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domingo, abril 03, 2016

A resposta de Sophia



Sophia é um robot com aspecto humano criado por David Hanson, da Hanson Robotics que, numa demonstração num festival de tecnologia em Austin, Texas, deixou o criador embaraçado.
Os jornalistas que decidiram entrevistar Sophia tiveram uma desilusão, depois de falar sobre o que queria da vida; 
Para surpresa e sorriso de todos os presentes, Sophia gostaria não só de continuar a sua formação, começar um negócio e criar a família, mas também destruir toda a Humanidade!
Este robot com aspecto humano, tem uma mímica muito expressiva capaz de demonstrar 62 expressões faciais diferentes, travando conversas complexas.
Sophia aparentando ser mais humana que os seus antecessores, foi coberta com pele de silicone e têm câmaras nas pupilas, muito semelhantes às do ser humano.
Este robot trouxe-me à memória, o filme Ex Machina que vi esta semana e deixou-me sérios calafrios.



Caleb, um jovem promissor programador de computadores, ganha um concurso na empresa onde trabalha para passar uma semana em casa de Nathan, o brilhante e recluso presidente da companhia onde trabalha.
Após a sua chegada Caleb, percebe que foi escolhido para participar de um teste com a última criação de Nathan – Ava, uma robot com inteligência artificial.

Mas, essa criatura apresenta-se duma forma sedutora e sofisticada de uma forma que ninguém poderia prever, levando a um desfecho trágico e imprevisível. 

domingo, julho 07, 2013

Nostradamus e a III Guerra Mundial - Parte 4

 
O Médio Oriente é atacado por causa do petróleo

Na seguinte quadra temos o que nos parece ser um dos motivos da invasão da antiga região da Macedónia pela Pérsia:

X.86
Comme vn gryphon viendra le Roy d'Europe,
Accompagné de ceux d'Aquilon,
De rouges et blancs conduira grand troupe,
Et iront contre le Roy de Babylon.

Como uma ave de rapina virá o rei da Europa, acompanhada por aqueles de Aquilon, vermelhos e brancos para levarem uma grande tropa, e eles vão contra o rei da Babilónia.

O presidente do Conselho Europeu, acompanhado de seus aliados da América, formará e conduzirá um grande exército contra o antigo Império Babilónico, que compreende hoje a Pérsia (Irão), Iraque, Síria, parte da Arábia, Egipto, Turquia, Geórgia, Azerbaijão e Chipre. Certamente, eles tentarão roubar o petróleo, produto escasso nos EUA e Europa depois do acidente no acelerador de partículas. O contra-ataque por parte dos Persas será violento.
Uma explicação necessária: outros intérpretes de Nostradamus colocam Aquilon como sendo a Rússia. Discordamos, a águia-de-cabeça-branca (Haliaeetus leucocephalus) é o símbolo oficial dos Estados Unidos desde 20 de Setembro de 1782. Nos primeiros selos postais e até hoje, a ave é desenhada nas cores vermelha e branca. Em latim, águia é aquila. Para a tradução, partimos da composição aquila + on, “uma águia”, ou “águia em”. O brasão de armas da Rússia apresenta uma águia com duas cabeças de corpo dourado e era utilizado na época do Império. Depois do desaparecimento da URSS, esse símbolo foi retomado pela Rússia, em 1993.
Nostradamus refere-se ainda a um rei europeu agindo como uma “ave de rapina”, por exclusão, dentre os 27 estados que compõem a União Europeia, podemos deduzir que esse líder pode ser de qualquer nacionalidade que tenha a águia como brasão de armas – Alemanha, Áustria, Polónia ou Roménia.

Médio Oriente reage e contra-ataca na Europa

I.28
La tour de Boucq craindra fuste Barbare,
Vn temps, long temps apres barque hesperique:
gês, meubles, tous deux ferôt grâd tare,
Taurus, et Libra, quelle mortelle picque?

A torre do Port-de-Bouc (Sul da França) temerá a frota bárbara, tardiamente, virá uma frota ocidental. As duas frotas provocam perdas materiais, a morte de pessoas e gado será generalizada, Touro e Libra, o que é uma animosidade mortal? – Do grego, hesperique, ocidente.

