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quarta-feira, maio 01, 2013

“Arbeit Macht Frei”


Arbeit Macht Frei”
Os tempos que correm são um final de um ciclo, tempos de mudança, que não prometem nada de Bom...
O Trabalho tem sido esmagado, destruído um pouco por todo o lado, pasme-se, aqui mesmo ao lado em Espanha o número de desempregados já vai para lá dos 30%. Por cá – Portugal – aproxima-se a passos largos dos 20 %, se nos pudermos fiarmos nas estatísticas oficiais que são manipuladas. Mas, a situação começa a ser preocupante um pouco por todo o lado. Então se não houver emprego, como há consumo?
Se o dinheiro não circula, como pode funcionar a Economia?

Isto para não falarmos da emigração dos mais novos e qualificados para outras paragens, procurando melhores condições de vida.

E onde fica a renovação das gerações?
Se não houver nascimentos quem paga as reformas?
A Segurança Social?
E o Estado?
Bem, o Estado está falido!

E será sustentável?
Haverá Futuro?
Uma pergunta sem resposta...

Não terá tudo isto sido orquestrado há muito tempo?
É que as golpadas aconteceram um pouco por todo o lado e em simultâneo.
Curioso...

Há cerca de um ano assisti a uma conferência de imprensa (numa universidade inglesa) de Christine Lagarde (sim, essa mesma, a Directora do FMI), quando confrontada por um estudante universitário, acerca do futuro para os mais novos, esta sorriu troçando, que provavelmente muitos jovens qualificados desta e da próxima geração, não teriam emprego, independentemente das qualificações que tivessem.

O Futuro prometia ser brilhante e promissor, no entanto afigura-se de dia para dia cada vez mais sombrio.
E não se perspectivam melhoras... O que será dentro dalguns meses, quando boa parte dos países da Zona Euro cair na real?
Sim, porque muito boa gente dizia que a crise era coisa própria dos países do Sul da Europa, dos países periféricos, no entanto parece que já assentou arraiais noutras paragens, tais como por exemplo: a Bélgica, o Luxemburgo, a França, a Eslovénia, a Hungria e a Turquia.
Segundo uma amiga que está na Alemanha, confidenciou-me bem recentemente que já se começam a notar os primeiros sinais de inquietação em terras germânicas, com tantos emigrantes a chegar todos os dias, uns sem falar uma única palavra de alemão e sem qualquer qualificação possível.

Tanta Austeridade levou um pouco por todo o lado, ao encerramento de pequenas e médias empresas, se os despedimentos continuarem bem como a recessão, como haverá crescimento quando tudo tiver fechado?
O que farão as pessoas?
O que se perspectiva?
Estarão à espera dum Evento?
Será o Fim do Mundo?
Ou a chegada de Godot?

E já agora de que falarão os eurocratas nas reuniões de topo em Bruxelas, Estrasburgo e Berlim?

Será que estarão a pensar cumprir a Agenda e ressuscitar os célebres campos de trabalho nazis?

Sim, porque facilmente chegarão a todo o lado, com tanta auto-estrada.
Advinham-se tempos difíceis....
Arbeit Macht Frei”


quinta-feira, abril 05, 2012

Um suicídio grego


O que sinto é raiva. Porque isto é um assassínio e porque somos todos culpados: o Governo, a troika e a austeridade...

"Tinha 77 anos, estava reformado e com dívidas, recusava-se a mendigar. Por isso suicidou-se na passada quarta-feira, em frente ao Parlamento da Grécia. A Praça Sintagma encheu-se de velas e flores.
Era hora de ponta, faltava pouco para as 9 horas da manhã. Um homem – sabe-se que tinha 77 anos e que foi farmacêutico – dirigiu-se nesta quarta-feira para o quilómetro zero de Atenas com uma arma e um bilhete no bolso. Já a poucos metros do Parlamento, disparou.

Uma testemunha contou à televisão estatal que ainda o ouviu gritar “não quero deixar dívidas aos meus filhos”, e terão sido estas as suas últimas palavras. No bilhete que trazia no bolso estava escrito “Sou reformado. Não posso viver nestas condições. Recuso-me a procurar comida no lixo, por isso decidi pôr fim à vida”. Depois acusou ainda o Governo de “aniquilar qualquer esperança de sobrevivência”.

