sábado, maio 26, 2007

Imagens de Cuba

Cuba foi uma colónia espanhola até 1898, ano em que deflagrou a guerra entre a Espanha e os EUA.

Até 1902, Cuba foi dependente dos EUA, após essa data passou mais trinta e um anos como protectorado americano.

Durante quatro séculos, a ilha de Cuba foi uma colónia explorada por Espanha. Após o esgotamento dos metais preciosos, ainda em meados do século XVI, a partir do século XVIII a produção açucareira tornou-se a base da sua economia, baseada na monocultura extensiva e na mão-de-obra do escravo africano. No século XIX, os Estados Unidos já eram o maior comprador do açúcar cubano.
O primeiro movimento de independência de Cuba, a chamada Grande Guerra registrou-se entre 1868 e 1878, conduzido por Carlos Manuel Céspedes, um latifundiário educado na Europa, que defendia os princípios liberais do Iluminismo.


Entretanto, surgiu um novo líder revolucionário: José Marti. Detido aos 16 anos de idade por ter fundado um jornal revolucionário (o La Patria Libre), foi condenado a trabalhos forçados e depois deportado para a Espanha. Livre, viveu no México, na Venezuela e nos Estados Unidos, onde passou a articular uma nova revolução para a independência de Cuba.



Em 1898, o USS Maine, um navio de guerra americano ancorado em Havana, repentinamente explodiu. Sem que se soubesse de imediato qual foi a causa, a imprensa e o governo dos Estados Unidos culparam a Espanha.

Por essa razão, os Estados Unidos declararam guerra contra a Espanha, passando a atacar os territórios espanhóis quer nas Caraíbas quer no Pacífico, invadindo-os.

Derrotados, os espanhóis retiraram-se e os Estados Unidos declararam a independência de Cuba. Por tê-lo feito, o governo americano começou a criar propostas económicas que beneficiavam apenas aos EUA, como por exemplo, todos os produtos que Cuba produzia eram exportados apenas para os Estados Unidos, a preços baixíssimos, que os revendia por preços maiores.

Em 1933, um golpe militar encabeçado pelo sargento Fulgencio Batista derrubou a ditadura de Geraldo Machado. Ao se tornar chefe do exército, Batista dominou a situação usando uma orientação (segundo alguns) socialista, portanto oposta às ingerências norte-americanas.


Batista foi eleito em 1940 presidente da República. Promulgou a Constituição Liberal, e em 1952 conduziu novo golpe de Estado apoiado por diversos partidos políticos dentre os quais o Partido Socialista Popular (Partido Comunista Cubano).

Com Batista, segundo consta, Cuba progrediu economicamente. A ilha ocupava o terceiro lugar entre os 20 países latino-americanos relativamente ao PIB. Porém havia um grande desequilíbrio entre o mundo rural e urbano.



A prostituição, a corrupção e as negociatas caracterizaram a era Batista, e, pouco a pouco, a classe média afastou-se do regime.

Os estudantes, liderados por José Antonio Etcheverria, criaram um Directório Estudantil Revolucionário que patrocinou um grupo armado e atacou, em Março de 1953, o palácio presidencial. Etcheverria foi morto e o directório disperso.

Outro grupo de estudantes iniciou nova movimentação, liderados por um estudante de Direito chamado Fidel Alejandro Castro Ruz, (Fidel Castro).

Numa acção de guerrilha urbana, o grupo atacou uma guarnição militar chamada de La Moncada. Na acção, alguns dos atacantes foram mortos e Fidel Castro capturado. Julgado, foi condenado a 15 anos de prisão; libertado em seguida por interferência de alguns religiosos, viajou para o México. Lá conheceu um médico argentino comunista chamado Ernesto Guevara, conhecido como Che.

O guerrilheiro argentino Che Guevara ajudou Fidel na formação de um movimento revolucionário chamado Movimento 26 de Julho, composto por jovens estudantes que iniciaram uma luta contra Batista que durou 25 meses.