Ao mesmo tempo em que a França enfrenta problemas internos e também ao Norte com a Suíça, ela sofrerá ataques pelo Sul desferidos pelos bárbaros do antigo Império Babilónico – árabes profundamente atingidos pela grande seca que deve chegar ao Trópico de Câncer e provocados pelo ataque da coligação Europa-EUA. Fontbrune sugere a seguinte tradução para o último verso: “Que atentado mortal à fecundidade e à justiça” (Touro e Libra relacionados à fecundidade e à justiça).
Logo, uma das partes fará o ataque em desrespeito às convenções e tratados anteriores por meio de uma arma que afeta a procriação humana, dos animais e das plantas. O socorro virá para Port-de-Bouc, porém tardiamente. A torre (La Tour de Bouc) ainda está lá, no Sul da França, esperando esses acontecimentos,

VI.56
La crainte armee de l'ennemy Narbon
Effrayera si fort les Hesperidues:
Parpignan vuide par l'aueugle d'arbon,
Lors Barcelon par mer donra les piques.

[O temido exército do inimigo em Narbonne assusta muito fortemente os ocidentais: Perpigan será abandonada por causa da perda de poder de Narbonne; então, perto de Barcelona, as estacas serão enviadas pelo mar. – Francês: piquet, estaca].

Nessa quadra temos a continuação da descrição da batalha marítima anterior, com submarinos disparando estacas (mísseis, torpedos) pelo mar, na costa espanhola, entre Barcelona e a ilha da Sardenha.

I.5
Chassez seront pour faire long combat,
Par les pays seront plus fort greuez:
Bourg et cité auront plus grand debat.
Carcas. Narbonne auront coeur esprouuez.

Serão derrotados sem longos combates, os poderosos dos países serão atormentados. Cidades e vilas sofrerão com os combates. O centro das cidades de Carcassonne e de Narbonne será duramente castigado.

Versos que fazem alusão a uma derrota rápida das forças francesas após um bombardeio na região de Narbonne. O ambiente é de revolta popular, com líderes de vários países sendo atormentados e as cidades destruídas.

IV.94
Deux grands freres seront chassez d'Espaigne,
L'aisne vaincu sous les mons Pyrenees:
Rougir mer, Rosne, sang Lemand d'Alemaigne,
Narbon, Blyterre, d'Agth contaminees.

Dois grandes irmãos serão expulsos de Espanha, o mais velho vencido ao pé dos montes Pirenéus: o mar ficará vermelho, sangue no Ródano, no lago de Genebra e na Alemanha, Narbonne, Béziers, de Ágata contaminadas.
Não é possível identificar nessa quadra quem seriam esses “grandes irmãos”, deduzimos que são dois países aliados, mas podem ser personagens envolvidos na guerra. Agatha é o nome de uma santa da igreja primitiva, que foi perseguida e torturada pelos soldados do Império Romano. É padroeira de Malta. Antes de morrer, os torturadores teriam lhe cortado os seios. Essa imagem triste e poética nos dá a ideia de que as mães dessas regiões estariam impossibilitadas de amamentar e procriar por causa da contaminação radioactiva.

A guerra alcança a Inglaterra

VIII.37
La forteresse aupres de la Tamise
Cherra par lors le Roy dedans serré:
Aupres du pont sera veu en chemise
Vn deuant mort, puis dans le fort barré.

A fortaleza perto do Tamisa vai cair quando o rei estiver lá dentro: perto da ponte será visto em camisa, um morrerá antes e depois ele será preso no forte.

II.1
VERS Aquitaine par insuls Britanniques
De par eux-mesmes grandes incursions
Pluyes, gelees feront terroirs iniques,
Port Selyn fortes fera inuasions.

Sobre a Aquitânia e ilhas britânicas haverá grandes desembarques de tropas, chuvas e um inverno rigoroso farão esses territórios desgraçados. Do porto árabe sairá a forte invasão.

