quinta-feira, novembro 26, 2009

Charles Hapgood e a Teoria do Deslocamento da Crusta Terrestre



Após ter visto com agrado, o filme 2012 de Roland Emmerich, que a partir duma teoria do deslocamento da crusta terrestre (da autoria de Hapgood) montou um gigantesco espectáculo pirotécnico.

A teoria do deslocamento da crusta terrestre pressupõe que toda a crosta da Terra pode mudar como se fosse um pedaço de pele, similar a uma laranja.

O estudo das carcaças de mamutes e de rinocerontes encontrados nas regiões do norte da Sibéria e do Canadá revelam que os alimentos encontrados nos seus estomagos são provenientes de climas quentes, onde pastavam pouco antes de suas mortes.

Contudo estes animais foram encontrados em terras geladas, onde se encontravam congelados.

Milhares de animais foram encontrados congelados num breve momento de tempo geológico.

Sugeriu-se que há cerca de 12.000 anos atrás, houve um deslocamento da crosta terrestre. Alias já em 10.000 A.C. Roland Emmerich tinha feito uma breve incursão neste tema. O que terá sido a Terra há 12.000 anos atrás?

Sabe-se muito pouco sobre este tema. Curioso…

O invólucro exterior de toda a terra moveu-se cerca de 2.000 quilómetros.

Quando, a crosta da Terra mudou toda a Antártida foi consubstanciada pela zona polar. Ao mesmo tempo, parte do continente norte-americano ficou coberto pelo Círculo Polar Ártico.


Isto é baseado na teoria da Deriva Continental - os continentes da terra foram se afastando lentamente ao longo de milhões de anos. Isso é possível porque a crosta da Terra flutua sobre uma camada semi-líquida.


A teoria do deslocamento dos pólos é uma hipótese baseada em evidências geológicas de que o pólo físico norte e do pólo sul da Terra nem sempre estiveram presentes no mesmo local, o eixo de rotação havia mudado.

Um dos primeiros defensores de uma teoria popular que consubstancia a mudança dos pólos foi Charles Hapgood.


Charles H. Hapgood, (1904-1982) foi um académico norte-americano, e um dos defensores conhecidos da teoria do deslocamento polar. Hapgood recebeu um diploma de mestre pela Universidade de Harvard em 1932 em história medieval e moderna. Durante a II Guerra Mundial, Hapgood trabalhou para o COI, que se tornou mais tarde no Escritório de Serviços Estratégicos (OSS) e posteriormente na Agência Central de Inteligência (CIA), em seguida, para a Cruz Vermelha, e, finalmente, serviu como oficial de ligação entre a Casa Branca e o Gabinete do Secretário da Guerra.


Após, a II Guerra Mundial, Hapgood ensinava história no Springfield College, em New Hampshire.

Um de seus alunos questionou-o sobre o continente perdido de Mu.

Isso levou-o a um projecto de classe para investigar a Atlântida e as formas possíveis de mudanças na Terra, que poderiam ocorrer.


Em 1958, Hapgood publicou o seu primeiro livro, deslocando a crosta terrestre, em colaboração com James H. Campbell, um matemático e engenheiro, com um prefácio escrito por Albert Einstein, pouco antes da sua morte.

Nas regiões polares, há uma deposição contínua de gelo, o que não é simetricamente distribuída sobre os pólos. Os actos de rotação da Terra sobre essas massas assimetricamente depositado [de gelo], e produz movimento centrífugo, que é transmitida para a crosta rígida da Terra. Segundo este estudo a dinâmica constante aumento centrífuga produzida desta forma, quando se chegou a um ponto certo, produzem um movimento da crosta terrestre sobre o resto do corpo da Terra, e isso vai deslocar as regiões polares para o equador.


Hapgood dedicou ainda dois livros sucessivos, à teoria do Deslocamento da Custa Terrestre: «Maps of the Ancient Sea Kings» (1966) e O Caminho do Pólo (1970), Hapgood propôs a teoria radical que o eixo da Terra mudou diversas vezes durante a história geológica.

A crosta da Terra tinha sofrido deslocamentos repetidos e que os conceitos geológicos da deriva continental, podem ter que ser revistos.

Segundo Charles Hapgood, o deslocamento da crosta terrestre foi possibilitado por uma camada de rocha líquida situada cerca de 100 quilómetros abaixo da superfície do planeta.


A mudança de pólos, provocou o deslocamento da crosta terrestre em todo o interior do manto, resultando em rochas da crosta terrestre está sendo exposta a campos magnéticos de uma direcção diferente. Hapgood criou esta teoria, documentando três deslocamentos da crosta terrestre nos últimos 100.000 anos. Ele acreditava que essa mudança cataclísmica é causada por gelo, provocando o desequilíbrio nas calotes polares. Gelo que se acumula nos pólos chegando a formar mais de dois quilómetros de espessura. Contudo esse gelo está-se a derreter devido ao aquecimento global e segundo alguns cientistas passamos o ponto de não retorno.


Hapgood reviu partes fundamentais de seu pensamento, porque seus cálculos o convenceram de que a massa de gelo na Antárctida não poderia desestabilizar a rotação da Terra. No Caminho do Pólo, ele escreveu:

Polar errante é baseado na ideia de que a camada externa da Terra sobre mudanças ao longo do tempo, movendo-se em direcção a alguns continentes e de outros continentes longe dos pólos. A Deriva continental é baseada na ideia de que os continentes se movem individualmente.