Em 7 de Novembro de 1958, Ernesto (Che) Guevara começou a sua marcha para Havana, capital de Cuba. No dia 1 de Janeiro de 1959, Batista põe-se em fuga, acompanhado por todos os dignitários da sua ditadura. Em 1959, Fidel Castro liderou a Revolução Cubana contra o ditador Fulgencio Batista e dois anos mais tarde instaurou um regime ditatorial de orientação marxista e partido único.

Entre 17 e 21 de Abril de 1961, cerca de 1500 exilados cubanos recrutados, patrocinados e treinados pela CIA dos Estados Unidos tentaram uma invasão frustrada na Baía dos Porcos.

Devido a aproximação do regime cubano com a URSS, assiste-se a um aumento de tensão entre os EUA e a URSS provocado pelo apoio militar declarado pela URSS. Khrushchev decide implementar secretamente um conjunto de mísseis soviéticos em Cuba. Perante a possibilidade de Cuba possuir armas nucleares, de origem russa, que ameaçariam os EUA - Kennedy, presidente dos Estados Unidos, pondera invadir a ilha ou bombardear as rampas de lançamento (dos mísseis). Opta, no entanto, por decretar um embargo naval à ilha o que impede os cargueiros russos de chegar a Cuba. Khrushchev acaba por ceder e afirmar que retira a sua pretensão de possuir mísseis em território cubano em troca do compromisso dos EUA de respeitarem a soberania de Cuba e não invadirem a ilha. Estivemos a um passo dum Holocausto Nuclear!

Inconformados com a expropriação dos interesses americanos na ilha castrista sem indemnização primeiramente, depois com o fracasso da operação na Baía dos Porcos (1961), os Estados Unidos impuseram um embargo económico a Cuba, ameaçando cortar relações com qualquer país que fizesse comércio com Cuba. Foi quando a União Soviética entrou em cena, comprando os produtos que seriam exportados caso não houvesse embargo.

Isso causou o desespero dos americanos, pois ter um país, sob a órbita de influência soviética a 120km de distância era intolerável. Os EUA mantêm o embargo económico à Cuba até hoje, alegando desrespeito contínuo de direitos humanos pelo regime castrista.

Com o fim da União Soviética, Cuba acabou por reabrir economicamente o país para o mundo, a sua economia estava em declínio. Porém, dada a força do bloqueio económico americano, o país vive isolado economicamente, passando por muitas dificuldades.


Fotos de Antero Ferreira, autor dos blogues Angola Saudades e Moçambique Saudades

domingo, maio 20, 2007

A Agonia da Terra, de Hubert Reeves



A Agonia da Terra

Hubert Reeves e Frédéric Lenoir

Gradiva, Ciência Aberta

O nosso planeta está doente: aquecimento global, depauperamento dos recursos naturais, poluição dos solos e das águas, desigualdade na distribuição da riqueza, mal nutrição dos homens, taxa elevadíssima de extinção de espécies, etc. Mas a situação será realmente dramática?

Que pensar das teses que põem em causa este pessimismo?

A partir dos dados científicos mais credíveis, Reeves traça um balanço rigoroso das ameaças que pesam sobre o planeta. E o diagnóstico é alarmante: é o futuro da espécie humana que está ameaçado. E tudo se joga nas próximas décadas. É preciso reagir rapidamente!

Preço de Editor: 16,00 €

Hubert Reeves é autor de inúmeras obras sobre a odisseia cósmica, como Um Pouco Mais de Azul, Últimas Notícias do Cosmos e O Primeiro Segundo (todos publicados na Gradiva), Hubert Reeves é astrofísico e director de investigação do CNRS. Neste livro, conversa com Frédéric Lenoir, filósofo e sociólogo.

«Eliminamos hoje mais de mil vezes mais espécies, que antes da era industrial. Esta extinção maciça, a sexta na história da Terra, a humanidade é a causa. Poderia ser a vítima. O futuro depende largamente das decisões tomadas hoje e amanhã. Cada um tem nas suas mãos a sua parte do trabalho para rectificar os disparates já feitos. Tomem as coisas em mãos! Todas as boas vontades devem mobilizar-se.»

