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domingo, abril 10, 2011

Islândia recusa pagar dívida externa

Os islandeses rejeitaram em referendo, pela segunda vez, reembolsar o Reino Unido e a Holanda em 3,9 mil milhões de euros – o dinheiro que estes governos pagaram aos seus cidadãos que investiram na conta Icesave, de um dos bancos islandeses que faliu em 2008, quando o sistema financeiro do país entrou em colapso.

A contagem dos votos ainda não terminou, mas o “não” terá recebido cerca de 58 por cento. “A votação dividiu o país em dois. Foi escolhida a pior opção”, disse a primeira-ministra Johanna Sigurdardottir, na televisão pública, reconhecendo a vitória do “não”.

A governante, diz a Reuters, avisou que é muito provável que se seguia um período de caos económico e político – a agência de “rating” Moody’s já tinha avisado que desceria a nota do país para um nível de “lixo”, de uma entidade com qual não é seguro negociar.

A conta de poupança on-line Icesave foi comercializada agressivamente no Reino Unido e na Holanda pelo banco Lansbanki – que foi o segundo maior da Islândia – prometendo juros acima de seis por cento. Cerca de 400 mil investidores depositaram lá o seu dinheiro e, em 2008, quando os três maiores bancos islandeses faliram, não conseguiram reaver o seu dinheiro.

Os bancos islandeses chegaram a ser 11 vezes maiores do que a economia do país. Por isso, quando rebentou a bolha do crédito, eram literalmente grandes demais para serem resgatados pelo Estado, que só conseguiu garantir os depósitos nacionais. A Islândia foi o primeiro país da Europa ocidental a ter de pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional na actual crise.

Os depósitos de estrangeiros foram reembolsados pelos respectivos governos – 3,9 mil milhões de euros – que agora querem os cobrar a Reiquiavique. O acordo que rejeitado permitia escalonar o pagamento da dívida até 2045, com uma taxa de juro de 3,3 por cento ao Reino Unido e de três por cento no caso da Holanda. Uma parte dessa dívida será paga com a venda dos activos do Landsbanki, mas não se sabe ainda quanto será – embora os partidários do “não” defendam que deveria chegar para o reembolso.

Em Março de 2010, um acordo muito mais desvantajoso para a Islândia tinha já sido rejeitado pelos islandeses em referendo.

Está em curso uma investigação sobre os negócios dos três maiores bancos islandeses, com várias ramificações políticas e no estrangeiro, que se revelou uma teia de corrupção política e financeira. Há banqueiros na prisão. Por isso, muitos islandeses consideram que não têm nada que pagar pelo comportamento irresponsável dos bancos – e há especialistas que dizem que as directivas europeias citadas pela Holanda e pelo Reino Unido para exigir o reembolso do que pagaram aos seus cidadãos não têm grande sustentação.

A caminho do tribunal

“Eu sei que isto provavelmente nos vai prejudicar internacionalmente, mas vale a pena marcar uma posição”, disse à Reuters Thorgerdun Asgeirsdottir, de 28 anos, depois de depositar o seu voto no edifício da câmara municipal de Reiquiavique. “Não tive culpa nenhuma nestas dívidas, não quero que os nossos filhos tenham de pagar por elas. Prefiro que isto seja resolvido em tribunal”, disse Svanhvit Ingibergs, de 33 anos, que trabalha numa casa de saúde.

E de facto o tribunal deve ser o próximo passo, mais precisamente o tribunal da Autoridade de Fiscalização da Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), que regula as relações económicas da Islândia com a União Europeia. “Parece claro que chegámos ao fim do caminho das negociações”, disse na televisão o ministro das Finanças, Steingrimur Sigfusson.

Da Holanda veio já a reacção do também ministro das Finanças, Jan Kees de Jager, que também considera ter chegado a altura de os tribunais decidirem. “Estou muito desapontado por ver que o acordo Icesave não passou. Não é bom para a Islândia, nem para a Holanda”, disse o ministro, numa declaração divulgada pela Reuters. “A Islândia continua a ter a obrigação de pagar”, garantiu.

sábado, março 19, 2011

Revolução pacífica na Islândia

Porquê o segredo/silêncio dos media?