III.71
Ceux dans les isles de long temps assiegez,
Prendront vigueur force contre ennemis:
Ceux par dehors morts de faim profligez,
En plus grand faim que iamais seront mis.

Os habitantes das ilhas ficarão sitiados por muito tempo, resistirão bravamente, mortos vencidos pela fome, na maior fome jamais vista].

Nessas três quadras podemos ver que a guerra sai da Europa continental e alcança as ilhas britânicas. Nesta altura, a Europa deverá estar sofrendo grande falta de petróleo e as pessoas não terão como se aquecer no frio. A água e os alimentos vão estar contaminados e os transportes estar prejudicados pelo Atlântico, caso ainda reste alguma esperança de se receber mercadorias do hemisfério Sul, dos países abaixo do Trópico de Câncer, os menos afectados com as explosões atómicas.



Matéria anterior:






Fonte: Nostradamus, de José Fernando Nandé


quinta-feira, junho 20, 2013

O último jogo da Humanidade



O Web Designer,  Jason Rohrer, desenvolveu um jogo concebido para ser jogado por pessoas que ele nunca vai conhecer. E enterrou o jogo - projectado para sobreviver milhares de anos - no deserto de Nevada, o que torna provável que nunca ninguém o vai jogar.
É chamado de um jogo para alguém. O jogo foi inspirado em jogos de tabuleiro antigos como Mancala, bem como no trabalho desenvolvido pelos arquitectos e construtores que, ao longo de centenas de anos, construíram catedrais, que eles próprios nunca viram concluídas em suas vidas.
"Eu queria fazer um jogo que não é para jogar agora ", Rohrer disse, "e agora ninguém vivo jamais o irá jogar."
Rohrer desenvolveu um jogo para alguém que foi apresentado na 10 ª (e última) Game Design Challenge at GDC. O Desafio deste ano foi o tema "O Último Jogo da Humanidade".
Enquanto outros designers, como Will Wright, Jenova Chen e Harvey Smith desenvolveram normalmente jogos e ideias de design para o mundo actual, Rohrer levou as coisas um passo adiante, na verdade, ele projectou um jogo para o futuro.
Interpretação do tema de Rohrer era criar um jogo que nunca iria ser jogado pelos seus colegas e amigos, mas por alguma pessoa desconhecida num futuro distante.
Para isso, Rohrer construíu o jogo em forma de computador, criando um conjunto de regras que seriam não jogáveis por um ser humano, mas por uma inteligência artificial. Ele disse que ele ligou as regras do jogo numa "caixa preta", deixando a Inteligência Artificial encontrar desequilíbrios, interagindo novas regras e repetindo vezes sem conta. Rohrer criou posteriormente uma versão do seu jogo em forma de tabuleiro, de modo que ninguém pudesse entendê-lo e fazer engenharia reversa de sua mecânica.
Então ele começou a fabricá-lo. Deixou de lado, uma lista de materiais de jogo de tabuleiro que seria improvável que durassem a passagem de tempo previsto (madeira, papelão, alumínio, vidro), Rohrer, finalmente, decidiu fazer o jogo de um metal resistente. Ele fabricou um tabuleiro de jogo e peças em titânio. O tabuleiro tem, 18 polegadas e as peças que os futuros jogadores usarão pesam 30 quilos.
Rohrer estabeleceu as regras do jogo esquematicamente em três páginas, num papel especial de arquivo, hermeticamente selado dentro de um tubo de vidro Pirex - que foram então alojados dentro de um bastão de titânio – o jogo está enterrado dentro duma caixa de titânio em algum lugar do deserto de Nevada.
Ele nunca mostrou o jogo de tabuleiro completo, suas peças ou as suas regras durante a sua apresentação. Ninguém sabe como ele joga.

