quinta-feira, setembro 13, 2007

Dalai Lama, Oceano de Sabedoria

O Dalai Lama ao longo do tempo tornou-se o líder político do Tibete.

O Dalai Lama é um líder temporal e político. Na verdade, ele é um monge e lama, reconhecido por todas as escolas do Budismo tibetano.

O actual Dalai Lama é Tenzin Gyatso, o 14º Dalai-Lama. Ele nasceu em 1935 e vivia no Palácio de Potala durante o inverno e na residência de Norbulingka durante o verão, em Lhasa, capital do Tibete. Em 1959, quando a China comunista invadiu o Tibete, à data um dos poucos países do mundo sem exército, o Tibete resistiu como pôde face ao Exército Chinês, bem equipado, que desbaratou os resistentes tibetanos, conduzindo desde então uma política opressora e um genocídio sem limites, bem como uma limpeza étnica e assimilação cultural.


O Dalai Lama fugiu para a Índia, onde mora até hoje, em Dharamsala.

Dalai significa "Oceano" em mongol e "Lama" é a palavra tibetana para mestre, guru, e várias vezes referido por "Oceano de Sabedoria".

Portugal tem, contudo, razões históricas para olhar o Dalai Lama e o Tibete de outra maneira.


É que da mesma forma que Jorge Álvares foi o primeiro europeu a estabelecer um entreposto de negócios na China – e por isso Portugal usufruiu de Macau durante quatro séculos – foi também um português, o padre António Andrade (1580-1634), o primeiro europeu a entrar na história do Tibete.



Libertem o Tibete Já!

«A China é hoje o paradigma do capitalismo mais selvagem e desumano que alguma vez terá sido praticado à superfície da terra. Em paralelo ainda se dá ao luxo de ter uma parte alargada do seu território e dos seus cidadãos debaixo de uma feroz ditadura comunista.



Violadora dos mais elementares direitos do Homem, ignorante dos mais básicos preceitos de políticas sociais, predadora do ambiente. Vê o Mundo a seus pés só porque anualmente coloca uns milhões de consumidores à mercê da divina economia liberal de mercado.



Mas mal vai uma civilização que aliena os seus princípios doutrinadores em troca dos interesses mais imediatistas. Mal vai a Europa quando radicaliza as suas posições em relação ao tirano, mas relativamente ‘pobre’ Mugabe, e ignora olimpicamente a história de genocídio selvagem que varreu o Tibete. Não receber o guia espiritual de 400 milhões de seres humanos, portador de uma mensagem permanentemente pacífica e tolerante, é lastimável. Fazê-lo com aspereza envergonha-nos.», in Correio da Manhã

Imagens de Kundum, de Martin Scorcese

O Budismo é mais que uma religião. É uma filosofia de vida baseada nos ensinamentos deixados por Buda – Siddhartha Gautma – Príncipe Indiano, que abandonou a vida de luxo da corte, para viver na floresta, como guru, viveu aproximadamente entre 563 e 483 a.C. na Índia. O Budismo espalhou-se através da Ásia, Ásia Central, Tibete, Sri Lanka, Sudeste Asiático China, Birmânia, Coreia, Vietname e Japão. Hoje, o budismo encontra-se em quase todos os países do mundo, amplamente divulgado pelas diferentes escolas budistas, e conta com cerca de 376 milhões de seguidores.

Os ensinamentos básicos do budismo são: evitar o mal, fazer o bem e cultivar a própria mente. O objectivo é o fim do ciclo de sofrimento, despertando no praticante o entendimento da realidade última - o Nirvana.

A moral budista é baseada nos princípios de preservação da vida e moderação. Apesar do budismo não negar a existência de seres sobrenaturais (de fato, há muitas referências nas escrituras Budistas), ele não confere nenhum poder especial de criação, salvação ou julgamento a esses seres, não compartilhando da noção de Deus comum à maioria das religiões.

O Budismo é mais que uma religião. É uma Filosofia de Vida virada para o próprio Homem.

Imagens de Little Buddha, de Bernardo Bertolucci

2 comentários:

Rouxinol disse...

Aprender mais qualquer coisa sobre o Dalai-Lama

Mário Nunes disse...

Cada um tem direito à sua opinião, por mais absurda que seja, embora discordando do conteúdo da mesma, pelo autor do blogue S.O.S. Acriticismo, fica registada a sua opinião.
É impossível passar por cima do Direito Internacional, rasgar todas as convenções internacionais, invadir uma das nações mais antigas do mundo, promover a limpeza étnica, o genocídio, perseguir tibetanos por terem um modelo de vida, uma ideologia e uma religião diferente.
Mais uma vez recordo a todos que o Tibete era uma das nações que há época, não tinha exército regular, embora tenha resistido heroicamente e pateticamente contra o Exército Chinês.
A que se pode chamar a isto senão agressão?
Por acaso já ouviu falar de não violência?
O Budismo prega a não violência.
Quantas guerras viu patrocinadas pelo Budismo?
O que sabe sobre o Budismo?
Quantas viu patrocinadas em nome da cruz?
E quantas em nome do Islão?
E pelo Judaísmo?
Para reflectir meu caro...
Se estivéssemos na República Popular da China, será que poderíamos escrever assim livremente?
Ou já há muito estaríamos internados num gulag?

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