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quinta-feira, agosto 29, 2013

Obama e as suas ovelhas

“ - I have a dream…”
“- In coming days you’ll all dyeing.”
“ - Méeeeeeeeee…”
“ – Sim, Grande Baphomet  os teus desejos cumprir-se-ão.”
Belisquem-me, acabei de acordar agora com uma dor de cabeça horrível, com imagens de vasos de guerra americanos e russos, na TV, a caminho da Síria e não vejo ninguém falar de Paz!
E o locutor prosseguiu a notícia alegremente como se nada fosse…

Estará tudo doido?

terça-feira, agosto 20, 2013

Fast Food: Nem tudo o que parece é…

 Passe a publicidade: frango de multinacional do “fast food” contêm misteriosas fibras tipo estruturas de cabelo
Ao deambular pela rede deparei-me com esta estranha notícia que passo a traduzir para informação de todos vós (tradução livre):
Os alimentos (frango frito) duma conhecida cadeia norte-americana de comida rápida (Austin, Texas), a qual não vou dizer o nome foram investigados pelo laboratório alimentar da Natural News tendo sido aplicadas as mais modernas técnicas forenses em vigor, observados ao microscópio digital de alta potência, os investigadores esperavam ver pedaços de frango só processados ​​e um revestimento exterior frito, mas o que encontraram chocou-os…

Viram um monte de coisas estranhas que esperavam nunca ter encontrado…
Fibras misteriosas assemelhando-se a estruturas de cabelo que não deveriam de estar ali… no frango frito!

Descobriram ainda que as “fibras misteriosas” não eram cabelo, mas sim um estranho composto orgânico!
As fibras estranhas faziam lembrar os "Morgellon", estranhas fibras observadas em derivados de chemtrails...

As estruturas tinham a cor preta e assemelhavam-se  a pêlos escuros saindo da massa de carne de frango bem como estruturas de luz em forma de ovo azul com anexos pêlos da cauda semelhantes ou fibras.
Foram ainda encontradas estranhas manchas de coloração vermelha em vários locais, bem como um objecto esférico verde que se assemelha às algas.












Será que as galinhas tem cabelo?
Compartilhe esta história com todos que você conhece.
Veja o vídeo em:


Colhida aqui fresquinha: Natural News


Para os mais novos fica ainda o conselho prefiram a comida da mãe porque nem tudo o que parece é…

