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segunda-feira, agosto 26, 2013

Tensão radioactiva em Fukushima Daichi

 O Japão elevou o nível de alerta por causa de uma fuga de água contaminada na central nuclear de Fukushima. Numa escala de zero a sete, o incidente foi agora classificado com o nível três, a que corresponde a classificação de incidente grave.
Trezentas toneladas de água contaminada com níveis perigosamente elevados de radiação escaparam de reservatórios situados naquela central nuclear que foi devastada por explosões, na sequência do terramoto e tsunami de Março de 2011. É a situação mais grave desde esse acidente de há dois anos, classificado como o pior acidente nuclear desde o de Tchernobil, em 1986.
"A julgar pela quantidade e pela densidade da radiação na água contaminada que escapou, é apropriado elevar o nível de alerta para o nível três", lê-se num documento divulgado pela agência que superintende o nuclear no Japão. Na altura do acidente, o nível de alerta fixado foi o nível sete, o máximo.
A fuga foi detectada pela empresa responsável pela central, a Tepco, levando o regulador nipónico para o nuclear a tomar medidas de maior alcance. A primeira foi elevar o nível de alerta – o que já provocou uma reacção do Governo chinês que, através do ministro dos Negócios Estrangeiros, se declarou "chocado" com o facto de, dois anos depois do acidente nuclear, o Japão não conseguir ainda conter qualquer fuga radioactiva.
Pequim "espera que o lado japonês consiga seriamente tomar medidas para pôr fim ao impacto negativo das consequências do acidente nuclear de Fukushima"; disse o governante, numa declaração à agência Reuters.
Estima-se que seja a quarta grande fuga de água radiactiva na central nuclear de Fukushima.
Um funcionário descobriu a fuga e as autoridades declararam primeiro que se tratou de incidente de nível um – o mais baixo –, embora esta seja a primeira vez que o fazem desde o sismo e tsunami de 2011. A Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiológicos, começa em 0 (sem significado), passa pelos níveis 1 a 3 (“incidentes”) e atinge o topo entre 4 a 7 (acidentes).
Um responsável da Tepco explicou que a água provavelmente escapou de um tanque, depois de ter passado uma barreira de cimento.
A agência japonesa Kyodo revelou que esta água está a emitir 100 millisieverts de radiação por hora, o que, segundo o director-geral da Tepco, é equivalente à exposição a que um trabalhador da central está sujeito em cinco anos. “Podemos dizer que o nível de radiação é suficientemente elevado para dar alguém uma dose de radiação de cinco anos em apenas uma hora”, explicou à Reuters Masayuki Ono.
Atingida pelo sismo e pelo tsunami de 11 Março de 2011 no Japão, a central de Fukushima ficou sem os seus sistemas de arrefecimento e foi palco de uma série de explosões, de fusão de combustível nuclear e de libertação de material radioactivo. Foi o segundo maior desastre nuclear, superado apenas por Tchernobil.
Ao longo dos últimos dois anos, a Tepco teve de resolver a questão central do arrefecimento dos reactores. Mas uma série de outros problemas estão ainda longe de estarem solucionados, entre eles o da água contaminada.
A sua origem estará provavelmente relacionada com a mistura de água subterrânea que drena naturalmente das montanhas com água fortemente contaminada que inundou a rede de condutas no subsolo da central de Fukushima – resultante de fugas próximas dos reactores na sequência do acidente.

segunda-feira, março 28, 2011

Fukushima Daiichi, o Pesadelo Nuclear

A tragédia de Fukushima Daiichi, por certo que ficará marcada para sempre em caracteres japoneses, na História da Humanidade e do planeta Terra uma vez que não há como conter a água dos reactores, os gases que escaparam para a atmosfera.

Eventualmente a esta hora, o núcleo dos reactores poderá ter entrado em fusão e não haverá como trava-los. A contaminação é evidente:

“A empresa Tokyo Electric Power Company (Tepco) – operadora da central – anunciou hoje ter encontrado água com radioactividade superior a 1000 milisieverts por hora num poço de observação de uma galeria subterrânea de cabos eléctricos. O limite da radiação considerado aceitável para os trabalhadores que estão a tentar conter o desastre nuclear é de 250 milisieverts por ano.

