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segunda-feira, dezembro 26, 2011

Esfera metálica caída dos céus


As coisas mais inusitadas andam a cair do céu, perdão do Espaço...
Imagine que um belo dia, uma bola metálica como a da fotografia, com cerca de um metro de diâmetro e seis quilos de peso caia perto de si?
Não ganhava para o susto, pressuposto. 
Calma, esta estranha bola caiu numa zona não habitada da Namíbia, um país desértico no Sul de África. 
A esfera provocou uma cratera de 4 metros e 33 centímetros de profundidade.
As autoridades daquele país já contactaram a NASA e a ESA.
Uma dúvida nos assalta, será este objecto terreno?
Já se deram conta da quantidade de satélites caídos nestes últimos meses?
Porque será que estes andam a cair?
A mim esta bola faz-me recordar algo familiar, os Sputniks lançados para o espaço pela Ex-URSS.

segunda-feira, abril 18, 2011

Segredos lunares

Era pequeno, quando o Homem foi à Lua, a notícia foi acompanhada por um público incrédulo e entusiasta (a humanidade) e em Moçambique, a notícia foi seguida pela rádio, jornais e cinema (naquela altura não havia TV)

À época, as notícias eram consumidas com sofreguidão, pensávamos então, que se adivinhava uma nova fase para a Humanidade, à semelhança dos Descobrimentos de Quinhentos, a Conquista do Espaço!

Os EUA partiram em desvantagem, em relação à URSS, mas em meados da década de sessenta já tinham conseguido dar a volta e para isso contribuíram muitos cientistas nazis, que foram trabalhar para os EUA, após a II Guerra Mundial, entre eles havia um cujo trabalho foi imprescindível para a concretização do sonho de John F. Kennedy, Wernher Von Braun, especial mentor do programa espacial americano e o responsável pela construção do Saturno V, o gigantesco foguetão, que na década de 60 colocou na Lua, uma cápsula lunar e uma tripulação de três homens.

O Saturno V media mais de 110 metros (a altura de um edifício de 45 andares), era o maior e mais potente foguete jamais construído pelo Homem e lançado. Os seus motores a hidrogénio e oxigénio líquido, em 2 minutos e 40 segundos, em que permaneciam acesos queimavam mais de 2 milhões de quilos de propulsante.

Entretanto desde 1975, também se perdeu a fórmula do propulsante e a forma como estes gigantescos foguetões eram utilizados…


Bom, voltemos atrás, em traços gerais não podemos esquecer as missões Mercury, os foguetes Atlas que possibilitaram o êxito das missões Apollo.

Os astronautas da Apollo 8 foram os primeiros a ver o nosso planeta de muito longe no espaço e a observar directamente a face oculta da Lua.

Com a Apollo 9 foi testado o engate e o desengate do módulo de descida (LEM), em órbita circunlunar. Chegando a apenas 15 km do solo lunar, depois voltaram a subir e a atracar o módulo de comando que os esperava em órbita, o ensaio geral da Apollo 10 correu da melhor maneira, estava tudo pronto para o desembarque.

Seguiu-se a histórica missão da Apollo 11, no dia 16 de Julho de 1969, que levou uma célebre tripulação: Michael Collins, Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua e à sua superfície.

“Houston control, Tranquility Base, the Eagle has landed”.

Estas poderiam ser palavras mágicas, mas para quem seguiu as emissões radiofónicas 24 sobre 24 horas, a história eventualmente foi outra. A emissão foi interrompida e alguns diálogos dos astronautas deixaram-nos com muitas dúvidas.

O filme oficial da alunagem distribuído anos mais tarde, pela Embaixada Americana levantava estranhas incongruências, desde a bandeira americana a flutuar ao sabor do vento, como se tal fosse possível, os saltos dos astronautas na quase ausência de gravidade eram diminutos, quando deveriam de ser maiores, as posições da Terra, do Sol, as sombras, e o passeio do rover lunar (na Apollo 15), cheiravam a embuste.