Mas Rohrer tem a localização GPS precisa para ajudar a encontrar um jogo para alguém.
Rohrer deixou um milhão de pistas e espera que a caixa seja encontrada daqui a 2.700 anos.
Com um jogo para alguém Jason Rohrer ganhou o jogo Design Challenge deste ano, supostamente a última vez, com base na votação do público.
Um desafio interessante deixado pela Design Challenge este ano – O Último Jogo da Humanidade! – Verdadeiramente intrigante.





quarta-feira, junho 19, 2013

Nostradamus e a III Guerra Mundial - Parte 3

 
O grande horror na Suíça

Présage XI. Septembre.
Pleurer le ciel. à il cela faict faire,
La mer s'appreste. Annibal fait ses ruses:
Denys mouille. classe tarde. ne taire,
Na sçeu secret. Et à quoy tu t'amuses.

[Clamor do céu. Para praticar acto, ele se aproxima do mar. Aníbal fez os seus truques: Saint-Denys em lágrimas. A armada em breve. Não te cales, tudo foi tramado em segredo. Enquanto todos se divertiam].

Présage IV. Feburier.
Prés du Leman la frayeur sera grande,
Par le conseil, cela ne peut faillir:
Le nouueau Roy fait apprester sa bande,
Le ieune meurt faim, poeur fera saillir.

[O terror será grande perto do lago Léman, em razão de uma resolução e isso é inevitável: o novo chefe manda preparar seu exército, quando o jovem chefe morrer de fome, todos sucumbirão de medo].

X.92
Deuant le pere l'enfant sera tué,
Le pere apres entre cordes de ionç
Geneuois peuple sera esuertue,
Gisant le chef au milieu comme vn tronc.

[A criança será morta na frente de seu pai, que depois vai ser aprisionado. Os habitantes de Genebra serão destruídos, seu chefe decapitado].

IX.44
Migrés, migrés de Geneue trestous.
Saturne d'or en fer se changera,
Le contre FAYPOZ exterminera tous,
Auant l'aduent le ciel signes fera.

[Saiam, saiam todos de Genebra! A idade do ouro se transformará na idade da guerra. O que se faz contra Faypoz exterminará a todos. Antes desse evento haverá sinais nos céus].


 
Os presságios e as quadras são esclarecedores em relação à tragédia que deve atingir Genebra e arredores. Neste ponto, não há mais dúvidas quanto à “cidade nova” a qual se refere Nostradamus, que nos fala também de uma resolução que será o início do conflito. Talvez, bloqueio em bancos de recursos de algum dirigente ou nação.
O ataque virá de uma armada estacionada no Mediterrâneo. O comandante que ordenará o disparo será semelhante a Aníbal (248-183? A.C) um dos maiores generais que lutou contra Roma. Aníbal quer dizer “graça de Baal”, um deus não cristão.

Raypoz é um anagrama de Zopira, que corresponde a Zopirus (Zópiro), nobre persa citado por Heródoto e que ajudou Dario I (549-485 A.C) a tomar o trono, o que reforça a tese de que o ataque se dará por um dos países que fazia parte do antigo Império Persa.
Aparecem aqui três chefes de estado: um novo que manda preparar o exército; um jovem que morrerá de fome; e um terceiro chefe de Genebra, que será decapitado. Há também um relato de sequestro de uma criança ou jovem seguido de morte presenciada pelo pai do sequestrado. O apelo de Nostradamus é veemente: saiam, saiam de Genebra, pois ficar na cidade será morte certa.
Quando uma nação ou uma cidade está destinada a sofrer uma grande desgraça, essa desgraça é geralmente precedida de certos sinais”. [Heródoto, p.279]. E o maior sinal será dado com o fim da abundância, com o fim da idade do ouro, Genebra será tomada pela fome e sede:

II.64
Secher de faim, de soif, gent Geneuoise,
Espoir prochain viendra au defaillir:
Snr point tremblant sera loy Gebenoise,
Classe au grand port ne se peut accueillir.

[A gente de Genebra secará de fome e de sede; sucumbirá sem esperança próxima. Neste ponto, a lei muçulmana será abalada. Marselha não poderá receber o exército. – Latim: gebanitae, gebanitas, povo da Arábia Feliz].