Os poços de observação ficam a algumas dezenas de metros do mar, no exterior do edifício que contém o reactor 2 da central. “Estamos a verificar se a água poderá ter entrado em contacto directo com o mar”, disse um porta-voz da Tepco, citado pela Agência France Presse (AFP).

A descoberta é mais um contratempo da Tepco na luta para tentar controlar a situação de Fukushima, fortemente afectada pelo sismo e tsunami de 11 de Março no Japão. No domingo, a empresa detectara água fortemente radioactiva no edifício da turbina do reactor 2. Inicialmente, a empresa avançou que a concentração de elementos radioactivos era dez milhões de vezes mais elevada do que o normal.

Mas horas depois, a Tepco convocou, de urgência, uma conferência de imprensa para admitir que se tinha enganado no número. O vice-presidente da empresa, Sakae Muto, explicou que os elementos radioactivos foram confundidos durante a análise às amostras recolhidas. "Houve uma confusão entre o iodo-134 e o cobalto-56", disse Muto. De qualquer forma, a radioactividade da água no edifício da turbina é 100 mil vezes superior ao normal.

O Governo japonês qualificou, hoje, o erro da Tepco como “absolutamente inaceitável”. “Sabendo que a monitorização da radioactividade é uma condição essencial para assegurar a segurança, este tipo de erro é absolutamente inaceitável”, disse hoje o ministro porta-voz do Governo japonês, Yukio Edano.

A Agência de Segurança Industrial e Nuclear do Japão acredita que os níveis elevados de radioactividade no edifício da turbina devem-se a uma fuga da água que esteve em contacto com combustível fundido no interior do reactor 2.

Em dois outros reactores – 1 e 3 – também foi encontrada água contaminada no subsolo dos edifícios das turbinas, mas com menores níveis de radioactividade.

Remover esta água radioactiva é uma das principais preocupações, neste momento, na luta contra o desastre nuclear de Fukushima – ainda mais agora que se detectaram níveis elevados de radioactividade em água fora dos edifícios da central. No mar, as análises continuam a indicar também presença de elementos radioactivos. As mais recentes, efectuadas ontem e divulgadas hoje pela Tepco, apontam para concentrações de iodo radioactivo 1150 mais elevadas do que o normal, em amostras colectadas a 30 metros das saídas de água da central.

No reactor 1, conseguiu-se restabelecer um sistema de circulação, permitindo iniciar a drenagem da água radioactiva. Nos reactores 2 e 3, não foi possível ainda fazer o mesmo.

Repor em funcionamento os sistemas eléctricos da central continua a ser outra prioridade. Embora haja já luz nas salas de comando – onde até à semana passada as equipas técnicas trabalhavam às escuras, com lanternas –, ainda não estão em operação muitos equipamentos essenciais para monitorizar os dados dos reactores, como a sua temperatura e pressão interna.
Água doce começou a ser injectada sábado nos reactores, para evitar que o sal da água do mar utilizada durante vários dias forme cristais sobre as barras de combustível, dificultando o seu arrefecimento. Hoje, a Tepco espera fazer o mesmo nas piscinas de combustível nuclear usado. O nível de radioactividade no mar ao largo da central nuclear de Fukushima Daiichi subiu 1250 vezes acima do limite de segurança, depois de duas semanas de crise naquela central de seis reactores.

Os níveis de iodo-131 em excesso foram detectados ontem na água do mar, 330 metros a Sul da central, informou a Agência japonesa de Segurança Nuclear, citada hoje pela estação de televisão japonesa NHK. Este é o valor de radioactividade mais elevado detectado no mar junto a Fukushima desde que as medições começaram, esta semana. Na terça-feira, os níveis de iodo radioactivo eram 126 vezes superiores ao limite fixado pelo Governo nipónico no Oceano Pacífico.