Agora vou ser mauzinho, se a tripulação era composta por três homens, se um estava no módulo de comando em órbita lunar, restavam dois homens, então quem filmava as aventuras da tripulação?

Anos mais tarde, os filmes foram todos recolhidos…


Certo, certo é que a URSS e a sua sucessora Rússia nunca puseram em causa, o aparente sucesso americano na Lua.

À Apollo 11 sucederam-se oficialmente as missões Apollo 12, Apollo 13 – em Abril de 1970, um acidente impediu o pouso na Lua, a Apollo 14, a Apollo 15 e por último a Apollo 16, em, Abril de 1972, que ficou 3 dias na superfície lunar.

Mas adiante, não vou fazer aqui a descrição do programa espacial americano: Programa Apollo

Se a missão lunar foi um sucesso, porque motivo nunca mais voltamos à Lua?

Porque não estabelecemos uma base lunar no nosso satélite?

Deixamos a Lua há 39 anos…

Volto-me a interrogar porque é que nunca mais lá voltamos?

O que se terá realmente passado?

Ninguém sabe?

Só meras suposições?

Desculpem lá, mas algo não bate bem nesta História.

Se efectuarmos uma pesquisa apuramos que devido a restrições orçamentais impostas no final do programa Apollo, várias missões Apollo foram canceladas (Apollo 18, Apollo 19 e Apollo 20) – isto ofialmente, porque parece que as coisas não correram bem assim…

Fazendo um parêntesis, já no trailer oficial do filme Transformers 3, parece que agora Hollywood quer recontar agora a História…

E este Verão, aguarda-se a chegada da Apollo 18, um filme que nos conta a verdadeira razão, porque nunca mais voltamos à Lua.

http://apollo18movie.net/

http://www.astronautix.com/flights/apollo18.htm

http://en.wikipedia.org/wiki/Apollo_18_%28film%29

http://filme-trailer.com/apollo-18-filme/

http://en.wikipedia.org/wiki/Apollo-Soyuz_Test_Project



O filme já viu adiada a sua estreia de Março para Abril e daí para o mês de Junho deste ano e mais uma vez voltamos a ver as pressões e os desmentidos da NASA (à semelhança do filme 2012).

Para além do trailer do filme de Gonzalo Lópes-Gallego, as restantes imagens estão no segredo dos deuses, mas se o filme for distribuído promete fazer furor e lançar polémica do que se realmente terá passado…

Pelo menos, a dúvida ficará…

Para mim isto sem nunca ter visto o filme, há anos que penso que saímos da Lua com o rabo no meio das pernas.

Correm rumores, junto dos cosmonautas russos, que as missões Apollo 18, Apollo 19 e Apollo 20, se realizaram e estas foram negadas oficialmente pela NASA.

http://www.bibliotecapleyades.net/luna/esp_luna_43.htm

http://nssdc.gsfc.nasa.gov/planetary/lunar/apollo_18_20.html

http://www.moviesonline.ca/2011/02/true-story-apollo-18-movie-based/

http://www.abovetopsecret.com/forum/thread293548/pg1

http://luznocaminho.net/2011/02/18/apollo-20-a-missao-secreta/

O programa espacial Apollo foi oficialmente abandonado em 1975, em detrimento da utilização de um veículo reutilizável, o vaivém espacial, que voaria pela primeira vez em 1981.

Entretanto, a NASA abandonou agora o programa Shuttle e fica dependente de terceiros (Rússia, ESA e privados), para cumprir as suas obrigações internacionais na Estação Espacial Internacional – ISS e para a concretização do seu programa espacial. Isto para quem em finais da década de 60 colocava gigantescos foguetões espaciais no Espaço e se preparava para ir mais além…

terça-feira, abril 12, 2011

Cosmos, um mistério russo

Iuri Gagarin, 12 de Abril de 1961, o primeiro Homem no espaço

Cinquenta anos depois, apetece-me reescrever a História, diriam mais repor o que se passou e evocar algumas páginas esquecidas da conquista do espaço, perdão do cosmos (já me esquecia que a história é escrita pelos vencedores e muitas vezes é destorcida e manipulada).

