sábado, dezembro 24, 2011

O cavalo de Tróia chinês

500 anos de contactos luso chineses, um livro a merecer uma leitura aprofundada...

Já ouvi muitos disparates e dislates acerca da compra da EDP pelos chineses das Três Gargantas (China Three Gorges), contudo há várias questões que não devemos ignorar e que passo a enumerar:
- As excelentes relações que se mantemos com a China há mais de 500 anos e que sobrevieram a tudo e a todos, mesmo crises inesperadas, ao longo destes anos.
 A China sempre manteve uma relação de respeito para com a mais velha nação da Europa - Portugal.
- A China não adoptou a postura da União Indiana (ver o caso de Goa, Damão e Diu) para reaver Macau.
- Em Macau mantêm-se muitos portugueses a trabalhar, nas mais variadas actividades. Houve mesmo quem depois da integração de Macau na China, regressasse ao rio das pérolas. Lembram-se da máxima um país, dois sistemas?
- Há inúmeros portugueses a trabalhar em Pequim e noutras cidades chinesas, sendo a incubadora perfeita para muitas empresas portuguesas.
- Eu sei que me vão falar em direitos humanos, prisões arbitrárias, horários de trabalho e práticas pouco usuais. Mas, a própria China está a mudar e pode ser que alguns valores que defendemos também passem para os chineses.
- A EDP é um gigante à escala planetária, está nos EUA, em Espanha, no Brasil e em África.
- A EDP na sua actividade incessante acumulou um passivo impressionante nestes últimos quatro anos (Governo José Sócrates). Contudo nem tudo é mau, pois desenvolveram tecnologia de ponta na área das renováveis (veja-se o apetite dos alemães).
Pesando e uns outros argumentos, sei que só no final se farão as contas. Daqui por alguns anos…
Num mundo cada vez mais global as aquisições serão a prática do dia.
Não nos devemos esquecer que os verdadeiros amigos estão connosco nas horas boas e nas horas más. E nestes tempos de crise, para além dos interesses interesseiros da União Europeia, já muito dinheiro de Angola, do Brasil e da China entrou em Portugal.
Eu sei que abrimos a porta da Europa aos Chineses. Mas, depois de atitudes pouco correctas por parte dos países da Europa do Norte, o que é que eles estavam à espera? Pensavam que iam comprar Portugal e as empresas portuguesas ao desbarato? Para as depois retalhar e fazer de nós escravos? Extraindo os lucros?
Vem aí mais investimento chinês: uma fábrica de automóveis, uma fábrica de tecnologias renováveis e provavelmente a aquisição por parte destes dum banco português…
Este investimento representa cerca de 10% daquilo que nos foi emprestado pela União Europeia, FMI e BCE. E provavelmente a China não vai ficar por aqui.
Quem é que ajudou a Islândia há três anos com a falência? Sabem quem injectou dinheiro quando os outros fecharam a porta? A Rússia!
Em tempos de guerra não se limpam armas…
O lugar de Portugal é junto da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Timor), devendo esta comunidade ser alargada à China e à Índia. Sempre estivemos ligados ao Mundo e não à Europa. A Europa do Norte nada nos diz. E muito menos a Europa a duas velocidades. É tempo de seguirmos o nosso caminho sairmos da União e emitirmos moeda.
Só assim poderemos escapar da borrasca que se avizinha.
– É nas horas difíceis que se vêem quem são os nossos amigos. Por isso não entendo o prurido dalguns com o investimento chinês em Portugal.

