Rio de Janeiro
eu te amo inteiro
oh, rio
oh, rio
de janeiro
quero estar contigo
ter teu abrigo
o ano inteiro
ter comigo
quem está contigo
oh rio,
rio de janeiro
oh, rio
oh, rio
de janeiro
até fevereiro...
Uma das coisas que me fazem ficar por aqui
É a lembrança do cheiro da Mata Atlântica
Gosto da cadência das palavras que se pronunciam
Gosto de cada pessoa que gosta da nossa Lagoa
A orla que vem até nós vira Leblon, vira Ipanema
Mas eu gosto mesmo é de ir aos confins
Nas praias escondidas pelas montanhas
Praia do Meio, Praia do Perigoso
Gosto do modo espontâneo e prestativo dos cariocas
Capazes de defender o indefensável
Em nome da amizade e da cerveja
Um coração em cada copo e uma alma em cada violão
Tenho saudades dos amigos que não conheci
E dos shows no Morro da Urca, quando pegava o bonde da história
É impossível não reparar as axilas do Cristo
É impossível não ver a Restinga do avião
Beco das Garrafas, homens com tarrafas
Gente preocupada em dar o melhor de si
O arrastão e o bonde têm o seu lado bucólico
Mas também se evidenciam nos contrastes sociais
Rio de Janeiro, gosto de você
Quero você exatamente desse jeito
Quero que me permitam atravessar os seus morros
Para saber o que se passa do outro lado da cidade
Aprecio as suas baías
E os restaurantes que sobrevivem às custas delas
A Quinta no domingo e a feijoada no sábado
O churrasco no quintal aproximando as pessoas
Tanto faz jogar conversa fora no Bracarense ou no cospe-grosso do subúrbio
O que sempre valerá é o espírito solidário dos iguais que se reúnem por lá
Se a promessa de vida não vem até nós, nós vamos até ela.
Se alguém não nos permite a amizade, nós o persuadimos
Saudades do cheiro da Mata Atlântica Sempre mais forte no verão Anunciando um Carnaval Que acontecia na rua e no salão Saudades de tudo, inclusive do futuro Aquele que imaginei que teria quando completasse quarenta anos Aquele que concebia associado à realidade da minha juventude Com os mesmos amigos e amores daquela época
Sumaré, Grota Funda, Mendanha
Graça Aranha com Nilo Peçanha
A Avenida das Américas não acaba, nem nunca acabará
As Linhas Vermelha e Amarela nos mostram as nossas seqüelas
Esta tarde após esvaziar a minha caixa de correio, deparei-me com mais um monte de publicidade e no meio dela, a Dica, com um artigo oportuno, sobre apicultura, veio-me à mente uma conversa com um familiar criador de abelhas, que me referiu bem recentemente, que não sabia o que se passava com as suas abelhas, que duas das suas quatro colmeias tinham sido abandonadas.
Na altura confesso-vos que não liguei ao assunto, mas após ler a Dica fez-se luz, embora não haja estudos que o comprovem, as abelhas estão a fugir das colmeias, sem regressar, sendo as causas da fuga e o destino das abelhas ainda desconhecido, havendo casos de colmeias despovoadas.
Há quem fale que as causas poderão estar relacionadas com os incêndios, as condições climatéricas adversas, as antenas de telemóveis, a falta de pólen e o maneio, algum vírus misterioso…
Após várias deambulações pela rede constatei que o problema é global.
Noutros continentes a abelha europeia enfrenta a abelha africana.
Para o comum dos mortais, as abelhas poderão ser irrelevantes, mas elas são responsáveis em larga escala pela polinização das plantas, pela sua fecundação.
Caramba, a situação pode ser mais séria do que parece, a agricultura, a produção de alimentos poderá estar em causa, bem como todo o ciclo alimentar, à escala global!
Entretanto por cá, o (des)governo nacional vai tirando coelho atrás de coelho da cartola, não sei donde saiu tanto dinheiro, para amigos, bancos, pobres, submarinos, obras e mais obras, subsídios a torto e a direito, para os necessitados – afinal há umas eleições para ganhar.
Será que saiu o Euromilhões a Portugal?
Ou será que o governo nacional está a vender as reservas de ouro?
Será que já está a cunhar moeda própria?
Após passarmos o Cabo das Tormentas, 2009 poderá ser um ano muito perigoso.
Entretanto, a Rússia relançou a corrida ao armamento, leram bem ou será que está tudo anestesiado?