A Tepco ainda mediu a concentração de césio-137 e encontrou uma concentração quase 80 vezes superior ao limite legal.

A central estima que água radioactiva de um dos reactores da central pode estar a infiltrar-se no subsolo e a chegar ao mar.

A agência garante que a radioactividade na água do mar não representa uma ameaça imediata para as pessoas que vivem num raio de 20 quilómetros, até porque as correntes marinhas ajudam a dispersar o iodo e a diminuir os níveis de contaminação. Os materiais radioactivos já terão sido diluídos "significativamente" quando forem ingeridos pelas espécies marinhas, acrescenta a agência. A actividade pesqueira está suspensa naquela zona.

Olivier Isnard, especialista do Instituto de Radioprotecção e Segurança Nuclear (IRSN) ouvido pela agência AFP, está preocupado. "A água altamente radioactiva escorre dos edifícios da central e regressa ao mar, o que é preocupante para os peixes e algas". Ainda assim, a quantidade de radioactividade absorvida pelas algas e animais marinhos pode ser menor se as marés conseguirem diluir o iodo.

Hoje, o porta-voz do Governo, Yukio Edano, disse em conferência de imprensa que é difícil prever quando é que a crise na central de Fukushima vai acabar. "Estamos a tentar evitar que a situação piore", citou a agência de notícias japonesa Kyodo.

A corrida contra o tempo continua na central nuclear, onde cerca de 300 engenheiros trabalham em turnos para estabilizar os seis reactores, danificados pelo sismo de magnitude 9,0 e tsunami de 11 de Março. Mas, várias vezes, as operações na central foram interrompidas por picos de radioactividade e dificuldades técnicas.

Hoje está a ser injectada água doce, em vez de água salgada, no edifício do reactor 2. A medida foi tomada para evitar a acumulação de sal no interior do reactor, o que poderia dificultar o arrefecimento da central.

Esta semana, três funcionários a trabalhar num dos edifícios da central, ligado ao edifício onde está o núcleo do reactor 3 - que utiliza plutónio, mais tóxico do que o urânio usado nos outros cinco reactores - foram expostos a água, com um nível de 15 centímetros, com materiais radioactivos 10.000 vezes superior aos níveis normais no interior de um reactor nuclear. Isto corresponde a 3,9 milhões de becquerels de substâncias radioactivas por centímetro cúbico, explicou a estação de televisão japonesa NHK.

Dois deles foram hospitalizados devido a possíveis queimaduras nos pés causadas pela radiação, informou a operadora da central, Tepco (Tokyo Electric Power Company), citada pela agência de notícias japonesa Kyodo.” (citando o respeitável jornal Público)

Comentário meu:

Mais grave, foi o monte de asneiras que ouvi na televisão, quando os jornalistas no Jornal da Noite descansaram os telespectadores que a radioactividade se dissiparia…

Meu Deus, quanta ignorância… Como se isso fosse possível?

A título de esclarecimento posso adiantar-vos que a semi-vida dalguns elementos radioactivos é superior a 24.000 anos.

Esclarecidos!?

E as mutações genéticas que sobrevêm?

E o número de cancros a subir em flecha nos próximos anos?

A esta hora, os ecossistemas mais próximos estarão comprometidos e as cadeias alimentares contaminadas da base até ao topo.

Certo, certo é que partículas radioactivas provenientes de Fukushima Daiichi já foram encontradas na China, nos EUA, nos Açores e na Suíça.

O Hemisfério Norte poderá ser duramente afectado devido à circulação atmosférica, já que as partículas resultantes do acidente, não ficam estáticas nem imutáveis no mesmo lugar (deslocam-se por força desta).

Quanto a mim, assim que vi as imagens da explosão, disponíveis neste blogue, disse para mim mesmo: Desta foi a sério! Isto pode ser pior que Chernobyl.

Fukushima Daiichi, uma lição a tirar para todos aqueles que defendem o nuclear (incluindo o nosso Presidente da República).

