Av. Emídio Navarro, Coimbra, quando os comboios a vapor andavam no Ramal da Lousã, postal que remonta aos inícios do século passado.domingo, junho 15, 2008
Coimbra Antiga (15)
Av. Emídio Navarro, Coimbra, quando os comboios a vapor andavam no Ramal da Lousã, postal que remonta aos inícios do século passado.sábado, junho 14, 2008
Wazimbo, "Nwahulwana"
Wazimbo, uma das grandes vozes de Moçambique, desenvolveu o seu talento com a Orquestra Marrabenta Star, nos anos 80 e 90. A canção, "Nwahulwana", foi apresentada no filme «A Promessa», com Jack Nicholson.
sexta-feira, junho 13, 2008
Moscovo, Dia da Vitória
Já lá vai mais de um mês…
Moscovo, 9 de Maio de 2008, 63 anos depois assinalou-se com pompa e circunstância a data do aniversário da vitória da URSS sobre a Alemanha Nazi…
Desta vez, pareceu que recuamos no tempo até aos anos mais turbulentos da Guerra Fria. Só que desta vez, os Senhores do Kremlin são outros e mostraram de novo ao Mundo, o seu Exército, com destaque especial, para os Blackjack que aparecem na parte final do filme.
O aviso ficou feito só que desta vez Moscovo tem uma nova arma, o petróleo e o gás natural…
Texto – Mário Nunes
O Golpe ....
quinta-feira, junho 12, 2008
The Strangulers, Golden Brown
Golden Brown
Golden brown texture like sun
Lays me down with my mind she runs
Throughout the night
No need to fight
Never a frown with golden brown
Every time just like the last
On her ship tied to the mast
To distant lands
Takes both my hands
Never a frown with golden brown
Golden brown finer temptress
Through the ages she's heading west
From far away
Stays for a day
Never a frown with golden brown
Never a frown
With golden brown
Never a frown
With golden brown
The Stranglers
quarta-feira, junho 11, 2008
Do Portugal Profundo
Concordo absolutamente...
in http://almapatria-patriaalma.blogspot.com/
Conferência sobre a Humanidade

A Conferência irá realizar.-se no próximo dia 25 de Junho de 2008, entre as 11 e as 13 horas e terá lugar no Museu da Electricidade, em Lisboa.
O Evento será organizado pela Cunha Vaz & Associados.
A Conferência está vedada a jornalistas e não poderá ser transmitida ou reproduzida.
(excerto da notícia publicada no DN, de 8 de Junho de 2008, pg. 25)
Nova Águia em Aveiro e Coimbra!
11 de Junho - 15h00: Universidade de Aveiro
- 19h00: Casa Municipal da Cultura (Coimbra)
FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: http://www.zefiro.pt/novaaguia
NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI
http://www.novaaguia.blogspot.com
SEDE NORTE: Associação Marânus; SEDE SUL: Associação Agostinho da Silva; SEDE DE REDACÇÃO: ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA (Rua do Jasmim, 11, 2º – 1200-228 Lisboa; E-Mail: AgostinhodaSilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http: www.agostinhodasilva.pt; NIF: 503488488; NIB: 0033 0000 2238 0019 8497 2)
A NOVA ÁGUIA está vinculada a três entidades : Associação Marânus/ Teixeira de Pascoes, Associação Agostinho da Silva e MIL : Movimento Internacional Lusófono. Inspirando-se na visão de Portugal e do Mundo de Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, a NOVA ÁGUIA assume-se como um órgão plural.
terça-feira, junho 10, 2008
Elena Varela López, “Newen Mapu Che, La Fuerza de la Gente de la Tierra”
«Elena Varela López foi detida em Maio, no Chile, quando filmava um documentário sobre a etnia índia Mapuche, que tenta resistir à invasão das suas terras ancestrais, pelas indústrias madeireira e mineira. As imagens que aqui se mostram fazem parte do trailer do documentário. Com partes já filmadas, a produtora do filme disponibilizou no You Tube, uma sinopse de “Newen Mapu Che, La Fuerza de la Gente de la Tierra”. Os Mapuche, são a maior etnia presente no território chileno, estendendo-se ainda por partes da Argentina. A população contabiliza não mais de 630 mil pessoas. A jornalista foi presa a 6 de Maio, juntamente com outras quatro pessoas e todo seu material confiscado, depois de quatro anos de trabalho de campo, financiados pelo próprio Estado chileno.»
