todos nós.


Quantas são?
Para que servem?
Qual o fim destas?
Eis as perguntas que assaltam a cabeça de todos os portugueses...

segunda-feira, outubro 08, 2012

A Firmeza de Ana Maria Pinto



Firmeza
Sem frases de desânimo,
Nem complicações de alma,
Que o teu corpo agora fale,
Presente e seguro do que vale.
Pedra em que a vida se alicerça,
Argamassa e nervo,
Pega-lhe como um senhor
E nunca como um servo.
Não seja o travor das lágrimas
Capaz de embargar-te a voz;
Que a boca a sorrir não mate
Nos lábios o brado de combate.
Olha que a vida nos acena
Para além da luta.
Canta os sonhos com que esperas,
Que o espelho da vida nos escuta. 

Fernando Lopes Graça





A cantora lírica Ana Maria Pinto que regressou em abril a Portugal, depois de sete anos a estudar e a viver em Berlim, protagonizou um dos incidentes da cerimónia da manhã de comemoração da implantação da República – 5 de Outubro de 2012, ao cantar “Firmeza”, de Fernando Lopes Graça, depois do Presidente da República ter terminado o seu discurso.

Ana Maria Pinto explicou aos jornalistas que foi uma forma de mostrar a sua discordância em relação ao rumo do país. Para ela cantar aquele tema correspondia a um "dever cívico" de resistir. "Estou a cantar em protesto por mim, pelos meus pais (...)". A cantora lírica já tinha cantado “Acordai”, do mesmo autor, à porta do Palácio de Belém no protesto que decorreu no dia do último Conselho de Estado.



quinta-feira, outubro 04, 2012

As sementes da discórdia



Quem é o realizador do filme The Innocence of Muslims, que faz pouco de Maomé e humilha os muçulmanos? A resposta está ainda embrulhada em mistério, mas parece certo que não é um judeu chamado Sam Bacile, como inicialmente foi anunciado. No topo da lista de suspeitos estão alguns cristãos coptas egípcios radicais que vivem nos Estados Unidos, e em particular Nakoula Basseley Nakoula, condenado por burla à Segurança Social e usurpação de identidade.
Nakoula já usou muitos nomes, como Matthew Nekola; Kritbag Difrat; Robert Bacily; Nicola Bacily; Erwin Salameh; Mark Basseley Youssef; Yousseff M. Basseley; P.J. Tobacco. Juntou-os a números verdadeiros de segurança social para descontar cheques — foi preso, pagou uma multa de 794.700 dólares e proibido de usar a Internet quando saiu da prisão, em liberdade condicional, em Julho de 2011. Mas foi logo um mês depois, relata o blogue Danger Room da revista Wired, que começou a contratar actores para o projecto que desencadeou a actual crise diplomática americana no Médio Oriente.
Os actores foram contratados para fazer um filme que na altura se chamaria Desert Warriors ou Desert Storm, diz o blogue da Wired, citando o que o actor de filmes pornográficos gay Tim Dax, que aparece em algumas sequências (como um guerreiro tatuado no peito e na cara), disse por e-mail ao site Joe.my.god.blogspot.com. “O meu personagem chamava-se Sansão e todos os dias tinha algumas linhas de texto. Nunca vimos um guião completo, só algumas páginas. Fizemos muitas perguntas sobre o absurdo de algumas passagens e situações ao Sam Bacile, que achava que era o produtor”.
Os actores que participaram no filme queixam-se de terem sido ludibriados. A personagem de Maomé nem sequer existia — no pedido de actores para o filme, a personagem principal chamava-se “George”. Os actores pensaram ter participado num filme sobre guerreiros no Médio Oriente há muito tempo, e não num grosseiro instrumento de propaganda anti-islão, que apresenta Maomé como um mulherengo e um bandido, líder de um bando armado que semeava o terror quando pretensamente espalhava uma nova religião.
O motivo para essa falta de reconhecimento é sugerido por Tim Dax: “É questionável que seja a minha voz no excerto que vi hoje pela primeira vez. A dobragem é de qualidade duvidosa”, afirma o actor.
Rastilho de pólvora
Mas o FBI identificou Nakoula Basseley Nakoula, de 55 anos, como alguém que teve um papel importante na realização do filme — embora sem confirmar que este homem era a “figura fundamental” por trás de The Innocence of Muslims, como avançou a Associated Press (AP). Aliás, o filme pode reduzir-se ao trailer de 14 minutos que já há meses andava pelo YouTube, mas só agora deu nas vistas. Foi posto na segunda-feira no site de um activista cristão copta da Virgínia do Norte chamado Morris Sadek, que também o enviou para vários destinatários no Egipto, diz o Washington Post — esse foi o acender do rastilho de pólvora.
Os cristãos coptas egípcios nos EUA não se revêem no filme ou nas acções de Sadek, um conhecido radical desta minoria. Esta igreja “rejeita firmemente que a comunidade seja arrastada” para a controvérsia por causa de “um filme inflamatório”, diz uma declaração citada pelo Washington Post.
Nakoula, que explora uma bomba de gasolina, disse à Associated Press que apenas geriu a logística de uma empresa que produziu o filme e que não é Sam Bacile. Mas Steve Klein, um activista anti-islão e anti-aborto que foi abordado por Bacile como consultor para o filme, disse à AP que “Bacile” era um pseudónimo, e que o realizador era um cristão. Isto na quarta-feira; no dia anterior tinha dito que Bacile era um judeu israelita. De qualquer forma, um telemóvel em nome Bacile tem associado o endereço de Nakoula em Cerritos, Califórnia.
Outro cristão copta radicado nos EUA surge associado ao filme, revela o Los Angeles Times: Joseph Nassralla Abdelmasih, da organização não governamental Media for Christ. “Fazer brilhar a luz de Jesus” para o mundo é a missão desta organização, em cujo nome foi emitida a autorização para fazer o filme em Agosto de 2011. Nakoula deu a sua casa como cenário e pagou aos actores, diz o jornal — mas o Departamento de Estado pediu ao condado de Los Angeles para não divulgar as autorizações enquanto o caso está a ser investigado.
A principal actividade da Media for Christ tem sido operar um canal por satélite, a The Way TV, que transmite sobretudo preces, sermões e hinos para cristãos árabes nos EUA, Canadá e Médio Oriente, mas na qual o qual o activista anti-islão Steve Klein tem um programa semanal.
O filme é mau demais para ser verdade. Depois de o ter visionado, pensei Meu Deus como é possível darem crédito a tal coisa?
Julgue por si próprio...