A notícia espalhou-se depressa, a mensagem percorreu as redes sociais e a Praça Sintagma, que já foi palco de tantos protestos contra as medidas de austeridade, voltou a encher-se de gente. Debaixo de uma árvore, ramos de flores e velas lembravam o que aconteceu, deram forma à indignação das centenas de pessoas que de juntaram ali.

Houve quem deixasse mensagens de revolta. “Não foi um suicídio, foi um assassínio”, “Governo assassino” ou “quem será o próximo?”

Sabia-se que o número de suicídios na Grécia tem vindo aumentar – os dados do Ministério da Saúde apontam para um aumento de 40% desde o início da crise e um relatório divulgado pela polícia referiu 622 suicídios em 2010 e 598 até 10 de Dezembro de 2011 (a média era 366 entre 2000 e 2008). Mas esta morte, junto à sede da democracia e em plena praça, emocionou o país.

“Sinto-me triste. Ultimamente ocorrem muitos suicídios, na Grécia, mas este é especialmente triste pela situação em que morreu este homem”, disse à agência espanhola Efe Vassilis, de 33 anos. “Por este caminho de austeridade, a Grécia não vai bem”.

Jronis, de 51 anos, sentiu revolta. “O que sinto é raiva. Porque isto é um assassínio e porque somos todos culpados: o Governo, a troika, a austeridade e os partidos de esquerda, que apoio, porque são incapazes de se unir e propor algo de novo, só se preocupam com os seus pequenos interesses.”

O que aconteceu na Praça Sintagma “torna irrelevante e vão qualquer comentário político”, disse Evánguelos Venizelos, líder do partido socialista PASOK. À direita, o líder da Nova Democracia, Antonis Samarras, que as sondagens apontam como o favorito às eleições de Maio, disse ter ficado “devastado” com a notícia, e o principal responsável do ultra-direitista Laos, Yorgos Karatzaferis, considerou que “quando há um suicídio na Sintagma é o fim, estalou a coesão social”.

Na Grécia, pelo menos uma em cada cinco pessoas está no desemprego, muitas pensões sofreram cortes superiores a 25%. “É este o ponto a que nos trouxeram”, disse à Reuters Maria Parashou, de 54 anos, que se juntou à homenagem na praça. “Cortaram os nossos salários, humilharam-nos. Tenho uma filha desempregada, o meu marido perdeu metade do salário mas não me vou permitir perder a esperança.”

Fontes:


quarta-feira, junho 22, 2011

Paranoia grega

A crise grega está em banho-maria, depois da última intervenção do FMI no ano passado. A Grécia não consegue sair do vermelho e do sufoco, pura e simplesmente não consegue dar a volta. Mais uma vez, a Grécia está com a corda ao pescoço, as expectativas dos investidores poderão sair goradas, visto que quem dá as cartas já não é a UE, o BCE, a Europa ou os gregos, mas sim os mercados, que jogam com a especulação.

Meu Deus, que disparate, não são os mercados, são as agências de rating, que são americanas e que ditam as leis, proferidas pelo sistema financeiro e por alguns estranhos, a este jogo europeu.

Agora será legitimo criar expectativas aos portugueses e aos irlandeses quando as regras do jogo poderão estar definitivamente viciadas?

A Grécia está bem perto da insolvência e a UE perto dum Hara Kiri fatal…

Só que os gregos, não são portugueses ou irlandeses, saíram para a rua, para desespero dos restantes europeus. Hoje cercaram o Parlamento onde estão a ser discutidas mais medidas. Não sei como vai acabar a noite em Atenas.

Hoje mesmo, o Reino Unido veio pedir a insolvência da Grécia. Mas, que estranha moralidade, a britânica, e o que dizer há uns meses atrás, quando o Chanceler do Tesouro encontrou os cofres vazios?

Não entendo outra coisa, como pode a Bélgica sobreviver à crise, quando está sem governo há mais de um ano e quando a dívida soberana belga ultrapassa a portuguesa e se eleva a 131%?

Será legitimo tudo isso?

Por outro lado, não consigo entender a posição da Alemanha e da França e dos bancos destes países, que tem lá tanto dinheiro empatado, porque motivo não emprestam o dinheiro aos gregos?