in Publico
Queremos entregar a ustedes, el Video Sinopsis de la película "Newen Mapu Che, La Fuerza de la Gente de la Tierra" con el objetivo de mostrar parte del trabajo que ella realizaba en los ultimos años con los fondos entregados por el gobierno de Chile, no comparto su vision, pero si creo que se debe respetar la diversidad...
domingo, junho 08, 2008
Rui Veloso, Sei de uma camponesa
Abril de 1980, Rui Veloso «Ar de Rock»Sem campo sem quintal
Que canta debruçada
Ao sol da seara
O trigo na cara
De suor tão debulhada
Sei de uma camponesa
Que dança à noite na eira
Perfumada de avenca e feno
Enfeitada de tomilho
E canta com a expressão
De quem vai ter um filho
Mesmo pelo coração
Sei de uma camponesa
Que nunca enche esta cidade
Nunca se senta à minha mesa
Nunca me leva à sua herdade
Para ouvir um trocadilho
Para tornar realidade
Um sonho que perfilho
Carlos Tê / Rui Veloso
Ar de Rock foi gravado em Abril de
Surgem os êxitos como "Rapariguinha do Shopping", "Donzela Diesel", "Sei de Uma Camponesa" e "Chico Fininho".
O single «Chico Fininho» torna-se desde logo Disco de Platina.
«Ar de Rock» foi a revelação do ano e o melhor álbum do ano.
Rui Veloso permitiu o lançamento de novas bandas e novos projectos, em português…
Apelidado por uns como o pai do rock, por outros como o melhor cantor de blues português. Aquele que teve o privilégio de tocar e cantar com B.B. King.
Agora e sempre, 28 anos depois, Rui Veloso
Rui Veloso e a Banda SonoraDiscografia:
- 1980 - Ar de Rock
- 1982 - Fora de Moda
- 1983 - Guardador de Margens
- 1986 - Rui Veloso
- 1988 - Ao Vivo
- 1990 - Mingos & Os Samurais
- 1991 - Auto da Pimenta
- 1995 - Lado Lunar
- 1998 - Avenidas
- 2000 - O Melhor de Rui Veloso
- 2003 - O Concerto Acústico
- 2005 - A Espuma das Canções

Página Oficial de Rui Veloso
http://www.ruiveloso.net/
Mais de vinde anos depois, a mesma música:
Sobre o Rock Português:
http://rockemportugal.blogspot.com/
do amigo Aristides Duarte e referência nacional para uma História da Música Portuguesa…
sábado, junho 07, 2008
Journey to the Centre of the Earth - Viagem ao Centro da Terra
Romance de Júlio Verne, «Viagem ao Centro da Terra» é de novo adaptado ao cinema, agora em formato 3 D, com estreia mundial, a 11 de Julho de 2008!
E visite o site oficial do filme:
sexta-feira, junho 06, 2008
Cassini-Huygens, Saturno e suas Luas
O Sol no lado oposto a Saturno
A Cassini-Huygens é uma das missões mais ambiciosas alguma vez lançada no espaço interplanetário. Carregada com uma panóplia de instrumentos poderosos e câmeras, a nave espacial é capaz de efectuar medições precisas e registar detalhadas imagens numa variedade de condições atmosféricas e da luz espectros.
Hyperion
Desde então para cá tem enviado para casa valiosos dados, que nos ajudarão a compreender Saturno e suas luas.
A sonda Huygens entrou na atmosfera de Titã, a maior lua de Saturno, e desceu através de pára-quedas na sua superfície.
Fotografias descobertas após passagem pelo Jumento, um excelente blogue com matérias e fotografias portentosas. A merecer visitas diárias e constantes.
quinta-feira, junho 05, 2008
Biocombustíveis (3)

Crise Alimentar: Vaticano defende reforma agrária como solução
05 de Junho de 2008, 20:54
Lisboa, 05 Jun (Lusa) - O Vaticano aponta a reforma agrária e o favorecimento das populações rurais como a solução para a crise alimentar, noticiou hoje a agência católica Ecclesia.
