De um lado, o exército, os senhores da guerra, os barões da droga, que controlam as rotas do ópio, do outro, está a população indefesa e os monges budistas, apelando á não violência…
Décadas de fome, tortura, violência e o aumento do preço dos combustíveis levaram a população para a rua…
Entretanto, pasme-se, os EUA, apelaram à China para intervir!?
E a população permanece impotente face a um dos regimes mais cruéis do planeta, perante a indiferença de todos nós…
Estranhos negócios envolvendo papoilas fazem com que o regime se perpetue indefinidamente…
O Dalai Lama ao longo do tempo tornou-se o líder político do Tibete.
O Dalai Lama é um líder temporal e político. Na verdade, ele é um monge e lama, reconhecido por todas as escolas do Budismo tibetano.
O actual Dalai Lama é Tenzin Gyatso, o 14º Dalai-Lama. Ele nasceu em 1935 e vivia no Palácio de Potala durante o inverno e na residência de Norbulingka durante o verão, em Lhasa, capital do Tibete. Em 1959, quando a China comunista invadiu o Tibete, à data um dos poucos países do mundo sem exército, o Tibete resistiu como pôde face ao Exército Chinês, bem equipado, que desbaratou os resistentes tibetanos, conduzindo desde então uma política opressora e um genocídio sem limites, bem como uma limpeza étnica e assimilação cultural.
O Dalai Lama fugiu para a Índia, onde mora até hoje, em Dharamsala.
Dalai significa "Oceano" em mongol e "Lama" é a palavra tibetana para mestre, guru, e várias vezes referido por "Oceano de Sabedoria".
Portugal tem, contudo, razões históricas para olhar o Dalai Lama e o Tibete de outra maneira.
É que da mesma forma que Jorge Álvares foi o primeiro europeu a estabelecer um entreposto de negócios na China – e por isso Portugal usufruiu de Macau durante quatro séculos – foi também um português, o padre António Andrade (1580-1634), o primeiro europeu a entrar na história do Tibete.
Libertem o Tibete Já!
«A China é hoje o paradigma do capitalismo mais selvagem e desumano que alguma vez terá sido praticado à superfície da terra. Em paralelo ainda se dá ao luxo de ter uma parte alargada do seu território e dos seus cidadãos debaixo de uma feroz ditadura comunista.
Violadora dos mais elementares direitos do Homem, ignorante dos mais básicos preceitos de políticas sociais, predadora do ambiente. Vê o Mundo a seus pés só porque anualmente coloca uns milhões de consumidores à mercê da divina economia liberal de mercado.
Mas mal vai uma civilização que aliena os seus princípios doutrinadores em troca dos interesses mais imediatistas. Mal vai a Europa quando radicaliza as suas posições em relação ao tirano, mas relativamente ‘pobre’ Mugabe, e ignora olimpicamente a história de genocídio selvagem que varreu o Tibete. Não receber o guia espiritual de 400 milhões de seres humanos, portador de uma mensagem permanentemente pacífica e tolerante, é lastimável. Fazê-lo com aspereza envergonha-nos.», in Correio da Manhã
Imagens de Kundum, de Martin Scorcese
O Budismo é mais que uma religião. É uma filosofia de vida baseada nos ensinamentos deixados por Buda – Siddhartha Gautma – Príncipe Indiano, que abandonou a vida de luxo da corte, para viver na floresta, como guru, viveu aproximadamente entre 563 e 483 a.C. na Índia. O Budismo espalhou-se através da Ásia, Ásia Central, Tibete, Sri Lanka, Sudeste Asiático China, Birmânia, Coreia, Vietname e Japão. Hoje, o budismo encontra-se em quase todos os países do mundo, amplamente divulgado pelas diferentes escolas budistas, e conta com cerca de 376 milhões de seguidores.
Os ensinamentos básicos do budismo são: evitar o mal, fazer o bem e cultivar a própria mente. O objectivo é o fim do ciclo de sofrimento, despertando no praticante o entendimento da realidade última - o Nirvana.
A moral budista é baseada nos princípios de preservação da vida e moderação. Apesar do budismo não negar a existência de seres sobrenaturais (de fato, há muitas referências nas escrituras Budistas), ele não confere nenhum poder especial de criação, salvação ou julgamento a esses seres, não compartilhando da noção de Deus comum à maioria das religiões.
O Budismo é mais que uma religião. É uma Filosofia de Vida virada para o próprio Homem.