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terça-feira, julho 30, 2013
sábado, junho 15, 2013
Governo grego anuncia encerramento da TV e rádio públicas
Onze de Junho de 2013,
recordem esta data, foi o último dia de emissão na ERT (TV e Rádio Gregas).
O Governo grego anunciou o
encerramento imediato da televisão e rádio pública, ERT, depois desta
apresentar lucro (!)
A Decisão foi imposta pela
troika, cujos representantes estão em Atenas.
É verdade.
Que se lixem as pessoas, o
que interessa é o dinheiro, independentemente do despedimento de 2700 pessoas.
"A ERT é um caso de
extraordinária falta de transparência e de incrível esbanjamento. Isso acaba
agora", disse o porta-voz do Governo, Simos Kedikoglou, em conferência de
imprensa. "A ERT deixa de existir após o fecho da emissão esta noite. Em
seu lugar, começará a funcionar o mais rapidamente possível um organismo
público, moderno, com muito menos pessoal", acrescentou.
E com muito menos horas de
televisão.
Para quê ver televisão?
Esbanjadores.
Preguiçosos.
Fossem mas é trabalhar…
“Estes povos do sul não
podem, ter divertimentos, tem de trabalhar mais. Vamos aumentar os horários de
trabalho. Isto independentemente do relatório do FMI admitindo erros no caso
grego.”
O porta-voz disse que os
trabalhadores serão despedidos e indemnizados e que poderão candidatar-se a um
posto de trabalho na nova organização.
"O Governo está
disposto a sacrificar a rádio e televisão pública para cumprir" as
exigências dos credores internacionais (Comissão Europeia, Banco Central Europeu
e Fundo Monetário Internacional), afirmou o sindicato da ERT em
comunicado.
A central sindical da
administração pública, Adedy, descreveu o encerramento da emissora pública como
um "golpe de Estado".
Na segunda-feira, os
representantes da troika iniciaram em Atenas mais uma avaliação regular da
aplicação das medidas de austeridade e reformas estruturais exigidas como
contrapartida dos empréstimos internacionais.
As reformas exigidas pela
troika incluem uma redução drástica do número de funcionários públicos, 2000
até ao fim deste mês, e a fusão ou encerramento de organismos públicos.
Os trabalhadores da ERT
reuniram-se em assembleia geral, com carácter de urgência, para analisar a
situação, segundo a agência EFE.
11 de Junho de 2013, outra
vez onze…
Recordem esta data. A data
em que a TV e a Rádio gregas foram silenciadas.
Brevemente, esta cena poderá
repetir-se noutro país. Qual é o próximo da lista?
Talvez Portugal…
Estes felizmente são mais
passivos que os gregos. Talvez fechemos mais algumas coisas…
terça-feira, julho 24, 2012
Descoberta arqueológica na Grécia pode por em causa a História da Escrita
Em 1993, o Professor George Hourmouziadis e a sua equipa exumaram a designada “Tablet Dispilio” (também conhecida como Disco Dispilio) num assentamento do Neolítico existente perto da Dispilio, vila moderna junto do lago Kastoria.
A
“Tablet Dispilio” trata-se de uma tábua de madeira, com marcas de
escrita que foram datadas por carbono 14 em 5260 a.C. Em Fevereiro de 2004,
aquando do anúncio da descoberta do artefacto, Hourmouziadis afirmou que as
marcas de texto não podiam ser divulgadas porque, em última análise, seria
alterar o contexto histórico actual que explica as origens da escrita.
As
impressões da “Tablet Dispilio”, não se confundem com figuras humanas, com o
sol ou com a lua, ou com outras figuras e ideogramas usualmente representados
nas antigas manifestações de escrita conhecidas no Médio Oriente. Segundo
o professor de Arqueologia Pré-Histórica da Universidade Aristóteles de
Salónica, as marcas sugerem que a actual teoria que propõe que os antigos
gregos receberam o seu alfabeto das civilizações do Médio Oriente (babilónios,
sumérios e fenícios, etc.) não explica uma lacuna com cerca de 4.000 anos de
história. Esta lacuna leva aos seguintes fatos: enquanto que, as antigas
civilizações orientais usavam ideogramas para se expressarem por via da
escrita, os antigos gregos já utilizavam sílabas de uma maneira similar às que
usamos actualmente.
A teoria
histórica actualmente aceite em todo o mundo ensina-nos que os antigos gregos
aprenderam a escrever por influência dos fenícios, por volta do ano de 800 a.C.