Será este filme uma obra-prima?
Ou a maior bosta de todos os tempos?
Com o intuito de incendiar o Médio Oriente…
È que que não acredito em coincidências. E você acredita?

quarta-feira, outubro 03, 2012

A Cigarra



Não há maior cigarra que o nosso primeiro-ministro.
Depois de ter anunciado mais um pacote de austeridade, antes dum jogo de futebol da selecção nacional de futebol e depois de ter deixado todo o país atónito e à beira dum ataque de nervos.
O nosso primeiro-ministro, cantor nas horas vagas deliciou-se com um espectáculo patrocinado por Paulo de Carvalho, na companhia da sua distinta esposa, é caso para dizer que é preciso ter lata. Claro está que entrou e saiu pela porta dos fundos…

sexta-feira, setembro 28, 2012

A Ordem Universal

De há uns tempos para cá, tudo me parece demasiado previsivel.
Tudo me parece orquestrado.
Parafraseando a minha série de TV favorita, a verdade anda algures por aí ...
Cheira-me permanentemente a manipulação...
Por vezes tenho uma sensação similar à de deja vú.
Como se tivesse a viver tudo de novo.
Constantemente faltam-nos com a verdade, sei por força inerente das funções que desempenho quando me estão a mentir e admiro-me como toda a gente vai na esparrela e ninguém questiona nada. Como é possível?
Parece que a esperança se desvaneceu completamente e há quem queira impor o medo e demonstrar que nada funciona, que não há direitos, só deveres para os cidadãos, prometendo mortes, prisões e uma nova ditadura, cheira-me a final de ciclo, será que o fim da história estará próximo?

Quem sabe?

Ou os ciclos do tempo prolongar-se-ão até ao infinito?
 
Advinha-se uma Nova Era... A prometida Nova Ordem Mundial.
Ou será que esta implodirá também por dentro?
Ou será que um Dilúvio Universal varrerá tudo de novo afogando cinzentos e quejandos, libertando o Planeta inteiro da Prisão?
Conjecturas....

Quem sabe?

terça-feira, setembro 25, 2012

Protesto popular sacode Madrid


" Violencia desmesurada para proteger la violencia de un sistema inhumano. Una manifestación absolutamente pacífica que muestra la irracionalidad de un gobierno traidor con sus ciudadanos."

