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segunda-feira, março 18, 2013

O Dia em que a União Europeia morreu



"Quando li a notícia não acreditei. Por breves instantes pensei que era uma brincadeira do dia 1 de Abril: “Resgate no Chipre, aprovado no Eurogrupo, apresenta uma medida inédita, um imposto extraordinário sobre depósitos bancários. Para as contas de valor inferior a 100 mil euros, serão retirados 6,7%; para valor superior a 100 mil euros, serão retirados 6,7%; nas contas das empresas, 12,5%”.

Estamos perante um crime, como ontem lembrava, num programa de televisão, um comentador. Sim, um verdadeiro crime punido pela lei criminal de qualquer país civilizado. Um crime de roubo. Agravado, digo eu, pela forma como foi decidido. Além de um crime de roubo, estamos perante algo ainda mais grave, o fim da confiança dos europeus no seu sistema bancário. Quando qualquer um de nós vai a um banco e nele deposita o seu dinheiro, as suas poupanças, não o faz apenas por desejar uma determinada remuneração dos seus depósitos. Nos tempos que correm, o nosso dinheiro vai para o banco por uma questão de confiança e segurança – o receio é tal que já nem se discute muito a remuneração dos mesmos.

Obviamente, alguns vão lembrar que o a banca cipriota se tinha tornado numa espécie de “lavandaria”. É verdade. Contudo, curiosamente, esta medida não visa atacar esse outro crime, o da lavagem de dinheiro. Não. Uma vez mais, a UE aplica a velha máxima de ser forte com os fracos e fraca com os fortes. É que esta medida não ataca as contas “russas” ou de outras paragens do género.

Ataca, sobretudo, a população cipriota e as suas empresas. Pagando o justo pelo pecador. Tornando esta medida do Eurogrupo, para além de um crime, uma vergonha.

O que está a acontecer no Chipre é um desastre. O sinal que o Eurogrupo acabou de nos dar (a todos, sem excepção) é de uma clareza assustadora: os nossos depósitos bancários não estão a salvo de nada nem de ninguém. Mais, qualquer pessoa, minimamente consciente, percebe que não pode confiar nos bancos europeus, que o sistema bancário europeu está morto. E com ele, a União Europeia.

Hoje foi no Chipre. Amanhã pode ser em Espanha ou em Portugal ou noutro qualquer país europeu, basta ver a forma como a crise se está a alastrar pelo continente. Não vale a pena acreditar nas palavras de Olli Renh, já todos percebemos que estamos entregues à bicharada… E já agora, reparem na medida tomada pelo governo inglês: salvaguardou os seus.

A Europa está perigosa. Por muito menos, no passado, entrou em guerra. Em suma, estamos tramados…"

segunda-feira, outubro 15, 2012

A morte da Europa


Deutschland Über Alles

Europa ist ein großer Friedhof. Die Völker Europas tot ist. Eine neue Ordnung wird aus dem Chaos hervorgehen. Ahead bis ein Reich von tausend Jahren ...

Querem apostar?

terça-feira, julho 03, 2012

Um colapso anunciado


Depois da Islândia, da Irlanda, da Grécia, de Portugal, da Espanha, da Itália, do Chipre, eis a Eslovénia e quem se segue…?
Começou com o Lehman Brothers nos EUA, estendeu-se à banca na Islândia e da Irlanda, entre nós conhecemos o BPN e o BPP e na Suiça falou-se da UBS, em Espanha fala-se de muitos bancos e da exposição do Santander… (!?)
Glup(!)
Mas, esta manhã ouvi na Antena 1, que na Grã Bretanha a vida está particularmente difícil para o Barclays Bank e a tremideira ameaça arrastar para o "Default", o até aqui intocável Tesouro Britânico, o Bank of Scotland e as vagas de choque poderão passar o Canal da Mancha e chegar ao Deutch Bank.
Indiferente a tudo isto, parece estar Angela Merkel, que ainda não está a ver bem a situação do Barclays.