sábado, julho 20, 2013

Detroit na bancarrota

A cidade de Detroit, no estado do Michigan, nos EUA, declarou bancarrota e pediu, na passada quinta-feira, a um tribunal federal protecção contra os credores. É a maior cidade norte-americana a declarar falência, segundo a imprensa norte-americana.
As edições online dos principais jornais norte-americanos avançaram com a notícia quando era quinta-feira à noite na Europa: uns citando despachos de agência, outros com peça própria, dão conta de um desfecho que se adivinhava e que acabou por se concretizar.
A cidade que é considerada o berço da indústria automóvel norte-americana, e que foi fundada há mais de 300 anos, não consegue sair do poço de dívidas em que tem vindo a afundar-se e, por isso, pediu protecção judicial ao abrigo do capítulo 9 do código de falências, que só se aplica às entidades municipais. Este artigo não prevê a liquidação da entidade que declara falência – como no caso de uma empresa –, mas antes uma reorganização do município. Um processo que foi usado 60 vezes nos EUA, desde a década de 1950, mas agora está em causa a maior falência municipal.
Em 2009, a Administração Obama ajudou financeiramente a salvar dois dos grandes nomes da indústria automóvel de Detroit, a General Motors e a Chrysler. Mas desta vez, a Casa Branca não pôs dinheiro à disposição do município para tentar inverter uma situação financeira cuja gravidade fica patente no défice orçamental anual de 100 milhões de dólares.
O principal jornal local, The Detroit News, relatava há uma semana a resposta da Casa Branca a perguntas de jornalistas sobre a situação difícil de Detroit. Durante uma conferência de imprensa em Washington, um porta-voz da Administração Obama, Jay Carney, declarou que o Presidente "estava a par da situação de Detroit", e que responsáveis federais e locais continuavam "em contacto", mas frisou que desconhecia "qualquer plano ou proposta que o Presidente tenha". "Mas estamos cientes da situação", frisou.
O valor da dívida, adianta por seu lado o New York Times, não é consensual, variando as estimativas "entre os 18 biliões e os 20 biliões de dólares". Isto dá entre 13.700 milhões a 15.200 milhões de euros, segundo a actual taxa de câmbio. A Reuters cita estimativas de 18.500 milhões de dólares.
De acordo com o jornal de maior expansão, o USA Today, o pedido de protecção formulado nesta quinta-feira dá início a um período de 30 a 90 dias, durante o qual será avaliado se o caso Detroit pode ou não enquadrar-se no referido capítulo 9. Em caso afirmativo, será feita uma selecção dos credores que poderão vir a reaver as dívidas, face aos recursos limitados que a cidade tem para oferecer, explica o mesmo jornal.
O mayor Dave Bing (do Partido Democrata) tem tentado inverter a situação, ao captar investimento privado para a baixa da cidade. Porém, os resultados e proveitos daí decorrentes são uma gota no oceano das dívidas municipais.
Para a cidade, frisam dois jornalistas do NYT, este desfecho, é uma "recordação dolorosa da ascensão e queda da cidade". Na década de 1950, Detroit registava 1,8 milhões de habitantes. Actualmente está reduzida a 700 mil moradores, dezenas de milhares de edifícios vazios e abandonados (78 mil segundo a Reuters) e ruas sem iluminação. "Foi uma decisão difícil e dolorosa, mas acredito que não outra saída viável", argumentou  o governador do Michigan, Rick Snyder (conservador do Partido Republicano), numa carta remetida ao tribunal.
Segundo a Reuters, nessa carta que acompanha o pedido de protecção judicial, o governador declara que aprovou um pedido do gestor externo nomeado para negociar uma saída, Kevyn Orr, que foi quem solicitou o início do processo judicial de protecção contra credores. "A cidade não dispõe de receitas suficientes para assegurar as suas obrigações, e a situação só irá piorar se não for tomada esta medida", escreveu Snyder.
Mesmo que o processo de falência possa ser, a longo prazo, transformado num novo início para Detroit, espera-se que o impacto a curto prazo seja mais desemprego, e mais dificuldades. Além disso, fica também, o estigma. Ao responsável pelas finanças do Michigan, Snyder escreveu ainda que imagina que muitos dirão que a cidade "bateu no fundo". Porém, acredita que será uma hipótese de um recomeço, sem o peso da dívida que não consegue pagar".
Nas últimas semanas, à medida que se adensava o risco de bancarrota, o município tentava negociar com credores e, ao mesmo tempo, com sindicatos de trabalhadores, na esperança de conseguir dilatar prazos de pagamento aos empresários e cortar nos benefícios aos trabalhadores.
Em Junho, há cerca de um mês, Orr apresentou um plano que deixaria muitos credores com muito menos para receber (dez cêntimos por cada dólar em dívida), avisando que recorreria sem hesitação à declaração de bancarrota caso as negociações se embrulhassem num impasse. Recentemente, dizem diferentes jornais americanos, o município falhou o pagamento de 40 milhões de dólares devidos ao fundo de pensões da cidade.
Segundo o gabinete de estatísticas norte-americano, o US Census Bureau, Detroit tinha, em 2010, 10% de população branca, muito longe dos 78,9% de brancos no Michigan. Nesse ano, a maioria da população era negra (78,9%), contrariando a tendência do estado, onde apenas 14,2% da população era afro-americana.

O Michigan, situado na região dos Grandes Lagos, fazendo fronteira com o Canadá, tem dado a vitória aos Democratas nas presidenciais desde 1992. É o nono mais populoso do país e o 11.º em área.


quarta-feira, julho 10, 2013

Estranhos sinais...

Fronteira EUA-México...
Aviso em três línguas: inglês, espanhol e chinês(?)
Chinês (?)
Muito esquisito...

sábado, junho 22, 2013

Porque motivo precisa o governo dos EUA de 800.000 caixões, 30.000 guilhotinas e mais de 600 milhões de cartuchos explosivos?