Por incrível que possa parecer, uma verdadeira revolução democrática ocorre na Islândia neste preciso momento!

Ninguém fala dela, nenhum meio de comunicação dá a informação, quase não se vislumbrará um vestígio no Google: numa palavra, completo escamoteamento. Contudo, a natureza dos acontecimentos em curso na Islândia é espantosa: um Povo que corre com a direita do poder sitiando pacificamente o palácio presidencial, uma "esquerda" liberal de substituição igualmente dispensada de "responsabilidades" porque se propunha pôr em prática a mesma política que a direita, um referendo imposto pelo Povo para determinar se se devia reembolsar ou não os bancos capitalistas que, pela sua irresponsabilidade, mergulharam o país na crise, uma vitória de 93% que impôs o não reembolso dos bancos, uma nacionalização dos bancos e, cereja em cima do bolo deste processo a vários títulos "revolucionário": a eleição de uma assembleia constituinte a 27 de Novembro de 2010, incumbida de redigir as novas leis fundamentais que traduzirão doravante a cólera popular contra o capitalismo e as aspirações do Povo por outra sociedade.

Quando retumba na Europa inteira a cólera dos Povos sufocados pelo garrote capitalista, a actualidade desvenda-nos outro possível, uma história em andamento susceptível de quebrar muitas certezas e sobretudo de dar às lutas que inflamam a Europa uma perspectiva: a reconquista democrática e popular do poder, ao serviço da população.

Desde Sábado 27 de Novembro, a Islândia dispõe de uma Assembleia constituinte composta apenas por 25 simples cidadãos eleitos pelos seus pares. É seu objectivo reescrever inteiramente a constituição de 1944, tirando nomeadamente as lições da crise financeira que, em 2008, atingiu em cheio o país. Desde esta crise, de que está longe de se recompor, a Islândia conheceu um certo número de mudanças espectaculares, a começar pela nacionalização dos três principais bancos, seguida pela demissão do governo de direita sob a pressão popular. As eleições legislativas de 2009 levaram ao poder uma coligação de esquerda formada pela Aliança (agrupamento de partidos constituído por social-democratas, feministas e esquerda) e pelo Movimento dos Verdes de esquerda. Foi uma estreia para a Islândia, bem como a nomeação de uma mulher, Johanna Sigurdardottir, para o lugar de Primeiro-ministro.

(Enviado por IV)

segunda-feira, maio 10, 2010

Imagens do Vulcão Eyjafjallajökull (2)

Segunda erupção, dia 15 de Abril de 2010…

Imagens do Vulcão Eyjafjallajökull (1)

Primeira erupção, dia 28 de Março de 2010…

segunda-feira, abril 19, 2010

Eyjafjalla coloca Islândia a ferro e fogo (2)



As imagens são da TV Globo (Brasil)

O vulcão islandês Eyjafjalla, situado no glaciar Eyjafjallajokul, entrou em erupção na semana passada, afectando, desde essa altura, o tráfego aéreo europeu.

Até quando estará a Europa sob cinzas?

Interrogava-se ontem o jornal Público, dando conta que a esmagadora maioria da frota aérea se encontra presa ao chão. As cinzas do vulcão islandês tomaram conta do espaço aéreo e mantêm-no interdito, como se a natureza arranjasse forma de assim vergar a habitual arrogância dos Homens.

A erupção do Eyjafjalla lançou sobre a Europa um manto negro que ameaça causar à aviação civil e aos aeroportos prejuízos maiores do que os provocados pelos atentados do 11 de Setembro nos EUA.

Depois de ter declarado falência, à Islândia só faltava uma erupção vulcânica. Que, tal como a crise económica, espalha até muito longe as suas cinzas. Poucos se atrevem a adivinhar quando pararão, ambas, e a que preço?

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