Entretanto só agora se começam a conhecer os pormenores da ultima reunião de lideres da União Europeia. Parece que a final, as coisas não correram assim tão bem para a Europa, com posições extremadas entre os países do Norte da Europa (Finlândia, Holanda e Eslováquia) e os países do Sul (Espanha e Itália). 
A confusão está lançada, levando o Presidente da Comissão Europeia Durão Barroso no PE a fazer um discurso que levantou de pé todas as bancadas, ao relembrar os fantasmas do passado que varreram a Europa no século XX.

A Europa e o Euro poderão estar comprometidos se a chancelarina não ligar a rotativa…

segunda-feira, maio 21, 2012

O Colapso Grego



“O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, sublinhou hoje que a Grécia precisa de implementar os planos de austeridade acordados com a União Europeia e Fundo Monetário Internacional e que a solidariedade europeia «não é uma rua de sentido único».
«Dizer aos gregos que eles não precisam de aplicar os programas é mentir à população», afirmou o ministro ao semanário Bild am Sonntag.
O governante salientou que as medidas terão de ser aplicadas e que não há retorno no plano porque as reformas são necessárias em qualquer caso.
Wolfgang Schäuble garantiu também não ir interferir nas eleições legislativas de 17 de Junho depois da impossibilidade dos partidos gregos formarem um governo de coligação, mas disse que o caminho escolhido pela Grécia e pelos parceiros europeus tem de ser seguido pelo povo.”
Fonte: Lusa

Está bom de ver até onde tem levado a austeridade proposta aos países periféricos do Sul da Europa, pelo FMI, pela União Europeia e pelo Banco Central Europeu. À verdadeira asfixia de pessoas singulares e empresas. Os pobres estão cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos.
A Europa das Nações é um projecto cada vez mais comprometido pelo Centralismo Alemão. A pouco e pouco, o IV Reich vai tomando forma e ganhando vida, enquanto os velhos estados nação como Portugal, a Irlanda, a Itália, a Grécia e a Espanha definharão. Esperem e verão…
A ideia do Ocidente tal como o como o conhecemos hoje poderá estar por um fio. Pois, tudo se parece sobrepor aos interesses da Banca, do Mercado e do Dinheiro. Comprometidas estarão em nome do Mercado, a independência, a soberania dos povos e a Democracia, que nada parecem dizer ao Eixo Paris-Bruxelas-Berlim.
Por estes dias, a Grécia trava uma dura batalha decisiva (mais uma!), contra as trevas, a ignorância e a apatia que tomaram conta de nós. Recordemos que foi na Grécia que nasceu a Democracia, provavelmente será na Grécia que ela poderá ser sepultada.

segunda-feira, maio 07, 2012

A noite dos mortos vivos



They’re coming to get you Angela!

Um dia depois das eleições, os fantasmas do passado (Guerra Civil, que se seguiu à II Grande Guerra Mundial) regressaram à Grécia e ameaçam arrastar toda a Europa para o caos.
A Nova Democracia recusou formar governo perante o desfecho das eleições. 
Parece que, os gregos puniram exemplarmente e democraticamente, aqueles que os governaram ao longo das últimas décadas, dando o seu voto à Extrema Esquerda e à Extrema Direita. Uma coisa é certa, o homem da rua grego farto de promessas que não se concretizam, quer mudanças, que poderão passar pela saída do Euro e da União Europeia.
Os gregos estão fartos da troika, uma vez que estão sufocados em tanta dívida publica... 
Os  sacrifícios foram feitos na Grécia à conta da Classe Média, que agora já não existe.
Um filme já gasto e visto noutras paragens...
Estará correcta a política económica seguida pela Alemanha e imposta a toda a Europa?
Até onde nos vai levar tamanha austeridade?
O ridículo  é que após a divulgação dos resultados das eleições na Grécia e em França, os Mercados encarregaram-se de punir nas bolsas os países em questão!
Uma coisa é certa, Portugal não passará incólume à desgraça dos outros, passamos do oito ao oitenta, em poucos meses e não se vislumbram soluções à vista.
Friso bem, é que a Grécia somos nós daqui por um ano (ou menos).
Custa-me a ver tanta cegueira por parte dos nossos governantes.
Estará tudo louco?
Será que eles não vêem que está tudo a fechar e a arrebentar.
Para onde eles querem levar o país?