Na passada sexta-feira, dia 13.03.2009, eram mais de 200.000 manifestantes, que rumaram aos Restauradores, em Lisboa, congregando os sectores público e privado, numa manifestação que mostrou o cartão amarelo à maioria do PS.
«Não me impressiona o número, impressionam-me os argumentos.» José Sócrates, 14.03.2009, em Cabo Verde
«Há um claro aproveitamento do PCP e do Bloco de Esquerda.» Idem
«Lamento que os manifestantes tenham enveredado pelos insultos.» Ibidem
«Sócrates está a seguir uma política de intimidação!» Carvalho da Silva, 14.03.2009
«Carvalho da Silva acusa o Governo de transformar a opinião do Governo, na verdade absoluta para o país.» Jornal da Noite, TVI, 14.03.2009
«Presidente da República não comenta a manifestação de 200.000 pessoas.» Idem
O LEGADO DE AGOSTINHO DA SILVA: 15 ANOS APÓS A SUA MORTE
António Braz Teixeira, BREVE NOTA SOBRE AGOSTINHO DA SILVA E A “ESCOLA DE SÃO PAULO”…8
António Cândido Franco, AGOSTINHO DA SILVA NUM RELANCE DE SOL…10
António José Borges, A MISSÃO DE PORTUGAL NAS MENSAGENS DE FERNANDO PESSOA E AGOSTINHO DA SILVA…12
Cristina Leonor Pereira, NA SENDA DA ALIANÇA TRANSATLÂNTICA E DO ENTENDIMENTO CULTURAL: DA UTOPIA À REALIDADE E À RECUPERAÇÃO DA OBRA DE AGOSTINHO DA SILVA…18
Humberto França, O BRASIL DE AGOSTINHO DA SILVA…24
Joaquim M. Patrício, CONFIANÇA E OPTIMISMO DE AGOSTINHO DA SILVA NA LUSOFONIA…25
José Flórido, O PENSAR PARADOXAL DE AGOSTINHO DA SILVA…32
José Leitão, VADIOS E POETAS – UMA CONSIDERAÇÃO SOBRE A MÍSTICA AGOSTINIANA…35
Luís Santos, O LARGO DA GRAÇA. REFLEXÕES AGOSTINIANAS…38
Manuel Pina, A ETERNIDADEE UM DIA…40
Maria Afonso Sancho, AGOSTINHO DA SILVA, A COMIDA E A IDADE DO OURO…42
Pedro Teixeira da Mota, DO TRÂNSITO DAS RELIGIÕES À RELIGIÃO UNIVERSAL: AGOSTINHO DA SILVA, UM ELO…45
Artur Manso, ESTÉTICA E ARTE EM AGOSTINHO DA SILVA…49
Carminda H. Proença, LUSOFONIA e IDENTIDADE…53
Isabel Santiago, BARCA D’ALVA…55
João Leitão, AGOSTINHO DA SILVA E O CAMINHO DO MEIO…59
Lúcia Helena Alves de Sá, DO EDUCAR PARA ESPERANÇAR DE AGOSTINHO DA SILVA: UMA PEDAGOGIA PARA O SÉCULO XXI…61
M. Margarida L.S. Carvalho, EDUCAÇÃO, CULTURA E FUTURO…67
Miguel Real, AGOSTINHO DA SILVA: A PEDAGOGIA COMO SUBVERSÃO SOCIAL…69
Renato Epifânio, AGOSTINHO DA SILVA: UM LEGADO…74
Ricardo Cabaça, UM HOMEM COMPROMETIDO COM OS VALORES HUMANOS…77
Rui Martins, DEZ PARÁGRAFOS AGOSTINIANOS DE PENSAMENTO POLÍTICO EM "IR À ÍNDIA SEM ABANDONAR PORTUGAL"…78
Romana Valente Pinho, AGOSTINHO DA SILVA: QUINZE ANOS DEPOIS DA SUA MORTE. E AGORA?...90
Rita Cardoso, ENTREVISTA A AGOSTINHO DA SILVA…92
Manuel Ferreira Patrício, BREVE TESTEMUNHO SOBRE AGOSTINHO DA SILVA…94
Délio Vargas, BREVE NOTA SOBRE AGOSTINHO…96
Celeste Natário, AGOSTINHO DA SILVA E A SAUDADE DA “GRÉCIA DIVINA”…97
Amândio Silva, CARTA A AGOSTINHO…98
DA ARCA
Agostinho da Silva, CONDIÇÕES E MISSÃO DA COMUNIDADE LUSO-BRASILEIRA…102
Agostinho da Silva, ALCORÃO…109
