Vinte e cinco anos depois, do desastre de Chernobyl, há páginas negras que não podemos arrancar do livro da História e esta é uma delas…
Três países afectados (Ucrânia, Rússia e Bielorússia), uma área superior a 200.000 Km2 contaminada. Ao certo, o número oficial de mortos nunca o saberemos, estima-se que perderam a vida entre 100.000 a 200.000 pessoas…
E já agora expliquem-me o que distingue uma explosão nuclear militar duma explosão nuclear civil?
Sabia que a explosão ocorrida em Chernobyl foi 400 vezes superior à de Hiroshima?
Até onde leva a voracidade do Homem para obter Energia? Será que vale tudo?
Será este o caminho correcto, a ser trilhado?
Para a posterioridade ficou o vazio, uma imensa região deserta, mutações e contaminações, que perdurarão para todo o sempre…
Take um - No dia 11 de Março de 2011, o Japão é sacudido por um tremor de terra, que superou todas as expectativas, 9,1 na escala de Ritcher - equivalia à destruição absoluta.
A ilha principal eleva-se 2,4 metros e aproxima-se 4 metros dos EUA. Ocorrem alterações no eixo da Terra e o dia encurta.
Take dois – Dois tsunamis varrem a costa japonesa, a Norte de Tóquio, em Sendai há mais de 10.000 desaparecidos.
Take três – O melhor estava para vir, algumas horas depois…
Na Central Nuclear de Fukushima Daiichi, quatro reactores entram em colapso, ocorreu meltdown, não havia como arrefecer os quatro reactores, um após o outro explodiram, libertando por quatro vezes, quantidades impensáveis de materiais radioactivos para a atmosfera, dos 800 técnicos da Central, ficaram só 50, para evitar o impensável, agora, pouco haverá a fazer, com Césio, Plutónio e Urânio, partículas altamente radioactivas e letais, à solta na atmosfera, tudo contaminando e com uma longa vida (duram milhares de anos).
O perímetro de segurança passou de 20 para 100 km, havendo já localidades evacuadas e a nuvem radioactiva já chegou a Tóquio. Nos aeroportos japoneses é a debandada total. Do Céu ao Inferno, em poucas horas…
De desgraça em desgraça, as autoridades japonesas não contam tudo aquilo que sabem.
Certo, certo, é que o Homem não aprende com os desastres de Three Mile Island (EUA), Chernobyl (na Ucrânia) e agora Fukushima Daiichi (no Japão)!
Não lembra ao Diabo construir reactores nucleares em áreas sísmicas altamente instáveis e se estes entrarem em fusão quem os trava? Como se controla um reactor em fusão?
Respondam-me ainda a outra questão: O que distingue uma experiência nuclear simpática duma experiência nuclear agressiva?
Em Fukushima Daiichi houve formação de cogumelo atómico…
Vejam a explosão do reactor 3 - A que conclusão chegaram?
Agora venham os políticos nacionais (Cavaco Silva e Mira Amaral) fazer a apologia do nuclear…
Uma coisa posso dizer: Nuclear não obrigado (com Almaraz aqui tão perto)!