A posição foi manifestada pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz, numa nota, por ocasião da cimeira sobre segurança alimentar da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma (Itália).
"A questão da reforma agrária nos países em vias de desenvolvimento não pode ser descurada, para que se confira a propriedade da terra aos cidadãos e se favoreça assim o uso de milhares de hectares de terra cultivável", refere a nota, citada pela Ecclesia.
A Santa Sé considera que a escalada dos preços dos bens alimentares "poderia transformar-se numa oportunidade de crescimento para os países mais pobres do mundo", desde que as nações mais ricas se empenhem no seu "desenvolvimento agrícola".
O Conselho Pontifício Justiça e Paz revelou-se igualmente preocupado com a eventual redução da área de cultivo face à produção de biocombustíveis.
"Não se pode pensar em diminuir a quantidade de produtos agrícolas destinados ao mercado de alimentos, ou às reservas de emergência, a favor de outros fins que, mesmo se pertinentes, não satisfazem um direito fundamental como o da alimentação", assinala a nota.
O Vaticano lamenta ainda a especulação financeira sobre as matérias-primas, pedindo a "regulação" de preços.», Segundo a Lusa
Isto traz água no bico, a Igreja Católica, a defender a reforma agrária?
Estranho, muito estranho mesmo…
quarta-feira, junho 04, 2008
TV, Terapia para a Amnésia Colectiva?
A televisão transformou-se no sonífero ideal…
Quantos de vocês após um dia de trabalho, ao esperarem por aquele filme, horas e horas a fio, depois de novelas e novelos entediantes e sem qualquer conteúdo, acabam a dormir no sofá?
Que ondas levarão os telespectadores para o reino de Morfeu?
Será que alguém arranjou um excelente analgésico, calmante e relaxante para nos levar a todos à amnésia colectiva?
Texto – Mário Nunes
Tiananmen, China - 4 de Junho de 1989
Para a História ficou o Massacre, a que todo o Mundo assistiu...
terça-feira, junho 03, 2008
Gabriel, O Pensador

«GABRIEL E O 'RAP' PENSADOR
Affonso Romano de Sant'Anna
Publicada na coluna "Prosa & Verso" do jornal O Globo, em 24/11/2001
Estou ouvindo o novo disco de Gabriel o Pensador -"Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo" - e sigo lendo seu primeiro livro "Diário Noturno" (Ed. Objetiva). O livro com fotos, páginas de diário, reprodução de provas escolares, poemas e crônicas, insere-se num gênero novo que vem sendo praticado nas últimas décadas a que chamaria de agenda biolírica. Adolescentes praticam isto usando pilôs coloridos, exercitando, sem o saber, a "estética do fragmento": o mundo refletido em cacos de espelho narcísico. Numa sociedade pragmática que agenda tudo, crianças e adolescentes agendam fantasias e libidos cromaticamente. No caso de Gabriel, ele vai muito além. Embora o livro seja de quando o "autor era um moleque meio maluco que nem imaginava que um dia um maluco meio moleque iria meter a mão nas suas intimidades e mostrar prá todo mundo", Gabriel está produzindo uma agenda crítica de seu tempo.
O livro é a continuação do disco: um rap biográfico. Um informa sobre o outro. A passagem de um texto da série musical para a série literária é arriscadamente complexa. Aliás, há pouco, surgiu um livro centrado nisto - "Ao encontro da palavra cantada" (Ed. 7 Letras), onde Cláudia Neiva de Mattos e colaboradoras reuniram especialistas, que vão deste este cronista a Augusto de Campos, Miguel Wisnik, José Ramos Tinhorão e dezenas de outros, para estudarem a relação entre a palavra e o canto, tanto na música popular quanto na clássica. Lá eu dizia essa platitude: em termos de música popular, há quatro tipos de expressão: a música que canta, a música que fala, a música que corporifica, a música que visualiza.