Hubert Reeves

http://www.hubertreeves.info

quinta-feira, maio 17, 2007

Regresso ao Paraíso, Bazaruto, Inhambane, Moçambique

Situada na costa de Moçambique, a 600 km para norte do Maputo, a 2 horas de avião da capital moçambicana.

O arquipélago do Bazaruto fica entre Vilankulo e Inhassoro, na província de Inhambane.

Este arquipélago é constituído por cinco ilhas: Magaruque, Benguera, Bangue, Bazaruto e Santa Carolina.

O acesso faz-se por avião...

Não se sabe qual delas é mais bonita, são quase 600 km2 de rochas e areias macias, de conchas e corais, de lagoas e florestas onde o silêncio apenas é cortado pelo trinar das aves exóticas.


O Bazaruto é a maior das ilhas do arquipélago e também a maior de Moçambique, com 38 km de comprimento e 7 de largura. Tem um farol construído em 1914, um hotel e uma população de cerca de 2000 pessoas, que vive quase exclusivamente da pesca. Apresenta alguns lagos de água fresca e borboletas extraordinárias.


Praias desérticas banhadas pelo doce Índico e dunas gigantescas onde o pôr-do-sol é, todos dias, um espectáculo inesquecível.


Benguerra, a sul de Bazaruto, é a ilha com relevo mais acentuado, perseverando os habitats naturais. A ilha mais perto de Vilanculos é Magaruque.


Carolina e convida a mergulhos sem fim, tendo tartarugas e peixinhos coloridos por companhia.

Santa Carolina, a ilha mais pequena, encontra-se situada na área de mar mais profunda das ilhas, e devido a isso, é a ideal para fazer pesca desportiva e outros desportos náuticos.


A sua história vem de um tempo muito antigo. Dizem que a rainha do Sabá veio ao Bazaruto buscar as suas pérolas. O arquipélago foi, durante muitos anos, um posto de transacção para os árabes, nas suas rotas para o Monomotapa.


Ali se trocava marfim, pérolas e cornos de rinocerontes, por missangas e especiarias. O arquipélago herdou dos portugueses as casuarinas, coqueiros e árvores da borracha. Apenas as casuarinas ainda sobrevivem.


A paisagem é mais ou menos idêntica em todas as ilhas: bancos de coral e praias de areias douradas, plantas marinhas, florestas verdes, lagoas de água doce e dunas cobertas de ervas e flores.

Aqui se encontram exemplares de fauna marinha quase extintos. Como o dugongo, um mamífero a quem os pescadores chamam «peixe mulher», porque, dizem, tem seios e cabelos de algas. Sereia mítica de poetas e marinheiros, já quase não existe no mundo. Aparece às vezes na Inhaca e também no Bazaruto, em noites de lua cheia. Os golfinhos são também presença quase constante. Encontros com tubarões, raias, tartarugas, golfinhos e baleias são frequentes.

Praias desérticas, longe da confusão do Algarve e do turismo de massas...


Há ainda a possibilidade de visitar uma fortaleza portuguesa do século XIX e um farol centenário.


Em tempos remotos, o arquipélago fazia parte do continente. Marés vivas causadas pelos glaciares, degelo e furacões, acabaram por originar a sua separação. Hoje a temperatura é amena durante todo o ano, raramente chove e os ciclones passam ao largo.


A paisagem é mais ou menos idêntica em todas as ilhas: bancos de coral e praias de areias douradas, plantas marinhas, florestas verdes, lagoas de água doce e dunas cobertas de ervas e flores.

Por ali também existem 45 espécies de répteis anfíbios, incluindo 4 novas espécies de répteis fósseis. Foram assinaladas 260 espécies diferentes de aves. Nas salinas e nos recifes de coral, pousam colónias de flamingos. As conchas são também abundantes, mas não é permitido apanhá-las. O arquipélago é um paraíso para os turistas-pescadores: lagostas, serras e marlins, aparecem com frequência. As tartarugas marinhas, vão desovar nas areias da praia, e são também animais protegidos.