No entanto, entre os estudiosos que investigam a questão algumas perguntas
pertinentes têm vindo a surgir, tais como, por exemplo, como é possível que a
língua grega, que tem cerca de 800.000 palavras, ocupe o primeiro lugar entre
todas as línguas conhecidas do mundo, enquanto que o segundo idioma tem apenas
250.000 entradas de palavras? E, sobretudo, como é possível que os poemas
homéricos tenham sido escritos por volta de 800 a.C., que é precisamente quando
se estabelece a data em que os antigos gregos aprenderam a escrever?
Seria
impossível para os antigos gregos escreverem estas obras poéticas sem terem
tido uma história da escrita de pelo menos 10.000 anos, defende uma nova
pesquisa linguística. Ora, acontece também que a “Tablet Dispilio”, descoberta
por George Hourmouziadis, é 2.000 anos mais velha do que os achados escritos da
época suméria e 4.000 anos mais velha do que os tipos lineares de escrita
descobertos em Creta e em Micenas.
De acordo com declarações feitas por Hourmouziadis em 1994, as impressões da “Tablet Dispilio”, não se confundem com figuras humanas, com o sol ou com a lua, ou com outras figuras e ideogramas usualmente representados nas antigas manifestações de escrita conhecidas no Médio Oriente.
Na realidade ela apresenta sinais avançados, indicando que são o resultado de uma experiência longa e complexa de processos cognitivos.
A tábua foi parcialmente danificada quando exposta sem protecção ao ambiente rico em oxigénio, depois de extraída do ambiente húmido (lama e água) em que esteve submersa durante um longo período de tempo, mas promete ser o motivo de acalorada discussão nos próximos tempos, já que se trata de um artefacto arqueológico que poderá pôr em questão a história da escrita que até agora foi ensinada à humanidade.
De acordo com declarações feitas por Hourmouziadis em 1994, as impressões da “Tablet Dispilio”, não se confundem com figuras humanas, com o sol ou com a lua, ou com outras figuras e ideogramas usualmente representados nas antigas manifestações de escrita conhecidas no Médio Oriente.
Na realidade ela apresenta sinais avançados, indicando que são o resultado de uma experiência longa e complexa de processos cognitivos.
A tábua foi parcialmente danificada quando exposta sem protecção ao ambiente rico em oxigénio, depois de extraída do ambiente húmido (lama e água) em que esteve submersa durante um longo período de tempo, mas promete ser o motivo de acalorada discussão nos próximos tempos, já que se trata de um artefacto arqueológico que poderá pôr em questão a história da escrita que até agora foi ensinada à humanidade.
Fonte: Greek Reporter e Jornal de Arqueologia
domingo, junho 17, 2012
A Grécia e o Euro
Soberbo cartoon de Henrique Monteiro. Mais palavras para quê?
Quando o futebol parece querer tomar conta da vida de todos nós, num estranho jogo de emoções e ódios.
domingo, maio 27, 2012
Christine Lagarde e a polémica grega
Para Christine Lagarde, se as crianças gregas estão a
ser afectadas pelos cortes na despesa pública, os pais têm de assumir a
responsabilidade: “Os pais têm de pagar os seus impostos”, disse.
“Penso mais nas crianças de uma escola numa pequena aldeia no Níger que têm duas horas de aulas por dia e têm de dividir uma cadeira por três”, comparou Lagarde quando questionada sobre como conseguia não pensar nas mães que não têm acesso a parteiras ou em pacientes que não conseguem obter medicamentos de que precisam para sobreviver. “Tenho-as sempre na minha mente, porque acho que precisam mais de ajuda do que as pessoas em Atenas.”
“Penso mais nas crianças de uma escola numa pequena aldeia no Níger que têm duas horas de aulas por dia e têm de dividir uma cadeira por três”, comparou Lagarde quando questionada sobre como conseguia não pensar nas mães que não têm acesso a parteiras ou em pacientes que não conseguem obter medicamentos de que precisam para sobreviver. “Tenho-as sempre na minha mente, porque acho que precisam mais de ajuda do que as pessoas em Atenas.”
“Sabe que mais?”, questionou a directora-geral do FMI.
“Também penso naquelas pessoas que estão sempre a tentar fugir aos impostos, em
todas essas pessoas na Grécia que estão a tentar fugir aos impostos”,
prosseguiu Lagarde, acrescentando pensar nesses “da mesma forma” que pensa nos
que estão a ser privados de serviços públicos.
“Acho que se deviam ajudar uns aos outros”, concluiu. Como?
“Pagando impostos.” Para Lagarde, chegou o tempo de a Grécia e outros países
europeus pagarem.
Siga a polémica no original Guardian
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