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terça-feira, julho 30, 2013

O velocímetro de Garzón Amo


"Francisco José Garzón Amo publicou uma fotografia na sua página no Facebook em Março de 2012 na qual mostrava a velocidade a que conduzia um comboio. Na imagem surge um velocímetro a marcar 200 quilómetros por hora. Abaixo da fotografia, o maquinista do comboio que na passada quarta-feira sofreu um trágico acidente em Santiago de Compostela troca comentários com outros utilizadores a gabar-se da proeza.
A página de Gárzon Amo, 52 anos, no Facebook já não está disponível, mas alguns jornais e blogues espanhóis conseguiram copiar uma fotografia que o maquinista publicou a 8 de Março de 2012. A imagem do velocímetro a marcar 200 km/hora é acompanhada de uma troca de comentários, nos quais Gárzon Amo admite que vai em excesso de velocidade, sem identificar com que composição nem o local. “Estou no limite, não posso correr mais, senão multam-me”, escreve numa resposta.
O maquinista não deixa de gabar a velocidade a que conduz um comboio, mesmo depois de um outro utilizador o alertar que pode vir a ter problemas com as autoridades. “Que gozo seria ir em paralelo com a Guardia Civil, ultrapassá-los e fazer disparar o radar”, escreveu. Acrescenta depois que, a acontecer, enviava a multa para a Renfe, empresa para a qual trabalha.
As investigações ao acidente ferroviário que, segundo o mais recente balanço, fez 80 mortos, ainda decorrem. A Renfe diz oficialmente que é prematuro avançar com as causas para o acidente, mas fontes da empresa citadas pelo jornal La Voz de Galicia falam em excesso de velocidade. Segundo as mesmas fontes, o maquinista terá pensado que ia numa via com uma determinada velocidade e desrespeitou a que era imposta naquela zona.
O troço de via-férrea onde se deu o acidente não estava dotado de um sistema de segurança que obriga o comboio a parar quando o maquinista não obedece à velocidade à qual nele se pode circular. Esse sistema – que consiste numa transmissão de dados permanente entre a via e a cabine do comboio – termina umas dezenas de metros antes do local do acidente.
Por sua vez, o secretário-geral do sindicato de maquinistas (Semaf) de Espanha, Juan Jesús García Fraile, defende que o acidente se deve a “um conjunto de circunstâncias” e que é preciso esperar para tirar conclusões. O responsável salientou que o maquinista estava há três anos a trabalhar na Corunha nos serviços de longa distância e que está na profissão desde antes de 2000. Por seu lado, o presidente da Renfe salientou que o maquinista operava naquela linha há mais de um ano.
Uma fonte oficial próxima das investigações citada pela agência Reuters avança que na origem do acidente esteve o excesso de velocidade, sem adiantar a que velocidade a composição seguia quando efectuou a curva onde acabou por descarrilar."


terça-feira, setembro 25, 2012

Protesto popular sacode Madrid


" Violencia desmesurada para proteger la violencia de un sistema inhumano. Una manifestación absolutamente pacífica que muestra la irracionalidad de un gobierno traidor con sus ciudadanos."

Prezados Amigos:
Chamo-vos a atenção para o que está a passar em Espanha, o parlamento esteve cercado por populares.
Porque protestam as pessoas?
1300 policias salvaram a Democracia?
A Catalunha e a Andaluzia falidas querem a independência.
O Reino de Espanha corre o risco de implodir.

Agora gostaria de colocar algumas questões que por certo passarão pela cabeça de muitos:
Será que as pessoas que protestam nas ruas lá e cá estão erradas?
Porque temos de sucumbir aos Mercados?
Até quando e quanto podem subir o IRS e a TSU?
Até quando poderão sobrecarregar a classe média com impostos?
Porque motivo não taxam os ricos? As grandes fortunas?
Porque motivo não se estabelece um tecto de reformas?
Porque motivo estão pessoas reformadas aos 48 anos?
Porque motivo temos de pagar a dívida dos Bancos?
Porque motivo não é reduzida a classe politica?
Porque precisamos de tantos deputados, autarquias, juntas de freguesia, vereadores?
Porque motivo os políticos tem tantas benesses - telemóveis, carros, viagens entre outras coisas?
Porque motivo não se acabam com as PPP?
Porque motivo não se acabam com as fundações e os institutos públicos?
Porque motivo não se estabelece um tecto salarial para os gestores?

Meus amigos esta crise é transversal a toda a Europa, pretendem retirar aos trabalhadores todos os direitos adquiridos e reduzi-los à escravatura.

Será que vamos deixar?

sábado, julho 21, 2012

¡No Pasarán!

 
Trago-vos as imagens que não vimos na televisão, as imagens são de vários repórteres de várias agências noticiosas. 

 
Não sei porque carga de água, não temos acesso, ao que se está a passar aqui bem ao lado, em Espanha, onde há milhares de pessoas na rua em protesto contra o FMI, o BCE e o recente governo de direita saído das eleições.

 
Será isto liberdade?
Onde está a Democracia?
Onde está o direito à informação?

 
Depois da Grécia, de Portugal, o FMI chegou a Espanha, só que o povo não se cala e os protestos desceram à rua em oitenta cidades espanholas.

 
Será que todos nós, não só portugueses, espanhóis, gregos, italianos, irlandeses, …, em suma, todos nós europeus, temos que pagar os desvarios duma classe política que nos conduziu, a este beco sem saída?

 
Agora não tenhamos dúvidas que tudo isto foi montado, encenado com requinte há muito tempo, será que a austeridade tudo justifica?

 
Não será a austeridade, a coveira da Europa?

 
Será que tudo, se justifica em nome dos mercados?

 
Afinal quem são os mercados?

 
Para onde foi o dinheiro? (Para as offshores)

 
E porque não se fecham os offshores?

 
Eis, uma boa questão.


Se calhar não interessa aos poderosos, que manobram tudo e todos, nos bastidores planeando pôr de pé, uma Nova Ordem Mundial.
Voltando a Espanha, será que os Espanhóis se vão calar?
Calculo que já sabem a resposta.


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