Existem mais de 800 campos de concentração nos Estados Unidos. Totalmente operacionais e prontos para receber prisioneiros. Eles estão todos dotados de pessoal e cercados por vedação e guardas em tempo integral. Mas todos eles estão todos vazios (por enquanto). Estes campos devem ser operados pela FEMA (Federal Emergency Management Agency), quando a Lei Marcial for implementada nos EUA e tudo que seria necessário é uma assinatura presidencial.
O Programa Rex 84 foi estabelecido presumido um hipotético "êxodo em massa" de estrangeiros ilegais que cruzariam a fronteira entre o México / EUA, seriam rapidamente cercados e detidos em centros de detenção pela FEMA. Rex 84 permitiu ainda que muitas bases militares fossem transformadas em prisões.
A Operação Splicer Cable e Garden Plot são os dois sub-programas, que serão executados assim que o programa Rex 84 for iniciado para o fim adequado. Garden Plot é o programa para controlar a população. Splicer Cable é o programa para uma aquisição ordenada dos governos estaduais e locais pelo governo federal. A FEMA (uma espécie de protecção civil) é o braço executivo do estado policial vindouro, e que dirigirá todas as operações. As Ordens Executivas Presidenciais já listadas no Registo Federal também fazem parte do quadro legal para esta operação.




Os acampamentos têm instalações ferroviárias, bem como estradas construídas a partir das instalações de detenção. Muitos também têm um aeroporto próximo. A maioria dos campos pode abrigar uma população de 20.000 prisioneiros. Actualmente, a maior destas instalações encontra-se em Fairbanks, Alaska. A instalação do Alasca é um enorme centro de saúde mental e pode armazenar cerca de 2 milhões de pessoas. Agora vamos rever a justificativa para todas as acções tomadas. Ordens Executivas prevêem que a FEMA possa suspender a Constituição e a Carta de Direitos. Estas ordens executivas que estão na base duma luta de quase 30 anos e pode ser promulgada pelo golpe de uma caneta presidencial:

DECRETO 10990 - permite ao governo assumir todos os modos de transporte e controle de rodovias e portos.
DECRETO 10995 - permite ao governo confiscar e controlar os meios de comunicação.
DECRETO 10997 - permite ao governo assumir toda a energia eléctrica, gás, petróleo, combustíveis e minerais.
DECRETO 10998 - permite ao governo confiscar todos os meios de transporte, incluindo carros particulares, camiões ou veículos de qualquer espécie e total controle sobre todas as rodovias, portos e hidrovias.
DECRETO 10999 - permite ao governo assumir todos os recursos alimentares e explorações agrícolas.
DECRETO 11000 - permite ao governo mobilizar civis em brigadas de trabalho, sob supervisão do governo.
DECRETO 11001 - permite ao governo assumir todas as funções de bem-estar da saúde, educação e formação.
DECRETO 11.002 – permite ao governo operar um registo nacional de todas as pessoas.
DECRETO 11003 - permite ao governo assumir todos os aeroportos e aeronaves, incluindo aviões comerciais.
DECRETO 11004 - permite que a Autoridade de Habitação e Finanças para realocar comunidades, construir novas moradias com recursos públicos, designar áreas a serem abandonadas, e estabelecer novos locais para as populações.
DECRETO 11005 - permite ao governo assumir ferrovias, vias navegáveis ​​e instalações de armazenagem pública.
DECRETO 11051 - especifica a responsabilidade do Gabinete de Planeamento de Emergência e dá autorização para colocar todas as Ordens Executivas em vigor em épocas de aumento das tensões internacionais e de crise económica ou financeira.
DECRETO 11.310 - bolsas de autoridade ao Departamento de Justiça para fazer valer os planos estabelecidos em ordens executivas, ao apoio industrial, para estabelecer ligação judicial e legislativa, para controlar todos os estrangeiros, a operar instituições penais e correccionais, e para aconselhar e ajudar o Presidente.
DECRETO 11.049 - atribui a função de preparação para emergências para departamentos e agências federais, consolidando 21 Ordens Executivas operativas emitidas ao longo de um período de quinze anos.
DECRETO 11921 - permite que a Agência Federal de Preparação para Emergências para desenvolver planos para estabelecer controle sobre os mecanismos de produção e distribuição de fontes de energia, salários, salários, crédito e do fluxo de dinheiro nas instituições financeiras dos EUA em qualquer situação de emergência nacional indefinida. Ele também prevê que quando o estado de emergência é declarado pelo presidente, o Congresso não pode rever a acção por seis meses. A Agência Federal de Gestão de Emergência tem amplos poderes em todos os aspectos da nação. O General Frank Salzedo, chefe da Divisão de Segurança Civil da FEMA afirmou em conferência de 1983 que viu o papel da FEMA como uma "nova fronteira na protecção de líderes individuais e governamentais de assassinato e de instalações civis e militares de sabotagem e / ou ataque, como bem como a prevenção de grupos dissidentes de terem acesso a opinião dos EUA, ou uma audiência global em tempos de crise ". Os poderes da FEMA foram consolidados pelo presidente Carter para incorporar a Lei de Segurança Nacional, de 1947, permite a realocação estratégica de indústrias, serviços, governo e outras actividades económicas essenciais, e para racionalizar as exigências de mão-de-obra, recursos e instalações de produção. Aprovada em 1950 a Lei de Produção de Defesa dá ao presidente amplos poderes sobre todos os aspectos da economia. Lei de 29 de agosto de 1916 autoriza o Secretário do Exército, em tempo de guerra, para tomar posse de qualquer sistema de transporte para o transporte de tropas, material, ou qualquer outra finalidade relacionada à emergência. A Powers Act International Economic permite numa situação excepcional de emergência ao Presidente para tomar a propriedade de um país estrangeiro ou dum estado nacional. Esses poderes foram transferidos para a FEMA na consolidação de poderes de 1979.