Nuclear, não obrigada…


terça-feira, novembro 10, 2009

Parece que há menos petróleo do que aquele que se pensava


Assim, sem mais nem menos, esta noite, no Jornal da noite da TVI, o economista Peres Metelo fez referência a este artigo publicado no Guardian, a Crise desta vez veio para ficar, para mim agora não há volta a dar, já pensaram nas consequências?
No entanto este economista não deixou de mandar a boca para os supermercados, é impensável estes comercializarem a gasolina 14 cêntimos mais barata que as gasolineiras e relembrou que o negócio dos supermercados é carrinhos de compras e face ao estado actual das coisas é impensável a indústria petrolífera manter o preço actual da gasolina.
Já agora levanto duas questões:
Quem lhe terá encomendado o sermão?
Porque motivo se descaiu ele com a notícia do Guardian?

Já na “Face Oculta do Petróleo”, Eric Laureant tinha levantado a ponta do véu...



Ficam os artigos em inglês na integra, para lerem e os links abaixo (em caso de dúvida):
Guardian Daily: Oil shortage covered up, say whistleblowers
IEA 'downplaying' looming oil crisis; Call of Duty: Modern Warfare 2; Berlin Wall remembered, in our daily audio show with Jon Dennis
There's less oil in the world's reserves than the International Energy Agency says, according to insiders. Terry Macalister reports that the allegations undermine the energy policy of western governments, including Britain.
Gamers at London's GameFocus.co.uk shop enthuse about the hit game of 2009, Call of Duty: Modern Warfare 2.
Maev Kennedy looks at an archive of recordings of British prisoners held in Germany during the first world war, which has been acquired by the British Library.
Visitors to Berlin tell Kate Connolly how they feel on the 20th anniversary of the Berlin Wall coming down.
And columnist Charlie Brooker explains why writing for the Guardian is hell.»

http://www.guardian.co.uk/uk/blog/audio/2009/nov/10/guardian-daily-podcast



«The world is much closer to running out of oil than official estimates admit, according to a whistleblower at the International Energy Agency who claims it has been deliberately underplaying a looming shortage for fear of triggering panic buying.
The senior official claims the US has played an influential role in encouraging the watchdog to underplay the rate of decline from existing oil fields while overplaying the chances of finding new reserves.
The allegations raise serious questions about the accuracy of the organisation's latest World Energy Outlook on oil demand and supply to be published tomorrow – which is used by the British and many other governments to help guide their wider energy and climate change policies.
In particular they question the prediction in the last World Economic Outlook, believed to be repeated again this year, that oil production can be raised from its current level of 83m barrels a day to 105m barrels. External critics have frequently argued that this cannot be substantiated by firm evidence and say the world has already passed its peak in oil production.
Now the "peak oil" theory is gaining support at the heart of the global energy establishment. "The IEA in 2005 was predicting oil supplies could rise as high as 120m barrels a day by 2030 although it was forced to reduce this gradually to 116m and then 105m last year," said the IEA source, who was unwilling to be identified for fear of reprisals inside the industry. "The 120m figure always was nonsense but even today's number is much higher than can be justified and the IEA knows this.
"Many inside the organisation believe that maintaining oil supplies at even 90m to 95m barrels a day would be impossible but there are fears that panic could spread on the financial markets if the figures were brought down further. And the Americans fear the end of oil supremacy because it would threaten their power over access to oil resources," he added.
A second senior IEA source, who has now left but was also unwilling to give his name, said a key rule at the organisation was that it was "imperative not to anger the Americans" but the fact was that there was not as much oil in the world as had been admitted. "We have [already] entered the 'peak oil' zone. I think that the situation is really bad," he added.
The IEA acknowledges the importance of its own figures, boasting on its website: "The IEA governments and industry from all across the globe have come to rely on the World Energy Outlook to provide a consistent basis on which they can formulate policies and design business plans."
The British government, among others, always uses the IEA statistics rather than any of its own to argue that there is little threat to long-term oil supplies.
The IEA said tonight that peak oil critics had often wrongly questioned the accuracy of its figures. A spokesman said it was unable to comment ahead of the 2009 report being released tomorrow.
John Hemming, the MP who chairs the all-party parliamentary group on peak oil and gas, said the revelations confirmed his suspicions that the IEA underplayed how quickly the world was running out and this had profound implications for British government energy policy.
He said he had also been contacted by some IEA officials unhappy with its lack of independent scepticism over predictions. "Reliance on IEA reports has been used to justify claims that oil and gas supplies will not peak before 2030. It is clear now that this will not be the case and the IEA figures cannot be relied on," said Hemming.
"This all gives an importance to the Copenhagen [climate change] talks and an urgent need for the UK to move faster towards a more sustainable [lower carbon] economy if it is to avoid severe economic dislocation," he added.
The IEA was established in 1974 after the oil crisis in an attempt to try to safeguard energy supplies to the west. The World Energy Outlook is produced annually under the control of the IEA's chief economist, Fatih Birol, who has defended the projections from earlier outside attack. Peak oil critics have often questioned the IEA figures.
But now IEA sources who have contacted the Guardian say that Birol has increasingly been facing questions about the figures inside the organisation.
Matt Simmons, a respected oil industry expert, has long questioned the decline rates and oil statistics provided by Saudi Arabia on its own fields. He has raised questions about whether peak oil is much closer than many have accepted.
A report by the UK Energy Research Centre (UKERC) last month said worldwide production of conventionally extracted oil could "peak" and go into terminal decline before 2020 – but that the government was not facing up to the risk. Steve Sorrell, chief author of the report, said forecasts suggesting oil production will not peak before 2030 were "at best optimistic and at worst implausible".
But as far back as 2004 there have been people making similar warnings. Colin Campbell, a former executive with Total of France told a conference: "If the real [oil reserve] figures were to come out there would be panic on the stock markets … in the end that would suit no one."»

