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quinta-feira, março 12, 2009

A Guerra, de Joaquim Furtado


A Guerra, 1ª Série já editada pelo Correio da Manhã



A Guerra Colonial

A Guerra do Ultramar

A Guerra de Libertação

Série documental realizada por Joaquim Furtado, para a RTP, cuja primeira temporada teve grande impacto, merecendo aquele jornalista o Grande Prémio Gazeta.

Ao longo da série, o autor recorda outras emoções, como as de quem viveu a história, de quem fez da entrevista um desabafo, uma terapia, uma catarse, um regresso ao passado…


A primeira série, de nove episódios cobriu o período de 1961 até 1963.

A segunda série, cobre o período de 1964 a 1970.

No prelo está uma terceira série de 1971 a 1974.

A acção decorre em três diferentes frentes de guerra, entre 1961 a 1974, entre a Guiné Bissau, Angola e Moçambique.


Ao longo das duas séries foram recolhidos inúmeros depoimentos dos vários intervenientes neste conflito, de ambos os lados das barricadas, garantido a imparcialidade deste trabalho.

Nesta série documental é-nos dado a conhecer, o antes e o depois, as causas e o desfecho duma guerra, que marcou várias gerações e deixou marcas.

Imagens nunca antes exibidas, passaram para o ecran, numa série que promete fazer História.


Os diferentes movimentos de libertação: a UPA, a FNLA, a UNITA, a FRELIMO e o PAIGC.

Figuras do antigo regime, altas patentes do exército português, o soldado anónimo, as contradições duma sociedade.

Da Guerra convencional, à Guerra de Guerrilha, o exército português travou em treze anos de guerra, uma das mais longas guerras do século XX, em três frentes distantes com milhares de quilómetros.



Certo, certo é que milhares de vidas poderiam de um lado e do outro terem sido poupadas, se em 1961, tivesse sido negociada e concedida a independência a Angola, Guiné Bissau e Moçambique.

Outras oportunidades poderiam ter ocorrido se Salazar entendesse os ventos da História. Para além disso é tempo de todos nós nos libertarmos dos fantasmas do passado.

Texto – Mário Nunes

As fotos são da magnífica colecção publicada pelo Correio da Manhã, passe a publicidade – Os Anos da Guerra Colonial


segunda-feira, março 02, 2009

Guiné-bissau, um país adiado


Os ideais de Amílcar Cabral e do PAIGC ficaram perdidos na mata.

Assim se perde a independência, conseguida à custa de tanto sangue, naquele que foi o teatro de guerra mais complicado de sempre, do exército português.

É triste, muito triste, ver cair assim, um país irmão.

O narcotráfico devorou as instituições e o dinheiro fácil tudo corrompeu, na antiga colónia portuguesa.

Enquanto isso, as armas e a droga circulam impunemente perante complacência da comunidade internacional e das fragatas francesas ou portuguesas, que se encontrarão porventura ao largo.

Desde a morte de Ansumane Mané, que uma estranha maldição pairava no ar…

A espiral de morte parece que ainda não chegou ao fim.

Em Bissau aparentemente, já nada funciona, o Estado esvaziou-se, dissolveu-se, é caso para perguntar, onde anda a polícia e o exército?

A segurança não existe.

Sucedem-se os golpes militares, num país, cada vez mais dependente do exterior.

É caso para perguntar quem controla actualmente a Guiné-bissau?

Os Guineenses?

Dacar?

Os Franceses?

Os narcotraficantes?

Ou será que já nada disto existe e que uma guerra inter tribal tudo consumirá?

Vêem-me à memória as imagens da Libéria e da Somália, Guiné-bissau mais um estado falhado?

Mais em:

http://opiniao-lusofona.blogspot.com/2009/03/desde-1974-um-olhar-sobre-historia-de.html


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