Pergunta você e muito bem, onde estão os Campos de Concentração da FEMA?
- Aqui.

Procure-os com o Google Earth.

Agora responda-me a uma pergunta se souber, pode ser?
Para que quererão os EUA, 800.000 caixões familiares de 4 pessoas?
Para que quererão 30.000 guilhotinas? (Estarão a pensar ressuscitar Robespierre? Ou vão entreter-se com charutos?)
Para que quererão 600 milhões de charutos explosivos? (Estarão a pensar caçar zombies? ETs? Dinossauros?)
Para que quererão vagões especiais de caminhos-de-ferro com algemas?
Para que quererão fornos crematórios? Câmaras de gás?
Para que será tudo isto? Para uma situação de emergência?
Ou será que estarão a pensar ressuscitar a Alemanha Nazi?
E será que os campos de concentração europeus foram reactivados? Ou existem planos para tal?

segunda-feira, junho 10, 2013

A novela Prisma



A Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos e o FBI têm acesso directo aos servidores centrais de nove das maiores empresas de internet americanas. A inteligência americana pode consultar áudios, vídeos, fotografias, conteúdos de e-mails, arquivos transferidos e conexões dos utilizadores. O programa altamente secreto é chamado de Prisma e está em andamento desde 2007, informou o jornal The Washington Post. Ao longo desse período, nove companhias passaram a fazer parte da operação. A Microsoft foi a primeira a entrar, em Novembro de 2007. O Yahoo passou a fazer parte em 2008. Google, Facebook e PalTalk, em 2009, YouTube em 2010, Skype e AOL, em 2011, e a última, a Apple, em Outubro de 2012. A PalTalk, mesmo bem menor do que as demais, registrou tráfego significativo durante as revoltas nos países árabes e também na guerra civil da Síria. O Dropbox, serviço de armazenamento de dados em nuvem, é descrito como “em breve”.
O esquema reforça as provas de que o governo Barack Obama tem ignorado os direitos civis dos cidadãos americanos de forma indiscriminada. Além de espiar jornalistas, como ficou provado nos casos da apropriação de registros telefónicos da agência Associated Press, e da investigação contra um repórter da Fox News, que teve seus e-mails devassados, a administração democrata também direccionou suas garras a um número infinitamente maior de cidadãos, que não eram suspeitos.
O programa Prisma é actualmente a principal fonte de informação da Agência Nacional de Segurança, serviço secreto de inteligência que monitora comunicações electrónicas. A informação vem à tona um dia depois que o jornal inglês The Guardian revelou que o governo tem acesso a dados de telefonemas de milhões de utilizadores da Verizon, uma das maiores companhias telefónicas dos Estados Unidos. A ordem era conseguir os números de origem e destino das ligações, locação, horário e duração das chamadas, no período entre 25 de Abril e 19 de Julho deste ano. No caso do acesso às informações dos servidores de internet, o Washington Post afirma que “a experiência directa com esses programas e o espanto diante de sua capacidade levou um funcionário de inteligência a fornecer as informações”. O objectivo, ressalta a publicação, é expor “uma invasão de privacidade grosseira”. “Eles podem literalmente ver suas ideias se formando no momento em que você as digita”, disse o funcionário ao jornal. 