http://www.guardian.co.uk/environment/2009/nov/09/peak-oil-international-energy-agency


E agora, o Público também leu o Guardian:

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1409268


quinta-feira, outubro 16, 2008

We Stole Diesel


O preço do barril de petróleo baixou mais de 50%, a nível mundial.
Em Portugal, a gasolina baixou alguns cêntimos...
Na ordem inversa, se o preço do petróleo subisse mais de 50 % estou a crer que as petrolíferas acompanhariam a subida dos preços.
Ainda há quem fale que não há cartel, nem concertação dos preços, o (des)governo deste país e os políticos continuam insensíveis ao problema dos portugueses e do homem da rua e muito sinceramente, não se vislumbram mudanças no horizonte...

Os cartoons são do site:

http://www.bloodforoil.org

que volta e meia é censurado…


quarta-feira, outubro 08, 2008

ACP põem petrolíferas em sentido…

ACP exige mais investigação

«O ACP apresentou um estudo sobre o mercado dos combustíveis em Portugal que denuncia a falta de concorrência deste mercado e vai pedir intervenção da Comissão Europeia. No Passado dia 6 de Outubro apresentou-o aos órgãos de comunicação social e entregou-o à Presidência da República, Ministério da Economia, Autoridade da Concorrência, petrolíferas, grupos parlamentares e todas as associações do sector.
Aqui ficam as principais conclusões do estudo:

O mercado português não é concorrencial

• O mercado português dos combustíveis é aparentemente dominado pela Galp (controla refinação e é preponderante no armazenamento, transporte, importação e abastecimento dos concorrentes).

• Para além de seguirem códigos de indústria comuns as empresas petrolíferas cooperam a nível contratual e institucional (trocam combustível, exploram em parceria infra-estruturas fornecem-se reciprocamente) e controlam 70% da distribuição retalhista.

• O preço do petróleo atingiu um máximo 147 dólares em Julho de 2008 e desceu para os 88 dólares em Setembro. Uma descida de 40% a que correspondeu uma diminuição de apenas cerca de 6% no preço da gasolina e de 10% no do gasóleo.