OUTROS VOOS, OUTRAS VOZES
James Horrox, ANARQUIA E UTOPIA: A FILOSOFIA MÍSTICA DE GUSTAV LANDAUER E AGOSTINHO DA SILVA…114
Cem Kömürcü, MELANCOLIA EM ISTAMBUL E LISBOA…121
Katia Hay, O SR. H…125
Tobias Dangel, LISBOA COMO LUGAR DA EXPERIÊNCIA METAFÍSICA…128
Hakem Rustom, A JÁ ESQUECIDA JIHAD EM NOME DE CRISTO: A PERSPECTIVA DE UM ÁRABE CRISTÃO…130
Sam Cyrous, LIVRE ARBÍTRIO E DESTINO: DICOTOMIA OU COMPLEMENTARIDADE?...133
Amadeu Ferreira, DIEÇ ANHOS DE MIRANDÉS CUMO LHÉNGUA OUFECIAL…135
RUBRICAS
COISAS E LOISAS, de J. Pinharanda Gomes…138
DO ESPÍRITO DOS LUGARES, de Manuel J. Gandra…140
AS IDEIAS PORTUGUESAS DE GEORGE TILL, de Jorge Telles de Menezes…151
PÁGINAS TEMÁTICAS
ARTES PLÁSTICAS, por Cristina Pratas Cruzeiro…154
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL, de Ana Paula Guimarães…159
MÚSICA, de Maurícia Teles da Silva (com nota introdutória)…164
PROJECTOS, de Ana Margarida Esteves; Maria Eduarda Rosa e José Francisco Pereira…166
BIBLIÁGUIO
TEIXEIRA DE PASCOAES, CREPÚSCULO, por António Cândido Franco…170
LÍDIA JORGE E JOÃO RÊGO: PESOS E MEDIDAS DA ALMA, por Fátima Valverde…171
ANTÓNIO CÂNDIDO FRANCO, A BIOGRAFIA DE D. SEBASTIÃO – UM ROMANCE HISTÓRICO, por Romana Valente Pinho…174
PEDRO SINDE, O CANTO DOS SERES. SAUDADE DA NATUREZA, porJoaquim Domingues…178
RODRIGO SOBRAL CUNHA, FILOSOFIA DO RITMO PORTUGUESA, porAntónio Braz Teixeira; seguido de “breve apontamento”, de Renato Epifânio…180
CARTA DE NATÁLIA A LEONARDO, por Carminda H. Proença, seguida de comentário de António Telmo…183
3 COGITAÇÕES E 7 INSPIRAÇÕES NA LEITURA DE «A CADA INSTANTE ESTAMOS A TEMPO DE NUNCA HAVER NASCIDO» DE PAULO BORGES, por Jorge Telles de Menezes…184
TEOREMAS DE FILOSOFIA, por Joaquim Domingues…186
GOLPE D’ASA
Dalila Pereira da Costa, RELIGIÃO PRÉ-HISTÓRICA…188
POEMÁGUIO
Alexandre Vargas, AGOSTINHO DA SILVA, PRÍNCIPE REAL…6
Sérgio Franclim, OS POETAS DE AGOSTINHO DA SILVA…7
Jesus Carlos, AGOSTINHO DA SILVA…100
Isabel Guimarães, TU QUE SUBIAS ESCADAS…100
Samuel Dimas, REDENÇÃO…101
Henrique Madeira, INÚMERAS SÃO AS AVES…136
Iolanda Aldrei, CRIAÇÃO…136
Francisco Soares, ENCANTO…137
Luís Souta, PARA UM FILHO QUE NÃO QUERO PERDER…169
Tiago Lemos, QUE SEI EU DO SILÊNCIO ONDE ESTOU SENTINDO?...190
SOBRE A NOVA ÁGUIA & O MIL
Joaquim Domingues, A NOVA ÁGUIA…192
Renato Epifânio, O PRIMEIRO ANO DO MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO & RESPOSTAS AO INQUÉRITO REALIZADO A TODOS OS MEMBROS DO MIL…193
Paulo Borges, POR UM PATRIOTISMO TRANS-PATRIÓTICO E UNIVERSALISTA. OITO CONSIDERAÇÕES PARA UMA FUNDAMENTAÇÃO DO MIL…196
Eurico Ribeiro, A LUSOFONIA NUMA ÉPOCA DE MUDANÇA…199
A Guerra, 1ª Série já editada pelo Correio da Manhã
A Guerra Colonial
A Guerra do Ultramar
A Guerra de Libertação
Série documental realizada por Joaquim Furtado, para a RTP, cuja primeira temporada teve grande impacto, merecendo aquele jornalista o Grande Prémio Gazeta.
