quarta-feira, julho 25, 2007

Roma Eterna, Robert Silverberg (2)

Imagem: The Portugal Digital Journal

Como seria o mundo se o Império Romano nunca tivesse terminado? Pela violência, terror e pela força de vontade indómita, os exércitos romanos dominam o mundo e esmagam os oponentes.

Um dos grandes autores de ficção científica responde a esta questão com um brilhante exercício de reinvenção da História.

A acção de Roma Eterna principia em 528 d.C., o Império Romano continua existindo. Os imperadores travaram as invasões bárbaras, o Cristianismo e o Islão não passaram de uma anedota sem importância e a civilização fala latim.

Em dez capítulos, que abarcam desde 528 d.C. a 1969, Silverberg reconstrói esta historia alternativa de uma Roma esplêndida e cruel que se lança na conquista do mundo e no final empreende a grande aventura da conquista do espaço.




Desde o reinado de Maximiliano, o Grande, em 1203 A.U.C., Roma floresce e debate-se com uma miríade de intrigas sangrentas e soberanos corruptos que põem em risco o império.


Rebeliões e inimigos conhecem um triste fim em vários pontos do globo. Maomé é assassinado antes de o seu pensamento se enraizar. Os Maias, no México, são subjugados pelas forças invasoras do Imperador Trajano VII.


Porém, um povo sofredor acalenta um sonho. No ano 2723 A.U.C., uma ténue esperança assoma com o advento de uma extraordinária tecnologia. Para a intrépida tribo de Hebreus, aproxima-se o dia em que escaparão à eterna opressão de Roma... o dia do Grande Êxodo, em que as naves que construíram em segredo os transportarão para as estrelas.


Uma viagem pelo Império Romano ao longo de séculos de dominação romana, uma incursão por guerras civis, assassinatos políticos, loucura e perversão. Um retrato de um império grandioso que luta pela sobrevivência.

Silverberg havia publicado alguns dos capítulos deste livro na revista Asimov's Science Fiction entre 1989 e 2003.

Roma Eterna, de Robert Silverberg, editado pela Europa América, (preço, o senão, deste maravilhoso livro, 25,20 €).

Texto: Mário Nunes

2 comentários:

Mário Nunes disse...

Se calhar o mundo seria bem melhor...

Clavis disse...

Ok!
Fiquei convencido!
Assim que acabar estas actas do último congresso de Agostinho da Silva e o a "FIlha do Capitão", vou procurar esse livro do Silverberg!

É que a "história alternativa" sempre foi uma das vertentes da FC minha favorita...

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