segunda-feira, abril 23, 2012

Nota de Dimitris Christolas (antes de se suicidar)


A tradução da nota deixada por Dimitri Christolas, de 77 anos, que deu um tiro na cabeça à frente do parlamento grego, no passado dia 4 de Abril de 2012.
“O Governo de Ocupação de Tsolakoglou retirou-me o meu último meio de sobrevivência, uma pensão de reforma inteiramente financiada por mim (sem qualquer apoio do Estado) ao longo de 35 anos.
Uma vez que a minha idade não me permite recorrer à força (ainda que, se algum compatriota pegasse numa Kalashnikov, eu seria o primeiro a juntar-me a ele), não encontro outra solução que não seja procurar um fim digno, antes de mer forçado a vasculhar no lixo em busca de comida.
Acredito que, um dia, a nossa juventude sem futuro pegará em armas e pendurará os traidores desta nação de cabeça para baixo na Praça Syntagma, como os italianos fizeram em 1945, com Mussolini (na Piaza Loreto, em Milão).”

sábado, março 03, 2012

Portugueses recém chegados ao Luxemburgo sem tecto e dinheiro para comer



Há cada vez mais mulheres que chegam e ficam a dormir na rua ou nos carros. Há ainda quem chegue só com 20 euros no bolso à espera de arranjar logo trabalho, quando um quarto por cima de um café custa no mínimo 500 euros.
Há cada vez mais portugueses a chegar ao Luxemburgo à procura de trabalho. Neste pequeno país europeu em que um quarto da população é lusa, a crise também já se faz sentir e arranjar emprego é uma tarefa quase impossível, sobretudo não dominando o francês e o alemão e quando não há qualificações.
O presidente da Confederação das Comunidades Portuguesas no Luxemburgo, José Coimbra de Matos, diz que estes emigrantes recém-chegados não passam fome, porque a protecção social existe, mas acabam por dormir dentro dos carros.
“O número é bastante grande e as dificuldades são maiores”, constata josé Coimbra de Matos, explicando que “há pessoas a dormir em carros”. “Agora fome propriamente dita não, porque, além de haver um esquema de segurança social no Luxemburgo bastante evoluído, a solidariedade social também existe”, acrescenta.
“Uma pessoa que se dirija a uma instituição, mesmo não estando declarada no país, terá sempre algo para comer”, refere José Coimbra de Matos.

Despesas elevadas
O Luxemburgo é visto como um país de sucesso e onde se pode ganhar bem. Esta é uma face da moeda, porque o nível de vida é muito elevado. Quem chega não está preparado para as despesas, nomeadamente com o alojamento.
É por isso que muitas pessoas procuram os albergues da Cáritas, nomeadamente aquele em que trabalha a assistente social Stefanie Silva. “A maior parte dos portugueses que vem cá não têm possibilidades para alugar um quarto e pagar. Aqui, para alugar um quarto acima de um café, custa 500 ou 600 euros e é muito dinheiro. A maior parte das pessoas que chega aqui só têm 20 euros, 100 euros com eles, e não chega”, conta Stefanie Silva.

Mas só de Dezembro a Março é que os centros podem fornecer abrigo durante a noite. Depois, as pessoas têm que ficar na rua, porque um tecto é um produto de luxo e os emigrantes não estão preparados.
É com tristeza que Stefanie Silva vê que entre os que pedem ajuda estão cada vez mais mulheres - uma novidade este ano, confessou.
 “O que é triste é que este ano é a primeira vez que vejo situações em que são mulheres que vêm de Portugal à procura de trabalho, que deixaram os filhos em Portugal. Já faz oito anos que trabalho com os sem-abrigo e é a primeira vez que vejo que esta situação acontece.”
As associações ajudam os portugueses como podem, mas José Coimbra de Matos alerta os que querem emigrar: não vão à aventura, informem-se bem sobre as condições de trabalho e de vida no país. De contrário, "ainda podem agravar mais" a sua situação.
Mais:

domingo, janeiro 15, 2012

Alguém viu estas imagens passar em Portugal?



