quarta-feira, dezembro 02, 2009

Notícias do CERN - LHC atingiu velocidade record!


O grande acelerador de partículas (LHC), destinado a desvendar os segredos da criação do universo, atingiu no passado dia 30.11.2009, uma velocidade nunca antes alcançada, anunciou o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN). O LHC impeliu nessa manhã dois feixes de protões a uma energia de 1,18 teraelectrão-volt (TeV), ultrapassando o recorde de 2001 conseguido pelo Fermilab de Chicago, nos Estados Unidos, que atingiu uma velocidade de 0,98 TeV.

"O LHC tornou-se hoje no acelerador de partículas mais poderoso do mundo. É fantástico", congratulou-se o director geral do CERN, Rolf Heuer. O mesmo acrescentou que irão continuar a proceder por etapas, pois ainda "há muito a fazer antes de se começar a fazer física em 2010".

O objectivo do LHC é criar condições para a colisão de protões a uma velocidade próxima da luz e assim simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, há 13,7 mil milhões de anos, no que será a maior experiência científica do século.

A estrutura foi reactivada a 20 de Novembro, após 14 meses de paragem devido a uma avaria grave provocada por uma ligação eléctrica defeituosa, tendo as primeiras colisões ocorrido três dias depois. A falha provocou deteriorações mecânicas e uma fuga de hélio das massas frias de um íman, o que implicou uma prolongada reparação, tornada mais demorada pelo tempo necessário ao reaquecimento do sector afectado do LHC, já que funciona a temperaturas de até dois graus Kelvin (-271 C). Esta avaria implicou ainda o posterior arrefecimento, além de que toda a estrutura foi encerrada durante o último Inverno devido aos elevados custos energéticos.


Participação portuguesa
Portugal é membro do CERN desde 1986 e neste projecto participam dezenas de portugueses, tendo a sua construção envolvido várias empresas nacionais, como o Instituto de Soldadura e Qualidade, o grupo Efacec, a A. Silva Matos Metalomecânica e a ACL - Indústria de Componentes. A construção da estrutura prolongou-se por mais de 12 anos, ao custo de 3,76 milhões de euros, e mobilizou milhares de físicos do mundo inteiro.

1 comentário:

Adriano Crivelli disse...

O futuro nos dirá a que veio essa tecnologia. Uma coisa eu garanto sem sombra de dúvidas, para fazer o bem não foi.

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