Ver mais em: Correio da Manhã

quarta-feira, dezembro 21, 2011

União Europeia alarmada com as Tempestades Geomagnéticas



A Comissão Europeia está preocupada com a eventualidade de se produzirem falhas tecnológicas de dimensões “catastróficas” causadas por tempestades geomagnéticas.
Este alerta da Comissão Europeia junta-se a outros dois já feitos há algum tempo pelos governos norte-americano e britânico.
Essas tempestades geomagnéticas - resultantes de erupções solares - ocorrem quando um grande fluxo de radiação emitida pelo Sol atinge o campo magnético e a atmosfera da Terra. Em casos extremos estas tempestades podem causar interrupções nas redes de electricidade, interferências no funcionamento dos satélites de comunicações e dos instrumentos de navegação e até podem até ter efeitos imprevisíveis sobre o clima.
Todas estas falhas poderão ter consequências imprevistas na vida quotidiana dos cidadãos, muitos dos quais poderão até sofrer graves consequências a nível de segurança.
Este alerta da Comissão Europeia junta-se a outros dois já feitos há algum tempo pelos governos norte-americano e britânico.
Precisamente para debater estes problemas foi realizada em Bruxelas nos dias 25 e 26 de Outubro deste ano o evento The Space-Weather Awareness Dialogue: Findings and Outlook que teve por objectivo identificar os desafios de uma situação do género e apontar as respectivas soluções.
Para melhor afinar a forma de encarar este problema, a Comissão Europeia propõe a apresentação de um protocolo de resposta a uma crise deste género e a realização de simulacros que ajudem as pessoas a determinar quais são as debilidades dos procedimentos de emergência.
O relatório da Comissão destaca ainda que - dado que é esperada uma actividade solar máxima para 2013 - é necessário dar a conhecer nos próximos meses o possível impacto que semelhante situação terá na vida dos cidadãos.
A Comissão tem agora a tarefa de elaborar uma lista dos riscos que enfrenta a UE e os Estados-Membros comprometeram-se a levar a cabo a avaliação dos riscos nacionais com base em orientações fornecidas pela Comissão Europeia, indica o jornal espanhol “ABC”.

Fonte: Público

O luto da Coreia do Norte



O que leva uma nação inteira a chorar o Querido Líder?
Serão as lágrimas dos norte-coreanos genuínas ou forçadas?
Cuidado senão chorar efusivamente em público, poderá ser deportado para um campo de reeducação, ser despromovido socialmente, preso e engavetado para todo o sempre. Por isso tem de chorar. Até você choraria e eu também. Nós rimo-nos, mas será que não estaremos a um pequeno passo de conhecermos também o Grande Irmão? (Parêntesis à parte)
Desde a II Guerra Mundial e o desfecho da Guerra da Coreia, que a Coreia do Norte é governada por uma dinastia comunista, que principiou com Kim Il Sung, cujo retrato estava omnipresente em todas as divisões das habitações daquele país e era venerado como se Deus tratasse, à semelhança de um Grande Irmão orwelliano.
A Kim Il Sung sucedeu-se Kim Jong Il e a agora a este, pelos vistos será sucedido pelo seu filho mais novo  Kim Jong Un (grande jogador e frequentador dos Casinos de Macau, que rico exemplo para o povo), isto entretanto senão houver nenhum golpe de teatro.
A Coreia do Norte é o país mais fechado do mundo, vive na miséria absoluta (pobreza e fome), contudo é uma potência nuclear e detêm o maior exército do mundo (com mais de um milhão de efectivos). Para além disso integra o Eixo do Mal (para os EUA).
Contudo hoje circulavam rumores que Kim Jong Il terá sido assassinado. Esta versão contraria a versão oficial, que este teria morrido vítima de um ataque de coração, enquanto viajava de comboio. O homem tinha pavor das viagens aéreas e sempre que viajava fazia-o de comboio.
O certo é que provavelmente nunca saberemos a verdade.

Plano para socorrer britânicos em caso de colapso económico



O que hoje é verdade, amanhã é mentira e vice-versa.
Na manhã de Domingo, enquanto fazia a barba fiquei boquiaberto com as notícias, que me chegavam via rádio - TSF – segundo aquela estação e citando o Sunday Times do passado Domingo, o Governo de Sua Majestade teria planos para evacuar todos os cidadãos britânicos em Portugal e Espanha, em caso de colapso bancário.
Glup, engoli em seco. Segundo o White Hall não se augura nada de bom, para a zona euro e estes (os britânicos) estarão preparados para o pior. 
O que é que eles sabem que nós não sabemos? - Interroguei.me apreensivo.
Porque motivo, o Governo Português efectuou uma reunião no passado Domingo, que durou 11 horas e nada transpareceu cá para fora?
Ao longo do dia, o efeito da notícia foi-se esvaziando e atenuando, de desmentido em desmentido…
Aguardemos pois, com serenidade, o que nos reserva o futuro. 
O melhor é vivermos um dia de cada vez e não sucumbirmos ao medo.

Sim senhor, que ricos amigos arranjamos...

Mais informação em:

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