Pois Gabriel, que quando quando canta é Gabriel o Pensador e quando escreve é Gabriel o Cantador, é um precioso exemplo para se estudar isto. O rap - recitativo rítmico musical originário dos subúrbios negros americanos, encontra nele uma instigante realização. Podemos ouvi-lo, pelo menos, de duas maneiras. O ouvinte espontâneo e ingênuo associa-se ao seu agressivo protesto político e social satirizando a corrupção, as drogas, a alienação de ricos e políticos. Já o ouvinte culto pode ouvi-lo na pauta de nossa produção cultural e fazer algumas correlações. Por exemplo: a relação entre o seu rap e os repentistas nordestinos. Posso até sugerir um termo de confluência - "rapentista". Esse tipo de texto, que está nos clássicos repentistas como o Patativa do Assaré, e nas emboladas, no samba e desafios, exercitando a mordacidade através das rimas imprevistas e dos jogos de palavras. O processo é aquele da "palavra-puxa-palavra", onde o texto faz curvas, dobra-se sobre si mesmo, desfolhando sentidos novos. Já no título do CD isto está subentendido, pois à frase "seja você mesmo" segue-se "mas não seja sempre o mesmo", aparentemente contradizendo, mas duplicando a mensagem.

O ouvinte culto pode ainda fazer uma pertinente associação lembrando o CPC (Centro Popular de Cultura), fomentado pela UNE no princípio dos anos 60. Possivelmente Gabriel nunca ouviu aquele disquinho onde havia não só o histórico "Subdesenvolvido", como outras canções de protesto, na voz até de cantores conhecidos, como Nora Ney. Acreditávamos que a música podia ajudar a fazer a revolução. O diabo é que aquelas músicas não eram tocadas nas rádios, ao contrário dessas de Gabriel, que atravessam a zona sul e os subúrbios, agitam com requebros e uivos os auditórios das televisões. A cultura de massa modificou-se tanto, que o próprio protesto virou artigo de consumo.
Mas é por essa brecha que Gabriel penetra produzindo um texto musical que critica a alienação de uma geração que era (ou é) incapaz de formular sequer um discurso, a geração que dizia que não estava-nem-aí, geração monossilábica, a geração do "Ãh": "Eu não sei quem inventou essa mania e nem sei o que seria esse "ãh" . Eu só sei que eu acordei no outro dia e só ouvia todo mundo dizer ãh" .Tranquilamente fui ali na padaria e falei bom dia, responderam "ãh" . Comprei um pão e fui ver televisão, só que na programação só tinha "ãh"… E daí prá frente vai narrando até encontros com gatinhas cujo papo é só "ãh", "ãh" ironizando a falta geral de léxico e nexo do discurso social.
Então, eu diria, que Gabriel procura a fala plena, o discurso cheio, contra o minimalismo alienado e alienante, porque não adianta só reclamar bramando: "ninguém tá escutando o que eu quero dizer! Ninguém tá me dizendo o que quero escutar! Ninguém tá explicando o que quero entender! Ninguém tá entendendo o que quero explicar". É preciso algo mais: "não adianta só pensar. Você tem que dizer! Diz! Porque as palavras têm poder. Mas não adianta só falar. Você também tem que fazer".
Diferente da música que se embala nos lugares comuns da sensibilidade e dos careteiros góticos e darques com uma rebeldia vazia, Gabriel vitupera contra a "masturbação mental" acentuando:"Deus me livre dessa rebeldia que fala e não diz nada".
Gabriel pensa, logo existe.
Gabriel canta. E resiste.
http://www.gabrielopensador.com.br/
«Primeiramente vamos falar como surgiu o apelido: Pensador.
Gabriel fala o que pensa. E como ele fala! As palavras saem aos borbotões, justificando o apelido de Pensador: "Esse nome surgiu logo nas minhas primeiras letras. Não me lembro racionalmente como foi, mas veio bem porque combina. Ultimamente não tenho gostado dessa característica de pensar demais porque ta me dando insônia. Eu fico até puto! Ás vezes eu deixo de me divertir pra ficar pensando, analisando, tirando conclusões.".»