Ao longo da série, o autor recorda outras emoções, como as de quem viveu a história, de quem fez da entrevista um desabafo, uma terapia, uma catarse, um regresso ao passado…
A primeira série, de nove episódios cobriu o período de 1961 até 1963.
A segunda série, cobre o período de 1964 a 1970.
No prelo está uma terceira série de 1971 a 1974.
A acção decorre em três diferentes frentes de guerra, entre 1961 a 1974, entre a Guiné Bissau, Angola e Moçambique.
Ao longo das duas séries foram recolhidos inúmeros depoimentos dos vários intervenientes neste conflito, de ambos os lados das barricadas, garantido a imparcialidade deste trabalho.
Nesta série documental é-nos dado a conhecer, o antes e o depois, as causas e o desfecho duma guerra, que marcou várias gerações e deixou marcas.
Imagens nunca antes exibidas, passaram para o ecran, numa série que promete fazer História.
Os diferentes movimentos de libertação: a UPA, a FNLA, a UNITA, a FRELIMO e o PAIGC.
Figuras do antigo regime, altas patentes do exército português, o soldado anónimo, as contradições duma sociedade.
Da Guerra convencional, à Guerra de Guerrilha, o exército português travou em treze anos de guerra, uma das mais longas guerras do século XX, em três frentes distantes com milhares de quilómetros.
Certo, certo é que milhares de vidas poderiam de um lado e do outro terem sido poupadas, se em 1961, tivesse sido negociada e concedida a independência a Angola, Guiné Bissau e Moçambique.
Outras oportunidades poderiam ter ocorrido se Salazar entendesse os ventos da História. Para além disso é tempo de todos nós nos libertarmos dos fantasmas do passado.
Texto – Mário Nunes
As fotos são da magnífica colecção publicada pelo Correio da Manhã, passe a publicidade – Os Anos da Guerra Colonial
«O comandante da Estação, Michael Fincke, a engenheira de voo Sandra Magnus (ambos norte-americanos) e o engenheiro de voo russo Yury Lonchakov refugiaram-se na nave russa Soyuz, acoplada à plataforma que orbita a cerca de 385 quilómetros da Terra e a mais de 27 mil quilómetros por hora.
Segundo o relato da agencia espacial norte-americana, os restos do satélite foram detectados quando já era tarde para levar a cabo uma manobra de desvio, pelo que os três tripulantes foram aconselhados a deixarem a estação, refugiarem-se na nave russa e fecharem as compostas.
Esta medida, explicou a NASA, deu mais protecção aos tripulantes e ter-lhes-ia permitido partir da Estação no caso "pouco provável" de os restos do satélite chocarem com a estação e causarem uma perda de pressão.
De acordo com a agência espacial, o objecto flutuante esteve no seu ponto mais próximo da Estação cerca das 16:39 hora de Lisboa. Seis minutos depois soube-se que a parte do motor do satélite já não chocaria com a Estação e os três astronautas foram autorizados a abrirem as escotilhas e a regressarem à estação. Os restos do satélite passaram a centímetros da ISS.
Durante a permanência de Fincke, Magnus e Lonchakov na Soyuz, a Estação ficou em modo de operação automática, incluindo o fecho de várias comportas internas.»
Um tribunal iraquiano condenou o jornalista Muntadhar al-Zeidi, a três anos de prisão, por três anos de prisão, por ter atirado os seus sapatos a George W. Bush.
«- Viva o Iraque!»
«- Abaixo o Bush!"
«- Isto é um injusto sistema judicial!»
«- Viva a Liberdade!»
«- Iraque Livre!»
Ouviu-se na sala.
A ira contaminou a audiência e a multidão que aguardava cá fora.
Sucederam-se insultos contra o primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki.
Embora al-Zeidi recebesse a pena mínima - poderia ter sido condenado a 15 anos de prisão.
"Foi um acto de atirar um sapato, não é uma bomba!", ouviu-se.
Há mais de 20 anos no ar, os Simpsons acabam de ficar sem casa, por não conseguirem pagar as prestações do empréstimo.
Um dia depois de ter gasto parte do segundo empréstimo na festa do Carnaval, a família recebe uma carta a informar a revisão da hipoteca. Sem posses pagar o aumento das prestações do crédito, a família tem de colocar a casa à venda.
Non sense e humor quanto baste, os criadores da série parodiam a crise que levou milhares de americanos a perder as suas casas.