«Na sua última grande obra ‘Der bedrohte Friede’, 1983 Hanser Verlag, Von Weizsäcker previu a queda do comunismo soviético para muito breve. (As pessoas riram-se dele).
O seu prognóstico, quanto ao nível para o qual o vencimento dos assalariados iria cair, quando o comunismo deixasse de existir, foi um choque.
Weizsäcker descreve as consequências da subsequente globalização (embora na altura esta palavra ainda não existisse) tal como ele a imaginava.
1. O número de desempregados vai atingir dimensões inimagináveis, em todo o mundo.
2. Os salários vão baixar para mínimos sem precedente.
3. Com a bancarrota do Estado, todos os sistemas sociais vão desmoronar-se. A começar pelas reformas. A mola real para tal será uma crise económica global de dimensões colossais que será desencadeada por especuladores.
4. Cerca de 20 anos após a queda do comunismo, muitas pessoas vão morrer de fome, na Alemanha.
5. Cresce dramaticamente o perigo de guerras civis, em todo o mundo.
6. A elite governante ver-se-á obrigada a manter exércitos particulares, para se proteger.
7. Para assegurar o seu poder, estas elites depressa vão instaurar o controlo do Estado, isto é, uma ditadura mundial.
8. Políticos corruptos são os fiéis cúmplices desta plutocracia.
9. O mundo capitalista exige, como sempre, um nacionalismo (fascismo) como jamais se viu, como garante contra um eventual comunismo em recuperação.
10. Com o intuito de garantir o poder, vão reduzir a população mundial ao mínimo, o que acontecerá através da criação artificial de doenças. Com isto, armas biológicas serão declaradas epidemias, mas também através do flagelo da fome e de guerras direccionadas. O motivo para tal será o reconhecimento do facto que a maioria das pessoas já não poder financiar o seu sustento. Os ricos ver-se-ão obrigados a deitar mão a medidas de recurso, de outra forma surgirá para eles um enorme e perigoso potencial de conflito.
11. As grandes potências vão fazer a guerra com armas nucleares e demais armas de extermínio, pela obtenção de matérias-primas e para a sua manutenção no poder.
12. Após o fim do comunismo, a Humanidade vai viver um sistema sem escrúpulos e misantrópico como o Mundo jamais experimentou. Será o seu armagedão.
O sistema responsável por estes crimes chama-se ‘capitalismo selvagem’.
C.F. von Weizsäcker disse (há 25 anos) que o seu livro, que ele designou como sendo a sua última grande obra, decerto não seria entendido pelas pessoas em geral e que, consequentemente, as coisas correriam o seu rumo.
Ele descreveu o povo alemão da seguinte forma pouco lisonjeadora: Totalmente dependente da autoridade, desabituado de pensar, o típico receptor de ordens, um herói perante o inimigo, mas com uma total falta de coragem civil.
O alemão típico só se defende quando não tem mais nada. Nessa altura, com uma fúria cega, desfaz tudo, mesmo o que ainda lhe poderia ter ajudado.
A única solução apresentada por Weizsäcker é a esperança de que este Planeta continue a ser habitável, após esta turbulência inevitável. É um facto que o pequeno grupo, ao qual este mundo já pertence, governa segundo a simples mas clara divisa: “Nem no futuro precisamos de um mundo no qual não somos os únicos a mandar”.
Tal como acima mencionado, Weizsäcker não espera ser compreendido. A um jornalista que lhe perguntou o que é que o incomodava mais, ele respondeu: “Ter de conversar com uma pessoa estúpida”. Citando a Catarse, um blogue a merecer visitas mil.»
Aveiro, Portugal — Mergulhadores da Greenpeace acorrentaram as hélices dos motores de quatro navios com histórico de pesca ilegal ao cais do porto de Aveiro. Os activistas hastearam um banner com a mensagem “Tirem esses piratas dos mares”, exigindo o fim da actividade pirata destes navios.
Olá!