40. A Guerra é resultado da crise económica

De acordo com as quadras anteriores, a metade do mundo vai estar mergulhada no caos, e isso de um momento para o outro, coisa rápida, muito provavelmente sofrendo com os efeitos radioactivos da explosão no CERN. Os alimentos, imprestáveis para o consumo, de imediato devem sumir das prateleiras dos mercados. A economia em baixa entrará em colapso total. Além dessa explosão provocada pelas mãos humanas, outros desastres naturais também concorrem para dar cores tenebrosas ao inferno em que se viverá aqui na terra: as mudanças na superfície do Sol; a destruição da camada de ozono; o efeito estufa; o aquecimento global e depois a glaciação; as mudanças das correntes marinhas; a inversão magnética; e o deslocamento do eixo terrestre, em função de terremotos e actividades vulcânicas, são alguns dos horrores aos quais estaremos sujeitos enquanto a guerra se desenrola.

IX.63
Plainctes et pleurs cris, et grands hurlemens
Pres de Narbon a Bayonne et en Foix,
O quels horribles calamitez changemens,
Auant que Mars reuolu quelquefois.

[Grandes queixas e lágrimas, gritos e uivos próximos a Narbonne e Baixos Pirineus até Ariège (Médios Pirineus). Oh, que horríveis calamidades e mudanças, antes que a época da guerra passe!].

Aqui só temos um reforço ao prognóstico da explosão no acelerador de partículas. É de se notar, a localização inequívoca da catástrofe e seus efeitos imediatos na região dos Pirineus. A vida durante a guerra será de calamidades e mudanças para o homem.
É evidente que, perante um desastre desses, com implicações mundiais, as nações devem entrar em conflito, com acusações mútuas e busca aos culpados:

XII.56
Roy contre Roy et le Duc contre Prince,
Haine entre iceux, dissension horrible:
Rage et fureur sera toute prouince,
France grand guerre et changement terrible.

[Governante contra governante e o general contra o primeiro-ministro, ódio, dissensão horrível: raiva e fúria habitam toda a província, grande guerra na França e a mudança terrível. – Latim: dux, duque, comandante, general; princeps, príncipe, primeiro].
Nessa altura, Nostradamus fixa definitivamente o epicentro da discórdia e a mudança terrível na vida das pessoas, furiosas e com raiva. Os governos estarão “rachados” interna e externamente.


IV.74
Du lac Leman et ceux de Brannonices:
Tous assemblez contre ceux d'Aquitaine:
Germains beaucoup encore plus Souisses,
Seront desfaicts auec ceux d'Humaine.

[Do lago de Genebra até o Eure: todos reunidos contra os de Aquitânia (Sudoeste da França): Muitos alemães e principalmente suíços serão encaminhados juntamente com os dos humanos].

Essa quadra nos mostra uma reunião geral na região mais atingida pela explosão no CERN. Divergências para decidir se abandonam o lugar em que estão fixados, rumo ao Sudoeste, ou se ficam em seus lares. Alemães e suíços serão evacuados e receberão ajuda humanitária.

Matéria anterior:




Fonte: Nostradamus, de José Fernando Nandé


Continua...

sexta-feira, junho 07, 2013

Bilderberg de novo...

O encontro deste ano realiza-se em Grove Hotel, Hertfordshire,a norte de Watford, no Reino Unido