- Local: Parlamento Europeu, Estrasburgo, 16 de Novembro de 2011;
- Orador: Nigel Farage MEP, UKIP, Co-Presidente do grupo EFD (Europe of Freedom and Democracy) no Parlamento Europeu.

sábado, dezembro 24, 2011

O cavalo de Tróia chinês

500 anos de contactos luso chineses, um livro a merecer uma leitura aprofundada...

Já ouvi muitos disparates e dislates acerca da compra da EDP pelos chineses das Três Gargantas (China Three Gorges), contudo há várias questões que não devemos ignorar e que passo a enumerar:
- As excelentes relações que se mantemos com a China há mais de 500 anos e que sobrevieram a tudo e a todos, mesmo crises inesperadas, ao longo destes anos.
 A China sempre manteve uma relação de respeito para com a mais velha nação da Europa - Portugal.
- A China não adoptou a postura da União Indiana (ver o caso de Goa, Damão e Diu) para reaver Macau.
- Em Macau mantêm-se muitos portugueses a trabalhar, nas mais variadas actividades. Houve mesmo quem depois da integração de Macau na China, regressasse ao rio das pérolas. Lembram-se da máxima um país, dois sistemas?
- Há inúmeros portugueses a trabalhar em Pequim e noutras cidades chinesas, sendo a incubadora perfeita para muitas empresas portuguesas.
- Eu sei que me vão falar em direitos humanos, prisões arbitrárias, horários de trabalho e práticas pouco usuais. Mas, a própria China está a mudar e pode ser que alguns valores que defendemos também passem para os chineses.
- A EDP é um gigante à escala planetária, está nos EUA, em Espanha, no Brasil e em África.
- A EDP na sua actividade incessante acumulou um passivo impressionante nestes últimos quatro anos (Governo José Sócrates). Contudo nem tudo é mau, pois desenvolveram tecnologia de ponta na área das renováveis (veja-se o apetite dos alemães).
Pesando e uns outros argumentos, sei que só no final se farão as contas. Daqui por alguns anos…
Num mundo cada vez mais global as aquisições serão a prática do dia.
Não nos devemos esquecer que os verdadeiros amigos estão connosco nas horas boas e nas horas más. E nestes tempos de crise, para além dos interesses interesseiros da União Europeia, já muito dinheiro de Angola, do Brasil e da China entrou em Portugal.
Eu sei que abrimos a porta da Europa aos Chineses. Mas, depois de atitudes pouco correctas por parte dos países da Europa do Norte, o que é que eles estavam à espera? Pensavam que iam comprar Portugal e as empresas portuguesas ao desbarato? Para as depois retalhar e fazer de nós escravos? Extraindo os lucros?
Vem aí mais investimento chinês: uma fábrica de automóveis, uma fábrica de tecnologias renováveis e provavelmente a aquisição por parte destes dum banco português…
Este investimento representa cerca de 10% daquilo que nos foi emprestado pela União Europeia, FMI e BCE. E provavelmente a China não vai ficar por aqui.
Quem é que ajudou a Islândia há três anos com a falência? Sabem quem injectou dinheiro quando os outros fecharam a porta? A Rússia!
Em tempos de guerra não se limpam armas…
O lugar de Portugal é junto da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Timor), devendo esta comunidade ser alargada à China e à Índia. Sempre estivemos ligados ao Mundo e não à Europa. A Europa do Norte nada nos diz. E muito menos a Europa a duas velocidades. É tempo de seguirmos o nosso caminho sairmos da União e emitirmos moeda.
Só assim poderemos escapar da borrasca que se avizinha.
– É nas horas difíceis que se vêem quem são os nossos amigos. Por isso não entendo o prurido dalguns com o investimento chinês em Portugal.

Ver mais em: Correio da Manhã
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