Hapgood passa a citar duas áreas onde se encontra grande parte de seu depoimento, em dados provenientes de estudos de geo-magnetismo e datação por carbono 14. Embora ele argumentou que tais rupturas globais aconteceram no passado várias vezes. Hapgood rejeitou a ideia de que essas perturbações, poderia acontecer rapidamente.

Baseada principalmente em que os dados técnicos, ele argumentou que cada mudança demorou cerca de cinco mil anos, seguido por 20 a 30 mil anos de períodos sem movimentos polares. A presença de uma camada verdadeiramente líquida entre o núcleo e a crosta permitiria tal derrapagem, moderada pelas forças de inércia.

Hapgood especulou que a massa de gelo em um ou ambos os pólos mais que desestabiliza-se acumula saldo de rotação na Terra, causando a derrapagem de todos ou grande parte da crosta terrestre, em torno do núcleo da Terra, que mantém a sua orientação axial.

Isso acontece tanto lentamente (versão conservadora) ou rapidamente (versão radical). Os resultados da mudança que ocorre a cada 12.000 a 20.000 anos ou mais resulta em mudanças climáticas dramáticas para a maior parte da superfície da Terra, como as áreas que foram formalmente equatorial e temperadas e áreas que foram temperadas, tornam-se mais equatoriais ou mais árcticas.

Baseando-se na teoria de Hapgood a canadiana, Rand Flem-Ath, publicou os resultados de um trabalho de investigação em 1995 no livro When the Sky Fell.
Rand Flem-Ath e Graham Hancock escrevem que uma civilização desconhecida avançada existia na Antárctida e foi destruída por uma mudança catastrófica na crosta terrestre.

Que dizer da civilização da Atlântida baseada numa interpretação muito liberal, solta, e especulativa do mito da Atlântida, como foi dito por Platão ou do Dilúvio da Bíblia? Ou ainda das tábuas sumérias encontradas em vários países da Mesopotâmia?

Há quem diga que os restos desta avançada civilização tecnológica estão enterrados sob os gelos da Antárctida. Provavelmente a História que nos contaram nos bancos de escola, nada tem a ver com a História verdadeira, descrita por Robert Charroux, no seu livro a «História Desconhecida dos Homens desde há 100.000 anos», editado pela Bertrand e perdido no Índex dos livros esquecidos.









Outras teorias pressupõem que:

• Um asteróide de alta velocidade ou cometa que atinja a Terra em tal ângulo força a que a litosfera se move independente do manto;

• Será que as alterações magnéticas celestes ou terrenas provocam o deslocamento da crusta terrestre? Em breve o saberemos…

E que dizer de um objecto incomum celeste passar perto o suficiente para a Terra temporariamente parar e reorientar o campo magnético, "arrastando" a litosfera sobre um novo eixo de rotação? Eventualmente, o campo magnético do sol determina o da Terra, após a intrusão de objecto celeste retorna para um local que não pode influenciar a Terra.

Essas teorias não são actualmente aceites pela comunidade científica, mas o debate está em curso.

O Professor Charles Hapgood criou esta teoria documentando três deslocamentos da crusta terrestre nos últimos 100.000 anos.

Alguns pesquisadores acreditam que eles acontecem a cada 41.000 anos e que o último aconteceu há 11.500 anos atrás.



Este post nasceu após o visionamento do filme 2012, filme esse, que ajusta contas com os maçons deste mundo, exemplos: a queda do obelisco de Washington e a queda do porta aviões, símbolo da super potência americana sobre uma Casa Branca impotente face às forças da mãe natureza.

Que dizer dos ricos e poderosos deste mundo embarcando nas arcas, deixando para trás biliões de pessoas ao encontro da morte e do desconhecido. O que dizer do pormenor da Rainha Isabel II embarcando os seus dois cãezinhos?

O futuro é uma incógnita, nem sempre é radioso. O meu filho de doze anos saiu-se com esta após o filme: «Oh pai, o futuro pode não ser radioso, mas não quer dizer que seja um desastre…»

Contudo, o que levaria a toda poderosa Sony, a arriscar muito neste filme?


4 comentários:

Eterno Aprendiz 2 disse...

Olá Mário Nunes!
Muito Pertinentes Seus Comentários Sobre Essa Teoria!
Tb Assisti "2012" &, Apesar Dos Exageros D Roteiro, Adorei A Forma Como O Diretor Agrupou Os Temas.
Obrigado Por Mais Esse Esclarecimento Sobre O Prof. Hapgood & Suas Teorias!
Grande Abraço!

Anónimo disse...

gostei muito, mais queria informações sobre o movimento de precessao da terra e como isso pode afetar no mundo;;;
vlwss

Anónimo disse...

assisti o filme inumeras vezes gostei muito nao pelos efeitos mas sim pela analise dos sentimentos dos personagens e quanto aos estudos sobre a novitaçao da crosta terreste
acredito sim,pois cientista do mundo inteiro nao perderiam seu tempo em analisar tudo acontece em mudanças climaticas intensas,consequencia de testes atomicos, cataclismas cada vez mais presentes furacoes sempre mais devastadores, e outros sandra

sumaiya disse...

oi Mario Nunes,tb assisti 0 2012, o tema nos reporta a uma analise nao so qto.as suas caracteristicas mas
tb ao sentimento de qto valemos como
seres humanos.Um pequeno detalhe porque cientista renomados perderiam seu tempo se nao houvesse fundamentos
sera que tantos testes atomicos, nao colaborariam p tantas mudanças climticas,deslocamento de placas tectonicas,aquecimento e efeitos climaticos tao intensos

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