"Ninguém está a ouvir as vossas chamadas", garante Obama
Referindo-se pela primeira vez à polémica sobre a alegada espionagem de cidadãos norte-americanos, o Presidente dos EUA defendeu a necessidade do programa, mas assegurou que privacidade não está posta em causa.
O Presidente dos Estados Unidos desvalorizou no passado dia 7 de Junho de 2013, uma série de escândalos envolvendo a Agência de Segurança Nacional (ASN) e a alegada espionagem de cidadãos norte-americanos. Barack Obama garantiu que os parlamentares americanos estavam informados sobre as actividades no centro da polémica e foi peremptório: "Ninguém está a ouvir as vossas ligações telefónicas. O programa não é isso".
"Acho que é importante reconhecer que não se pode ter 100% de segurança por um lado e, por outro, também 100% de privacidade e zero de inconveniência", considerou ainda o Presidente Obama, em San José, Califórnia, citado pela agência norte-americana RT (Russia Today).
Ao comentar pela primeira vez o tema, Obama reconheceu que, inicialmente, ficou céptico em relação à utilidade do monitoramento das comunicações, mas depois terá concordado com a sua necessidade, em nome do combate ao terrorismo, mas assegurando a privacidade dos cidadãos.

Apressaram-se a desmentir...






O director dos serviços secretos dos Estados Unidos criticou no passado dia 9 de Junho de 2013, os meios de comunicação social por "revelações irresponsáveis" sobre os vastos programas escuta de comunicações privadas ordenados pelo governo.
Durante a semana passada, assistimos à revelação irresponsável de medidas tomadas pelos serviços secretos para assegurar a segurança dos americanos", afirma James Clapper num comunicado, o segundo publicado esta semana e o mais completo sobre esta matéria, noticia a AFP.
As revelações nos meios de comunicação social trouxeram ao conhecimento do público dois programas secretos da Agência Nacional de Segurança (NSA), um relativo à recolha, desde 2006, de dados das chamadas telefónicas nos Estados Unidos pelo operador Verizon, e provavelmente de outros operadores, e outro denominado PRISM que visava interceptar as comunicações de internautas estrangeiros fora dos Estados Unidos em nove grandes redes sociais como o Facebook.
"Na fúria de publicar, os órgãos de informação não deram o contexto inteiro, no qual estes programas eram postos em acção, nomeadamente o grau de controlo exercido pelos três ramos do Governo", escreve Clapper, evocando o carácter "vital" para garantir a segurança dos Estados Unidos e dos seus aliados.
O programa PRISM é "legal", assegurou o responsável sublinhando que tinha sido debatido no Congresso e recentemente novamente autorizado.
James Clapper disse também que o PRISM não era um programa secreto, mas antes "um sistema informático interno do Governo utilizado para facilitar a recolha autorizada de informação no estrangeiro, junto dos fornecedores de serviços de comunicações electrónicas, supervisionado pela Justiça".
Este programa, autorizado no quadro do 'Foreign Intelligence Surveillance Act' (lei sobre vigilância e informação no estrangeiro), "era largamente conhecido e tinha sido referido publicamente desde que foi posto em acção em 2008".
"Os fornecedores de serviços prestavam informações ao Governo quando confrontados com uma decisão judicial", afirmou.