Há um ano, a Greenpeace estava a dar os primeiros passos na preparação da campanha pelo peixe sustentável em Portugal. Desde o seu lançamento, muito aconteceu e a campanha cresceu, ganhou as ruas, os meios de comunicação social, alcançou milhares de internautas e de consumidores, viu nascer o primeiro grupo de voluntários da Greenpeace em Portugal. E com isto chamou a atenção dos supermercados para o papel fundamental que têm a desempenhar caso queiram garantir que tenhamos peixe no futuro.
Após o lançamento do site oficial da campanha, em Junho lançamos a Lista Vermelha de Peixe, com as 15 espécies mais ameaçadas pela pesca predatória e que são também as mais consumidas nos supermercados pelos portugueses. Em Agosto, lançamos o Ranking de Supermercados da Greenpeace, onde avaliamos as 5 maiores superfícies de Portugal relativamente à sustentabilidade da sua política de compra e venda de peixe, e verificamos que todas são cúmplices na destruição dos mares e oceanos.
O lançamento do ranking foi feito a bordo do Arctic Sunrise, um dos navios da Greenpeace, que veio a Lisboa para ajudar a divulgar a campanha de oceanos e para inspirar e mostrar aos Portugueses a história e as conquistas da organização em suas quase 4 décadas de existência.
Durante todo este ano, pessoas interessadas em ajudar e participar na campanha entraram em contacto connosco, e em Outubro oficializamos a formação do nosso primeiro grupo de voluntários, sediado em Lisboa. O grupo já nasceu extremamente activo e durante cinco Sábados os nossos voluntários foram aos supermercados de Lisboa para informar o consumidor sobre a campanha e para exigir a criação de uma política de peixe sustentável. A seguir, os voluntários participaram no Green Festival para divulgar a campanha da Greenpeace e continuar a alertar sobre os problemas dos oceanos e as soluções que devem ser implementadas.
A campanha foi também a Aveiro e ajudou a denunciar a presença, nos portos portugueses, de navios que pescam de maneira ilegal e que estão a abastecer o país com o produto da pesca pirata, extremamente destrutiva dos stocks de peixes e do meio de vida de populações costeiras em todo o mundo, que dependem da pesca para sobreviver.
Ao longo deste ano, com todas as actividades, a campanha mobilizou milhares de ciber activistas, que mostraram aos supermercados sua indignação relativamente ao descaso com que tratam o peixe, e pressionaram-nos para que façam mudanças. E mudanças é o que a campanha está a conseguir. Após meses de tentativas, sentamo-nos à mesa com a Sonae Distribuição, e empresa pior classificada em nosso ranking de supermercados, e demos início ao diálogo que estávamos a buscar, para que a empresa dê os primeiros passos rumo ao peixe sustentável.
Ainda há muito que fazer. 2009 será o ano da consolidação da campanha e de impulsionarmos todas as conquistas que foram alcançadas em 2008. No entanto, tudo isso só foi possível porque tivemos o vosso apoio. O entusiasmo, a participação nas actividades online, as mensagens de encorajamento, a predisposição para o voluntariado e a vossa força tornaram possível esta campanha.
A responsabilidade pela saúde dos oceanos é de todos nós, e somente com empenho conseguiremos provocar as tão necessárias mudanças. O futuro dos oceanos é também o futuro de todos nós.
Desejamos-te um Feliz Natal e um Ano Novo mais verde e pacífico!
Um jornalista iraquiano arremessou, no passado dia 14.12.2008, os seus sapatos contra o presidente norte-americano, George W. Bush, que se conseguiu desviar, enquanto o jornalista foi retirado do local por seguranças.
«É o beijo do adeus, espécie de cão» foram as palavras proferidas pelo jornalista antes de atirar os sapatos, informa a agência de notícias France Press.
O incidente ocorreu após um encontro entre o presidente norte-americano, que no passado domingo visitou de surpresa o Iraque, e o primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki.
Bush conseguiu brincar com a situação afirmando que apenas calçava o número dez, disponibilizando-se, de seguida, para responder às questões dos restantes jornalistas.