Está aí mais um encontro Bilderberg, que começou ontem, quinta-feira, dia 6 de Junho de 2013 e que se prolonga até domingo. Há muitas dúvidas e poucas certezas sobre estas reuniões, que levam quase seis décadas. Há quatro portugueses envolvidos este ano.
Afinal, o que é o grupo Bilderberg? Há quem lhe chame o Governo do mundo, capaz de orientar o rumo da economia, de influenciar governos e empresas e de condicionar a evolução de preços e transacções. Há quem digo que tudo isto é feito sem transparência democrática e até mesmo através de acções obscuras.
No sentido inverso, há quem garanta que não, que não passa de um grupo de reflexão, uma associação de elites - um "lobbie", é verdade, mas sem outros fins que não a discussão dos problema do mundo.
Para lá das dúvidas - tão bem geridas há 59 anos -, há a certeza de que o grupo não tem existência formal, nem organigrama. As reuniões são sempre fechadas à comunicação social e não são publicitadas nem promovidas.
Nos encontros Bilderberg estão presentes alguns dos homens mais poderosos do mundo ou seus representantes, mas apenas da Europa, Estados Unidos e Canadá. Ainda assim há registo de algumas excepções para russos, japoneses e chineses - gradualmente, a partir da década de 70.
O assento está garantido a banqueiros, milionários, donos das maiores companhias petrolíferas, magnatas da comunicação social, membros de algumas casas reais, presidentes de multinacionais - com destaque histórico para a indústria automóvel - e políticos - sejam eles presidentes, primeiros-ministros, ex-governantes ou funcionários europeus.
A reunião deste ano, que começa esta quinta e que acaba domingo nos arredores de Londres, vai ter quatro portugueses: Paulo Portas, António José Seguro, Durão Barroso e Francisco Pinto Balsemão. Vão ser dos poucos a saber realmente o que se passou lá dentro.
O primeiro português e o mais influente
O primeiro português a participar num encontro Bilderberg foi o embaixador Marcello Mathias, em 1963, nove anos após a primeira reunião do grupo. Ainda assim, a grande referência portuguesa é Francisco Pinto Balsemão, que marca presença ininterrupta desde 1981, sendo mesmo apontado como membro da cúpula dirigente da organização.
Foi o próprio Francisco Pinto Balsemão que organizou o único encontro realizado em Portugal, num hotel de luxo no concelho de Sintra, em 1999. É também ele que escolhe e convida anualmente os participantes portugueses.
Ao todo, somando já a estreia de António José Seguro este ano, já são 69 os lusos que passaram por estes encontros, sendo que alguns mais do que uma vez.
Durão Barroso, por exemplo, cumpre esta semana a sua quarta participação e Paulo Portas vai para a segunda. Para trás ficam as quatro vezes de Franco Nogueira, as três cada de Vítor Constâncio e António Guterres e as duas de Medeiros Ferreira, de Artur Santos Silva, de Faria de Oliveira, de Jorge Sampaio, de Ricardo Espírito Santo Salgado e António Borges.

O início
O primeiro encontro do grupo decorreu na cidade holandesa de Oosterbeek, em Maio de 1954. O palco da reunião foi o Hotel Bilderberg, nome que ficaria para sempre como designação do grupo.
O anfitrião – e considerado por isso o fundador – foi o príncipe Bernhard da Holanda, que contou desde logo com uma fortíssima presença de elementos ligados à casa Branca e ao Governo inglês.
Tendo como base os países da NATO, o objectivo era aproximar a Europa Ocidental e os Estados Unidos, lançando para a mesa a ideia de um futuro comum - os primórdios da globalização.
A ideia vingou e os encontros passaram rapidamente a ser dominados e geridos pelo império Rockefeler. Com raríssimas excepções, o grupo tem reunido pelo menos uma vez por ano, sempre em unidades hoteleiras de luxo e nos mais variados locais - dos dois lados do Atlântico.
Saibam quem são eles:
Alison Redford (Canada: Premier of Alberta)
Jürgen Trittin (Germany: Parliamentary Leader, Alliance 90/The Greens)
Soraya Sáenz de Santamaría (Spain: Vice President and Minister for the
Presidency)
Jutta Urpilainen (Finland: Minister of Finance
Christophe Béchu (France: Senator, and Chairman, General Council of Maine-et-Loire)
Nick Boles (Britain: Member of Parliament)
Kenneth Clarke (Britain: Member of Parliament, Lord Chancellor and Secretary of Justice)
Michael Noonan (Ireland: Minister for Finance)
Enrico Letta (Italy: Deputy Leader, Democratic Party)
Alexander Pechtold (Holland: Parliamentary Leader, Democrats ’66)
Mark Rutte (Holland: Prime Minister)
Jacek Rostowski (Poland: Minister of Finance)
Jorge Moreira da Silva (Portugal: First Vice-President, Partido Social Democrata)
Ali Babacan (Turkey: Deputy Prime Minister for Economic and Financial Affairs)
Mitchell Daniels, Jr. (US: Governor of Indiana)
John Kerry (US: Senator for Massachusetts)


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