Edward Snowden, o operacional que denunciou o “Big Brother”


Poucos conhecem as operações de espionagem que são desenvolvidas nos edifícios de vidros negros da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, em Washington, mas as últimas revelações podem ser apenas a "ponta do 'iceberg".
"Aqui é onde se conhecem os verdadeiros segredos" comentava em 2012 uma diplomata à agência EFE quando olhava para o edifício da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), antes de se dirigir para o tribunal militar onde estava a ser ouvido Bradley Manning, militar norte-americano, no caso WikiLeaks.
O soldado que é acusado de ter revelado o maior número de informações classificadas da História, está a ser julgado numa base militar no coração das instalações da ciber-espionagem dos Estados Unidos.
Após os atentados de 11 de Setembro de 2011, a NSA, que depende do Pentágono, e que conta com mais de 37 mil empregados entre civis e militares, conseguiu mais poderes para controlar as comunicações dentro e fora dos Estados Unidos e consegue aceder a "montanhas" de dados que permitem desmontar atentados terroristas.
A maioria das regras pelas quais se rege a mais opaca das agências federais dos Estados Unidos é secreta e são apenas conhecidas por um punhado de assessores do presidente Barack Obama, legisladores (muitos dos quais a quem foi negada informação sobre o próprio serviço) e juízes em Washington.
A própria existência da NSA, criada em 1952 pelo então presidente Harry Truman, esteve oculta durante mais de 20 anos e apesar da chegada de Obama ao poder e das chamadas de atenção que faz a favor da transparência do organismo, os poderes da NSA continuam a ser tão vastos actualmente como nos tempos da presidência de George W. Bush.
Desde 2008, quando com amplo consenso entre republicanos e democratas, a lei de vigilância de comunicações estrangeiras (FISA na sigla em inglês) foi reformada para baixar o grande número de casos sob controlo judicial, a NSA criou o maior sistema de análise de dados digitais alguma vez conhecido.
A complexidade do sistema é tal que no próximo outono a NSA espera conseguir novas instalações que vão ficar situadas no deserto de Utah, que custaram milhões de dólares, e que vão permitir o processamento e arquivo de uma quantidade de dados cinco vezes superior a todo o tráfico de internet a nível mundial, de acordo com uma investigação da Fox News.
No verão de 2012, o general Keith Alexander, diretor da NSA desde 2005, visitou pela primeira vez a Defcon, a reunião de 'hackers' (piratas informáticos) mais importante dos Estados Unidos.
Na ocasião, considerou "absurdos" os rumores de que a agência tenha arquivos de 260 milhões de cidadãos norte-americanos e recordou que as tarefas da NSA estão limitadas a "informações no exterior" do país.
William Binney, ex-director técnico da NSA criticou duramente as declarações do general e adiantou que a agência tem capacidade técnica para recolher sem controlo judicial dados das redes sociais, correio electrónico e registos de chamadas telefónicas nos Estados Unidos e no estrangeiro.
"Deixei a NSA porque começaram a espiar toda a gente dentro do país", disse Binney numa entrevista publicada na revista Wired publicada em 2012.
De acordo com as recentes revelações publicadas no Guardian e no Washington Post, a NSA recolhe diariamente metadados de chamadas telefónicas nos Estados Unidos que incluem números, duração ou localização das chamadas, através de uma autorização de um grupo de juízes conhecidos como Tribunal FISA, por períodos de 90 dias.
Além do mais, o programa secreto PRISM permite aceder directamente aos servidores de nove das maiores empresas de internet, entre elas a Microsoft, Google ou Apple, para a vigilância de mensagens, vídeos ou fotografias no estrangeiro com o intuito de encontrar padrões relacionados com actividades terroristas.
Binney, disse sábado ao Washington Times que esta recolha de informações "é apenas a ponta do 'iceberg'" e que a NSA dispõe de 20 mil milhões de registos telefónicos e mensagens de correio electrónico de cidadãos norte-americanos.
Apesar do secretismo, para Obama e para os congressistas democratas e republicanos os amplos poderes concedidos à NSA são essenciais para evitar novos ataques terroristas.
Carrie Cordero, uma ex-funcionária do Departamento de Justiça e especialista nos assuntos relacionados com informações, indicou na sexta-feira num artigo de opinião que as notícias que foram agora publicadas e que estão a provocar polémica nos Estados Unidos e no Reino Unido, devido ao alegado envolvimento dos serviços secretos britânicos, só estão a dar "informação aos adversários" para que tenham dados que lhes vão permitir adaptar-se tecnicamente para atingir os norte-americanos.
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