Está bom de ver se os gregos forem para o charco, os alemães e os franceses vão em suite especial.

Afinal pouco significamos para os nossos parceiros europeus. Portugal, Grécia e Irlanda representam só 2% destes.

Ou será que não nos contaram tudo?

Ouvi dizer que o BCE está enterrado na Grécia…

Creio que se a Grécia cair, não é só Portugal e a Irlanda que vão para o charco, a Alemanha e a França, são os primeiros a irem de vela, pois tem, lá muito dinheiro empatado (reafirmo esta ideia, que o Profº Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de frisar no último Domingo).

Estranha Solidariedade Europeia, com amigos destes mais vale cada um ir à sua vida.

Outras leituras:

http://aeiou.expresso.pt/ingleses-querem-gregos-na-bancarrota=f656915

Isto para não falarmos dos States:

http://aeiou.expresso.pt/fitch-admite-bancarrota-na-grecia-e-estados-unidos=f656936

sexta-feira, maio 06, 2011

Um adeus grego?


A Grécia está a ameaçar sair da zona euro e da UE, noticia hoje a edição electrónica da revista Der Spiegel, que acrescenta que esta noite haverá uma reunião de emergência dos ministros das Finanças da zona euro no Luxemburgo.

Com protestos diários na rua e problemas económicos de “larga escala,” escreve a revista alemã que o primeiro-ministro George Papandreou “acredita que não existe outra opção” que não seja a de sair da moeda única.

Fontes do governo alemão adiantam que o alarme já soou nas instâncias europeias e que a Comissão marcou uma reunião de crise para esta noite, no Luxemburgo. Uma reunião “altamente confidencial,” escreve o Der Spiegel, só com os ministros das Finanças da zona euro e quadros superiores.

A posição grega merecia outro tipo de apoio por parte dos países da Europa do Sul, que fazem parte da União. É caso para dizer que depois da crise recente entre a Itália e a França, por causa da emigração ilegal, a União Europeia poderá estar por um fio…

É uma questão de tempo até à próxima crise…

Tão desunidos que nós estamos a vinte e sete!

Fonte: http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,761201,00.html

(Entretanto a notícia foi desmentida no Jornal das Oito, da TVI e pela televisão de Balsemão, mas no Der Spiegel on line lá está, o preto no branco)

domingo, maio 01, 2011

UE: Dois dias para salvar a Medicina Natural

Dentro de 2 dias, a União Europeia irá banir grande parte da medicina natural, forçando-nos a tomar mais remédios industrializados e alimentando os lucros das grandes empresas farmacêuticas.


A directiva da UE coloca barreiras altas em qualquer medicamento natural que não esteja no mercado há pelo menos 30 anos -- incluindo quase todo o medicamento tradicional Chinês, Ariuvédico e Africano, bem como uma terrível pressão sobre as hervanárias portuguesas. Esta é uma medida draconiana que ajuda a indústria farmacêutica e ignora milhares de anos de conhecimento médico.

Nós precisamos de um chamado massivo de indignação. Juntas, nossas vozes podem pressionar a Comissão Europeia a alterar a directiva, forçar os nossos governos a se recusarem a implementá-la, e dar legitimidade a uma acção legal frente aos tribunais. Assine ao lado, depois encaminhe esta campanha para todos. Vamos conseguir 1 milhão de vozes para salvar a medicina tradicional:

Para a Comissão Europeia e governos da UE :

“Como cidadãos Europeus atentos, nós pedimos que a Comissão atende a directiva THMPD, suspendendo as medidas draconianas contra a medicina natural e removendo todas as barreiras aos medicamentos naturais com um longo histórico de uso dentro e fora da Europa. Nós apelamos também para os nossos governos se recusarem a implementar a directiva até que ela seja alterada. Nós temos o direito de escolher os remédios e medicinas que nos mantém saudáveis.”

Eu já assinei a petição e você, porque espera?

Neste momento cerca de 514.000 pessoas já assinaram a petição, contamos com a sua assinatura para atingir 1.000.000 de assinaturas.

A petição encontra-se disponível em:

https://secure.avaaz.org/po/eu_herbal_medicine_ban/?rc=fb

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