Um convite à preguiça e ao descanso...

Dhow, barco de pesca tradicional na costa moçambicana, são notórias as influências árabes


Arquipélago de Bazaruto


Quem fala de Inhambane, regra geral, destaca a beleza das suas praias, caso do Tofo, Toicinho Farol de Závora, Baia dos cocos e Ponta de Barra.


São praias de área fina e água quente.

Visite Moçambique, no Kafe Kultura:

http://kafekultura.blogspot.com/2007/01/delagoa-bay-loureno-marques-maputo.html

http://kafekultura.blogspot.com/2007/02/ilha-da-inhaca-maputo-moambique.html

http://kafekultura.blogspot.com/2007/03/s-martinho-do-bilene-bilene-gaza.html

http://kafekultura.blogspot.com/2007/04/naamacha-moambique.html


terça-feira, maio 15, 2007

Warcraft


O mundo de Warcraft é um mundo medieval inspirado pela lenda de culturas muito diversas.

Ninguém sabe exactamente como o universo começou. Alguns pensam que uma explosão cósmica catastrófica enviou e espalhou infinitos mundos na imensidão do Grande Universo - mundos que um dia teriam formas de vida maravilhosas e terríveis. Outros acreditam que o universo foi criado por uma única entidade toda-poderosa.

Embora as origens exactas do universo caótico permaneçam incertas, está claro que uma raça de seres poderosos surgiu para trazer estabilidade a vários mundos e assegurar um futuro seguro para os seres que seguirem seus passos.


Demónios, Titãs, Dragões, Elfos, Ogres, Humanos, Trolls, Mortos-vivos e Anões travam batalhas sem fim no mundo fantástico de Azeroth.

Warcraft é uma série de jogos de estratégia para computador produzidos pela Blizzard Entertainment, a mesma criadora de Diablo e Starcraft.

Fazem parte da série os jogos:

  • Warcraft: Orcs & Humans
  • Warcraft II (Warcraft II: Tides of Darkness, Warcraft II: Beyond the Dark Portal, Warcraft II: The Dark Saga)
  • Warcraft III (Warcraft III: Reign of Chaos, Warcraft III: The Frozen Throne)
  • World of Warcraft


Ver mais em:

http://www.blizzard.com

segunda-feira, maio 14, 2007

Rock em Portugal


Rock em Portugal

Tudo o que você queria saber sobre o Rock Português e não encontrou noutro local da Internet…

Os artistas, as bandas, as capas dos discos, centenas de fotos, os concertos e as histórias.

Aristides Duarte vai aos primórdios do Rock feito em Portugal e tira da arca de baú:

O Conjunto Académico João Paulo, os Sheiks, os Tantra, Petrus Castrus, Quarteto 1111,…

Atravessa meteoricamente as décadas de 70, 80 e 90 e relembra-nos de novo:

Os Ban, CTT, os Delfins, os GNR, Go Graal Blues Band, Grupo de Baile, os Heróis do Mar, Lena de Água, Iodo, os Já fumega, Mler Ife Dada, NZZN, Peste e Sida, Quinta do Bill, os Roquivarius, os Roxigénio, Rui Veloso, os Salada de Fruta, os Sétima Legião, Sitiados, Street Kids, os Táxi, os Trabalhadores do Comércio, UHF, Xutos e Pontapés e tantos outros…

Levando-nos a descobrir novas sonoridades dos Wraygunn, More Republica Masonica, The Legendary Tiger Man Capitão Fantasma e muito mais…

Um trabalho notável sobre a música portuguesa, que merece outro tipo de atenção por parte das editoras discográficas que muito mal tem tratado os artistas, as bandas e o público.

Para além disso, Aristides Duarte é o autor do livro «Memórias do Rock Português», em 2ª edição, que poderá ser encomendado pelo e-mail akapunkrural@gmail.com.

Não deixe de visitar o blog do Aristides em:

http://rockemportugal.blogspot.com

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