Quando falamos da conquista do espaço, as imagens que nos vêem logo à cabeça são as do programa espacial americano, nada de mais errado. Em 1957, quem dava cartas em termos aeroespaciais era a União Soviética.

Os soviéticos estavam muito mais à frente que os americanos, colocaram o primeiro satélite no espaço, o Sputnik, um engenho muito modesto, era constituído apenas por uma esfera de 58 cm de diâmetro e pesava 82 kg, contudo funcionou durante 21 dias prescrevendo inúmeras voltas em torno da Terra e também o primeiro homem no espaço exterior, Yuri Gagarin, faz hoje precisamente 50 anos, a 12 de Abril de 1961.


Konstantin Tsiolkovskij, um génio antes do tempo

A aventura humana no espaço, digo cosmos, muito se deve a dois cientistas russos Konstantin Tsiolkovskij (que demonstrou por exemplo, que os foguetes podem entrar em órbita à volta da Terra, chegando a calcular a quantidade de propulsante que consumiriam) e ao supra sumo da cosmonáutica soviética, o engenheiro Serguhei Pavlovic Korolev – desaparecido em 1965 – pai dos foguetes russos. Não tivesse ele desaparecido e provavelmente a História do Cosmos e da própria Humanidade seria outra.


Serguhei Pavlovic Korolev, 12 de Abril de 1961

Bem, voltemos atrás, há cinquenta anos atrás a Vostok partiu para o Cosmos, levando no seu interior Gagarin, um militar experimentado, que a 300 km de altitude em órbita da Terra declarou que a Terra é bela e azul.

O curto voo de Gagarin demorou 108 minutos, regressando este, pasme-se a terra firme! Isso mesmo depois de se libertar da cápsula esférica que o transportava, o cosmonauta russo ejectou-se de paraquedas, simples, pragmático e eficiente. Este viria a falecer em 1968, num estranho acidente de aviação.


Gagarin e Korolev, desaparecidos prematuramente

Anos a fio, a URSS deu cartas, às Vostok, sucederam-se as Soyuz projectadas inicialmente para transportar os cosmonautas soviéticos à Lua. Contudo, o que terá acontecido para que os EUA passassem para a dianteira da exploração espacial em 1969?

O que se passou para os soviéticos não terem enviado nenhum voo tripulado para a Lua?

Optaram por enviar missões robóticas à Lua – desde a série Luna – 1958 a 1966 – à série Zond, entre 1964 a 1970.

Uma coisa é certa, a URSS nunca negou a presença humana dos EUA, na Lua…

Antes mesmo dos EUA, os soviéticos foram os primeiros a ter estações em órbita terrestre, desde as Sallyut à Mir, onde bateram todos os recordes de permanência no espaço, às vezes em condições rudimentares e extremas.

Muito antes dos americanos lançaram sondas para outros planetas, recolhendo através das Venera, os primeiros dados sobre Vénus.

Em 1974 efectuaram o primeiro voo espacial conjunto com os americanos acoplando no espaço a Soyuz à Apolo.



Cosmódromo de Baikonur

Muitos anos depois, depois da derrocada do muro e da desagregação da URSS, a sua herdeira natural, a Rússia, hoje viu perder o seu protagonismo - para além do lançamento de satélites militares e civis e até mesmo componentes da Estação Espacial Internacional, através dos potentes foguetões Proton – pouco tem feito, perdendo os seus créditos para outros, a China, o Japão, a India e a ESA e até mesmo privados.

Inexplicavelmente, até mesmo a NASA perdeu as fórmulas dos seus propulsantes utilizados nos Saturno V (mas isto são contas doutro rosário ao qual pretendo voltar).

O que terá levado a extinta URSS e a sua agora herdeira Rússia a desistirem do Cosmos?

Será só uma questão de dinheiro ou algo mais?

Ou será que canalizaram todas as suas verbas para um mirabolante projecto secreto?

É que Baikonur já viu melhores dias…

Texto – Mário Nunes

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