Prezados Amigos:
Chamo-vos a atenção para o que está a passar em Espanha, o parlamento esteve cercado por populares.
Porque protestam as pessoas?
1300 policias salvaram a Democracia?
A Catalunha e a Andaluzia falidas querem a independência.
O Reino de Espanha corre o risco de implodir.

Agora gostaria de colocar algumas questões que por certo passarão pela cabeça de muitos:
Será que as pessoas que protestam nas ruas lá e cá estão erradas?
Porque temos de sucumbir aos Mercados?
Até quando e quanto podem subir o IRS e a TSU?
Até quando poderão sobrecarregar a classe média com impostos?
Porque motivo não taxam os ricos? As grandes fortunas?
Porque motivo não se estabelece um tecto de reformas?
Porque motivo estão pessoas reformadas aos 48 anos?
Porque motivo temos de pagar a dívida dos Bancos?
Porque motivo não é reduzida a classe politica?
Porque precisamos de tantos deputados, autarquias, juntas de freguesia, vereadores?
Porque motivo os políticos tem tantas benesses - telemóveis, carros, viagens entre outras coisas?
Porque motivo não se acabam com as PPP?
Porque motivo não se acabam com as fundações e os institutos públicos?
Porque motivo não se estabelece um tecto salarial para os gestores?

Meus amigos esta crise é transversal a toda a Europa, pretendem retirar aos trabalhadores todos os direitos adquiridos e reduzi-los à escravatura.

Será que vamos deixar?

sábado, setembro 22, 2012

"Acordai" sacode manifestantes


"Acordai", "canção heróica" de José Gomes Ferreira e Fernando Lopes-Graça, foi cantada, ontem sexta-feira, junto ao palácio presidencial de Belém, em Lisboa, ontem teve lugar o Conselho do Povo iniciativa popular que decorreu paralelamente à reunião dos Conselheiros de Estado com o Presidente da República.

De acordo com a soprano, a cantora lírica Ana Maria Pinto, a escolha de uma das “Canções Heróicas”, de Lopes-Graça, “é um apelo à consciência de todos”, tendo Ana Maria Pinto qualificado a canção como “apropriada ao momento que atravessamos, ao afirmar ‘acendam almas e sóis neste mar sem cais!’”.
A iniciativa, promovida pelas cantoras líricas Ana Maria Pinto e Mónica Monteiro e pela professora de música Sofia Cosme, reuniu já cerca de meio milhar de adesões na rede social Facebook, nomeadamente membros de grupos corais.
“Será um momento humanista, especial e belo, com o melhor que a nossa cultura tem para oferecer”, disse Ana Maria Pinto.
A concentração principiou 17:30, junto à fonte luminosa, na Praça do Império, seguindo até à praça Afonso de Albuquerque, em frente ao palácio presidencial, onde, às 18:00, interpretaram “Acordai”, com grande sucesso, junto de milhares de pessoas que engrossavam o Conselho Popular.
“A cultura é um veículo importantíssimo para consciencializar e sensibilizar as pessoas, nomeadamente em momentos como o actual, em que é urgente falar à alma muito mais que à matéria”, sentenciou.
Integrando-se no contexto dos protestos contra a política de austeridade e a intervenção da troika, Ana Maria Pinto afirmou: “Estou do lado dos mais fragilizados; eu sou uma fragilizada”.
“Sinto, tal como escreveu Gomes Ferreira, que Portugal é um país à deriva sem faróis”, disse.
A cantora lírica afirmou estar contra “esta política neoliberal de privatizações que delapida o património que os nossos pais construíram e que não serve o povo, mas os interesses das empresas que seguem princípios imorais”.
Ana Maria Pinto é “contra as privatizações dos serviços de água, electricidade, da RTP, e de outros”.
Referindo-se à sua área de trabalho, a cantora afirmou que, depois de ter estudado em Berlim, onde viveu sete anos, decidiu vir para Portugal, onde “são cada vez menores as possibilidades de exercer a profissão”.
A soprano criticou também “o regime de recibos verdes a que estão condenados todos os músicos portugueses se querem trabalhar”.
“Sou uma cidadã e quero participar activamente na democracia do meu país e daí esta urgência de chamar as pessoas à consciência”, rematou Ana Maria Pinto.


