O comandante-chefe da Armada russa, almirante Vladimir Visotski
“O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, demitiu ontem, dia 4 de Agosto de 2010, toda uma série de altas patentes da Armada devido a um grande incêndio ocorrido numa base das forças militares navais em Kolomen, arredores da capital russa.
“O comandante-chefe da Armada, almirante (Vladimir) Visotski, é repreendido por incompetência parcial; o chefe do Estado Maior da Armada, primeiro-vice-chefe do comando, (Alexandre) Tatarinov, é repreendido por incompetência parcial; o vice-chefe para a retaguarda da Armada (Serguei) Sergueev é demitido”, ordenou Medvedev numa reunião alargada do Conselho de Segurança da Rússia.
A demissão de altas patentes da Armada continuou. Medvedev demitiu o comandante da Aviação Naval da Armada, almirante Kuklev, o vice-comandante, coronel Rasskazova, o vice-comandante interino da Retaguarda Aviação Naval e comandante da base Nº 2512, onde ocorreu o incêndio.
“Encarrego o ministro da Defesa de demitir toda uma série de oficiais por terem cometido violações disciplinares”, acrescentou nessa reunião, dedicada à protecção de edifícios estratégicos face à onda de chamas que assola o país..
“Se algo acontecesse de semelhante noutros lugares, noutras instituições, faria o mesmo, sem qualquer complacência”, frisou Medvedev.
Ao referir-se ao incêndio na base militar, o dirigente russo declarou: “a investigação prévia já foi feita, mas vai continuar. Ela mostrou o incumprimento simples de funções e descuido criminoso quando não foi possível localizar o fogo num momento em que avançava ainda bastante devagar”.
“Não se sabe por onde andava o comando da base”, concluiu.
Na véspera, o jornal Life.ru noticiou que uma base aérea das Forças Navais da Rússia, situada em Kolomskoe, nos arredores de Moscovo, ardeu completamente devido aos incêndios florestais, tendo sido destruídos 200 aviões e helicópteros.
Segundo este jornal, o prejuízo causado foi de cerca de 500 milhões de euros.
O diário electrónico dizia ter confirmado a informação na Direcção de Investigação Militar da Região Militar de Moscovo, precisando, porém, que essa Direcção não revelou nem o local da instalação da unidade, nem os prejuízos causados.
“Tiveram de vir duas cooperações de bombeiros das unidades vizinhas para combater o fogo”, acrescenta a fonte.
O incêndio ocorreu na madrugada de quinta para sexta-feira e os ventos fortes teriam transportado as chamas para a base aérea.
“O fogo destruiu o território de uma unidade militar secreta de 100 hectares em 10 minutos”, diz a fonte.
O life.ru escreve que este não é o único incêndio em quartéis militares, tendo outro ocorrido numa manutenção militar.
O Ministério da Defesa da Rússia considerou essa notícia uma “invenção”, sublinhando que nessa região não existe nenhuma base das Forças Navais da Rússia.
Porém, a Procuradoria da Região Militar de Moscovo, veio reconhecer depois que o incêndio tinha destruído “os edifícios do comando, da parte financeira, do clube, duas garagens para automóveis, 13 armazéns de meios diversos para a aviação, 17 áreas abertas onde se guardavam equipamentos com os automóveis que aí se encontravam”.
Na mesma reunião, Medvedev prometeu também ajustar contas com os governadores das regiões ardidas e com o Governo, mas só depois de normalizada a situação.” José Milhazes
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Comentário meu: Há fogos muito oportunos, não há?