Longe vão os tempos da Santa Inquisição, do Nazismo, do Fascismo, do Estalinismo e do Salazarismo, em que os escritores e os livres-pensadores eram perseguidos pelas suas ideias e pelos seus escritos.
O Santo Ofício enviou escritores e cientistas para a fogueira, acusando-os de heresia e bruxaria.
Com o Nazismo os livros eram queimados e os autores perseguidos pela toda-poderosa Gestapo.
Na Rússia soviética, o melhor que podia acontecer era uma bala na nuca ou acabar o resto dos dias no Gulag.
Em Portugal, durante a ditadura de Salazar os artigos eram censurados nos jornais, os livros não eram publicados, os filmes objecto do censor, censurados ou não exibidos…
Nesses tempos negros, só o facto de se possuir determinado livro ou lê-lo era motivo para se ser incomodado pelos esbirros da PIDE.
Alguns anos depois da revolução de Abril houve livros que foram retirados dos escaparates, aqui fica uma lista publicada pela Bertrand e pelo Círculo de Leitores entre a década de 70 e de 80:
COLECÇÃO «ENIGMAS DE TODOS OS TEMPOS»
DA EDITORA BERTRAND
1.Jacques Alexander – Os Enigmas da Sobrevivência – Círculo de Leitores – Lisboa, 1977 – Edições 70
2.Robert Ambelain – O Vampirismo – Ed.Bertrand – Lisboa, 1978
3.Jean-Michel Angebert – Hitler e as Religiões da Suástica – Ed. Bertrand – Lisboa, 1973
4.Jacques Bergier – O Livro do Inexplicável – Círculo de Leitores/ Parceria António Maria Pereira – Lisboa, 1977
5.Jacques Bergier e Georges H. Gallet – O Livro dos Antigos Astronautas – Ed. Bertrand - Lisboa, 1979
6.Jacques Bergier, George H. Gallet e a equipa do «Giornale dei Misteri» - O Livro do Mistério – Ed. Bertrand – Lisboa, 1977
7.Jacques Bergier – Os Extra-Terrestres na História – Círculo de Leitores/Edições 70 – Lisboa, 1977
8.Jean-Louis Bernard – As Origens do Egipto – Ed. Bertrand – Lisboa, 1978
9.F.L. Boschke – Os Sete Dias da Criação – Ed. Bertrand – Lisboa, 1962
10.Karl Brugger – A Crónica de Akakor – Ed. Bertrand – Lisboa, 1980
11.Joahnnes Von Buttlar – Fenómenos OVNI – Círculo de Leitores – Lisboa, 1980
12.B. Sánchez Bueno – Os OVNIS e a Vida no Universo – Círculo de Leitores/ Edições A. Ramos – Lisboa, 1981
13.Louis Charpentier – Os Gigantes e os Mistérios das Origens – Círculo de Leitores/ Livraria Bertrand – Lisboa, 1974
14.Robert Charroux – O Enigma dos Andes – Ed. Bertrand – Lisboa, 1976
15.Robert Charroux – O Livro do Passado Misterioso – Ed. Bertrand – Lisboa, 1974
16.Robert Charroux – O Livro dos Mundos Esquecidos – Círculo de Leitores/Edições 70 – Lisboa, 1976
17.Robert Charroux – Arquivos dos Outros Mundos – Círculo de Leitores/ Bertrand – 1982
18.Robert Charroux – O Livro do Misterioso Desconhecido – Círculo de Leitores/Bertrand – Lisboa, 1979
19.Robert Charroux – O Livro dos Senhores do Mundo – Robert Charroux – Ed. Bertrand – Lisboa, 1976
20.Robert Charroux – O Livro dos Segredos Traídos – Ed. Bertrand – Lisboa, 1984
21.Robert Charroux – El Libro de los Secretos Descubiertos – Ed. Plaza & Janes – Barcelona, 1976
22.Jacques Carlos e Michel Granger – A Alquimia – Superciência Extraterrestre? – Ed. Bertrand – Lisboa, 1980
23.Eduardo B. Chaves – Mensagem dos Deuses – Para uma Revisão da História do Brasil – Ed. Bertrand – Lisboa, 1977