e ainda:





quinta-feira, setembro 20, 2012

A Bela e o Monstro


Esta imagem está a correr o mundo. No meio da confusão da passagem dos manifestantes junto à delegação do FMI em Lisboa, uma jovem abraçou um agente da PSP que era atingido com garrafas e tomates e desafiou-o a juntar-se aos protestos.
A fotografia foi tirada por José Manuel Ribeiro, ao serviço da agência Reuters, e já circula por jornais e sites de todo o mundo como um símbolo de paz e dos conhecidos 'brandos costumes' portugueses. E agora sabemos a história por trás da imagem.
A ruiva que abraçou o agente da PSP é Adriana Xavier, uma estudante do ensino secundário. A algarvia de 18 anos participava numa manifestação pela primeira vez na vida, e ficou incomodada ao ver o agente de «olhar triste» a ser atingido por bombas de fumo e outros objectos.
«Aproximei-me porque tinha curiosidade. Estava só ali, a observar a reacção dos polícias porque sei que por detrás deles há muito poder e que eles são marionetas. Estão ali porque recebem dinheiro para alimentar os filhos. Às vezes vemos os polícias partir para a violência e aproximei-me porque queria perceber o que é que eles eram capazes de fazer. Porque eles também são o povo, também estão a ser prejudicados com as medidas [do Governo]», contou.
Adriana olhou para um dos polícias em particular. «Já tinha olhado para ele, quando ele ainda não tinha a viseira. Tinha um olhar triste. Mas tinha um olhar aberto também. Sou muito sensível nestas coisas», conta a estudante. «Fui ter com ele e perguntei-lhe: ‘Por que é que vocês estão aqui? Para provocar alguma reacção má?’ Ele disse: ‘É o meu trabalho.’ Depois perguntei: ‘Não gostava de estar deste lado?’ E ele não respondeu. Olhou em frente».
E Adriana avançou então para um abraço: «Pensei uma, duas, três vezes. E aproximei-me dele. Acredito que se der amor, dou amor. E foi por isso. Queria ter um gesto de amor. Queria ter uma reacção boa naquele momento, não quero ter sentimentos maus. Aproximei-me dele, abracei-o. Ele ficou estático. Depois afastou-se suavemente. Não me afastou, afastou-se».
A jovem algarvia, que não acredita em partidos políticos e considera que o dinheiro «só gera maus sentimentos, só gera ódios», lembra que não é «a primeira pessoa do mundo a abraçar um polícia» mas espera que aquele e outros gestos provoquem uma «mudança espiritual» nos portugueses.


quarta-feira, setembro 19, 2012

Uma raridade, um tornado de fogo!



Chris Tangey, cineasta australiano, estava a procura de um local para filmar o seu filme perto de Curtin Springs Station, a cerca de 80 km de Uluru, no norte do país quando virou a câmara para o que parecia um pequeno fogo num arbusto.
Afinal era um tornado de fogo com 30 metros de altura que durou 40 minutos. Sendo que nas raras vezes em que o fenómeno ocorreu durou cerca de dois minutos. O realizador descreveu que estavam 25º C e não estava vento apesar do jacto de fogo.
David Matthews, do Darwin Weather Bureau, explicou aos media australianos que o fenómeno, também conhecido como 'diabo de fogo' acontece quando o solo se torna instável, criando rapidamente uma coluna vertical de chamas.
Embora raro, o aparecimento de um tornado de fogo costuma ficar marcado pela morte. Em 1923, no Japão, um tornado matou 38 mil pessoas em apenas 15 minutos. Desta vez não são conhecidas vítimas.


segunda-feira, setembro 17, 2012

Um milhão na rua



Um milhão na rua
É verdade aquilo que parecia mentira concretizou-se.
E surpreendeu toda a gente.
Basta!
Já há pessoas sem emprego e a passarem fome, sem tecto depois de terem que entregar as suas casas ao Banco ou aos senhorios.
As falências tomaram conta do país.
Trabalho não há.
E agora como vai ser?
Como alimentar os filhos?
Os sonhos foram roubados a três gerações.
O protesto tomou conta das ruas de 40 cidades de Portugal, num gigantesco protesto nacional dos portugueses que pretendem as suas vidas de volta.
Há quem não compreenda tanta austeridade imposta por um governo de marionetas coordenada pelo FMI, pelo BCE e pela União Europeia.
Só que os sacrifícios não tem sido iguais para todos.
Quem tem pago a factura até agora?
A classe média.
Já que os mais ricos, os bancos, as seguradoras, as grandes corporações e empresas, as fundações e as parcerias publico privadas tem sido poupados.
Houve quem gozasse com os mansos, que estes não se revoltavam, só que…
A próxima pode ser verdadeiramente explosiva.
O cartão vermelho está mostrado ao Governo (perante o silêncio deste).
Sorria está a ser roubado!
Sorria está a ser roubado!



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