• Os resultados líquidos das principais petrolíferas no 1.º semestre de 2008 cresceram entre 30% a 60% relativamente ao período homólogo do ano anterior. A rivalidade tarifária parece possível mas não tem expressão visível para o consumidor.

O Governo não supervisiona o mercado


• A estrutura do mercado português potencia problemas de acesso e deve ser mantida sob constante observação.

• Perante a ineficácia do direito da concorrência esses problemas terão de ser, se necessário, endereçados por regulação e/ou pela separação de actividades: produção, importação, armazenagem e transporte.

A Autoridade da Concorrência não mostra capacidade de intervenção
• Uma subida dos preços induzida pela subida dos custos num mercado oligopolista, pode constituir um indicador adicional de concertação dos preços quando coexista com um aumento dos resultados e com a rigidez no acompanhamento da descida dos custos.

• Dadas as características do mercado estão reunidas as condições de interdependência para que a concertação seja contínua e permanente e independente das concretas condições do mercado.


• As medidas preconizadas no Relatório da AdC são de duvidosa eficácia. Apostam na concorrência a nível retalhista e são aparentemente contraditórias com a recente consolidação da Galp nas infra-estruturas portuárias e de armazenagem.

A actividade da APETRO e da ANAREC carecem de monitorização
• Num mercado como o português existe um risco elevado de que as associações empresariais contribuam para um excesso de transparência.
• A AdC deve investigar a actividade das associações, os temas que debatem e a informação que recolhem e transmitem aos associados.

A Comissão Europeia deve analisar o mercado ibérico

• O mercado ibérico apresenta características de um mercado oligopolista dominado conjuntamente pelas principais empresas petrolíferas.
• As autoridades nacionais podem não estar idealmente posicionadas para analisar o problema e a Comissão Europeia deverá analisar o relacionamento entre os operadores, as trocas entre os dois países e as condições de abastecimento de ambos os mercados.»

Mais em:

http://www.acp.pt/index.php?template_id=6300&MIT=1



terça-feira, setembro 23, 2008

Por um preço mais justo: transparência e maior concorrência

A DECO incita todos os consumidores a realizarem uma Jornada Nacional de Protesto, no próximo dia 27, Sábado, pedindo-lhes que não abasteçam os seus veículos durante todo o dia.

“ O petróleo Brent, de referência em Portugal, abriu hoje em queda acentuada no mercado de futuros de Londres “, Fonte: Lusa, 16 de Setembro de 2008.

“ Os preços do petróleo têm estado a cair nos mercados internacionais “, Fonte: Lusa, 19 de Setembro de 2008.

Estranhamente, estas afirmações não têm sido sentidas pelos consumidores portugueses.

Sempre que ocorre um aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais, as petrolíferas respondem com um imediato aumento do preço dos combustíveis. Mas num cenário de descida, aquelas mantêm discricionariamente os preços.

O mercado nacional dos combustíveis é dominado por três empresas, numa verdadeira situação de oligopólio, praticando preços praticamente idênticos, entre si, demonstrativos da falta de concorrência neste mercado.

Os consumidores não encontram explicações sérias e rigorosas sobre a formação dos preços.

Neste contexto, a DECO, dando voz à crescente indignação demonstrada pelas largas centenas de reclamações/denúncias que tem recebido, incita todos os consumidores a realizarem uma Jornada Nacional de Protesto, no próximo dia 27, Sábado, pedindo-lhes que não abasteçam os seus veículos durante todo o dia.

Através deste Protesto, a DECO, em representação dos consumidores, reivindica que:

  • As empresas petrolíferas façam repercutir no preço de venda ao público dos combustíveis as reais variações dos preços das matérias-primas, adoptando assim uma política de transparência de preços face aos consumidores.
  • A Autoridade da Concorrência exerça com eficácia as suas competências de fiscalização e supervisão deste mercado, vigiando em permanência a evolução dos preços e reprimindo eventuais práticas restritivas da concorrência, por parte das empresas petrolíferas.
  • O Governo crie uma estrutura específica de regulação deste sector, com capacidades efectivas de intervenção e introduza medidas adequadas ao combate ao oligopólio fomentando o aparecimento de novos operadores no mercado.

PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS: ASSIM NÃO!

SÁBADO 27: NÃO SE ESQUEÇA, NÃO ABASTEÇA!

http://www.deco.proteste.pt/dinheiro/por-um-preco-mais-justo-transparencia-e-maior-concorrencia-s539021.htm



quinta-feira, junho 05, 2008

Biocombustíveis (3)


Crise Alimentar: Vaticano defende reforma agrária como solução

05 de Junho de 2008, 20:54

Lisboa, 05 Jun (Lusa) - O Vaticano aponta a reforma agrária e o favorecimento das populações rurais como a solução para a crise alimentar, noticiou hoje a agência católica Ecclesia.

A posição foi manifestada pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz, numa nota, por ocasião da cimeira sobre segurança alimentar da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma (Itália).

"A questão da reforma agrária nos países em vias de desenvolvimento não pode ser descurada, para que se confira a propriedade da terra aos cidadãos e se favoreça assim o uso de milhares de hectares de terra cultivável", refere a nota, citada pela Ecclesia.

A Santa Sé considera que a escalada dos preços dos bens alimentares "poderia transformar-se numa oportunidade de crescimento para os países mais pobres do mundo", desde que as nações mais ricas se empenhem no seu "desenvolvimento agrícola".

O Conselho Pontifício Justiça e Paz revelou-se igualmente preocupado com a eventual redução da área de cultivo face à produção de biocombustíveis.

"Não se pode pensar em diminuir a quantidade de produtos agrícolas destinados ao mercado de alimentos, ou às reservas de emergência, a favor de outros fins que, mesmo se pertinentes, não satisfazem um direito fundamental como o da alimentação", assinala a nota.

O Vaticano lamenta ainda a especulação financeira sobre as matérias-primas, pedindo a "regulação" de preços.», Segundo a Lusa

Isto traz água no bico, a Igreja Católica, a defender a reforma agrária?

Estranho, muito estranho mesmo…

sexta-feira, maio 30, 2008

sexta-feira, maio 23, 2008

Boicote Nacional


A circular na internet:

«Reenvio este texto. Reenviem também!

PASSEM A PALAVRA!!!

FORÇA PORTUGAL!

Vamos fazer a diferença!

Isto tem que começar por algum lado!

Vamos passar a palavra e não ser indiferentes, temos que fazer com que as coisas mudem!

A subida vertiginosa do preços dos combustíveis tem que parar e temos que fazer com que baixem!

Para tal vamos combinar três dias nacionais seguidos de NÃO ABASTECIMENTO NA BP, GALP, REPSOL!

Esses dias serão o 1 -2 -3 de Junho que vem!

VAMOS FAZER A DIFERENÇA!

Nesses dias abasteçam em outros postos de combustíveis tais como:

Esso,

Total

Continente (antigo Carrefour)

Intermarché

Jumbo

e

leclerc!

Juntos teremos força para baixar os lucros destes gigantes!

Agora é só passar a palavra com urgência!

Estou farto de ser levado na hora de pagar!

CHEGA!

SEJAMOS UNIDOS, PORTUGUESES, E TODOS OS QUE TENTAM SOBREVIVER EM PORTUGAL!

NÃO ESQUEÇAM: 1 - 2 - 3 de JUNHO que vem

Não Abasteçam na BP, GALP e REPSOL!

FORÇA PORTUGAL!»

A circular na rede

Comentário meu:

Vamos utilizar os transportes públicos (autocarro, comboio, barco), vamos boicotar o automóvel individual, vamos andar mais a pé e de bicicleta.

Multiplicado por 10 milhões de portugueses, poderia dar um prejuízo considerável às petrolíferas, que querem acabar de vez com a classe média em Portugal.

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