O Cachimbo da Paz
Gabriel Pensador
A cri... (cough)
A cri... (cough)
A criminalidade toma conta da cidade
A sociedade põe a culpa nas autoridades
O cacique oficial viajou pro Pantanal
Porque aqui a violência tá demais
E lá encontrou um velho índio que usava um fio dental e fumava o Cachimbo da Paz
O presidente deu um tapa no cachimbo e na hora de voltar pra capital ficou com preguiça
Trocou seu palitó pelo fio dental e nomeou o velho índio pra Ministro da Justiça
E o novo ministro, chegando na cidade, achou aquela tribo violenta demais
Viu que todo cara-pálida vivia atrás das grades e chamou a TV e os jornais
E disse: "Índio chegou, trazendo novidade índio trouxe Cachimbo da Paz"
Maresia, sente a maresia, maresia...
Apaga a fumaça do revólver, da pistola
Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
Acende, puxa, prende, passa
Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça
Todo mundo experimenta o cachimbo da floresta
Dizem que é do bom, dizem que não presta
Querem proibir, querem liberar
E a polêmica chegou até o congresso,
Tudo isso deve ser pra evitar a concorrência
Porque não é Hollywood mas é o sucesso
O Cachimbo da Paz deixou o povo mais tranquilo
Mas o fumo acabou porque só tinha oitenta quilos
E o povo aplaudiu quando o índio partiu pra selva e prometeu voltar com uma tonelada
Só que quando ele voltou "Sujou"!
A Polícia Federal preparou uma cilada
_"O Cachimbo da Paz foi proibido.
Entra na caçamba vagabundo! Vamô pra DP!
Ê, ê, ê! Índio tá fudido porque lá o pau vai comer!"
Maresia, sente a maresia, maresia...
Apaga a fumaça do revólver, da pistola
Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
Acende, puxa, prende, passa
Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça
Na delegacia só tinha viciado e delinquente
Cada um com um vício, um caso diferente
Um cachaceiro esfaqueou o dono do bar porque ele não vendia pinga fiado
E um senhor bebeu uísque demais, acordou com um travesti e assassinou o coitado
Um viciado no jogo apostou a mulher, perdeu a aposta e ela foi sequestrada
Era tanta ocorrência, tanta violencia, que o índio não tava entendendo
Ele viu que o delegado fumava um charuto fedorento e acendeu um"Da Paz" pra relaxar
Mas quando foi dar um tapinha, levou um tapão violento e um chute naquele lugar
Foi mandado pro presídio e no caminho assistiu um acidente causado por excesso de cerveja:
Uma jovem que bebeu demais atropelou um padre e os noivos na porta da igreja
E pro índio nada mais faz sentido
Com tantas drogas porque só o seu cachimbo é proibido?
Maresia, sente a maresia, maresia...uuulll
Apaga a fumaça do revólver, da pistola
Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
Acende, puxa, prende, passa
Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça
Na penitenciaria o "índio fora da lei" conheceu os criminosos deverdade
Entrando, saindo e voltando cada vez mais perigosos pra sociedade
Aí, cumpadí, tá rolando um sorteio na prisão
Pra reduzir a superlotação todo mês alguns presos tem que ser executados
E o índio dessa vez foi um dos sorteados e tentou acalmar os outros presos:
"Peraí, vâmo fuma um Cachimbinho da Paz"...
Eles começaram a rir e espancaram o velho índio até não poder mais
E antes de morrer ele pensou: "essa tribo é atrasada demais. Eles querem acabar com a violência, Mas a paz é
contra lei e a lei é contra paz"
E o Cachimbo do Índio continua proibido
Mas se você quer comprar é mais fácil que pão
Hoje em dia ele é vendido pelos mesmos bandidos que mataram o velho índio na prisão.
Maresia
sente a maresia
Maresia.. uuulll
Apaga a fumaça do revólver, da pistola
Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
Acende, puxa, prende, passa
Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça
Maresia
sente a maresia
Maresia.. uuulll
Apaga a fumaça do revólver, da pistola
Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
Acende, puxa, prende, passa
Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça

















